My Valentine
1 Em seus sonhos
Notas iniciais
Estavam presos, precisavam sair daquela casa maldita de qualquer jeito.
Chris Redfield e Jill Valentine se encaminharam rapidamente para a porta no fim do corredor, fugindo miseravelmente da besta que os perseguia. Entraram e trancaram, ao menos estavam bem.
"Você está bem?" Ela pergunta.
"Quase."
"Chris... será que nós conseguiremos sair daqui?"
"Olha Jill, a verdade é que eu não tenho certeza.."
Ela o olha tristemente, era ainda mais difícil olhá-lo quando ele estava com dor no olhar.
Ele se senta no chão e observa a sala, não era tão pequena, e havia uma luz no teto. Parecia que alguém tinha acabado de sair dalí.
Fecha os olhos lentamente, então, sente um leve peso em eu ombro: É a Jill, sua Jill. (não que ela soubesse disto).
Eles ficam se olhando fixamente, ela, com seus cabelos achocolatados desgrenhados, ele, ofegante, pareciam que haviam acabado de fazer amor.
Oh, como ele queria beijá-la neste momento, sentir a suavidade de seus lábios rosados, levemente entreabertos.
Mas, no lugar disto, ele virou a cabeça e fechou os olhos. Apenas sentindo seu cheiro suave, incrivelmente feminino, perfurar-lhe as narinas.
Jill o observa por um tempo o rosto másculo, com traços marcantes que ela sempre amou (não que ele soubesse disto). Então adormece.
Ela sente una mão deslizando em seu braço, logo em seguida em sua coxa. Hmmm, aquilo estava ficando bom.
Ele a beijou. E ela acorda.
"Não, Chris, o que você está fazendo? Pirou?"
"Sim, Jill não aguentei, pirei mesmo, pirei desde que te vi".
O coração dela veio a um salto. Ela esperou por esse momento desde que o conhecera. Algo se moveu parede á frente, algo verde, gosmento e com garras enormes. Ela gritou (não era normal dela) quando o animal avançou em Chris, sua voz já não saía mais, apenas as lágrimas que desciam silenciosamente pelo rosto.
"Jill, acorde, você tem que acordar".
Ele a sacudia fortemente.
"Hã? o quê aconteceu?"
Ela se sentou.
"Você está bem?" Seu tom de voz era preocupado.
"Sim... mas por que pergunta?"
"Você, hum, estava gritando."
Ela fica ruborizada, será que ela havia dito algo a ele entre sonhos?
"Eu disse alguma coisa?"
"Bem... hum, não, só murmurou algumas palavras, e eu não entendi."
"Ah, ok"
Ele a olha continuamente, os olhos escuros á queimar sua pele, fazendo-a se sentir exposta. Ele escorrega a mão pelo seu braço, logo em seguida em sua coxa. Ela olha nervosamente para a parede á frente. Nada, certo esta parte foi apenas um sonho.
"Chris, não podem...".
"Shiiiiii, apenas sinta, Finja que não há nada além de nós."
Ele a interromper colocando o indicador em seu lábio suavemente. Seu coração palpitou, ela seguiu o seu conselho, deixando beijá-la suavemente e logo após, com ferocidade, desejo.
Jill enroscou os dedos nos cabelos dele e arrastou sua boca para a de Chris. O beijo era calor, perigo, promessa.
Em um movimento rápido, ele empurrou o blazer dela pelos ombros abaixo, puxou seu corpo contra o dele.
"Pare de pensar" ordenou.
Um sorriso surgiu nos lábios dele quando a pegou com força, apertando-a contra si. Viu os olhos dela se vidrarem, ouviu o seu gemido entrecortado. Depois deslizou a boca pelo pescoço da moça. Era tão lisa, tão perfumada!
Ela se agarrou aos quadris dele e jogou a cabeça para trás, oferecendo-se. O calor corria por todo o corpo. Com um empurrão, Chris soltou-lhe os braços. Antes que Jill pudesse estendê-los, sentiu as mãos enormes dele embaixo de seu suéter, para moldar, possuir.
Continuava o implacável ataque com a boca, enquanto torturava com os dedos a pele dela, que também fazia o mesmo.
Abriu o zíper da calça dela, depois correu os dedos pela barriga. Ela avançou, apertou-se com urgente desejo contra ele, esfolando-o no pescoço com mordidas caprichadas.
Ele podia possuí-la ali mesmo, onde estavam. Aquilo liberaria a terrível tensão que o queimava por dentro.
Puxou a camiseta dela pela cabeça, jogou-a para o lado e encheu as mãos com os seios. A renda que os cobria era macia, delicada, e a carne embaixo já se aquecia de desejo. Olhava o rosto dela e esfregava os polegares calejados do trabalho sobre os mamilos.
"Eu imaginei você assim" sussurrou.
"Eu sei..."
Ele sorriu e concentrou os olhos devoradores nos dela, deslizando uma fina tira pelo seu ombro.
"Acho que não sei muito bem o que fazer com você. Mas vou tentar."
Continuou com os olhos em Jill, observando, avaliando, ao passar a mão nos seios e depois soltar o fecho do sutiã.
Então, viu o lindo olhar azul-celeste escurecer.
A respiração dela travou-se na garganta, quando a colocou por cima dele e pôs a boca faminta em ação. Chocada, a moça se arqueou para trás e tateou os ombros dele, agarrando-se desesperada à sua camisa. Ele a mordiscou quase com selvageria. Atormentou-a com a língua, incitando-a.
Ensandecida, ela se agarrou a ele. Mesmo quando se sentia caindo, arrancou-lhe e rasgou-lhe a camisa. Viu-se deitada de costas, embaixo dele.
Conseguiu afinal tirar a camisa dele, enfurecendo-se ao ver que outra camada os separava. Queria carne. Tinha fome. Assim que ele se livrou da camiseta e jogou-a para o lado, ela enterrou os dentes em seu ombro.
"Vamos." As palavras dela eram diretas.
"Quero suas mãos em mim."
O mundo dela tornou-se perigosamente excitante. Cada carícia violenta fazia irromper novas sensações.
Via-o em meio à névoa que lhe turvava a visão. Os cabelos escuros, os olhos intensos, os músculos que brilhavam de suor na dança da luz.
Chris recuou o tronco e, cega de prazer, ela se ergueu, circundando-o com os braços possessivamente, os lábios em busca de cada novo gosto.
Tinha-a toda envolta nele, aquele corpo deslumbrante deslizando sobre o dele.
Jill se emaranhou nele todo, de cima a baixo. Ele a queria nua e contorcendo-se embaixo de si. Queria ouvi-la gritar seu nome e ver os gritos de prazer. Com a respiração esfiapada, arrastou a calça pelos quadris dela. Em um movimento estouvado, rasgou a calcinha de renda.
O clímax açoitava-a. Cambaleando da pancada, a moça soluçou o nome dele. E, tremendo, queria ainda mais.
Toda vez que ela achava que ia terminar, ele encontrava um novo jeito de açoitar-lhe os sentidos. Havia só ele, o gosto, o cheiro dele. Os dois rolaram pelo chão, selvagemente, ela enterrando as unhas nas costas dele, ele com a boca a queimar a de Jill.
Quase cego de necessidade, Chris agarrou as mãos dela. Achou que a respiração ia rasgar-lhe os pulmões. Gemidos idênticos misturaram-se.
Os dois tremiam, olhando um ao outro, enquanto saboreavam aquele instante. Quando o beijo chegou à maior profundeza, quando o sabor dela o encheu tão intimamente quanto a penetrava, começaram a mexer-se juntos.
O frio afinal a acordou. Embora parecesse impossível, achou que devia ter adormecido. Estava apertada firmemente pelo peso do corpo de Chris Redfield.
Olhou em volta, zonza.
"Você acordou agora?" perguntou com a voz pastosa, meio sonolenta.
"Acho que sim. Não sei realmente dizer." Ele roçou os lábios sobre a curva dos seios dela. Seu exausto corpo estremeceu em resposta.
Enfim, adormeceram um, nos braços do outro.
Notas finais
Só mais uma coisinha:
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