My boyfriend is a Dragon
1 O jantar
Notas iniciais
Estou iniciando um novo projeto diferente do que estou habituada a escrever ^^ Isso será um desafio e também aprendizagem! Veremos se me saio bem, ne?
Podem ser críticos pois vejo se amplio a minha escrita para outras temáticas!
Espero que gostem!
- Esse será o seu novo irmão... – Foi isso que sua mãe falou quando Amélia foi exposta ao seu novo membro da família. Fazia alguns meses que sua mãe tinha lhe informando que estava namorado, contudo até o momento não tinha conhecido o dito namorado....Tudo parecia ser envolto em uma bruma misteriosa cuja rotina agitada de escola, aulas de línguas e de arte entre outros afazeres a fizeram deixar para o lado tal incógnita que era o romance de sua mãe, até o dia que foram convidados para aquele jantar e foi anunciado o noivado. Amélia ainda tentava absorver toda aquela história... Casamento? Nova família? Novo irmão? Como assim?
A garota levantou o seu olhar, que anteriormente se concentrava no seu prato vazio sobre a mesa, de fato eles nem tinham feito o pedido e já estavam falando sobre o casamento? Agora toda a fome que a jovem adolescente sentia foi esquecida, e pensar que estava tão ansiosa por vir a tal restaurante considerado um dos melhores da região... E agora? Tudo lhe parecia desconfortável...
-Amélia...Diga alguma coisa! –Mandou a sua mãe, o menina lançou um olhar mortal para a sua progenitora. O que ela esperava? Um sorriso e congratulações? Ela escondeu que iria se casar! Nem apresentou o misterioso namorado antes e agora diz que teria um “irmão”! Sinceramente Amélia já começava a duvidar da sanidade de sua amada mãe.
-Ele não será meu irmão e nem ele o meu pai... – Falou a garota finalmente encarando o namorado e seu filho, pode notar o olhar penetrante que o outro adolescente lhe lançava, Amélia podia jurar ter ouvido um rosnado. Não podia negar que aqueles dois eram lindos, o mais velho tinha cabelos negros longos amarrados em um rabo de cavalo, olhos azuis escuros e penetrantes, pareciam ver muito além...Tal como se analisassem a própria alma do indivíduo, Amélia sentia um pouco de receio com relação a ele, tinha se apresentado com Arthur, apesar do aspecto físico intimidador era bastante simpático ao contrário do seu filho que permanecera calado ao longo de todo o encontro. O adolescente de nome Alex compartilhava as mesmas tonalidades de cabelo e dos olhos do pai, contudo não se esforçava em ser agradável, lançando olhares furiosos para todos os membros da mesa e as vezes resmungando algo que só o pai dele entendia.
-Amélia! Tenha modos! O que o Arthur vai pensar? –Falou a sua mãe corando um pouco e olhando para o amado que apenas sorriu.
- Vai pensar que eu não serei a filha dele... Eu não o conheço não posso simplesmente chama-lo de pai e nem esse garoto...-Apontou para Alex sem se importar com os olhares do adolescente – Vai ser meu irmão... Como espere que eu aceite tudo isso? Á semanas atrás você disse que estava namorado e agora quando eu finalmente tenho a chance de conhece-lo você diz que vai casar? Francamente!
-Amélia! Você também não pareceu nada interessada no meu namoro! –Contra-atacou a mãe.
-Eu tenho coisas para fazer! Além disso, seus namoros as vezes não duram nem um mês! Como eu iria saber que esse iria ser sério?
-Senhoritas... –Interveio Arthur tentando apaziguar os ânimos das duas. Amélia só então notou que estavam chamando a atenção...As pessoas de outras mesas cochichavam e os fitavam me um misto de curiosidade e desaprovação. O adolescente corou, normalmente discutia muito com a sua mãe, afinal muitas vezes parecia que a sua progenitora era uma criança! Agindo sem pensar e se metendo em confusões diversas... Amélia se sentia no papel da “mãe” sendo a parte racional da família.
-Eu entendo você Amélia...-Disse Arthur ainda sorrindo de forma amistosa –Eu não quero me colocar no lugar do seu pai...
-Minha mãe te contou que eu nem conheço o meu pai? –Cortou Amélia ignorando o olhar reprovador de sua mãe.
-Sim...Ela me contou da história de vida dela...Alias de vocês duas...Olivia, sua mãe, era apenas uma adolescente de apenas 15 anos quando ficou gravida de você, o seu namorado, que na época era um professor, renegou ela e a criança ainda não nascida... Sua mãe sofreu muito Amélia, teve que amadurecer antes do tempo, deixar os estudos e se dedicar a sua criação...
Amélia morde internamente as bochechas em sinal de nervosismo como também de irritação, lógico que sabia que sua mãe tinha feito muitos sacrifícios para cria-la, ela poderia ter optado pelo aborto como muitas outras garotas jovens fazem, todavia ela foi corajosa e se manteve firme na sua convicção que conseguiria cria-la.
-Eu a admiro...Ela é uma mulher forte...Foi por isso que me apaixonei...Sei que as coisas podem parecer apressadas, contudo posso lhe garantir que tenho a melhores das intensões, quero dar felicidade a sua mãe e protege-la...Isso se estende a você! Eu não quero iniciar uma relação já com intrigas... Não quero ser o seu pai, poderíamos começar como um amigo...
A garota ficou em silêncio analisando a situação, ele parecia ser sincero, diferente dos antigos namorados de sua mãe...Arthur foi o único parecia de fato ter uma relação verdadeiramente séria... Lógico que não poderia confiar nele logo de início, mas poderia dar uma chance.
-Que papo mais fresco! –Falou, pela a primeira vez Alex – Essas humanas deveriam se sentir agradecidas por meu pai está oferecendo uma oportunidade destas... Se ela não quiser aceitar e ser tola...Que seja, para que precisamos nos humilha e...
Um som alto se fez ouvir no restaurante e pareceu ecoar pelo estabelecimento. Amélia tinha se levantando e dado um tapa no rosto do outro garoto. Não foi um simples tapa, ela aplicou toda a sua força naquele golpe deixando a bochecha de Alex avermelhada.
-Humanas? Você é o que? Um alien? Seu pai está sendo educado e levando em consideração os nossos sentimentos! Ele não está se humilhando...Na verdade ele está sendo honrado! Ao contrário de você... Vê se cresce! – Disse autoritária.
-Como você ousa... – Rosnou o garoto, a adolescente pode jurar ver a íris dele mudar de azul para vermelho por alguns segundos, contudo Alex fora silenciado por seu pai que lhe segurou o braço.
-Ela está certa! Alex...Peça perdão! –Mandou Arthur.
-Quer que eu peça perdão...A uma huma...Digo...A ela?! –Ele parecia incrédulo com o pedido ainda massageando a bochecha.
-Sim... Se queres receber respeito deve-se também respeitar aos outros... Agindo desta forma pareces um filhote...
“Filhote? Humana? Esses dois são estranhos...Será que são gírias de outra região?” Pensou Amélia observando a interação da dupla masculina.
Alex se levantou. Rodeou a mesa e ficou de frente a Amélia, esta engoliu em seco sem saber o que esperar... Agora percebia o quanto Alex era alto e forte... Se ele lhe desse um tapa, tinha certeza que não deixaria uma leve vermelhidão como o dela deixou no rosto do rapaz.
- Perdão...- Alex se ajoelhou e pegou a mão da adolescente e levou aos seus lábios as beijando de leve.
-O...O ...O que pensa que está fazendo? –Disse a garota tentando retirar a mão, mas o rapaz a segurava uma força quase sobre-humana.
-O que? Agora não aceitas minha desculpas?
-Por que não pode desculpas...De uma forma normal?!- Amélia não pode esconder o corar que dominava o seu rosto e para seu horror parecia que Alex tinha percebido o seu embaraço e sorriu provocador.
- Você fica envergonhada com um simples beijo na mão...Você por acaso é virgem?
Olivia conteve uma risada, aquele garoto realmente não sabia com que estava lidando e Arthur, por outro lado, balançava a sua cabeça em sinal de desaprovação.
-Se-seu...Grande idiota!! –Amélia não pensou duas vezes em chutar o rapaz a sua frente... Sinceramente acaba por concluir que o odiava!
Aquele era o nascimento de uma nova família... Arthur já previa que não seria algo tão pacifico quanto tinha planejado.
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