Notas iniciais
Boa leitura!

Toda vez que aquele de cabelos ruivos passava as garotas gritavam desesperadas. Talvez nunca tenha existido nenhum ser neste mundo que chamasse tanta atenção assim. Todos pensavam isso. Jinguji Ren era do tipo “pegador” e estava sempre rodeado de garotas aonde quer que fosse sempre bancando o romântico. Só que na verdade ela era um canalha. Um canalha que deixaria qualquer um apaixonado. O fato é que um homem tinha se apaixonado por Ren. E este homem não era qualquer um e sim seu rival Hijirikawa Masato. Os dois sempre estiveram juntos desde a infância por causa da conexão entre seus pais e então cresceram cientes da posição de cada um em relação à empresa e deixaram de ser amigos, o que não os impediu de se verem.

Masato era muito diferente de Ren. Ele era orgulhoso, antiquado, educado, rigoroso e calado e parecia estar sempre de mal humor e dava a impressão de que ela era uma pessoa impossível de se conversar ou aproximar, mas na verdade ele era penas solitário. Na verdade Masato não foi sempre assim, mas adquiriu essa personalidade ao passar dos anos; quanto mais sozinho ficava, mais a frieza tomava conta do seu ser.

Quando o jovem de cabelos azuis entrou na Escola de música Saotome, ele até que fez amizade com alguns colegas de classe como Nanami Haruka, a garota que fez ele enxergar a grandeza da música. Enfim, ele tinha amigos, mas mesmo assim se sentia sozinho pois não tinha aquilo que queria.

Jinguji Ren estava matriculado na mesma escola que Masato, porém não na mesma classe. Mas este fato não impedia os dois de se verem. Além de se esbarrarem na escola, Ren e Masato eram colegas de quarto. Brigavam sempre que se encontravam, e quase sempre por motivos idiotas e outras vezes brigavam por coisas do passado, poder e até música. E quando eles não estavam brigando, eles ficavam num silêncio total um ignorando a presença do outro. Bom, pelo menos era o que Masato tentava fazer.

Masato nunca quis brigar com ele. Ren é quem começava as discussões e isso sempre magoava um pouco Masato, mas ele deveria se conformar. Não havia mesmo nenhuma forma de Ren gostar dele. O Hijirikawa não ia se confessar e então, o que ele queria realmente com Ren? Nem o próprio Masato sabia. Tudo que sabia é que estava perdidamente apaixonado por um canalha que sequer um dia teve atração por algum homem e que era seu rival declarado.

O jovem estava confuso. Perdido em pensamentos que apenas o deixavam mais solitário.

— Boom Diaa! — Gritou Shinomiya Natsuki indo em direção onde estava Masato e outros amigos. O grito do loiro o acordou do “transe” em que estava, triste e pensando apenas coisas negativas. Já faziam seis meses que Masato tinha descoberto seus sentimentos pelo ruivo e antes até que conseguia agir normalmente perto dele mas depois de tanto tempo, mudou o jeito de falar, olhar e agir perto dele. Já não brigava mais com ele, mas ficava envergonhado quando chegava muito perto do Jinguji. Parou de prestar atenção em seus amigos e começou a ficar distraído com tudo. Quase não dormia e quando o fazia, tinha todos os tipos de sonhos com Ren e isso o perturbava. Masato estava sofrendo demais, mas não queria partilhar esta dor com ninguém.

— Masa? — O jovem de cabelos azuis foi libertado de seu “transe” novamente, mas desta fez foi por um garoto de cabelos vermelhos. — Tudo bem? Você me parece pálido...

Ittoki Otoya era muito irritante às vezes, mas na verdade era um garoto muito feliz e vivia se preocupando com os outros.

— Desculpe Ittoki. Disse alguma coisa?

— Sim! Estou te chamando faz um tempo! O que houve com você?

— Ah... Não é nada. Não se preocupe comigo. — Masato sorriu. Ele nunca sorria, a não ser se estivesse muito feliz ou muito preocupado. A segunda opção seria mais adequada.

Ele se levantou dali e foi em direção ao seu quarto, fazendo todos que estavam envolta da mesa olharem na direção dele preocupados. Masato precisava de uma distração. Algo que o fizesse esquecer Jinguji e que amenizasse a dor que estava sentindo.

“Espere um pouco. Se eu for para o quarto, eu não vou me encontrar com ‘ele’?”

Com este pensamento, Masato mudou de direção e foi até o seu lugar preferido de toda a escola: a sala de piano. Chegando ao lugar “sagrado”, ele viu o seu amado piano, se ajeitou nele e começou a tocar uma melodia qualquer que viera a sua mente. Seus dedos moviam lentamente fazendo aquele som suave ecoar naquela pequena sala. Geralmente quando Masato tocava ele não conseguia pensar em mais nada a não ser a música, mas na situação em que ele se encontrava, o homem dono dos cabelos laranja não saía de sua cabeça por um segundo sequer. Então ele parou de tocar aquela música e imediatamente começou a tocar outra melodia conhecida por todos na Saotome.

Passando pelo corredor, Ren logo reconheceu a melodia que vinha da sala de piano. Era sua mais recente composição que o impediu de ser expulso da escola. Mas quem estaria tocando tão graciosamente aquela música? Não resistindo, o ruivo entrou sem avisar dentro da sala e se deparou com Masato tocando com os olhos cheios de lágrimas. O maior arregalou seus olhos e ficou imóvel e nenhuma palavra saía de sua boca.

Masato demorou, mas percebeu a presença de outro alguém naquela sala. Ainda chorando, se levantou do banco cessando a música e encarou o ruivo ali parado com aquela expressão surpresa no rosto e Masato logo adquiriu a mesma expressão.

— J-Jinguji?!

— Hijirikawa... Por que você está-

— Não é da sua conta! — Masato interrompeu o maior e foi andando em direção à porta desesperado enquanto tentava inutilmente tampar seu rosto e esconder as lágrimas. Tentou sair dali, mas foi interceptado por Ren que ficou parado na porta.

— Deixe-me ir! — Berrou Masato, que queria sair de perto do ruivo o mais rápido possível.

— Não. — Ren segurou a gravata do uniforme do menor puxando-a, trazendo ele para mais perto de si. — Você só sai daqui quando me contar o porquê dessas lágrimas.

Dizendo isso, Ren soltou a gravata de Masato — o que o não fez o menor se afastar — e passou o polegar direito em uma das maçãs do rosto do menor gentilmente enxugando uma lágrima. Masato arregalou seus olhos ficando completamente surpreso com a ação do Ruivo e logo sentiu seu rosto esquentar. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo; Jinguji Ren estava preocupado com ele? Não. Impossível.

— Desde quando você se importa comigo?! — Gritou Masato se afastando do maior empurrando-o.

É verdade que o Hijirikawa poderia pensar em milhares de coisas boas naquele momento, mas se tratava de Jinguji Ren. Um homem que só sabia flertar com garotas o tempo todo e mesmo assim só brincava com elas e nunca gostava de ninguém. Masato estava acabado e não conseguia mesmo pensar em nada de bom. Seu coração estava despedaçado. Amava um homem que sabia que não poderia ter mas mesmo assim se deixou levar. Amava tudo em Ren; seu rosto, seus olhos, seus cabelos que tinham aquela cor vibrante, a voz rouca e sedutora que deixava qualquer um louco, seu sorriso verdadeiro, sua gentileza e em especial... seu cheiro. Ele tinha um perfume forte que parecia ter nascido com ele. Toda vez que Ren entrava em algum lugar, o cheiro tomava conta da atmosfera. O cheiro dele fazia o corpo de Masato estremecer... Aquilo era a sua fraqueza. Parecia que Ren tinha algum poder sobre Masato, seduzindo-o involuntariamente.

Masato sentiu uma grande quantidade de sangue se acumular em seu rosto com tais pensamentos. Masato estava completamente vermelho e mais lágrimas foram caindo de seu rosto novamente.

— Hijirikawa! — Ren gritou em um tom preocupado. — Você está vermelho... Não vai me dizer o que houve?!

Masato continuou a chorar, agora pesadamente com seu rosto extremamente vermelho. Ele nem sequer ouviu Jinguji o chamar. Estava afundado em pensamentos negativos tendo a certeza de que nunca conseguiria o que realmente desejava.

Jinguji Ren.

Ren interrompeu os pensamentos de Masato e se aproximou dele, segurou levemente sua mão e acariciou seu rosto com a outra mão que estava livre. Antes que pudesse reagir, o jovem de cabelos azuis foi surpreendido pelos lábios do maior que encostaram-se aos seus dando-lhe um suave e inocente beijo.

Masato não moveu um músculo sequer, apenas sentiu os lábios quentes do homem a sua frente o tomarem como quisessem. A língua de Ren foi abrindo espaço dentro da boca do Hijirikawa, transformando aquele beijo inocente em um mais intenso; apaixonado. Masato apertou a mão de Ren e tocou o ombro do mesmo apertando-o da mesma forma, e foi acompanhando o beijo iniciado pelo maior. As lágrimas de Masato continuavam a correr pelo seu rosto, mas desta vez não tinha um motivo em particular como antes. Ele simplesmente se deixou levar pelas emoções e não pode pensar em nada a não ser a presença do outro ali.

Ren soltou gentilmente os lábios de Masato e ficou parado segurando seu rosto e ficou assim por alguns segundos admirando aquela beleza aguda que o menor tinha. As lágrimas que corriam livremente pelo rosto do Hijirikawa cessaram-se e ele continuou imóvel observando a expressão calma de Jinguji.

— Você parou de chorar. — Falou Ren sorrindo e acariciando o rosto quente e vermelho de Masato. — Agora vem comigo!

Ren puxou o braço do menor e foi levando-o para algum lugar longe dali. Masato estava incrédulo com o que havia acontecido há alguns segundos atrás; Jinguji havia o beijado e estava levando-o para algum lugar. Mas mesmo que isso estivesse acontecendo, Masato não deixava de pensar que Ren poderia estar brincando com ele do mesmo jeito que fazia com as outras garotas. Ele estava inseguro e com muito medo.

— Entre. Eu quero te mostrar uma coisa. — Sussurrou Ren no ouvido de Masato deixando-o vermelho. O menor nem tinha percebido que eles tinham chegado ao quarto dos dois. Jinguji abriu a porta e os dois entraram no quarto como se fosse um lugar completamente desconhecido.

Ren foi até sua parte do quarto indo em direção a uma estante que ficava ao lado de sua cama. Tirou de lá uma espécie de baú, só que um pouco menor e então foi tirando tudo que tinha lá dentro jogando tudo aquilo no chão. — Eu sei que está aqui em algum lugar!

Masato ficou quieto ainda perto da porta não conseguindo ver direito o que Ren fazia, até que o ouviu exclamar:

— Encontrei!

Masato não entendeu direito o que tudo aquilo significava, mas logo a sua expressão de dúvida se transformou em surpresa ao ver Jinguji andando em sua direção com uma caixa retangular preta e aveludada, escrito nela em alto relevo: Itsumo Isshoni. (Para sempre juntos)

— J-Jinguji... você...!

— Você se lembra disso não é? — Fez uma pausa sorrindo. — Eu o guardo desde aquele dia.

Onze anos atrás.



— MASA-CHAAAN!! — Gritou Ren chegando perto de Masato em seu quarto.



— Ren? Você veio cedo hoje! — Exclamou sorrindo.

— Olha o que eu trouxe para você! — Gritou entregando uma caixa preta para seu amigo. — Abra logo!

Masato leu o que estava escrito na caixa e sorriu novamente. Abriu-a e tirou de lá um cordão cujo pingente tinha o formato de circulo escrito “Itsumo” em seu verso.

— Masa-chan você gostou? O meu é igualzinho olha! — Abriu a sua caixa e mostrou um cordão igual ao de Masato, porém em seu verso estava escrito “Isshoni”.

— Eles se completam não é? — Masato sorriu e encaixou o seu pingente no de Ren, e viu que os dois pingentes juntos formavam o símbolo do infinito.

— Masa-chan, esse vai ser o símbolo da nossa amizade entendeu? Não o tire nem pra tomar banho! — Ordenou Ren.

— Sim pode deixar Ren! Assim ficaremos juntos para sempre!

— Desde aquele dia... — Ren foi se aproximando de Masato sorrindo. — Eu não parei mais de pensar em você.



Os olhos de Masato se arregalaram ainda mais e ele parecia mesmo não entender do que Ren estava falando.



— Até hoje eu nunca fiz o que eu realmente quis fazer. — Continuou Ren. — Eu queria herdar o poder de minha família, eu queria continuar a ser seu amigo naquela época, eu queria poder saber mais sobre minha mãe, eu queria muito ser um cantor igual a ela. Mas nada disso foi possível naquele tempo. Por causa disso eu comecei a seduzir qualquer garota que eu achava bonitinha e aprendi a tocar alguns instrumentos escondido, simplesmente por que tudo que eu queria não estava comigo.

Masato ouvia atentamente a cada palavra dita pelo maior tentando entender o que tudo aquilo significava, observando cada expressão que fazia. Ren parecia estar desabafando algo que estava confinado em seu coração. Seus olhos mostravam isso.

— Então meu irmão me mandou vir aqui apenas para ser bem sucedido e servir de vitrine para minha família. — Falou em tom de deboche. — Mas eu sabia que aquilo era um sinal de que minha sorte estava mudando. E então eu confirmei quando vi você.

O rosto de Masato voltou a ficar vermelho. Ele não conseguia acreditar em tudo aquilo que estava ouvindo e então uma pontinha de esperança apareceu em seu coração acelerado.

Ren se aproximou mais e começou a sorrir sedutoramente de uma forma que só ele sabia fazer. Masato continuou imóvel observando o maior chegar mais perto.

— Você... ainda tem o seu? — Jinguji falou enquanto abria a caixa e tirava seu cordão de dentro dela. Masato tremia e seu coração parecia que ia saltar para fora. Colocou sua mão dentro da camisa e tirou o pingente de lá e falou erguendo o olhar ao homem à sua frente.

— E-Eu nunca o tirei... desde o dia em que você me deu.

Seus olhos azuis se encheram de lágrimas dizendo aquilo. Ren sorriu e o abraçou fortemente como nunca fizera em toda sua vida.

— Hijirikawa... Eu não quero que você chore.

Falando isso, Ren beijou gentilmente o pescoço do menor, fazendo-o se arrepiar e soltar gemidos baixinhos. Depois, foi passeando com sua língua até a orelha de Masato e mordiscou-a. Logo soltou a orelha dele e parou de abraçá-lo e ficou encarando-o por longos segundos. Seus olhos azuis emanavam um brilho nunca visto antes por Masato e este não sabia realmente o tudo aquilo significava realmente, mas suas dúvidas foram extintas quando Ren pegou sua mão e falou beijando-a:

— Eu amo você, Masato.

Foi a primeira vez em anos que o Ruivo não o chamava pelo primeiro nome. Ao ouvir isto, Masato não pode mais se controlar e beijou Ren de uma forma feroz, violenta, como se fosse devorar Jinguji. As línguas se debatiam, uma explorando a boca do outro. O ar faltava constantemente e eles afastavam seus lábios às vezes para poderem respirar, mas seus corpos não se desgrudavam. Ren tocava o corpo de Masato, como se não pudesse nunca soltá-lo, acariciando cada milímetro do corpo do menor, enquanto esse soltava gemidos abafados pelo beijo intenso que partilhavam.

Ren cessou o beijo e empurrou Masato em sua cama de casal forrada por um lençol de cetim violeta. Ren olhou Masato da cabeça aos pés e então colocou os joelhos sobre a cama e retirou sua gravata mal arrumada, retirou o colete e foi desabotoando a camisa devagar e a tirou jogando-a no chão como fez com as outras peças. O jovem de cabelos azuis tentou inutilmente olhar para o lado, mas a vontade de ver o corpo de seu amado quase nu ali na sua frente era bem maior do que ele imaginava. Ren se curvou e posicionou seu joelho entre as pernas de Masato enquanto lambia seu pescoço vagarosamente, fazendo-o se contorcer e gemer mais alto.

— J-Jinguji... pare... — Gemeu Masato.

— Admita... — Soltou o pescoço do menor e o encarou sorrindo. — Você está gostando, Masato. — Falou enquanto roçava seu joelho naquela região sensível do corpo do menor, observando a vermelhidão do rosto do mesmo.

Masato apertou os ombros de Ren tremendo e virou seu rosto para o lado tentando fugir da vegonha, evitando os olhos de Jinguji.

— Eu quero, mas você sabe que eu nunca-

— Eu sei, Eu sei. — Interrompeu Ren, enquanto lambia o pescoço de Masato. — Apenas deixe-me fazer amor com você.

— C-Como pode dizer isso tão naturalmente, Jinguji?!

Ren cessou seus movimentos e olhou seriamente para o rosto quente do Hijirikawa. — Bom — Se afastou livrando-se das mãos de Masato. — Se você não quer, eu não posso fazer nada.

Ren foi impedido de se levantar, pois teve sua mão agarrada por Masato, que falou olhando nos olhos do de cabelos laranja.

— Eu disse que eu quero, Jinguji. — Fez uma pausa. — Eu só estou com medo! — Falou finalmente envergonhado.

Ren sorriu e tocou as mãos trêmulas do menor. — Por isso eu peço que confie em mim.

Ren soltou as mãos de Hijirikawa e tocou agora seu rosto quente e vermelho acariciando-o e trazendo-o para mais perto e então eles se beijaram loucamente. Masato estava com calor e o corpo de Ren deixava-o mais quente ainda. Ren despiu a parte de cima do uniforme de Masato e ficou olhando ele por um longo tempo. Então, sem dar nenhum tipo de aviso, acariciou o peito do menor, descendo para o abdômen, enquanto chupava o pescoço de Masato.

— Não se preocupe... — Sussurrou ele. — Eu não deixarei nenhuma marca em você.

Ren soltou a fivela do cinto do homem de cabelos azuis e abriu o zíper da calça do mesmo. Masato fechou seus olhos e não impediu Ren de prosseguir, o que deixou o ruivo mais cheio de desejo do que nunca. Ele colocou sua mão dentro da calça do menor e acariciou o membro do mesmo por cima da boxer azul marinho, sentindo a rigidez daquele local.

Masato começou a gemer e sorrir ao mesmo tempo, mostrando o quanto estava gostando da sensação de ser tocado naquele local. Ren adorou ver aquela cara de satisfação que o menor fazia e então parou subitamente. Soltou a fivela de seu sinto e arrancou a sua própria calça, ficando apenas com aquela boxer preta. Ao ver aquilo, Masato fez o mesmo que Jinguji e ficou ali parado esperando o próximo movimento do maior que, com certeza, seria fatal.

Ren deitou-se por cima do menor novamente e desta vez, esfregou o seu próprio volume contra o de Masato. O pano incomodava um pouco, mas esse problema logo seria resolvido; Ren desceu suas mãos até a boxer de Masato e a tirou vagarosamente, o que fez com que o menor fechasse os olhos por causa da vergonha. Depois de fazer isto, Ren foi até os lábios de Masato e deu-lhe um rápido, porém excitante beijo. Depois foi descendo com sua boca pelo pescoço dele dando beijos estalados na pele branca dele, depois desceu novamente até um dois mamilos do menor e finalmente para o abdômen dele. Ouvia aqueles gemidos baixos que Hijirikawa soltava e então se divertia brincando com sua língua naquele local. Continuou a descer com sua boca até chegar à parte do corpo de Masato que mais pedia para se tocada. Ren tocou o membro rijo do menor e foi lambendo a glande e depois toda a extensão dele, em seguida abocanhou-o e foi sugando a carne de Masato, fazendo-o se contorcer na cama e soltar gemidos cada vez mais altos enquanto puxava os fios laranja dos cabelos de Ren.

Jinguji soltou o membro de Masato e abriu mais as pernas do mesmo, erguendo uma delas. Ergueu também seu próprio corpo e deu um demorado e apaixonado beijo em Masato. Nisso, posicionou seu dedo médio na entrada do menor e enfiou ele devagar dentro dele. Masato logo parou de beijar Jinguji e soltou um gemido alto; bem mais alto do que os anteriores e então, cruzou as pernas dificultando o contato de Ren com aquela parte do menor. O ruivo chegou sua boca perto do ouvido do menor e sussurrou sedutoramente:

— Relaxe Masato... Você não confia em mim?

Masato abriu seus olhos e ficou olhando para os de Ren e disse baixinho:

— S-Sim... Eu confio em você, Ren.

Jinguji sorriu ao ouvir o menor finalmente o chamar pelo primeiro nome. Masato voltou a abrir as pernas e Ren continuou a enfiar seu dedo médio dentro dele. O Hijirikawa envolveu seus braços em volta do maior e foi apertando suas costas e depois foi arranhando-as à medida que ia sentindo o dedo de Ren mais fundo dentro de si. O ruivo foi colocando e tirando o dedo de dentro dele observando como Masato se contorcia de prazer e então colocou outro dedo lá dentro fazendo o jovem gritar e lhe arranhar loucamente. Ren foi fazendo isso até que Masato se acostumasse com os movimentos e então, tirou os dedos dali e acabou de se despir. Ren não estava mais aguentando e então segurou seu próprio membro e posicionou-o na entrada do menor da mesma forma que fez antes com seu dedo.

Percebendo o que viria a seguir, Masato agarrou Ren ainda mais forte e então sentiu aquilo entrando dentro dele. A dor, obviamente, foi a primeira a aparecer. Masato gritou tão alto que qualquer um que passasse em frente à porta do quarto dos dois ouviria. Ren tentou acalmá-lo beijando seu rosto enquanto enfiava ainda mais dentro do menor aos poucos.

— R-Ren... — Masato gritou enquanto cravava suas unhas nas costas dele.

— Já te falei... para relaxar... — Ren falou ofegante enquanto colocava seu membro todo dentro do menor.

Depois de várias estocadas, os gritos de dor que Masato soltava se transformaram em gritos de prazer enlouquecidos. O rosto do menor estava tão vermelho quanto os cabelos de Ittoki, e Ren continuava a se divertir a cada expressão e a cada grito que Hijirikawa soltava. Masato envolveu suas pernas envolta do maior, apertando seu corpo e implorando para este ir mais rápido. Masato abriu seus olhos e percebeu que o rosto de Ren estava um pouco corado e então, os dois se encararam e depois se beijaram loucamente.

Eles estavam tendo muito mais do que um contato carnal; eles estavam realizando os sonhos de várias noites passadas, estavam realizando um desejo mútuo que nunca puderam compartilhar, algo que nada e nem ninguém podia impedi-los naquele momento. Eles se amavam e estavam prontos para encarar qualquer coisa depois daquilo e mesmo que causasse alguma revolta na família deles ou em qualquer outro lugar, eles continuariam juntos.

A cada estocada, Ren sabia que estava acertando no local certo, pois os gemidos do menor ficavam mais altos, mais sedutores. Ren tinha certeza de que não ia agüentar por mais tempo e então despejou aquele líquido quente e esbranquiçado dentro do menor, que, ao sentir aquilo, também não se agüentou e despejou sujando o abdômen de Ren. Os dois gemeram alto se encarando, um vendo o nível de vermelho que o outro tinha. Depois disso se beijaram loucamente, mesmo estando tão cansados. Ren retirou seu membro de dentro do menor e o envolveu em seus braços apertando-o.

Eles ficaram ali se abraçando encaixados perfeitamente, igual aos cordões deles.

— Masato. — Falou ofegante. — Eu... queria poder ficar assim pra sempre com você.

— Idiota. — Masato falou sorrindo enquanto respirava fundo sentindo aquele cheiro gostoso e forte que Ren tinha. — Não se preocupe pois, ficaremos assim por muitas vezes...

— Eu te amo Masato. — Sussurrou o maior acariciando os cabelos azuis do menor.

— Eu também te amo, seu canalha.

Notas finais
Até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!