Notas iniciais
Hola! Então, novo capítulo! Aproveitem!

–Então, como veem, minha vida está uma complicação... –Falou Amélia soltando um longo suspiro. Soprou sobre o seu café para depois bebericar ,observou suas colegas de escola. Que, por sua vez, a miravam com misto de admiração e surpresa. O grupo estava relaxando em um pequeno café próximo das escola como sempre faziam as sextas feitas, todavia aquele dia era um encontro especial, pois Amélia tinha resolvido revelar as amigas o porquê de sua ausência nas atividades fora da escola.

–Essa história parece algo semelhante a conto de fadas... Sua mãe encontrou seu príncipe encantado! – Falou em um tom sonhador Jessica, esta era uma garota de cabelos negros curtos usava óculos grandes que ocultavam grande parte do seu rosto. Amélia olhou irritada para a amiga, sabia que ela adorava ler e assistir novelas cuja temática se voltava para romances, nunca questionou os gostos “açucarados” dela...Contudo com relação a sua vida pessoal ser comparada a um “conto de fadas”? Isso Amélia não concordava, estava mais para um conto de terror!

–Não sei quanto a Jess, mas eu devo concordar em uma coisa...Você tem muita sorte! Se as fotos do seu futuro “pai” e “irmão” forem verdadeiras...Eu adoraria participar de sua família e quem sabe...Praticar o incesto! –Piscou Adriana, Jessica ficou totalmente rubra com aquilo e escondeu o rosto por trás do cardápio do café. Amélia também não pode conter o corar que dominou as suas bochechas, Adri sempre fora meio pervertida, a garota de cabelos loiros longos e olhos de íris azuis que pareciam brilhar a cada comentário meio tarado que ela articulava.

–Arthur não vai ser meu pai tão pouco o Alex vai ser o meu irmão! Já disse isso! –Rosnou em resposta, Adriana apenas sorriu mais largo.

–Então não deve se preocupar com o fato de ser incesto! –Piscou novamente.

–Adriana...- Choramingou Jess.

–Acho que estamos fugindo do que realmente preocupa a Ame... –Outra garota interrompeu a conversa, era a única que bebia chá ao invés de café , como as amigas, sua aparência consistia de cabelos roxos, pintados lógico, e olhos castanhos ... Havia um certo ar de sagacidade ao seu redor o que a tornava uma ótima pessoa para ouvir e dar conselhos, seu nome era Rebecca – Pelo o que entendi sua mãe conheceu esse tal de Arthur faz algumas semanas e ambos já planejam o casamento?

–Exato...-Concordou Amélia voltando a sua atenção para sua xícara de café –E só faz uma semana que conheço esse tal de Arthur... Não que ele seja chato como os namorados anteriores da minha mãe...Mas...

–Tudo parece muito rápido, não é? –Completou Rebecca.

–Sim...Por outro lado nunca vi a minha mãe tão feliz quanto está agora... Acho que o Arthur a completa de certa forma...Eu sempre desejei que ela encontrasse alguém, afinal a juventude dela foi perdida quando ela engravidou e...

–Amélia, não se sinta culpada pelos atos de sua mãe... Todos nós fazemos sacrifícios e escolhas, ela optou por amadurecer mais cedo para poder te criar, não tem nada de errado nisso...

–Eu sei... –Suspirou Amélia – Hoje mesmo iremos nos mudar para a casa do namorado da minha mãe...

–Você vai morar junto com aqueles dois gostosões?! – Pergunta Adriana eufórica.

–Adri...Fale mais baixo! –Advertiu Amélia vendo que os clientes das outras mesas os olhava atravessado –Controle-se!

–A casa deles deve ser como um castelo...Levando-se em conta que eles...São ricos ne? Ah....-Jess suspirou novamente sonhadora.

–Você não deveria estar ajudando na mudança? –Perguntou Rebecca sendo a mais racional das três amigas.

–Eu fugi... Eu não concordei com essa mudança...Primeiro o anuncio do noivado e agora morar juntos? Eles nem ligam mesmo para a minha opinião... –Resmungou.

–Ora se anime...Pelo o que você nós contou esse Arthur parece ser bem legal! –Sorriu Adriana.

–O problema não é ele...-Revelou meio emburrada Amélia.

A porta do café abriu de súbito fazendo todos no interior se assustarem, a porta era de vidro parecia ter rachado com a força que lhe foi submetida.

–Te achei...-Um rosnado foi ouvido e Amélia se sobressaltou, mas logo o sentimento de surpresa foi substituído por irritação.

“Como ele me encontrou?” Pensou evitando de buscar pela fonte da voz, afinal já sabia quem era.

–Oi! Nós vamos embora! –Uma mão forte lhe puxou o pulso, Amélia foi forçada a ver aquele que se tornou seu principal alvo de raiva nos últimos dias.

–Eu tenho um nome sabia?! –Amélia chutou a perna do rapaz o fazendo soltar de imediato.

–Droga...-Rosnou novamente –Meu pai mentiu quando disse que as humanas são delicadas...

–Esse negocio de “humana” de novo?! Você não sabe falar de forma normal!?

–E você não sabe cumprir ordens? O que o meu pai disse? “ Fique e ajude na mudança”! E o que você fez? Está aqui...Bebendo...-Pegou a xícara de café e bebeu de um gole o seu conteúdo –Eca! Isso tem um gosto horrível!

–Esse era o meu café, seu idiota! Se não gosta por que bebeu!? –Branda incrédula com a atitude do outro.

–Er... Isso conta como beijo indireto? –Perguntou Jess para Adriana que confirmava sorridente.

Amélia corou, tinha esquecido totalmente que estavam em um local público e ainda mais diante de suas amigas!

“Esse Alex me faz agir estranho e leva ao limite da minha paciência!”

–Certo... Agora você não tem mais o que beber desta forma não tem nada mais que fazer aqui! Vamos! –Mandou Alex ignorando totalmente os olhares de todos que estavam sobre ele.

–Eu não vim aqui só para beber! Eu vim me encontrar com as minhas amigas! –Nisso apontou para o trio de garotas que pareciam muito entretidas com a situação.

–Tsc...Que seja, vamos embora!

–Espere! Você criado em meio a bárbaros? Você nem as cumprimento! Além disso eu ainda nem me despedi!

–Ah? –Alex a encarou confuso e com certo ar de desdém.

–Eu não vou sair daqui! –Disse Amélia cruzando as pernas e bem como cruzando os braços diante de si.

–Como é que é? Eu posso muito bem te carregar até a nossa casa! –Ele enfatizou gostando de ver o fúria que transpareceu nos olhos verdes de Amélia.

–Se fizer isso eu vou fazer escândalo e ainda vou dizer ao seu amado pai o quanto você me tratou mal... –Sorriu a garota ao ver a hesitação do rapaz.

–Você não faria isso...-Rosnou tal como fosse uma ameaça.

–Eu faria sim!

Alex massageou o pescoço, ficou pensativo por alguns instantes.

–Certo... O que você quer? Quais são suas condições para que eu posso te levar para casa? –Tais perguntas foram feitas em um ranger de dentes de Alex, parecia que o garoto fazia muito esforço para expelir aquelas palavras. Amélia imaginava um placar imaginário na qual dizia Amélia 1 x Alex 0.

–Quero que sejas educado e cumprimente minhas amigas!

Alex focou a atenção ao trio que permanecera em silêncio durante toda a “briga”. O rapaz colocou a mão em seu coração e se curvou levemente.

–É um prazer conhece-las, sou Alex Dracorions II... – Se levantou e sorriu galante –Estou honrado em conhecer as amigas de minha querida “irmã” Amélia!

Amélia estava boquiaberta com a mudança de atitudes do garoto, segundos atrás ele era irritante e bruto...Agora se tornava galante e amistoso? Ou esse garoto era bipolar ou um ótimo ator!

“Ou...Ele só é assim irritante comigo?!” Pensou raivosa, de alguma forma tal mudança fazia a adolescente ficar ainda mais irritada com aquele que seria seu “irmão”.

–Ohh...Deus...Ovulei! –Falou Adriana sem pudor nenhum.

–... –Jessica escondia o rosto extremamente vermelho novamente por trás dos cardápio.

Rebecca também corou mas tentou esconder o fato bebendo o seu chá, apesar disso a xícara tremia em suas mãos.

–De antemão, já peço desculpas a vocês senhoritas por ter que levar Amélia comigo...Mas ela tem outras responsabilidades que no momento ela fez questão de ignorar!

–E-ei... –Antes que pudesse dizer alguma coisa Alex segurou a sua mão e a arrastou dali, suas amigas lhe acenaram animadas um “adeus”.

–Traidoras ...-Resmungou, Alex riu alto com aquilo.

O placar imaginário acabou de ressoar um novo ponto... Amélia 1 x Alex 1.

~~~~**~~~~MY*BOYFRIEND*IS*A*DRAGON~~~~**~~~~

–Eu já disse para me soltar... –Ralhou a garota tentando se libertar da mão que a segurava.

–Quem me garante que ao te soltar você não vai fugir...De novo? –Rosnou Alex.

Ambos andavam rapidamente pelas as ruas quase desertas da cidade, durante a semana a área comercial não era muito visitada de modo que havia algumas pessoas fazendo compras, além disso a chegada da estação chuvosa e do frio faziam que muitas andavam apressadas para alcançar suas casas buscando o conforto e ambiente quente do lar.

–Eu não vou! Para que se sei que você irá me caçar até me encontrar! –Disse cheia de sarcasmo.

–Que bom que entende a sua situação! –Nisso Alex solta a mão dela.

–Você é um bruto...-Diz ela massageando a mão recém-libertada.

Alex deu os ombros demonstrando que pouco ligava para a opinião dela.

–Se vamos viver em um mesmo teto deveria se esforçar para pelo menos ser um pouco mais simpático! -Argumentou a menina –Nossos pais parecem estar felizes juntos... Não quero ser a causa da tristeza deles por que alguém é infantil e não sabe se comportar...

–Está falando de você mesma? –Sorriu provocador.

–Não, idiota estou falando de você!

“Não tem como eu me dar bem com esse ...Esse... Bárbaro!” Pensou decidida, mas pelo menos tinha tentando.

–Isso é tão estúpido... Essa situação...Você concorda mesmo com esse casamento? –Perguntou meio curiosa, pois no jantar era evidente o descontentamento do outro adolescente.

–...Minha opinião não irá mudar o fato que eles irão se casar.- Respondeu simplesmente, colocando as mãos dentro do bolso do casaco de couro que usava – E é como você disse... Eles parecem felizes... Meu pai... Faz muito tempo que não o vejo sorrir daquele jeito...

–Oh...- Amélia se sentiu um pouco culpada com aquele comentário, tinha percebido que não sabia nada sobre Arthur ou mesmo Alex, eles também eram uma família composta de um pai solteiro criando seu filho... Não era muito diferente da situação dela.

O casal permaneceu em silêncio... Ambos imersos em pensamentos. Logo chegaram a um cruzamento, apesar de não passar nenhum veículo os dois esperaram o sinal ficar vermelho para que pudessem atravessar.

“Talvez...Eu devesse dar a ele uma chance...Quem sabe ele não é bruto deste jeito por que não teve um toque feminino em sua criação?” Pensava Amélia enquanto atravessava, subitamente sentiu ser puxada para trás.

–O que...- Se virou para encarar Alex confusa com a atitude do garoto, mas antes que pudesse brigar o choque de algo caindo a poucos centímetros a sua frente a fez paralisar. Amélia focou sua atenção para o que tinha caído... O semáforo que a poucos segundos estava sobre a sua cabeça agora jazia no chão. As luzes das três cores piscava e faíscas de curto circuito eram evidentes...Entretanto o que mais lhe chamou a atenção foi o fato que a parte de metal que o segurava parecia ter sido derretida por uma espécie de ácido.

–... Dragões púrpuras...-Murmurou Alex, parecia estar falando mais para si do que para Amélia.

“Dragões...Do que ele está falando?”

–Vamos... – Disse o rapaz rapidamente novamente tomando a mão da menina e a arrastado para longe da travessia, com a outra mão buscava o seu celular e ligava para um número. Amélia ainda tentava entender o que estava acontecendo...Um semáforo quase caiu sobre ela... Poderia ter morrido! Alex a salvou... Mas por que não se sentia tranquila com aquilo tudo, havia uma certa tensão no ar...

Amélia percebeu que Alex falava em uma língua estranha no celular... A adolescente não conseguia identificar que dialeto era aquele com certeza não era inglês ou francês... Parecia algo semelhante ao russo... O que de fato estava acontecendo?

–Eles já sabem... –Foi o que Alex falou por fim ao desligar o aparelho e colocar novamente no casaco.

–Alex...O que está havendo? –Perguntou apreensiva.

–Nada... –Disse simplesmente apressando o passo. Amélia percebeu que o rapaz não estava prestando atenção nela mas sim em algum ponto atrás... Talvez no fim da rua?

–Não olhe para trás. –Mandou vendo que a menina iria se virar.

–Mas...

–Se concentre em somente me acompanhar... – Foi o que ele disse aumentando ainda mais o passo, estavam quase correndo...

Amélia não resistiu em dar uma leve mirada para atrás de si... Logo notou que um homem usando um casaco pesado os seguia... Havia algo estranho... Desde quando alguém expele uma estranha fumaça púrpura de sua boca? Aquilo era normal?

– DRACORIONS! –Urrou a homem enquanto cuspia um jato roxo da boca atingindo um poste próximo a dupla.

O poste aos poucos derreteu caindo pesadamente no chão...

Naquele momento Amélia concluiu que aquela situação não era nada normal....

Notas finais
Os dragões são classificados em categorias de acordo com a cor que também revelam suas características de poderes. Como puderam ver os púrpuras tem a habilidade de produzir ácido e elimina-lo (cuspindo). kkk nojento não? Conforme forem aparecendo os outros dragões irei discorrer um pouco a respeito deles.