My Universe is you
1 Sirius e Alya (P.O) - Lua.
Lua: relacionado a questões emocionais; como você lida com as perdas e os transtornos emocionais que você tem no percurso da vida;condição os condicionamentos que você traz da infância
James Potter dormia pacificamente ao lado de sua esposa Lily, seu filho Harry Potter havia finalmente dormido depois de ter chorado duas horas incansavelmente por causa de só Merlin sabe o que. Mas seu sono foi interrompido por batidas na porta.
Suspirando, passou pelo quarto de seu filho antes de qualquer outra coisa, apenas para o encontrar dormindo sem dano algum. Ao lado do berço, sobre uma cama improvisada, uma garotinha um pouco mais velha que seu filho, dormia. Seus cachinhos pretos estavam espalhados sobre o travesseiro, seus olhos cinzas fechados, sua boca vermelha entreaberta e sua pele de porcelana brilhava sob a luz da Lua que irradiava da janela do quarto. Olhando para ela, James tinha que admitir: seu melhor amigo tinha feito um ótimo trabalho.
Alya Black tinha um pouco de mais de um ano, e apesar de seus olhos e cabelos serem de seu pai, os traços de seu inocente rosto eram todos de sua mãe.
Ele saiu de de seu desvaneios com outra batida na porta, desta vez mais insistente e forte do que as anteriores. James pegou sua varinha que estava sobre a mesinha do corredor, e desceu as escadas com passos rápidos porém silenciosos para não acordas os demais que dormiam no andar de cima.
Ao abrir a porta, a imagem que ele encontrou o deixou espantado:
Em sua frente, Sirius Black estava completamente encharcado por conta da tempestade que ocorria lá fora. Mas o que realmente assustou o Potter, foi que seu melhor amigo estava com os olhos vermelhos, um rosto quebrado e lágrimas escorriam de seus olhos,molhando suas bochechas que estavam vermelhas.
— Padfoot, o que aconteceu?- ele perguntou, puxando o braço de seu amigo e o colocando dentro de casa.
— Cadê a Alya? — ele perguntou parecendo transtornado.
— Está lá em cima, por que? O que aconte... Padfoot! Espera aí!- ele não conseguiu entender absolutamente nada quando Sirius subiu as escadas rapidamente.
Sirius abriu a porta do quarto do afilhado, e viu a imagem de sua filha. Ela dormia de lado, exatamente como sua mãe, sua mãozinha estava caindo da caminha. E rapidamente, como um flash, ele já estava com ela em seus braços, os olhos fortemente cerrados enquanto havia colocado seu rosto no pequeno ombro da bebê, a agarrando protetoramente entre seus braços, aspirando seu aroma de lavanda.
Permitiu que derramasse mais lágrimas. Molhando o body branco e quentinho que a menina usava, um soluço alto escapou de sua boca, fazendo Alya acordar.
A bebê abriu seus olhos depressa como se estivesse assustada, mas assim que seus olhos encontraram os olhos dele, ela sorriu e balbuciou:
—Pa... Pa...- Oh! Aquela vozinha de bebê, que derretia o coração de Sirius, e aquele sorriso que era reservado apenas para ele. Um sorriso de felicidade e admiração por simplesmente estar olhando para o rosto dele, o fazia o sentir importante. Amado. E que alguém precisava dele.
E era por Alya, apenas por aquele bebê, que ele estava reunindo forças para continuar depois de ter visto o corpo sem vida da mãe de sua filha. Marlene havia morrido à exatas 3 horas e 48 minutos daquela mesma noite.
James entrou no quarto assustado com a cena que ocorria dentro do mesmo. Jamais havia vista Sirius daquela forma. Quebrado, sem fé, despedaçado,como se seu mundo inteiro tivesse sido destruído.
"Seu mundo inteiro."- ele pensou, finalmente entendendo. "Marlene."
— Okay... Me diz o que aconteceu com a Marls. -ele fala, se sentando na poltrona. — Outra briga? Realmente... Ela finalmente tomou consciência de que você não é o bastante para ela?- ele brincou, eles sempre faziam essas brincadeiras, de que a companheira do outro era muito para o mesmo. Sirius nada disse. E ao olhar para o rosto do amigo, James entendeu,era bem mais grave do que ele achava. — Onde está Marlene, Sirius?
— Marlene está... Ela está...- parou no meio, não confiando na própria voz para continuar a frase.
— Está... Está o que, cara? — James perguntou, já perdendo a paciência.
—Morta.- falou por fim, apesar de ter saído mais para um sussurro.
A cor no rosto do Potter sumiu, seus olhos se arregalaram.
— O que? Como assim? Quer dizer... Como aconteceu?- James indagou desesperado.
— Havíamos brigado feio... Foi por isso que deixamos Alya com vocês hoje, queríamos sentar e conversar como civis que somos. Antes de ir para casa, ela havia passado na casa dos pais (hoje era o aniversário de casamento deles ou algo do tipo), mas os Comensais... Os Comensais simplesmente atacaram a casa. Ninguém sobreviveu. -Ele diz, lágrimas já brilhando em seus olhos.
— Cara, eu... Não sei o que falar.
— Não diga nada. Só quero ficar com a Aly. Apenas ela.
James entendeu. Se fosse Lily, ele não gostaria de ver ninguém além de Harry. Saiu do quarto com seu filho nos braços.
Sirius voltou a olhar para a filha, que ainda o fitava com o dedo na boca. Ela com a maior certeza seria idêntica à mãe quando crescer.
Crescer. Marlene não veria a filha deles crescer e se tornar uma feiticeira poderosa assim como tal era. Não veria sua filha com as vestes de Hogwarts, nem se formando na mesma. Alya não teria a mãe quando algo a incomodasse, não teria um exemplo feminino para seguir. Não teria uma mãe.
Sirius se lembrava de sua infância medíocre. Aterrorizado, um monte de Comensais da morte, maníacos por Sangue — puro, sonserinos que não sabiam o que era amar, seus pais o empurrando a ser seguidor das Artes das Trevas, sem amor. Sem carinho. Sem auxílio. Sem poder ser o que ele realmente era.
Mas... Nem por isso, Sirius iria deixar sua filha desamparada. Alya era amada pela mãe, e sempre será. E com isso, Sirius Black jurou:
— Você, Alya. É e sempre será a menina mais amada de todo esse mundo. Você não está sozinha. Eu tenho você, minha Padlet. E comigo aqui, você jamais estará sem alguém. Eu prometo, Alya.
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