Respirei fundo e me arrependi por estar com um salto de 15cm. Eu tinha que me concentrar para não cair e para isso, eu não poderia de modo algum olhar nos olhos dele. Ou eu definitivamente perderia a concentração e, pior ainda, o equilibrio.

– Vamos descer querida. — disse minha mãe. Ela não sabia o que descer significava para mim.

O motorista abriu a porto do meu lado e eu desci com os olhos para o chão.

Minha mãe ia em direção a Simone, mãe de Bill e Tom (gêmeos). Segui ela, eu preferia dar oi para Simone e ver como me sairia com aquilo.

– Querida! É um prazer conhecer todos vocês. — falou minha mãe, sempre muito querida com pessoas que mal conhecia. Sempre muito mais simpática do que eu.

Mas eu juro que era a timidez que me fazia assim.

– Como foi a viagem? — perguntou Simone cordialmente a minha mãe.

Eu fiquei atrás dela, eu queria dar oi a Simone mas às palavras não queriam sair de minha boca. Isso nunca havia acontecido antes. Droga.

– Olá — disse uma voz atrás de mim e eu gelei. Me virei lentamente.

– Meu nome é Tom — suspirei de alívio, logo atrás de Tom, eu podia ver Gustav, Georg (os outros meninos da banda Tokio Hotel) e, atrás de todos eles, Bill olhava para o chão.

No meu íntimo, aquilo me entristeceu, eu queria, particularmente, que ele me desejasse. Claro que eu queria.

Concentrei-me em cumprimentar Tom e os outros coerentemente.

– Oi. — disse timidamente. — Tudo bem? — falei, muito baixo.

Em um ato brusco e inesperado, Tom me puxou pela cintura e me deu um beijo estalado na bochecha. Eu corei. Bill levantou os olhos bem na hora.

– Tudo ótimo agora, sinceramente, eu estava morrendo de fome e só faltavam vocês. — ele fez piada.

Eu ri, ainda levemente corada. Sempre soube que ele tinha um senso de humor ótimo, aquilo me deixava mais tranquila.

Gustav se aproximou.

– Tudo bem Jessie? — eu assenti, os garotos até agora me pareciam uma graça e muito simpáticos. — É uma honra conhecê-la.

Corei de novo. Eu estava vendo que isso se tornaria um hábito.

– Que isso, é um prazer conhecer vocês. — sorri para eles, agora tentando falar um pouco mais alto.

Bill ainda continuava afastado. Suspirei.

Georg se aproximou e me cumprimentou, normalmente. Sério e calmo. Ele me deixava tranquila, como se fossêmos amigos a muito tempo.

O climo ficou estranho quando foi a vez de Bill me cumprimentar, ele se mantinha afastado. Me parecia nervoso, ou eu só queria que ele parecesse. Talvez eu só quissesse que ele estivesse tão nervoso em me conhecer como eu estava nervosa para lhe conhecer.

Em um ato impensado e totalmente involuntário, me aproximei.

– Oi, meu nome é Jessie Grimaldi. — disse estupidamente. Era óbvio que ele sabia quem eu era, ele que pedira pelo dueto.

– Eu sei. — ele disse, olhando para o chão. — É um prazer, obrigado por aceitar e vir tão rápido.

Sorri meio triste, era tudo tão formal. Como se fosse tudo puramente profissional. Talvez fosse.

– De nada, o prazer é meu. — baixei os olhos e suspirei mais uma vez. Eu sempre fazia isso, o tempo todo.

– Crianças, vamos entrar. — disse Simone.

Áquilo pareceu anos pra mim, mas mal haviam se passado alguns minutos. Todos caminhamos para dentro da mansão e eu mal via a hora de chegar logo ao hotel e ruminar sozinha sobre a formalidade de Bill.

Era difícil esconder a minha tristeza, mas eu tentaria durante o jantar.


Notas finais
Espero que gostem desse também, quero tentar postar todos os dias. Minha cabeça anda cheia de ideias, ui auhsuahs beijos *-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.