My Universe is you

4 Draco e Scorpius- Sol


Notas iniciais
Atenção! Aviso desde já, temos insinuações de Scorose nesta One. Se não gosta, continue lendo pois o foco não é esse kkkkkkkk Isto é o que eu acho que Draco se tornou depois da guerra. Espero que gostem!

Sol:como expressa seu verdadeiro eu; a forma como você expressa seu poder pessoal e sua identidade; revelando a forma como se firma e se mostra diante do mundo.

Era isso, seu filho iria para a escola. Em menos de 12 horas, Scorpius estaria fora de casa. E ele sabia, não seria fácil. Não foi para ele à muitos anos. E isso que na época, o nome Malfoy não carregava tanto fardo como carrega hoje em dia.

Graças à seu pai e a si mesmo, seu filho não saia de casa sem ser apontado como filho de um Comensal da Morte, não convivia com crianças de sua idade, não era visto sem a citação " Tal pai, tal filho". E Draco se odiava por isso.

Ele encontrou Scorpius em seu quarto olhando a Lua na noite anterior de embarcar no Expresso Hogwarts. Seu filho tinha os cabelos loiros desarrumados e olheiras pendiam abaixo de seus olhos verdes acizentados ( uma perfeita harmonia dos olhos de sua esposa e dele). Ele parecia preocupado. Como se o dia posterior fosse o dia em que Voldemort ressurgiria.

— Acho que já passou da hora de dormir. — Scorpius virou o rosto rapidamente, assustado. Suspirou aliviado ao ver que era seu pai.

—Não consigo dormir. Muita pressão.- ele fala, voltando seu olhar novamente para a janela.

— Pressão? Como assim? — Se fez de desentendido.

— Não se faça de bobo, pai. Você sabe como vai ser amanhã.

Seu filho pareceu exitar ao dizer a última frase. Sabia que queria dizer mais coisas do que isso. Ele caminhou até o lado de Scorpius.

— Sabe Scorp, quando eu entrei em Hogwarts, meu pai me disse: "Entre naquele trem Draco, e seja o que um Malfoy é, melhor do que todos.". E eu segui esse conselho, porque eu queria orgulhar meu pai. Queria que ele visse que eu era igual a ele, porque para minha cabeça de 11 anos, meu pai só diria sem recear que eu era seu filho se eu fosse idêntico à ele. E eu estava certo. Para meu pai, eu teria que ser como ele; Frio, Malvado, Fraco e achando que a única coisa que importava era a pureza do sangue e as riquezas que vinham junto com ela. E eu fui assim por anos. Segui caminhos horríveis, apenas para meu pai ver que eu era que nem ele. Maltratei pessoas que não deveriam ser maltratadas. Matei pessoas. Eu não me orgulho disso. Nunca me orgulhei; desde a época que eu fazia essas coisas. Eu não queria ser assim. Fui forçado. E depois da Guerra, eu não queria falar com ninguém, só saia quando necessário e não deixava ninguém se aproximar muito. Até eu conhecer sua mãe. Ela me mostrou que eu era mais que apenas um Malfoy, eu era Draco. Não só um Sonserino Comensal da Morte. Eu era diferente.

— Não entendo onde quer chegar com todo esse discurso,pai.

— Estou dizendo Scorpius,que você, é mais do que meu passado. Você não é eu Scorpius, e muito menos é seu avô. Claro, sempre terá essa essência do lugar de onde se criou e veio. Mas eu quero que amanhã, você entre naquele trem, e não seja o que um Malfoy é. Por que você não é apenas um Malfoy, também é Scorpius. E o Scorpius que eu conheço e criei, se importa com sua família e pessoas que o cercam, é inteligente, corajoso e leal e quer o que quer quando quer. Por que você, é único.

— Então... Se eu virar amigos de pessoas que não forem puro — sangue e nem entrar na Sonserina, você e a mãe não ficaram bravos?

— Você pode estar na Grifinória, Corvinal, Lufa-Lufa ou Sonserina. Pode ter amigos trouxas, mestiços o que quiser. Você ainda é meu filho. E eu e sua mãe sempre lhe receberemos de braços abertos para suas decisões.

No dia seguinte, em pé enquanto Astoria abraçava seu filho, ele avistou um grupo de 9 pessoas. 4 delas ele conhecia bem.

Viu enquanto Ronald Weasley os olhava e falava algo para a menina ruiva ao seu lado. Com certeza aquela era Rose Weasley, filha do Weasley e da Granger. A garota era a mistura perfeita dos pais. A menina sorriu e assentiu, seus olhos focados em Scorpius. Hermione Granger, atualmente Weasley, bateu seu marido no braço e disse algo que com certeza era uma repreensão.

Ele se virou para o filho e o viu com aqueles olhos. Oh, deuses, aqueles olhos, não! É o mesmo olhar que era registrado nas fotos de casamento dele. Ele olhava para Astoria com aquele olhar. Como se ela fosse tudo. Então, ele olhou em direção para onde seu filho olhava. E viu que Scorpius estava em uma guerra de olhares com Rose Weasley, que corava tanto que fazia parecer que seus cabelos eram claros em comparação ao tom avermelhado que estava presente em sua pele no momento.

O apito soou. Seu filho retirou os olhos da garota e se virou para os pais.

— Tchau, vejo vocês no Natal!- ele disse enquanto se virava para ir em direção ao trem.

— Você viu? — Astoria perguntou engatando seu braço no dele.

— A confiança de Scorp? — ele indagou.

A risada melodiosa de sua esposa ecoou em seu ouvidos.

— Bem... Também. Mas estou me referindo aos olhares que Scorpions trocou com a menina ruiva.- ela disse.

No mesmo instante, pelo jeito pela obra do destino. Scorpius e Rose se fecharam na porta do trem, fazendo com que os livros que a garota parecia insistir em levar nas mãos caíssem no chão. Scorpius disse algo que parecia um pedido de desculpas e ajudou a menina a juntar os livros n, a garota corava ainda mais enquanto Scorpius entregou os livros em suas mãos. Eles entraram no trem. Então Draco não conseguiu ver o que eles conversavam.

— Não sei do que está falando. — ele falou, rezando que em tantas meninas em toda Hogwarts, seu único filho não esteja gostando de Rose Weasley.

— Okay... Mas não diga que eu não lhe avisei daqui alguns anos.