Notas iniciais
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Sanji sempre achou que seu destino era viver em um conto de fadas, com flores e pássaros, uma princesa digna de toda sua grandeza e que iria visitá-la montado em um cavalo branco, só não esperava que seu sonho realmente se tornaria real e muito menos que a princesa seria substituída por um ogro. Infelizmente detalhes da vida que não poderiam ser mudados. Quando que ele sequer cogitou a possibilidade de que se apaixonaria por outro homem? E pior, seu melhor amigo que era um completo homem das cavernas! Ele só podia estar louco por ter escolhido justo aquele brutamontes como namorado.

Bom, não exatamente namorado. Tudo bem que eles não necessariamente precisavam de uma nomeação em voz alta ou até mesmo um pedido, o que estavam tendo apenas aconteceu e cada vez mais fora aumentando, até chegar ao ponto em que estava. Já se sentia namorado de Zoro, passavam a maior parte do tempo juntos e diferente de muitas amizades que conquistaram na escola, eles ainda estavam juntos mesmo depois de formados. Inclusive, Sanji até o levou, vergonhosamente, para o baile de formatura. E eles dançaram na frente de todo mundo e o loiro se surpreendeu por não se importar com os olhares e comentários sobre os dois, sobre o casal de viadinhos da turma. Ele percebeu não ligar, seu amor por Zoro era muito grande para ficar se importando com aparências. Mesmo que tenha se sentido meio envergonhado pelo outro não saber dar sequer um passo de valsa.

Em compensação, o que Zoro tinha de ruim na dança, tinha de bom na cama. Sanji sempre ia até as nuvens quando estavam transando. O melhor era que não era mais só sexo, não que em algum momento fosse, mas era diferente. Eles estavam se beijando! Não só no momento de tesão, como a todo momento. Eles se beijavam sem estar excitados, davam selinhos extremamente bregas quando se encontravam e se despediam, basicamente devoravam a língua um do outro nos momentos mais normais do dia e no meio do sexo eles eram famintos um pelo outro. O sexo era perfeito, cada toque o fazia se sentir bem, cada estocada o fazia delirar. O loiro não sabia que poderia gozar tantas vezes em apenas um dia, nem mesmo quando se tocava sozinho havia gozado tantas vezes quanto algumas em que estava com Zoro. O moreno era faminto por seu corpo e o loiro pelo dele. Ele se sentia amado a cada toque, cada beijo. Sanji estava certo de que não poderia ser mais feliz, afinal, ser fodido, o que por sinal ele amava, especialmente quando Zoro perdia todo o controle e o fodia com força; fazer amor, que acontecia com bastante frequência até, eles eram muito exageradamente bregas; mamar aquela rola gostosa e ser mamado, ter todo seu corpo abusado e desejado quase diariamente, tem como ficar melhor? Se tinha, o loiro não fazia ideia de como, porque estava com o emprego dos sonhos e o homem dos sonhos... Não que em algum momento da vida ele tenha sonhado com homens...

Naquela manhã Zoro havia dormido em sua casa, na verdade ele estava quase se mudando para lá de tanto tempo que passava com Sanji, e eles transaram tão gostoso que ainda parecia vívido em seu corpo e durante todo o expediente no restaurante ele ficou sorrindo e se lembrando dos toques do outro, de como o chupara com vontade até ele se despejar em sua boca e depois ainda continuou chupando as bolas até que a ereção voltasse a se manter firme e grande, para ele poder cavalgar bem devagar agarradinho ao pescoço e ombros do outro, que segurava sua cintura com uma mão e a outra apertava sua bunda. E eles se beijaram tanto que parecia que seria a última vez em que se beijariam. Sem contar que era delicioso quando o outro gozava dentro de si quase no mesmo momento em que gozava no peitoral largo e abdômen muito bem definido. Zoro era uma perdição de homem.

Sanji estava mais precavido ultimamente. Na primeira vez em que transaram, foram levados totalmente pelo tesão e acabaram nem usando proteção, o que para o moreno não era tão problema já que era virgem, mas o cozinheiro estava muito longe de ser virgem. A maior parte das vezes havia usado camisinha com as garotas que ficava, mas quando alguma insistia em não usar por já tomar medicamentos e não ter perigo de engravidar, o loiro se deixava levar facilmente. Então, ele resolveu se consultar com um médico para ver se estava tudo bem, porque ficou sendo doido por uma semana achando que poderia ter passado algo para Zoro e caso tivesse se sentiria muito culpado. No fim, felizmente, estava tudo bem e ele estava seguro, então transar sem preservativo não era nenhum problema e ambos estavam se aproveitando em demasiado.

Naquela noite, havia convidado Zoro para ir em um festival, era definitivamente um encontro. Aquele dia era importante para ele, sete de julho não só era o dia em que se transferira para a escola em que conheceu o marimo, como também coincidentemente o dia em que marcava a metade do tempo que faltava para o aniversário do moreno depois de seu aniversário. Não que importasse, Sanji só era louco e ficava fazendo contas no seu tempo vago e inventando coisas que nem eram relevantes. Outra coincidência era que naquele dia acontecia o tanabata matsuri e eles iriam aproveitar, ver a queima de fogos juntos de mãos dadas e se beijariam enquanto admiravam o espetáculo. Era esse seu plano para a noite.

Lá estava ele na frente da casa de Zoro tocando a campainha. Estava exageradamente arrumado, com um lindo kimono azul bem colado no corpo que destacava bastante suas curvas elegantes. Por mais que tivesse alcançado o moreno em altura, estava longe de alcançá-lo em corpo, porém, havia se aceitado como era e gostava bastante do corpo que adquiriu com o passar dos anos, nem parecia mais o adolescente remelento de três anos atrás, parecia um homem formado, belo e jovial. Muita areia para o caminhãozinho de Zoro, com toda certeza.

Ao ser recepcionado pelo pai de Kuina, Sanji soube imediatamente que o imbecil de cabelos verdes ainda estava dormindo, mesmo ele sendo bem claro naquela manhã que era para ficar pronto naquele horário que iria buscá-lo em casa para evitar horas perdidas de um marimo andando em círculos pela cidade sem nunca conseguir encontrar o lugar combinado. Se arrependeu de ter entrado pela porta da frente, poderia ter simplesmente ido até o quarto do outro e pulado a janela, para chutá-lo até acordar.

Koshiro sorria para ele de forma estranha, da mesma forma que Zeff sorria quando via ele e Zoro juntos, era um tanto vergonhoso, mas óbvio que aqueles dois já tinham consciência de que os adolescentes haviam se tornado um casal. Ao menos o espadachim não o jogou contra a parede e começou a questionar centenas de coisas sobre o relacionamento que estavam tendo, ponto para ele já que Zeff fazia não centenas, e sim milhões de perguntas a cada dia, era irritante. Por sorte quem sofria mais com as jogadas na parede era o marimo, que demore reagia de forma fofa e envergonhada ao ser questionado pela figura paterna de Sanji.

Zoro foi acordado por Koshiro, que avisava que Sanji estava na porta, e tomou um susto. Nem sequer havia tirado a bermuda com a qual dormia todo dia, muito menos se empiriquitado com o kimono que Sanji havia insistido que ele usasse. Merda. O loiro iria ficar furioso de ficar plantado esperando na porta. Zoro havia passado o dia anterior inteiro treinando antes de ir na casa do loiro para que dormissem juntos, resolveu treinar por dois dias para que pudesse passar a noite toda só com o loiro e havia ficado tão cansado depois daquele sexo matinal perfeito que quando foi para casa acabou dormindo imediatamente e acordando depois do planejado. Felizmente, estava tão acostumado a pôr um kimono que conseguia vesti-lo com certa velocidade, a coisa seria bem diferente se fosse o caso de precisar vestir um terno, e conseguiu se arrumar à sua maneira em poucos minutos.

Zoro costumava achar que seria estranho demonstrar tanto carinho com alguém, principalmente alguém tão irritantemente imbecil, mas tudo acabava sempre sendo natural, quase inato e instintivo. Era sempre assim com Sanji, às vezes parecia que iria explodir e às vezes era como se pertencesse àquilo de forma tão intrínseca que jamais poderia ser esquisito. Para sua surpresa, até em público ele acabou reparando que não havia problemas com isso. Mas se ele pensasse bem, nunca deu a mínima para o que qualquer um pensava, então não tinha porque se importar com os olhares intrometidos. O mais incrível era que o loiro estava agindo bem parecido com ele. Parecia não dar uma foda em ser visto pelas preciosas mellorines aos beijos com outro cara e Zoro sentia-se bobamente aliviado com isso.

No dia em que transaram pela primeira vez havia dito demais e, além de ter sido extremamente vergonhoso, pensou por um segundo que aquilo pudesse afastar o loiro ou que estava empurrando palavras exageradamente pesadas para cima dele. Porém, Sanji nunca comentou sobre o ocorrido e também não se afastou dele nem nada do tipo, na verdade estavam mais juntos do que antes, se é que era possível. Zoro percebeu que gostava daquela dinâmica confortável e estava incrivelmente satisfeito que absolutamente nada havia mudado para pior.

No aniversário de Sanji, há alguns meses, ele havia tentado retribuir o presente que ganhou. Claro, no caso dele precisaria ser algo mais humilde, algo que seu cérebro limitado pudesse elaborar, então optou por dar um marimo a ele. Ele estava ciente da história da infância do outro e queria dar outro que substituísse aquele, além de boa parte do presente ser uma oportunidade para Sanji zoá-lo, o que conhecendo o loiro seria um ótimo presente de aniversário. Zoro então entregou o pequeno aquário e aguardou a reação do outro. Havia uma expressão que Zoro não sabia exatamente decifrar no rosto de Sanji. Zoro pensou que seria bom para ele, era algo bastante simples e barato, mas se pudesse ao menos trazer um sorriso pro rosto do outro era suficiente. Mesmo que fosse às custas de sua própria dignidade e de ser zoado ainda mais por causa do seu cabelo. Mas talvez aquilo apenas trouxesse más lembranças, talvez tivesse sido uma péssima ideia. Ele se torturou sem saber o que se passava na cabeça dele até repentinamente receber um beijo do loiro, que se prolongou por minutos maravilhosos. Era impressionante como não importava quantas vezes se beijassem ele nunca realmente se acostumava com aquilo. Ainda se derretia contra o corpo magro como se fosse a primeira vez e ainda se desesperava pelo beijo como se fosse a última.

Naquele mesmo dia o loiro o chamou para ver os fogos no festival, mencionando alguma loucura sobre datas que ele não entendeu muito bem, apenas aceitou. Se era uma oportunidade para estarem juntos, Zoro aceitaria quase qualquer coisa. Além do mais, fazia muito tempo que não ia no tanabata matsuri… Mais precisamente desde que sua irmã havia morrido. Seria bom, ver a queima de fogos mais uma vez, quem sabe levar umas flores ao túmulo dela na volta para casa.

Desceu e encontrou o loiro entretido observando com interesse os porta retratos no móvel da sala de estar. Não que Sanji não fosse bastante na sua casa, mas passava tanto tempo em seu quarto que provavelmente nunca tinha muito tempo de reparar no resto da casa, a não ser claro na cozinha.

— Ei. — Ele abraçou o outro por trás, encostando o queixo em seu ombro, sentindo a textura macia de seu kimono e inspirando o perfume que vinha de toda parte nele. Era impossível algum homem ser mais cheiroso que aquele. — Vamos?

Sem muito o que fazer, só restou ao loiro passar o tempo olhando a decoração da sala, admirando os quadros e se lembrando de como amava passar o tempo com Kuina, conversar com ela, sair para caçar garotas e... Seus pensamentos foram interrompidos ao ouvir um ogro se aproximando. Imediatamente seu coração disparou, como se fosse a primeira vez que se encontravam.

— Ei. — Sanji sentiu seu marimo o abraçando e sorriu apaixonado, sem se importar que Koshiro estivesse ali do lado e caso se movesse um pouquinho poderia vê-los juntos. Felizmente, havia superado essa barreira de vergonha e só queria ficar o tempo todo com o homem que amava.

Então, ele se virou e selou os lábios de Zoro em um rápido e inocente beijo, não querendo perder a oportunidade em nenhuma das vezes. No entanto, a vergonha que não sentia dos outros, ele sentia do marimo, por isso virou o rosto e começou a andar em direção a porta, após segurar na mão do maior e arrastá-lo junto. Eles se despediram de Koshiro e saíram.

Eles caminhavam tranquilamente, não havia pressa, embora Zoro tivesse os atrasado um pouco. A brisa quente de verão soprava e Zoro abria ainda mais seu kimono, sempre achava qualquer coisa que usasse na parte de cima muito quente.

Dava olhadelas por cima do ombro de vez em quando para reparar no loiro. Não era sempre que Sanji usava aquele tipo de traje, escolhendo sempre roupas mais ocidentais, mas aquilo ficava tão bom nele quanto qualquer um de seus ternos chiques. Talvez até melhor… Ou talvez Zoro estivesse sendo parcial apenas porque o kimono mostrava mais do corpo do outro.

Já Sanji, começou a olhar atentamente o corpo do moreno a ponto de quase babar com a visão. Era normal Zoro usar roupas tradicionais, assim como era totalmente injusto o quão bem ele ficava com elas e o loiro apreciava muito ele bem vestido, mas com aquela em específico ele estava ainda melhor.

— Você está bonito com esse kimono. — Ele soltou o comentário no ar e com a mão que não era ocupada, começou a procurar dentro de seu próprio kimono seu maço de cigarros, acabava de dizer a coisa mais vergonhosa que poderia sair de sua boca e fumar o distrairia daquela vergonha.

Zoro deveria ficar envergonhado com o elogio, mas a reação de Sanji era tão óbvia e fofa que ele não pôde deixar de sorrir largamente, enquanto o outro acendia seu cigarro e tentava se esconder debaixo do cabelo. Zoro apertou um pouco mais a mão dele enquanto caminhavam.

— Você continua a mesma coisa de sempre... — O que significava que ele estava lindo como sempre. Mas ainda assim ganhou uma baforada na cara pela resposta. Espantando a fumaça venenosa com a mão livre ele ainda sorria com as reações do cozinheiro. E pensar que Sanji havia insistido tanto para eles irem nesse festival e mais ainda para vê-lo de kimono.

Sanji tentava se esconder, disfarçar que não havia elogiado o amigo e que nada havia acontecido. O cigarro queimava rapidamente em sua boca e mesmo com a vergonha, não deixaria o idiota o elogiar como se não se importasse, estava muito lindo, arrumado e cheiroso para só aquilo, então soltou toda a fumaça na cara dele e mostrou a língua, como a criança infantil que era. Honestamente gostaria de ouvir um elogio bem feito, mas não é como se aquele elogio pobre não fosse envergonhá-lo. Céus, quando é que parariam de ser tão tímidos um com o outro? Algo o dizia que nunca.

O corpo sedutor do marimo o chamava a atenção e não foram poucas as vezes que o loiro se pegou olhando aquele peitoral largo tentando fugir do kimono, vez ou outra até mesmo notando os mamilos escuros mais empinados devido ao vento gostoso. Aquela era definitivamente a perdição do pobre cozinheiro inocente.

— Aliás, como fez a proeza de convencer o velho a te liberar por uma noite inteira no meio da semana? — Zoro perguntou curioso, interrompendo os pensamentos pervertidos do loiro. Geralmente eles só tinham tempo livre quando Sanji largava, sempre muito tarde da noite, ou nos fins de semana em que não trabalhava, o que era uma droga porque pelo menos antigamente eles podiam se ver quando estavam na escola.

— Eu não convenci. Ele disse que não iria me liberar porque hoje vai ter muito movimento, como se não tivesse em todos os dias, então eu ameacei a me demitir para conseguir a folga. — Sanji tragou e levantou o rosto para o céu, soltando a fumaça aos pouquinhos. — E ele me demitiu.

Ele começou a rir de si mesmo, lembrando-se da conversa idiota que tivera com o velhote.

— Ah... — Zoro falou, por alguns segundos não realmente registrando as palavras que estava ouvindo, estava muito ocupado observando o rosto de Sanji ainda vermelho e lindo enquanto ele explicava. Ele realmente parecia mais lindo com aquele kimono. Ou talvez Zoro estivesse apenas mais apaixonado, como se isso fosse possível. — Calma, sério????

Zoro finalmente processou o que o loiro disse e o olhava um pouco espantado enquanto Sanji ria como um maluco logo após explicar que fora demitido.

— Sério, marimo. — Sanji sorriu, aquele sorriso gracioso totalmente injusto. Aos poucos começou a se acalmar, parando de rir como um idiota e respirando fundo para recuperar o fôlego perdido enquanto ria como besta e em seguida tragou o cigarro profundamente, como se aquilo pudesse acalmá-lo. — Mas óbvio que ele estava brincando, quando eu estava saindo ele disse que era para estar no restaurante às três da manhã na sexta para ajudá-lo até de noite. Só vou ter que trabalhar por quase vinte horas seguidas ou mais, mas é por um bom motivo.

O loiro respondeu em forma de brincadeira, porém, ao se tocar da última parte de sua resposta, corou violentamente e desviou o olhar, murmurando que ele era tão vergonhoso que machucava. O cigarro foi jogado fora e a mão que o segurava foi até seu rosto, escondendo-o do moreno. Céus, como podia deixar escapar coisas tão constrangedoras? A forma que respondeu nem deixou claro no quanto ele tremeu na base ao ser demitido e realmente acreditou, a ponto de arrumar suas coisas para ir embora e até ter vontade de chorar dramaticamente. Maldito velhote.

Ouvir que, para compensar seu patrão, o amigo teria que fazer um turno exageradamente longo por causa de Zoro só lhe causava duas reações. A primeira era pensar onde diabos estava a justiça de trabalho nesse país, e a segunda era ficar absolutamente constrangido igual um imbecil. Mal teve tempo de notar que Sanji agia exatamente da mesma forma.

Enquanto se escondia, sua mão ainda segurando a de Zoro, apertava a mão morena com mais força, como se fosse para descontar sua frustração no imbecil por ser tão idiota e envergonhá-lo de formas tão absurdas. Tentando voltar a agir normalmente, ele acendeu outro cigarro e tragou forte, jogando para o lado oposto do amigo, mas ainda assim deixando a fumaça ir para a cara dele já que o vento a levava.

— Faz 127 dias desde que me deu o pequeno Zoro-chwan. — Comentou de forma provocante, tentando fazer o outro esquecer do momento constrangedor de antes. — Seu bebê já cresceu dois milímetros e está tão fofo.

Se referia ao marimo que ganhara de presente no seu aniversário. Naquele dia Sanji ficou tão bobo com o presente que perdeu até as palavras e mal conseguiu agradecer, só queria chorar de felicidade e beijar o homem que amava até seus lábios caírem.

— Já disse para não chamá-lo assim… Idiota. — Zoro falou estalando a língua, meio puto e meio envergonhado com a alcunha que seu presente havia recebido. Pelo menos o loiro realmente parecia ter gostado já não calava a boca com as comparações com seu cabelo nem por um segundo desde aquele dia, meses atrás. Sanji e suas manias esquisitas de contar datas. Pensando bem, não havia parado para perceber que fazia tanto tempo assim desde o aniversário dele, o tempo realmente havia passado muito rápido.