My Wildest Desire

13 Capítulo 13 - A Última Lágrima


Notas iniciais
n/a: Oi, oi genteee o/ ‘ não consegui me conter, tive que escrever esse cap pra vcs
Espero que gostem e deixem bastante reviews *---* pois creio que eu, a Amanda e a Karol vamos voltar às aulas bem dispostas a construir um final maravilhoso pra MWD D
Bjus e divirtam-se com o cap ;*

“O Correr da vida embrulha tudo.

A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa

Sossega e depois desinquieta.

O que ela quer da gente é Coragem”

Continuação – Damon PDV

A chuva começou a cair, uma tempestade que estava sendo anunciada pelo céu a algum tempo. Nem Elena, nem Bonnie pareceram se importar, continuaram andando pelas esquinas e becos de Mystic Falls de uma forma bastante descoordenada. Elena parecia não saber onde estava indo e Bonnie também não estava muito ciente do que fazia ao seguir Elena.

Continuei seguindo os passos das duas, mas quando me dei conta Bonnie havia sumido. Restara Elena, ainda andando e deixando seu sangue escorrer pelo braço direito. Eu já estava ficando tonto, quase inconsciente com todo aquele sangue à minha frente e todas as voltas em círculos que estávamos dando. Corri ao encontro de Elena e me coloquei à sua frente.

_Onde pensa que vai? – ela chorava e soluçava sem parar... e o sangue continuava escorrendo – Que diabo é isso no seu braço, Elena?

_Pare com isso Damon! – disse ela ao ver que eu tentava tapar o sangramento -.

_Você tá ficando louca ou o quê? Eu posso te matar vendo todo esse sangue por aí, e tenha certeza, você não teria tempo nem de pensar se eu o fizesse.

_Pois bem. Você não devia estar aqui, esse é o problema.

Ela continuou a andar ignorando minha presença.

_Elena – segurei-a pelo braço – Você consegue deixar o orgulho de lado um instantinho? Só um, ok?

_Não, Damon. Eu não tenho tempo a perder e esse sangue tem que escorrer...

Olhei-a confuso, ameacei falar mas ela foi mais rápida.

_Por favor, só me deixe em paz, é só o que eu peço.

Elena chorava feito criança. Eu nunca a deixaria sozinha, ainda mais naquelas condições. Sua roupa estava começando a se sujar e apesar de a água da chuva disfarçar um pouco o cheiro do sangue eu ainda podia sentir ele penetrando meu nariz e ardendo em minha garganta.

_A resposta é não. Enquanto eu não souber o que está acontecendo não vou poder fazer nada e nem vou deixar que você faça.

Seu olhar era pesaroso e ela já estava perdendo suas forças. Peguei seu braço e estanquei o ferimento. Levei-a para debaixo do telhado externo de uma farmácia, onde a chuva não nos alcançava, e me sentei ao seu lado no chão.

_Eu não sei o que estou fazendo, Damon – encostei sua cabeça em meu ombro – E-eu achei esse bilhete na minha janela hoje de manhã – Elena retirou um pedaço de papel amassado e molhado do bolso de trás do seu jeans e me entregou -.

Li, reli e fiz o mesmo no mínimo dez vezes na tentativa de entender a bagunça que as letrinhas haviam se tornado.

_Estava escrito ‘Ele não vai voltar, ao menos que você queira de verdade. Katherine’.

Fiquei em silêncio tentando decifrar o que aquilo significava. Eu me perguntava o que Katherine estava querendo com Elena. Stefan não devia ter saído da cidade com ela?

_O que você acha que...

_Jeremy – disse ela com uma certeza estancada em sua voz -.

_Como sabe?

_Ele sumiu desde ontem a noite. Não há outra opção.

_E o que você pretendia com todo aquele sangue? – perguntei enfatizando a palavra e retirando de meus pensamentos qualquer desejo de relembrar como o cheiro de seu sangue era bom -.

Ela permaneceu em silêncio durante um breve minuto parecendo se envergonhar ou se arrepender de algo.

_Eu pensei... que talvez se ela sentisse meu cheiro...

_Você é louca, garota! – minha voz se alterou quando pensei na possibilidade e na maneira como Elena estava pretendendo atraír Katherine para seu encontro — Ela te mataria sem nem pensar duas vezes.

_E como você sugere que eu ache Katherine, então? – Elena carregava um tom debochado e ao mesmo tempo preocupado em sua voz -.

_Talvez a bruxinha de Salém que estava te seguindo te ajudasse com toda a força da mente dela. Sabe, falando nessa coisa de controle da mente, tentei Ioga uma vez...

Elena lançou-me um olhar de reprovação e me calei.

_Eu sei, eu sei... isso não é hora de brincadeira.

_Definitivamente não – ficamos em silêncio por um longo tempo. Elena se levantou e fiz o mesmo – Contei a Bonnie o que eu faria, ela pode ter se preocupado – ela fitou o céu checando se a chuva não diminuiria e fechou a cara quando percebeu que não era uma hipótese naquele momento — E... não posso ficar aqui parada mais nem um segundo.

Elena ameaçou continuar andando.

_Hey, hey, você não vai chegar a lugar algum sem a minha ajuda.

Com um pouco de resistência, ela permitiu que eu a acompanhasse. Eu estava temeroso por encontrar, finalmente, Katherine. Temeroso pela minha reação à mulher que amei no meu último um século e meio. Mas eu estava confiante, tinha Elena comigo e se Katherine tentasse algo contra ela eu teria toda a coragem do mundo para revidar sem nem pensar duas vezes.

Elena PDV

Damon percorria todos os quarteirões checando cada barulho estranho, cada folha que caía no lugar errado e eu permanecia parada em algum lugar sempre que ele estava se certificando de que não havíamos achado Katherine.

A noite já estava em seu auge e não havíamos encontrado nada, nem sinal dela e do meu irmão. Damon passou para a quadra seguinte e pediu que eu ficassse esperando do lado de fora de um galpão para que ele checasse o território. Sem que eu percebesse ele apareceu por trás de mim tapando minha boca com as mãos e me carregando para dentro do local. Ele me fez sinal de silêncio e pediu que eu me escondesse por trás de algumas caixas que estavam empilhadas no fundo do galpão e logo estava de volta.

Por meio de leitura labial Damon disse que Katherine estava ali e pediu que eu não me movesse por circunstância nenhuma. Passou seus braços ao redor do meu corpo e me manteve firme em seu abraço. Permanecemos imóveis, agachados por trás dos entulhos enquanto apenas podíamos ouvir dois homens jogando cartas. Cerca de dez minutos depois uma voz feminina ecoou pelo local. Katherine.

Meus músculos se enrijecerem e eu tremia muito. Damon manteve seus olhos nos meus por alguns segundos na tentativa de que eu me acalmasse, mas tudo foi em vão. Mais uma voz apareceu de repente seguida pelo bater de uma porta, e aquela era uma voz que eu reconheceria até mesmo debaixo d’água.

_Eu te esperei, Katherine – disse Stefan e meu corpo começou a tremer mais ainda com o espanto – Pensei que havíamos combinado tudo da melhor maneira.

Katherine gargalhou muito alto e pude confirmar por mim mesma o quão ridícula aquela risada era.

_Não se apresse, Stefan. Tudo tem seu tempo.

Do que eles estavam falando, afinal? Eu não podia acreditar que eu esperaria eternamente por Stefan e ele nunca viria ao meu encontro, pois estava esperando por ela.

_É – disse Stefan – Eu sabia que você ainda não havia aproveitado Mystic Falls o bastante, mas acho que já podemos ir embora, Katherine -.

Lancei um olhar confuso para Damon. Meus olhos estavam marejados e eu estava prestes a derramar a última lágrima por Stefan, com certeza.

Damon se distraiu com minha expressão triste e aproveitei para me soltar do seu abraço e sair de onde estávamos escondidos. Katherine e Stefan estavam de costas para onde estávamos, mas assim que saí de trás das caixas os dois se viraram instintivamente para olharem para mim. Stefan entreabriu sua boca surpreso e Katherine apenas esboçou um sorriso.

_Veja só a Senhorita Coragem. – disse ela e fechou o sorriso dando espaço para um olhar assustador -.

Notas finais
n/a: Que tal? U.U ‘ eu mesma estou morrendo com todo esse suspense, mããããaas... assim é mais legal, com certeza ;**