My World In War - Thalico/Nicalia (REFORMULADA)
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Piper
" Meu amor, estou escrevendo esse bilhete para lhe dizer que fugi do acampamento junto com Leo, Nico e Percy. Vamos atrás das meninas, eu espero que você entenda que eu não podia deixar que os três patetas agissem sozinhos. Conte para Poseidon e Atena, para que não aja alarde no acampamento. Infelizmente não posso lhe dizer para onde estamos indo (Pois na verdade nem sei ainda), ou como pretendemos chegar lá, essa é uma missão que requer poucas pessoas.
Eu amo você, não se esqueça disso.
Ass.: Jason"
Esse foi o bilhete que eu encontrei na minha "porta" hoje de manhã. Os meninos foram embora.
Rapidamente e fui atrás de Poseidon e Atena para contar o que estava acontecendo, e os encontrei na barraca de Poseidon. Ele dormindo sobre a mesa e Atena deitada na cama do mesmo. Após acordar Poseidon e contar o que aconteceu lhe entregando o bilhete de Jason, deixei ele só e voltei para minha barraca. Aquele seria um longo dia.
Poseidon
Eu não sei mais o que fazer. A cada minuto surge um problema mais sério do que o outro, isso já está se tornando rotineiro.
Se já não bastasse eu ter que contar para todos sobre meus poderes e as meninas desaparecem sem motivos aparentes, agora os rapazes resolveram dar uma de heróis e se arriscaram ao sair escondido pra salva-las. Até meu filho fugiu e agora está em perigo, e eu não sei o que fazer.
Olho para Atena dormindo calmamente sobre minha cama e respiro aliviado. Ao menos ela conseguiu dormir. Depois do desaparecimento de Annabeth ela entrou em um estado nervoso descontrolado, eu não sabia o que fazer. Depois do choque Atena não falava nada com nada, só futricava os livros atrás de alguma informação milagrosa que a leva-se a localização da filha.
Me aproximo dela e sento ao seu lado em minha cama. Como ela é linda. Seu cabelo cor de ouro caindo como uma Cachoeira sobre meu travesseiro, sua aparência angelical até mesmo em um momento tão difícil em sua vida. Aliso calmamente seus cabelos enquanto olho seus lábios.
Como eu amo essa mulher.
A anos esse sentimento surgiu em mim, e a cada dia eu sinto mais vontade tê-la em meus braços, de dizer que a amo e ouvir ela se declarar pra mim. Eu queria proteger ela sem ter que inventar desculpas para isso. Eu queria está ao lado dela não só como um amigo, mas também como seu homem.
Mas infelizmente esse é um sonho impossível. Em todos esses anos Atena só me viu como um amigo, um chefe talvez, mas jamais como um pretendente, e isso tem acabado comigo.
— Tudo bem Poseidon, eu já acordei — Me surpreende.
Olho para seus olhos a tempo de ver ela abrindo-os.
— Como sabia que era eu? — Perguntei intrigado.
— Você tem um cheiro inconfundível — Declarou, se aconchegado mais no travesseiro.
Continuei fazendo carinho em sua cabeça, enquanto assimilava o que ela havia me dito.
— Se você continuar fazendo isso eu vou voltar a dormir e não levantarei mais dessa cama — Me alertou.
— E quem disse que você tem que levantar? Pode dormir o dia todo se quiser, eu estou te dando folga.
— Por que você está fazendo isso? Digo, me dando folga.
— Por que você tem estado trabalhando direto a mais de 10 ando? — Disse em tom brincalhão.
— Não Poseidon, eu quero saber por que você está me dando folga hoje. Por que não ontem ou amanhã?
Fiquei em silêncio.
— Anda Poseidon, me responde!
— Eu só quero te dar folga hoje.
— E isso não tem nada a ver com o fato de que ontem minha filha desapareceu? — Me perguntou já irritada — Eu não sou uma molenga Poseidon, eu tenho plena capacidade de trabalhar hoje, na verdade o que eu mais quero é trabalhar.
— Eu sei que você não é fraca Atena.
— Mas não é o que parece! Você está me tratando com uma criança.
— Eu só quero te proteger!
— Me proteger? Ah Poseidon, faça-me um favor! Por que você quer me proteger? E de que?
Fiquei novamente em silêncio. Não tinha coragem de responder.
— Está vendo, você está me achando fraca.
— Eu não acho você FRACA Atena, eu melhor do que NINGUÉM conheço sua força e coragem! Mas VOCÊ pode dizer quantas vezes quiser que não está exausta e com medo por sua filha, que eu sei que você está mentindo! Agora me faça o favor de deixar que eu te ajude nesse momento difícil em sua vida, assim como você tem me apoiado durante todos esse anos. Você não deixa nós nos aproximarmos de você. Caramba! Será possível que você não vê que EU ME PREOCUPO COM VOCÊ?!?
Um silêncio se estalou no lugar. Atena me encarava com seu lindos olhos antes em um cinza forte e irritado, agora em um azul cristal. Lágrimas se acumularam ao redor de suas órbitas, logo começando a cair.
Meu Deus, eu fiz ela chorar.
— Ah não Atena, me desculpa e...u.....eu..eu Ah droga eu não devia ter gritado com você...me perdoa eu sou um ogro, eu...
Ela não deixou que eu terminasse e se lançou em meus braços, me envolvendo em um abraço apertado enquanto chorava em meu ombro. Surpreso no primeiro momento não fiz nada, mas assim que o primeiro soluço chegou aos meus ouvidos eu retribui seu abraço, lhe puxando para mais perto de mim, enquanto subia mais na cama e me encostava na cabeceira próximo ao travesseiro.
— Obrigado Poseidon, por tudo que você tem feito por mim desde sempre. Eu sei que eu sou uma pessoa difícil, mas eu vou tentar ser menos ranzinza e mais aberta à compartilhar as coisas com você. Vou deixar que as pessoa a minha volta se aproximem.
— Ei, sou eu que agradeço todo dia por ter uma mulher tão incrível ao meu lado todo esse tempo. Eu não sei como eu vivi por séculos sem você Atena.
Ficamos abraçados ali por mais um tempo, o único som no ambiente eram os soluços de Atena enquanto chorava ainda descontroladamente. Essa é a primeira vez que eu vejo ela tão frágil.
— Poseidon
— Sim?
— Promete que vai me manter informada das coisas?
— Sim, eu prometo.
— Ok, então eu vou aceitar minha folga hoje, obrigado.
Sorri sincero, me afastando dela e olhando em seus olhos. Meu Deus, que olhos!
— Eu vou pra minha barraca — Atena se afastou de mim e começou a descer da cama.
— Por favor, fica — Pedi sem pensar — Eu vou me preocupar menos se ti ver por perto, saber que você está bem.
Atena hesita por uns segundos, mas logo depois voltou para minha cama e se aconchegou novamente ao meu travesseiro.
— Tudo bem, eu fico.
Nico
Uma luz forte.
Eu estou a uns 30 minutos seguindo uma luz forte que está me levando pra algum lugar, espero eu que seja um esconderijo alienígena onde estejam todas as meninas. Já se passaram dois dias que nós saímos do acampamento. Despois de pegarmos o rastro do monstro seguimos uma trilha mágica todo esse tempo, e à poucas horas nós armamos um acampamento onde passaríamos a noite. Eu não conseguia dormir, então decidi fazer a ronda trocando com Jason. Foi nesse momento que eu vi a luz. Sem nem ao menos falar com os outros eu a segui, afinal poderia não ser nada. No entanto a muito tempo eu estou andando por essa floresta e a luz não desaparece, daqui a pouco eu estou tendo uma alucinação, só pode.
Brannnnnnnnnnn !
Um rangido enorme ecoa pelas árvores congeladas. Paro no lugar. Mais uma vez o barulho se repete, só que agora mais próximo. Rapidamente me escondo atrás da árvore mais próxima, tentando ficar protegido o máximo de lados possíveis. Após alguns segundos ouço um farfalhar de folhas as minhas costas, que fazem com que eu prenda a respiração.
Um monstro passou por mim. Felizmente ele não me notou, mas me deu certeza de que estou seguindo o caminho certo. Após alguns minutos esperando ver se vinha algum atrás daquele, conferir a direção que o monstro escandaloso estava seguindo. Depois de fazer isso segui em frente.
A luz agora estava bem mais forte, chamativa, o que me intrigava mais a cada minuto. De onde vem essa luz?
A cada passo que eu dava essa pergunta se repetia na minha cabeça, mas eu não consegui a resposta. Por sorte, ou azar, começou a nevar do nada. Seria bom se meus passos fossem encobertos pois assim teria menos chances de algum monstro me descobrir. Por outro lado minhas pegadas poderia ser minha salvação, já que meus amigos ao notarem minha ausência teriam eles como guia para me achar. De qualquer modo tentei pensar de modo positivo, afinal de contas eu não entrarei em confusão, só veria o que era a luz, e dependendo disso voltaria para contar pros meninos, para planejar um ataque talvez. Eu ainda não sei dizer exatamente, mas tenho certeza de que vai dar tudo certo, e que com sorte até amanhã já estaremos com as meninas são e salvas.
Autora
Nico andou por mais uns 10 minutos seguindo a luz que estava cada vez mais forte. E quando enfim ele chegou no que parecia ser o fim da floresta suspirou aliviado. Ele havia conseguido, tinha encontrado um esconderijo dos Aliem.
Torcendo para que ali dentro estivesse as meninas, Nico tentou se esgueirar para mais perto do enorme galpão, até ver um monstro saindo de lá de dentro, seguindo por outro. Por incrível que pareça os dois estavam conversando. Nico tomou um susto tão grande que quase foi descoberto.
“Deus, eu estou alucinando? Estou vendo coisas? Ou melhor, ouvindo?”
— Eu já estou cansado de tanta mudança. Cara, o que foi que deu no chefe pra pedir pra gente trocar de lugar de novo?
— Eu é que sei? Vê se eu tenho cara de queridinho do chefe? Tudo o que eu sei é que dá última mudança foi por causa de um ataque e agora eu tô sabendo que tem risco de ocorrer outro, teoricamente estamos fugindo. – Explicou um pro outro.
— Então por corrermos riscos de ser atacados nós temos que ir embora? Mas assim tão depressa!
— O que esperava? Um aviso com dois meses de antecedência?
— Talvez, o que me importa mesmo é ficar bem longe daqueles caçadores malucos e sanguinários, mas vê se pode? Da última vez eu fui enviado pra raptar uma menina e acabei sem querer pegando duas. Não sei por que o chefe gostou de eu ter pego a loira por engano também, mas eu não entendi até agora pra que isso. Antigamente nós não fazíamos reféns. A gente simplesmente ia pra lutar, mas agora com essa troca de comandante nossos costumes mudaram.
— É verdade, concordo plenamente. A gente podia fazer uma rebelião né? Juntar monstros iguais a nós e tirar o chefe do poder. Eu tenho certeza de que seria melhor no cargo dele.
— Para de fantasiar que isso nunca vai dar certo! E anda logo com essas tralhas antes que algum dos puxa sacos apareçam pra nos repreender. Não se esqueça de que hoje nós teremos um jantar especial!
— Que jantar especial?
— Oras, punk mal passada ala caçadores! Eles gostam de detonar conosco, agora vamos comer um deles. Como você pode se esquecer disso?
— Acho que é a pressão da mudança.
Os dois seguiram conversando distraidamente, enquanto para Nico as vozes iam se afastando mais a cada segundo. Ele estava encostado no chão tremendo e suando desesperadamente, e assim que ouviu a última frase do aliem seu coração falhou uma batida.
“ A única caçadora punk que foi sequestra é minha Lia”
Pensou, juntando os pontos soltos da conversa.
Logo depois de entender a gravidade do assunto Nico tentou se erguer do chão e seguir os dois alienígenas que disseram que fritariam sua namorada pro jantar. Enquanto andava apressadamente tentado alcançar os dois ele até cogitou a possibilidade de chamar seus amigos, mas logo descartou tal ideia.
“O caminho até nosso acampamento é muito grande, daqui que eu vá lá e volte já será tarde de mais.”
Após alguns passos Nico alcançou os dois Aliem, e tentou seguir eles o mais silenciosamente possível. Eles começaram a dar a volta no enorme galpão, que logo Nico descobriu se tratar de uma caverna. As janelas super iluminadas na realidade eram buracos na enorme montanha. E ao dar a volta com os monstros na montanha descobriu sua entrada, uma caverna.
Os dois alienígenas entraram conversando, enquanto Nico os seguia cautelosamente ao longe. Depois de olhar bem para os lados e ter certeza de que não tinha ninguém observando ele atravessou o pequeno espaço que tinha da floresta para a caverna e segui em frente.
A entrada não transmitia luz alguma, pelo contrário, era totalmente escura. Se Nico não ouvisse a conversa dos dois a distância nem saberia para onde ir. E após um minuto de caminhada, tudo se silenciou. Uma luz se acendeu e uma porta se fechou.
A frente de Nico estava um trono enorme, e sob ele jazia uma pessoa. Um homem vestido de preto da cabeça aos pés, com horripilantes olhos negros e uma macabra pele branca.
“Cronos” Nico pensou.
— Lembra-se de mim Nicolas? – Perguntou, me encarando.
— Você é o homem do meu pesadelo – Sussurrou Nico, olhando ao redor a procura de Thalia e Bianca, que segundo sua experiência no sonho apareceriam implorando para que lhes salva-se.
— Elas não estão aqui – O Homem falou para Nico, chamando novamente sua atenção – Ainda, é claro.
— O que você quer?
— Eu quero poder Nicolas, eu quero poder. Mas só quem pode me proporcionar isso são vocês, caçadores.
— Não entendi – Se confundiu Nico – Como nós, que estamos tentando te destruir te daríamos poder?
— Oras, com a sua aniquilação – Disse como se fosse óbvio – Mas antes de aniquilar a todos vocês, eu gosto de fazer um show a parte, acho que você já sabe do que eu estou falando, não é? – Perguntou a Nico, e sem esperar resposta o homem estralou o dedo e fez com que aparecesse de dentro das paredes da caverna duas cápsulas, uma de cada lado da caverna, e dentro delas estava Thalia e Bianca.
— Sabe Nicolas, eu até pensei em fazer igualzinho ao seu sonho, mas como você já tinha sofrido com ele, achei melhor criar algo mais interessante, com mais emoção, entende? Eu espero que você desfrute de meu trabalho...
Nico estava parado no lugar, mal respirava. O que ele mais temia estava acontecendo, ele tinha que escolher entre as duas pessoas mais importantes da vida dele, e não sabia o que fazer.
Ele queria gritar.
— Nico, não me escolha, escolha a Bianca. Vocês são irmãos, sangue do sangue, isso é insubstituível. Eu por outro lado só sou sua namorada, você pode encontrar outra pessoa para ocupar o meu lugar, mas não o de sua irmã! – Gritou Thalia, dando início ao show de horrores do macabro homem do trono que no momento se divertia com seu espetáculo.
— Não Nic, salve Thalia. Ela é o amor da sua vida, a dona do seu coração. Sem ela você não será nada. Eu sou só sua irmã, ficamos afastados por anos e você sobreviveu, tenho certeza de que poderá passar o resto da vida sem mim, escolha a ela!
Nico tampou os ouvidos e caio de joelhos no chão em desespero. A cada palavra dita por elas ele via o que acontecia, sentia a dor descrita, a solidão que vinha com a perda.
Ele estava com medo.
— Está gostando Nicolas? Está bom o bastante?
— Ahhhhhhhhhhhhhhhh
Nico gritou desesperado. Não sabia o que fazer, todos falavam ao mesmo tempo, as palavras se envolviam em sua cabeça. Ele estava no chão mais parecia que andava em uma montanha russa com tudo rodando ao seu redor.
— Escolha Nico, escolha!
— Escolha Nic!
— Quem você escolhe Nicolas, o tempo está acabando. O gás vai sair e sufocar a alguma delas, escolha!
Gritos, portas batendo, passos apressados, Nico é amparado pelos braços.
— Nico? Nico? – Mais uma voz aparece na mente de Nico, deixando-o mais louco – Di Ângelo me escuta, você tem que acordar, sai disso.
Percy, era Percy quem falava com ele.
— As meninas estão precisando de você, anda Nico, estamos em desvantagem aqui!
Muitos sons, muitos gritos e palavras, tudo se confundindo na cabeça do di Ângelo.
— Nico, Bianca e Thalia precisão de você!
Nico estava preso em meio a toda aquela confusão, ele ouvia e sentia tudo o que as pessoas diziam ao se redor, até que tudo parou. Ele se ergueu do chão e olhou vacilante ao seu redor.
Estava um caos. Thalia e Bianca estavam sendo consumidas por um gás roxo enquanto Percy e Leo lutavam com os dois monstros que a pouco tinham lhe guiado para essa armadilha. Jason tentava atingir o poderoso homem do trono, que estava envolto por uma áurea negra, enquanto flutuava a alguns metros do chão com as mãos para cima e os olhos brilhando em violeta.
As paredes começaram a cair, o teto estava desabando, o chão tremia abaixo de Nico, que ao ver toda aquela cena se desenrolar em sua frente tentou tomar forças para ajudar seus amigos.
— Leo! – Bradou Nico para o que se encontrava mais próximo – Cuide de minha irmã pra mim
Nico não esperou resposta, rapidamente se lançou para seu inimigo e aproveitando sua distração com Jason se jogou sobre ele, tentando lhe atingindo de algum jeito. Assim que seus corpos entraram em contato uma luz os envolveu, dissolvendo-os em cinzas.
Tudo se silenciou. Os monstros sumiram também em cinzas e a caverna parou de desmorona. Uma tensão pairou no ar por um segundo, até batidas serem ouvidas. Leo viu Bianca quase sendo consumida por uma fumaça roxa, apenas seu rosto estava descoberto, ela gritava em desespero.
Leo correu para onde ela estava e rapidamente começou a bater com a sua lança vezes seguidas na cápsula, até ela se partir e de dentro dela sair uma Bianca quase sem vida.
— Bia? Bia? – Após pegar Bianca em seus braços, Leo tentou acorda-la várias vezes, sem sucesso.
O mesmo acontecia do outro lado da caverna. Thalia se encontrava deitada inconsistente no colo de seu irmão, que já estava entrando em desespero. No entanto após alguns minutos a punk torce, abrindo os olhos.
— Graças a Deus Lia, você está viva! – Comemorou Jason, que já estava a ponto de chorar em desespero.
— Jay – Sussurrou a menina.
— Sou eu pequena, sou eu.
— Cadê o Nico?
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