Notas iniciais
Tinha até esquecido de postar esse último cap aqui. Vou pôr as notas que pus no Spirit e enfim, obrigada a quem leu. Então, finalmente chegamos ao fim dessa história, aqui apenas com um breve epílogo para fechar. Acho que estava toda pronta desde dezembro (já que tudo que escrevemos tem uma antecedência grande), mas acabou que demorou um pouquinho mais para postar que o planejado. Foi a primeira história longa que fizemos juntos e, embora tenha sido difícil, embora tenhamos postado duas vezes apenas para sermos banidos as duas vezes, conseguimos postá-la inteira originalmente. Fico muito feliz com a recepção e que tanta gente gostou dela, então obrigada por nos acompanharem ♥ Vamos continuar juntos escrevendo Incubus Love, Intoxicated e Your Blood is my Wine, então se puderem nos acompanhar por lá também ficaremos imensamente felizes. Todas elas já temos um pedaço muuuuito grande escrito e acho que temos um material legal ♥

Alguns anos se passaram desde que Sanji pediu Zoro em namoro. Pouco tempo depois, quando recebeu um aumento e ia se mudar para um lugar maior e com uma localização melhor, chamou o moreno para ir morar junto com ele de uma vez por todas, já que Zoro não saía mais de sua casa mesmo, não fazia tanta diferença entre morar e passar vinte e quatro horas por dia durante sete dias por semana lá.

Por decidir não fazer faculdade, conseguiu se focar em seu trabalho no Baratie e a cada dia parecia que Zeff tinha algo novo a ensinar. Seus irmãos todos foram para uma boa faculdade bem renomada em outro país e a última vez que viu Judge apenas percebeu que tomar a decisão de se emancipar fora a mais correta. O homem insistia em como Sanji era uma vergonha para a família dele e como nunca quis que ele nascesse, nunca quis que fosse seu filho. Para a felicidade dos dois, já não precisavam mais ter que lidar um com o outro e a vida de Sanji melhorou incomparavelmente.

Graças a Zeff, e Sanji nos bastidores, agora o Baratie era um restaurante renomado que ganhou uma estrela Michelin e ambos estavam dando tudo de si para mantê-la. Isso significava que o loiro tinha pouquíssimo tempo para cuidar de seu namorado e filho. Bom, não necessariamente um filho, apenas a brincadeira deles de chamar o pequeno marimo que ganhara de presente há alguns anos de filho dos dois e por brincadeira entende-se que Sanji amava provocar o moreno para deixá-lo morrendo de vergonha.

Por falar em marimo, toda vez que estava na frente daquele aquário observando o pequeno, que já não era mais tão pequeno assim e estava bem mais parecido com o cabelo de Zoro, Sanji ficava sorrindo bobo pois se lembrava de sua reação ao descobrir que marimos eram conhecidos como plantas do amor, que representavam o amor verdadeiro e que quando alguém presenteava outra pessoa com um deles, significava que desejava passar o resto da vida a seu lado.

Óbvio que durante uma semana ele atazanou o moreno ao dizer que não sabia que desde aquela época Zoro o enxergava dessa forma. Era lindo ver o namorado corado e insistindo que nem sabia dessa história, que só deu para substituir o que o loiro perdera quando criança e honestamente, Sanji acreditava que ele não sabia realmente, afinal, era Zoro, ele nunca sabia das coisas e sempre fazia na maior inocência, mas qual seria a graça em não irritá-lo e fazê-lo corar como um adolescente idiota? Mesmo que ultimamente ele parecesse mais um velho rabugento do que um adolescente adorável.

Atualmente, Sanji já não era mais o sous-chef do Baratie. Havia brigado muito com Zeff, não só ele como todos os outros funcionários. Aquele velhote não aguentava mais a pressão da cozinha, não foram poucas as vezes em que o viram ofegante em algum canto, sentindo uma dor insuportável na perna amputada que parecia que com o pedaço de pau que ele enfiara para conseguir andar direito apenas piorava. Com muita insistência de todos e de livre e espontânea pressão, o homem aceitou se aposentar. Para comemorar e presentear o velho, os funcionários se reuniram e compraram uma prótese incrível para ele, que tiveram que segurá-lo à força para enfiar no lugar daquele pau surrado. No fim, depois de se acostumar, ele estava se sentindo bem melhor com a nova perna. A única desvantagem era que seus chutes estavam mais doloridos. E claro, a consequência da aposentadoria de Zeff era Sanji se tornar o Chef, mesmo que o velhote não tenha deixado de frequentar a cozinha do restaurante um único dia desde que se retirou, ainda achando que mandava em algo lá. Era agradável, Sanji se sentia em casa, pela primeira vez como parte de uma família.

Infelizmente Zoro não havia alcançado seu objetivo ainda, ao contrário do loiro. Claro que seu sonho não era algo tão fácil e ridículo quanto expulsar um velho caindo aos pedaços de uma cozinha. O que ele falava da boca para fora apenas quando era provocado, para irritar Sanji e começar uma de suas incontáveis brigas com o namorado.

Mas faltavam apenas mais uns meses para que pudesse participar novamente da competição anual de kendo, e desta vez realmente sentia que estava à altura de seu pai. Não era a mesma coisa de quando era um moleque remelento que chorava no ombro de Sanji por ter perdido e ser fraco demais, quando se culpava e o loiro continuava ao seu lado, não importava quantas vezes perdesse e tentasse de novo. Agora, o espadachim possuía muito mais confiança genuína em suas próprias habilidades, não apenas arrogância. Ganharia aquele título por ele e por Kuina, faria ela orgulhosa como havia prometido e provaria para Mihawk que era forte.

Muita coisa havia mudado, assim como muita coisa ainda continuava a mesma de quando eram só estudantes do colegial, mas se havia uma coisa que não mudava nunca era o amor que Sanji sentia por aquela alga inútil que adorava ocupar seu sofá para dormir, roncar e babar em sua almofada caríssima. Fazer o quê, amava chegar de madrugada em casa e encontrar seu marimo ali, esperando pacientemente por ele.

— Hmm… Às vezes parece que você quer morar naquele restaurante idiota. — Zoro disse preguiçosamente, coçando a barriga e esfregando os olhos que se recusavam a abrir completamente com toda aquela claridade da luz acesa. Sempre odiava ter que acordar quando Sanji chegava e acabava com seus cochilos.

— Tudo isso é pra dizer que sentiu minha falta, marimo? — Sanji sorriu de forma convencida, sabendo que sua plantinha adorável, mesmo normalmente conseguindo dormir até andando, nunca conseguia descansar na cama sem que ele estivesse junto, por isso sempre dormia no sofá enquanto esperava seu retorno.

— Cala a boca e vem cá. — Zoro quase ordenou, mesmo sabendo que Sanji não gostava de fazer isso, que o cozinheiro fresco preferia muito mais tomar um banho assim que chegava do trabalho para se livrar do cheiro de gordura que ele insistia que ficava impregnado nele sempre que cozinhava do que perder tempo no sofá com ele.

Mesmo assim, o loiro ainda cedeu ao seu pedido, deixando a bolsa numa cadeira e se aninhando no espaço que sobrava do sofá, abraçando o maior.

Zoro, por sua vez, em momento algum tirou uma de suas mãos de dentro da blusa, apertando a pequena caixinha que havia demorado meses para conseguir comprar e estava escondendo aquela aliança de Sanji esperando uma ocasião especial, mas quanto mais demorava, mais ele tentava esconder, mais vergonha sentia, então era melhor acabar com aquilo de uma vez por todas.

Pensando em como iniciar o assunto sem tornar a situação constrangedora o suficiente, Zoro tocou o braço de seu loiro com toda a delicadeza que existia em seu ser e abriu a boca para chamá-lo do nome que raramente utilizava.

— Sanji...

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!