Notas iniciais
Inner: Yazu...
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Oi *sentada em um banquinho com as perninhas balançando*
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Inner: O que você está fazendo aqui? A fic não tinha acabado?
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Então, ela tinha acabado, mas algumas leitoras não gostaram do final triste, então resolvi fazer um final feliz, que me custou muita criatividade e bastante tempo!... Mas ele finalmente está pronto! *todas comemoram*
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Desculpa pela demora gente mas foi muito foda fazer esse cap! Vocês vão entender quando lerem... E eu queria agradecer às pessoas que favoritaram e ainda vão favoritar minha fic, vocês são umas lindas, muito obrigada *--*
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Enfim, depois de tanto tempo, vamos ao que interessa! Finjam que ainda fazem quatro meses desde que o Raito e o L se conheceram, vocês vão entender quando lerem. Boa leitura minhas lindas, nos vemos lá em baixo e acho que não vão se arrepender por esperar tanto -v- aoisudhaisd xD /apanha
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As partes em itálico são os pensamentos entre os personagens e as partes sublinhadas são os bilhetes.
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Antes de começar peguem esses itens por favor: *distribuindo insulina e lencinhos de nariz/lágrimas* preparem-se para a coisa mais gay do mundo, se precisarem de mim vou estar nas montanhas xD /apanha

Três meses se passaram desde que eu descobri o que sinto pelo Raito. Três meses desde que ele terminou com a Misa e se declarou para mim. Três meses desde que tivemos nossa primeira relação sexual. Três meses desde que ele me pediu em namoro e eu aceitei. Eu nunca pensei que três meses fossem mudar tanto a minha vida.

– Raito, preciso falar com você em particular.

– Não tenho nenhum assunto a tratar com o senhor. — Raito respondeu frio sem olhá-lo.

– Bom, vejo que ainda está magoado pelo que fiz, mesmo depois de tanto tempo.

– Claro que estou, o senhor me desrespeitou, desrespeitou meu namorado e ainda por cima me humilhou na frente de todo mundo. Eu não deveria nem estar te dando atenção. — a mágoa na fala do Raito era quase palpável.

– Eu sei de tudo isso Raito e eu queria lhe pedir desculpas pelo que fiz. — eu podia sentir a sinceridade na fala do mais velho, mas decidi não interferir quem tinha que perdoá-lo era o Raito, não eu.

– O senhor não acha que é meio tarde para isso... Pai? — ele disse a última palavra olhando seu pai nos olhos.

– Eu sei que errei, — o Yagami-san disse aproximando-se do Raito. — sei que o que fiz foi errado mas você tem que levar em consideração que nascemos em épocas diferentes, foi difícil no começo mas finalmente consegui aceitar que você namore com o Ryuuzaki. Eu quero te ver feliz Raito, e se ele é capaz disso não vou mais impedir que fiquem juntos. — ele disse colocando as mãos nos ombros do Raito, que o olhou surpreso e depois abriu um sorriso de tirar o fôlego. ~ "Ai como eu amo esse sorriso..."

– Sério mesmo pai? — perguntou esperançoso e seu pai apenas assentiu como resposta. — Obrigado pai, o senhor não sabe quanto tempo esperei para ouvir isso... Eu te desculpo. — terminou de dizer abraçando seu pai carinhosamente.

– Obrigado filho, mas tem mais uma coisa... — Yagami-san disse temeroso.

– O que é? — perguntou curioso mas como seu pai não disse nada, ele sorriu e continuou: — Pode falar.

– Sua mãe e eu vamos permitir o namoro, mas você tem que voltar para casa. — Raito se afastou do pai o olhando incrédulo e antes que ele começasse uma discução inútil eu resolvi interfirir.

– Não precisa se preocupar meu amor, eu já sabia que iria ser assim. — falei tranquilo enquanto comia mais um de meus doces, colocados em uma mesa no centro da sala.
– Amor, foram dois meses para eles se acostumarem com o nosso namoro, não posso permitir que você volte a ficar sozinho aqui. — ele se aproximou, apoiou-se na mesa e me olhou preocupado.

– Eu já disse que está tudo bem Raito. — o olhei nos olhos para passar certeza, depois voltei a me cencentrar em meus doces. — Eu sempre vivi sozinho, isolado do mundo. Além disso seus pais devem sentir a sua falta.

– É, mas a gente passou muito tempo juntos, tem certeza que consegue voltar a ficar sozinho? — perguntou acariciando minha bochecha com as costas dos dedos.
– Sim. Além do que eu não vou estar literalmente sozinho, o Watari sempre fica aqui no "escritório"¹ comigo.

– Hum. Vou ficar de olho em você Ryuuzaki! — ele se afatou de mim e voltou sua atenção para o pai.

– Tudo bem, eu volto para casa, mas esse fim de semana eu vou passar aqui.

– Por mim não tem problema. — assim que terminaram a conversa cada um foi cuidar de seu trabalho, algumas horas depois o expediente tinha acabado e na sala só restaram o Yagami-san, o Raito e eu.

– Pai pode ir na frente, depois eu vou.

– Tudo bem, até amanhã Ryuuzaki. — ele me cumprimentou saindo da sala.

– Até, obrigado pelo seu trabalho duro. — disse antes que a porta do elevador se fechasse. Aguardei alguns poucos minutos sozinho mas depois o Raito me fez companhia.

– Lawliet... — chamou da escada me fazendo olhar para ele enquanto se aproximava.

– Raito, eu já disse que está tudo bem. — coloquei meus braços em seus ombros enquanto ele colocava os dele envolta da minha cintura.

– Na verdade não era isso que eu queria falar. Eu gostaria de te perguntar uma coisa... — ele disse fazendo suspense.

– Pode falar. — sorri.

– O que você acha de termos um encontro?

– Hmm... Não sei... — disse fingindo que estava pensando. — A minha agenda está apertada e... É claro que eu aceito seu bobo. — terminei de dizer dando-lhe um selinho.

– Hum, acho bom. — ele disse em resposta à brincadeira.

– Então amor, quando vai ser o nosso encontro? — perguntei curioso.

– Segunda. — assim que ele disse aquilo meu coração já começou a disparar e eu sorri bobamente apaixonado.

– Por mim tudo bem, eu posso dar folga a todos e assim poderemos aproveitar mais o nosso encontro.

– Certo! Agora vem aqui que eu quero te dar um presente antes de voltar para casa. — ele disse maliciosamente, colou mais nossos corpos, e me beijou. Quando a falta de ar se fez presente nos separamos e ele atacou meu pescoço.

– R-Raito... — ofeguei jogando a cabeça para trás, deixando meu pescoço totalmente exposto para ele.

– Faça-me seu... — sussurrou sensualmente em meu ouvido fazendo-me arrepiar por inteiro.

– Com prazer... — agarrei-o possessivamente pela cintura, aproximei nossos corpos e iniciei um beijo selvagem cheio de desejo, aproveitei que minhas mãos estavam na cintura do Raito para começar a subir sua camiseta, interrompemos o ósculo para a retirada da peça e logo voltamos a nos beijar, desci minhas mãos pelas costas do ruivo deparando-me com o cós de sua calça jeans, não demorando muito para desabotoá-la, coloquei minhas mãos por dentro do tecido de sua boxer, espalmei-as em sua bunda e apertei com gosto enquanto o empurrava para o sofá, quando sentou-se no móvel suas peças de roupa já estavam no meio das coxas e ele me ajudou a tirá-las completamente, subi, aos beijos, até seus lábios, devorando-os mais uma vez enquanto descia minha mão sobre seu corpo, antes que pudesse fazer alguma coisa Raito inverteu as posições, retirou toda minha roupa distribuindo beijos e chupões por todo meu corpo e, chegando ao meu mebro, ele o abocanhou de uma vez, fazendo-me gemer prazerosamente. Antes que eu chegasse ao ápice o ruivo retirou meu falo de sua boca e engatinhou por cima de mim, gemi novamente quando nossos íntimos tesos tocaram-se causando um atrito delicioso, quando tentei levantar-me ele colocou a mão em meu peito e me fez deitar de novo, antes que pudesse vocalizar alguma pergunta ele encaixo-me em sua entrada e sentou vagarosamente sobre meu membro, até entrar por completo, tirando gemidos deleitosos da parte dos dois, depois que acostumou-se com a invasão Raito começou a cavalgar enquanto nos beijávamos. Notei que, depois de um tempo, as pernas dele começaram a tremer, provavelmete prestes a perder as forças, então inverti as posições novamente e comecei a investir mais forte e mais rápido contra ele.

– Haa... Haa... M-Mais fundo Lawliet... Hmmmm... — para atender ao seu pedido afastei-me um pouco e coloquei uma de suas pernas em meu ombro, voltando a estocar com força, velocidade e, agora, profundidade em seu interior, quando achei a próstata do Raito, em uma das invetidas, ele deu um grito de prazer fazendo-me tentar acertar àquele ponto mais vezes. — L-Lawliet estou quase lá... Hmmmm... — com esse aviso levei uma de minhas mãos, que estavam em sua cintura, para seu membro e comecei a masturbá-lo no mesmo ritmo que as estocadas, poucos minutos depois chegamos ao ápice juntos, ele em nossos abdomens e eu em seu interior. — Maravilhoso como sempre. — ele disse quando conseguiu normalizar a respiração.

– Digo o mesmo. — disse enquanto retirava-me de seu interior e deitava ao seu lado, puxando-no para um abraço.

– Pena que tenho que voltar para casa, se não poderíamos aproveitar mais... — ele disse fazendo carinho em meu rosto.

– Eu sei, também queria que você ficasse aqui, mas você prometeu que iria para sua casa hoje. — subi uma das mãos e acariciei seu cabelo.

– Hmm nem me fala... — respondeu um pouco desanimado. — Eu preciso tomar banho antes de ir embora.

– Vai lá, eu vou tomar banho em outro banheiro.

– Eu nem sabia que tinha outro banheiro!

– É que eu só uso em casos especias ou de emergência.

– Entendo... — ele respondeu colocando somente a boxer e eu o imitei, foi quando nos levantamos do sofá que percebi que ele havia ficado todo sujo por causa do ato que praticamos ali.

– Hmm... Vou ter que mandar lavar o sofá... — disse pensativo enquanto encarava o mesmo.

– Você tem razão. — Raito concordo colocando-se ao meu lado.

– Depois eu peço para o Watari ver isso... — disse arrumando a bagunça na sala. — Eu vou colocar isso para lavar e deixar aqui como troca de roupa, tudo bem?

– Sem problemas. O Watari não vai achar estranho? — respondeu sorrindo. Eu fui ao banheiro deixei as roupas na cesta de roupa suja e voltei para a sala.

– Acho que não, por que foi ele quem me ajudou com tudo relacionado a você, ele deve deduzir que faríamos esse tipo de coisa. E por mais que eu não queira isso, você tem que ir para a sua casa. — disse me aproximando dele.

– Entendo... Eu também não quero isso, mas é o único jeito de manter nosso namoro por enquanto e vou fezer qualquer coisa para ficar com você. — ele disse aproximando-se e me abraçando pela cintura, possessivo como sempre.

– Que fofo, eu me sinto do mesmo jeito. — coloquei meus braços em volta de seu pescoço e uma das minhas mãos subiu para meus dedos entrelaçarem-se em seu cabelo e puxá-lo para um beijo, tirando o fôlego dos dois.

– Você beija muito bem pra uma pessoa que nunca teve contato com a sociedade.

– Sim, é que eu tenho um professor maravilhoso, além dele ser um gostoso.

– Hmm, adoraria conhecê-lo.

– Bobo... É só se olhar no espelho. — respondi enquanto o beijava, aproveitamos o máximo que podíamos, depois fomos tomar banho e quando estávamos devidamente limpos namoramos mais um pouquinho, mas ele teve que se despedir e ir embora. As coisas estavam melhorando e eu gostava de nossa situação atual, a única coisa que poderia me deixar ainda mais feliz seria capturar o Kira.

~ L POV OFF ~

O dia que Yagami Soichiro foi conversar com seu filho era uma segunda-feira e por mais que os dois namorados quisessem que a semana passasse rápido ela se arrastava vagarosamente como uma tartaruga. Depois de muito sofrimento a semana chegou na quinta-feira, mais dois dias e os dois namorados poderiam aproveitar o fim de semana só para eles, já que Lawliet pretendia dar uma folga aos outros investigadores até a segunda-feira, e ele tinha um motivo muito especial para isto. Dia 17 de setembro de 2012. Para muitos essa data não significa nada, mas para o moreno significa muita coisa. Quatro meses se passaram desde que conheceu e se apaixonou pelo ruivo. No primeiro mês eles só tinham amizade, no segundo o ruivo começou a namorar a loira tapada, no terceiro o moreno descbriu que ama o ruivo e que o sentimento é recípocro, então — depois de muitos acontecimentos. — começaram a namorar e agora, no quarto mês, vão comemorar por finalmente estarem juntos e felizes.

~ L POV ON ~

– Watari, é minha impressão ou essa semana está passando mais devagar que o normal? — perguntei enquanto ele trazia meu carrinho de doces diários.

– Você tem razão Ryuuzaki. Mas veja bem, hoje é quinta feira. Falta pouco para o fim de semana.

– Você está certo Watari, talvez eu esteja muito ansioso.

– Ansioso?

– Sim. Segunda-feira, dia 17, vão fazer quatro meses desde que eu conheci o Raito e me apaixonei por ele.

– Verdade, eu tinha até me esquecido...

– Além disso vamos aproveitar e comemorar o aniversário de namoro, adotamos o dia 17 por que foi nesta data como tudo começou...

– Entendo... Acalme-se, eu acretido que tudo vai dar certo.

– Você tem razão Watari, obrigado.

– De nada. — depois que nossa conversa acabou ele voltou ao seu escritório me deixando sozinho na sala, o que não durou muito tempo já que os investigadores do caso Kira chegaram um pouco depois.

– Olá, bem-vindos. — cumprimentei a todos.

– Oi Ryuuzaki. — todos responderam. Foi aí que eu percebi que estava faltando uma pessoa.

– Yagami-san...

– Sim?

– Aonde está o Raito?

– Ele já está vindo, parou em algum lugar para comprar alguma coisa...

– Hmm... E você não sabe quem é?

– Não, ele disse que era surpresa.

– Sei, obrigado Yagami-san.

– Acho que você não precisa ficar com ciúmes Ryuuzaki, aposto que a surpresa é para você!

– Hmm... — murmurei como resposta, voltando minha atenção aos meus doces.

– Sabe Ryuuzaki... Meu filho te ama muito. Esses dias que ele ficou em casa só falava sobre você, o quanto você é maravilhoso e o quanto ele te ama. Então eu acho que você deveria confiar mais nele.

– Eu confio no Raito e o amo muito.

– E por que esse ciúme?

– Por que tenho medo de perdê-lo. Eu não confio nas pessoas lá fora.

– Entendo... — como não eu não disse nada ele voltou ao seu trabalho.

*meia hora depois*

– Ryuuzaki. — Watari me chamou pelo computador.

– O que foi Watari?

– Você poderia vir à minha sala?

– Tudo bem. — levantei-me e fui até a sala do Watari. — O que foi?

– Matsuda-san ligou e disse que indentificou o corpo da Misa entre as vítimas do atentado em Paris.

– Eu já suspeitava disso... Mas eles só acharam o corpo agora?

– Sim, os números divulgados antes eram baseados em depoimentos de civis.

– E o que mais? Você não me chamaria aqui só por causa disso.

– Ele pediu afastamento do caso Kira para ajudar a polícia de Paris a localizar o terrorista.

– Tudo bem, sem problemas. — disse me direcionando à saída. — Mas Watari... Eu quero que fique de olho nele, evite que ele cause algum tipo de problema para a polícia de Paris.

– Pode deixar. — assim que obtive sua resposta retirei-me da sala do Watari e voltei à sala do QG, mas quando cheguei lá o Raito estava acompanhado de uma moça e todos conversavam animadamente com eles, até esqueceram do caso. Passei reto por eles e sentei à mesa para comer meus doces, parecia que eles nem tinham notado minha presença. — "Vou mostrar pra 'essazinha' a quem o Raito pertence."– Depois de comer alguns doces me aproximei do meu ruivo afastando gentilmente a moça e o puxei para um beijo, quando estava satisfeito nos separei, fiquei atrás dele e o abraçei possessivamente pela cintura, fazendo questão que ela notasse nossas alianças.

– E esse é o Ryuuzaki, meu namorado ciumento. — ela riu enquanto ele me apresentava.

– Prazer em conhecê-lo Ryuuzaki, meu nome é Sayu² e eu sou irmã do Raito.

– Opa... Acho que exagerei no ciúmes... — sai de trás do Raito e a encarei um pouco envergonhado. — É um prazer conhecê-la também. — completei cumprimentando-na.

– Não tem problema, eu também teria ciúmes do meu irmão. — ela disse sorrindo.

– E eu nem sei pra que todo esse ciúme, você sabe o quanto eu te amo. — ele disse dando-me um tapa fraco no braço.

– Eu sei e confio em você! O problema são as pessoas lá fora, nunca se sabe o que pode acontecer e eu não quero te perder. — disse o abaraçando novamente.

– Além de ciúmeto é carente... — ele disse acariciando meu cabelo. — Mas eu te amo do mesmo jeito. — completou dando-me um beijo na testa.

– Seu pai me disse que você foi comprar alguma coisa para mim, mas por que ela está junto? E o que é? Eu quero saber, estou curioso.

– Ela me ajudou a escolher sua surpresa, mas só vou te dar na segunda.

– Ah... Seu malvado!... — disse manhoso.

– Eu prometo que você vai amar a surpresa.

– Hmm... Quero só ver!... — depois disso a semana passou rápido aos meus olhos e quando finalmente, o tão esperado, fim de semana chegou não cabia dentro de mim de tanta anisedade.

~ ♥ ~

Depois da minha conversa com o Watari fiquei mais relaxado mas o Raito ter mencionado que iria fazer-me uma surpresa no fim de semana tinha me deixado ansioso de novo. — "O que será que ele fez?"– e mesmo com toda essa empolgação e espectativa eu consegui me acalmar e notei que assim a semana passou mas rápido, tanto que até fiquei surpreso em descobrir que hoje era sábado... Antes do Raito chegar pedi que o Watari tirasse uma folga também, assim o meu namorado e eu poderíamos aproveitar melhor o tempo juntos. Fui tomar banho e em cinco minutos já estava pronto, resolvi colocar roupas diferentes das que usava no dia a dia, eu vestia uma calça jeans escura que é justa ao corpo, uma blusa de manga comprida verde clara e um sapato preto combinando com tudo. Passei perfume e estava terminando de ajeitar meu cabelo quando sinto dois braços rodeando minha cintura e um rosto sendo apoiado em meu ombro.

– Você está tão lindo!... — ele disse beijando meu pescoço. — E tão cheiroso...

– Você queria o que? Eu tenho que ficar bonito para o meu namorado!

– Namorado sortudo o seu! Se bem que eu acho que você é bonito de qualquer jeito!

– Obrigado, mas eu que sou sortudo por ter um namorado. — respondi virando-me para ele. Quando o olhei, notei que ele também estava muito bem arrumado. Raito vestia uma camiseta branca com um blaser de manga comprida preto por cima, uma calça clara e um sapato preto combinando com tudo.

~ L POV OFF ~

~ Raito POV ON ~

– Nossa... Que lindo! — ele disse me olhando de baixo para cima e quando seus olhos passaram por minhas coxas ele mordeu o lábio inferior e continuou o caminho, me comendo com o olhar, até que seus orbes negros encontraram com os meus castanhos.

– Ui... Me senti devorado agora! — brinquei com ele.

– Seu namorado é muito sortudo por ter uma coisa gostosa dessas na cama dele. — ele se aproximou de mim, enlaçou minha cintura e apertou minhas coxas.

– E você sabe quem é meu namorado?... — perguntei sussurrando em seu ouvido.

– Não. Quem é? — perguntou curioso.

– Bom, ele é moreno, tem os olhos negros mais bonitos da face da Terra, é muito inteligente e está bem na minha frente... — eu respondi colocando os braços no pescoço dele e o puxando para um beijo.

– E aí... Posso saber qual é a minha surpresa agora? — ele perguntou quando nos separamos.

– Ainda não, só segunda.

– Seu chato!... — ele disse fazendo bico.

– O chato que você ama... — mordi seu lábio inferior de leve e depois dei-lhe um selinho, fazendo com que desmanchasse o bico.

– E o que a gente vai fazer nesses dois dias?

– Vamos passear, eu quero mostrar meu dono e minha propriedade para o mundo. — respondi e o puxei para fora do apartamento, deixando apenas trancá-lo para podermos sair do prédio, fora dele pegamos um ônibus e ficamos conversando, até que uma hora eu chamo a atenção dele. — Amor já estamos chegando.

– Sério? Que bom! — ele respondeu sorridente.

– Sim, mas eu quero que coloque isso antes de chegarmos. — disse tirando uma venda do bolso.

– Pra que isso? — ele perguntou assustado e curioso ao mesmo tempo.

– É para fazer surpresa. — respondi sorrindo.

– Não sei pra quê todo esse mistério!... — ele disse cruzando os braços.

– Vamos... Eu garanto que você não vai se arrepender! — precisava convencê-lo de qualquer jeito, se não tudo o que planejei não vai ter graça.

– Não sei Raito...

– Vem... Você sabe que eu vou te proteger!

– Tá bom! Eu faço. — dito isso eu coloquei a faixa nos olhos dele e poucos minutos depois o ônibus parou, indicando que tinhamos chegado.

– Vem amor, chegamos. — disse o ajudando a descer do ônibus e depois de uma curta caminhada finalmente retirei a venda dos olhos dele, quando ele se viu livre do pano olhou em volta, ficou maravilhado com o parque, eu sabia que estava realizando um dos seus maiores sonhos, como ele nunca saiu da Wammy's House nem dos lugares em que ele ficava para resolver os casos que recebia o seu sonho sempre foi conhecer um parque de diversões, não só isso, ele queria viajar pelo mundo e eu terei o prazer de acompanhá-lo.

– Raito... Eu amei a surpresa! Como você sabia? — perguntou não conseguindo evitar que um sorriso enorme tomasse conta de seus lábios.

– Eu te disse quando te pedi em namoro... Conheço bem a pessoa que amo.

– Então essa é a surpresa que você queria me fazer?

– É uma parte dela. Eu fragmentei sua surpresa em partes e as escondi nos lugares que vou te levar. Cabe a você achá-las e decifrar o que quero dizer com elas.

– Você é inacreditável!...

– Por isso que você me ama.

– Sim. — respondeu sorrindo. — Vamos logo, eu quero aproveitar o dia inteiro com você! — ele disse ansioso puxando-me pela mão para dentro do parque.

– Calma amor! O parque não vai fugir!

– Demo...

– Calma, vamos ter o dia inteiro para aproveitar! E eu quero andar ao seu lado e mostrar a todos no parque que você me pertence e que eu pertenço à você. Aqui ninguém nos conheçe, então podemos agir como um casal normal.

– Mas eles não vão julgar a gente e nos fazer mal? — ele perguntou visivelmente com medo.

– Eles vão julgar sim, mas o que importa para mim é estar ao seu lado e se eles tentarem te machucar eu te protejo.

– Faço minhas as suas palavras. — trocamos um selinho rápido e entramos no parque depois que eu paguei as entradas. Fomos em tudo quanto é brinquedo e nos divertimos muito juntos, esse era o primeiro fragmento do presente que tinha planejado para o L com a ajuda da Sayu. Depois fomos para a casa de espelhos³, queria mostrar a ele que, independete dos defeitos e qualidade que possuímos o que realmente importa é o coração, em seguida fomos na montanha-russa no escuro, ela nem dava medo, era um ótimo brinquedo para dar uns amassos no meu moreno. Após nos divertimos em quase todos os brinquedos passamos para os jogos, onde ganhei um bolo de morango de pelúcia para ele e ele ganhar uma maçã para mim, e por último fomos na roda gigante ver o pôr-do-sol. Clichê, eu sei, mas queria que tudo fosse perfeito, afinal esse era nosso primeiro encontro e nada melhor do que um clichê para agradar um namorado que nunca saiu de casa. — Hoje foi tão divertido Raito... Se eu soubesse que seria tão bom assim teria saído de casa antes, se bem que acho que não seria a mesma coisa sem você... — ele disse entrando depois de mim na cabine e sentando-se ao meu lado.

– Eu também me diverti bastante! E posso dizer com toda a certeza que esse foi o melhor encontro da minha vida! — respondi colocando meu braço esquerdo por cima de seus ombros, fazendo com que ele descanssasse a cabeça entre meu peito e pecoço. — E aí, descobriu as pistas?

– Sim, ou você esqueceu que eu sou o melhor detetive do mundo? — ele perguntou falsamente magoado.

– Eu nunca me esqueceria desse detalhe, até por que um dos motivos de ter me apaixonado por você foi a sua inteligência. — respondi roubando um selinho de seus lábios. — E à quais conclusões você chegou?

– A primeira é que nos divertimos muito juntos. A segunda é que independente dos nossos defeitos e qualidade o que realmente importa é o coração. A terceira é que não importa o lugar que estejamos e nem se as pessoas vão nos julgar e olhar feio, nós vamos continuar nos amando. A quarta é que nós somos quase que completamente diferentes, mas mesmo assim combinamos, nos completamos. A quinta é que não importa se o passeio for clichê, ter a pessoa que ama ao lado torna tudo especial. Principalmente se ela complementa o encontro com toques originais e que possuem tanto significado. A sexta e última é que eu te amo. — eu sorri e o puxei para um beijo, era exatamente isso o que esperava ouvir do meu, único, detive favorito.

– Eu também te amo. — disse assim que nossas bocas se separaram, apenas mantendo nossas testas unidas.

– Olha amor, o pôr-do-sol! — ele disse quando seu olhar desviou de mim para ver através da janela, nesse momento estávamos no ponto mais alto da roda gigante e ela parou para que pudéssemos aproveitar mais àquele momento tão especial e significativo.* Assim que a escuridão da noite tomou o lugar da claridade do dia, fogos de artifício começaram a explodir no céu e eu pude ver os olhos do meu moreno brilharem de um jeito que nunca tinha visto antes, ele com certeza estava muito feliz ao ver aquilo. Quando ele virou-se para me olhar uma lágrima caía de seus olhos e ele me abraçou forte, escondendo o rosto em meu peito. — Obrigada Raito, você não sabe como isso me faz feliz!... Eu te amo.

– De nada e eu faria tudo outra vez somente para ver esse sorriso estampado em sua boca novamente. Eu também te amo. — nos beijamos de novo, ignorando o fato de que a roda gigante começou a descer e em poucos minutos estaríamos no chão próximos aos olhares das outras pessoas no parque, mas como ele mesmo disse... Não importa se vão olhar feio e julgar a gente, nós continuaríamos nos amando. Assim que nos separamos percebemos que o brinquedo já estava próximo ao solo e quando parou eu saí primeiro e estendi minha mão para ajudá-lo a sair, aproveitando para enlaçar a nossos dedos e mostrar sem vergonha nenhuma que estávamos juntos e pertencíamos um ao outro.

– Se só com o passeio de hoje você já me deixou feliz, fico imaginando o que aprontou para o domingo e para a segunda... — ele disse enquanto caminhávamos tranquilamente até a saída do parque.

– Você vai continuar imaginando, eu não vou falar nada. — respondi brincalhão dando um beijo estalado em sua bochecha.

– Ah é? Se você não me contar eu faço greve de sexo por dois meses. — ele cruzou os braços e me lançou um olhar desafiador.

– Eu quero ver você tentar. — me aproximei dele e mordi o lóbulo de sua orelha, ouvindo um ofego baixo vindo da boca dele, fazendo com que eu soltasse um riso abafado.

– Vamos ver então. — depois disso ficamos em silêncio esperando o ônibus chegar, e assim que entramos nele o caminho para casa continuou sem que nenhuma palavra fosse proferida** por mim ou por ele. Quando chegamos à porta do apartamento do Lawliet ele a destrancou, deixando que eu entrasse, depois que a tranquei novamente me aproximei dele e o abracei por trás.

– Você fica tão fofo quando faz birra desse jeito... — coloquei minha cabeça ente seu ombro e pescoço afim de poder ver seu rosto.

– Fica quieto! Eu não estou falando com você. — ele se soltou e tentou afastar-se de mim, sem muito sucesso, já que agarrei seu pulso e o abracei novemente, só que dessa vez pela frente.

– Para de ser besta Lawliet!... Por que você ficou tão bravo por uma coisa tão idiota?... — perguntei acariciando seu cabelo.

– Você fica me fazendo esse monte de surpresas e eu nem sei como te presentar... — não pude deixar de sorrir com aquilo, aquele baka me conquistava mesmo quando não queria...

– Não precisa... Você já me deu seu coração e isso é o suficiente para mim. — no momento que disse isso ele afastou a cabeça de meu peito e pude ver um sorriso lindo tomar conta de seus lábios. — Eu já te disse como amo seu sorriso?

– Só umas trezentas milhões de vezes. — ele respondeu rindo e juntou nossos lábios em um beijo apaixonado, logo pedindo passagem com a língua, o que foi prontamente correspondido, mesmo que tenhamos ficado juntos o dia inteiro não podíamos exagerar nos beijos como agora, se não eu iria mandar meu auto-controle plantar batatas e abusaria sexualmente do Lawliet com testemunhas e tudo. Mas neste momento estávamos com um apartamento inteiro somente para nós, então posso fazer o que quiser com ele agora. Depois de acoradar de meus devaneios percebi que tanto eu, como ele, estávamos sem a parte de cima das roupas.

– Amor, vamos para o quarto... — sussurrei sensualmente em seu ouvido esperando uma resposta positiva.

– Não. Nós vamos fazer aqui mesmo e eu vou ser o seme. — ele nem me deu chances para responder e já foi tomando meus lábios de uma maneira feroz e extremamente excitante.

~ Raito POV OFF ~

Conforme os dois amante se beijavam, as mãos acariciavam os corpos e tiravam as roupas, até que os dois ficaram nús marcando um o corpo do outro.

– Além de ser o seme tenho uma coisinha para acrescentar à nossa brincadeira. — Lawliet disse puxando o Raito até uma poltrona vermelha que ficava em frente a vários televisores, aonde informações e notícias sobre o caso Kira eram exibidos. O moreno não deixou que o ruivo falasse nada, apenas sentou-se na poltrona e o chamou com o indicador, fazendo com que o mais novo sentasse em suas coxas, o detetive às apertou e o posicionou de costas para si, ligando a aparelhagem para apenas mostrar no telão o que acontecia na poltrona, deixando os dois amantes ainda mais excitados, se isso fosse possível. Lawliet penetrou de uma vez só no Raito, não é como se não gostasse dele é que daquele jeito a dor do mais novo não seria prolongada, o detetive distraiu seu amante distribuindo beijos por suas costas e fazendo uma "massagem" em seus mamilos. Assim que sentiu-se preparado o ruivo rebolou no colo do moreno, dando-lhe permissão para começar a se movimentar, o mais velho segurou as pernas do outro por baixo dos jelhos o deixando exposto para a câmera e deu início às estocadas, que foram aumentando de acordo com os gemidos de puro deleite de seu amante e ouviu um grito do mesmo quando, numa investida mais funda, acertou sua próstata. Para os namorados o ato em si já era bom, mas sensação de vê-lo sendo reproduzido no telão era indescritível. Lawliet arremeteu-se mais forte dentro de seu amado percebendo, pelos toques, que Raito estava próximo de seu ápice e ele estava na mesma situação, aumentando o ritmo das estocadas fazendo com que, depois de uns minutos, os dois chegassem ao limite juntos. O moreno retirou-se do ruivo e o aconchegou em seu colo. — Senti falta disso... Eu te amo.

~ Raito POV ON ~

– Eu também te amo. — respondi dando-lhe um beijo calmo cheio de carinho.

– Você quer que eu te carregue até o quarto princesa? — ele perguntou firmando a mão na minha coxa num aperto leve.

– Não, capaz de você me comer no meio do caminho... — respondi rindo, levantei de seu colo, fui até minha boxer e a coloquei. — Você vai ficar aí ou vai comigo para o quarto? — perguntei voltando para onde estava, fazendo questão de provocá-lo com toques sutis de minha coxa em seu membro.

– Vou com você, mas não reclama se eu te comer no meio do caminho! — ele repondeu aperdando minha bunda com vontade.

– Huum... Se continuar assim eu nem vou ligar sabia? — respondi depositando um beijo em seus lábios me levantando da poltrona o puxando comigo. Ele caminhou até sua boxer, a vestiu e voltou a me fitar com o olhar mais predatório que já vi na minha vida, nunca um aniversário de namoro foi tão bom quanto este estava sendo, mesmo que a data oficial fosse só na segunda. Ainda que não precisássemos de uma coisa assim para demonstrarmos nosso amor um pelo outro. — Ui!... Gozei!

– Amor, você ainda não viu nada... — ele respodeu aproximando-se de mim.

– Você só pode estar querendo me deixar louco... — enlaçei seu pescoço e enconstei nossas testas.

– Só se for louco de amor por mim.

– Isso eu sou desde que coloquei meus olhos em você. — fechei meus olhos e uni nossos lábios. — E então, a gente vai pro quarto ou você vai querer dormir nesse chão gelado?

– Você só sabe reclamar! Parece até um velho! — ele comentou rindo.

– Nossa, eu aqui preocupado com você e é assim que me trata? Tá bom, eu ia te dar pistas do que vou fazer amanhã mas mudei de ideia! — disse me soltando dele e indo em direção ao quarto.

– Raito, volta aqui! Me fala o que é! — ele respondeu indo atrás de mim.

– De jeito nenhum! — falei enquanto começava a correr.

– Yagami Raito volta aqui! — ele disse correndo atrás de mim. Cheguei no quarto antes dele e quando estava prestes a fechar a porta ele conseguiu entrar. — Agora você não escapa. — ele me olhou de uma forma ameaçadora, automaticamente meus olhos foram para o banheiro, mas ele foi mais rápido e se colocou no meio do caminho. — Você não tem para onde fugir.

– E você sabe que eu menti sobre contar o que temos programado para amanhã, boa noite. — pisquei para ele e deitei na cama.

– Eu fui enganado... — ele fez uma cara emburrada e sentou-se de costas para mim.

– Lawliet? — o chamei sem obter respostas. — Lawliet? — chamei de novo ganhando apenas um grunhido. — Lawliet?

– O que? — ele virou-se para me olhar e pude ver um bico extremamente mordível em seus lábios, e foi o que fiz, mordi levemente seu lábio inferior e depois dei-lhe um selinho.

– Eu te amo. — ele sorriu com a frase e depois ficou emburrado de novo.

– Você sempre faz isso quando estou com um bico, a diferença é que da primeira vez você não mordeu, mas eu sempre sorrio. Fico pensando em como você conseguiu roubar meu coração desse jeito... Seu baka, também te amo. — sorri e dei-lhe outro selinho, mesmo sem experiência com nenhum ralacionamento ele sabia exatamente o que falar para fazer com que o meu coração batesse mais rápido, eu sei clichê, mas estou apaixonado, estou amando, não posso evitar que isso aconteça. E nem tentem me julgar que sei que também sentem-se assim estando na mesma situação que a minha!...

– Vem cá, quero dormir agarradinho com você hoje. — disse cobrindo nossos corpos, o puxando para ficarmos mais próximos e nos aconchegarmos em um abraço. — Eu senti falta disso!... — comentei enquanto acariciava o cabelo dele.

– Eu também. No cemeço foi difícil dormir sem você aqui... — ele disse acariciando meu cabelo também.

– Eu sabia que deveria ter ficado aqui... O que você fez para suprir minha falta?

– Não tem problema... Eu comecei a dormir com coisas que me faziam lembrar de você, assim sentia que estava ao meu lado, mesmo que não físicamente.

– Ainda bem que você dispensou todo mundo! Assim podemos aproveitar melhor nosso fim de semana juntos. Agora vamos dormir, quero você bem descanssado para amanhã.

– Ok, boa noite amor.

– Boa noite meu anjo. — disse selando-lhe os lábios e depois de muitos carinhos sem malícias pegamos no sono e dormimos juntinhos, como há muito tempo não fazíamos.

*no dia seguinte*

~ Ryuuku POV ON ~

– Tem certeza disso Raito?

– Tenho sim Ryuuku. O Lawliet é mais importante para mim do que o caderno.

– Tudo bem. Adeus Raito, foi bom conhecer você.

– Adeus Ryuuku, digo o mesmo.

– Agora diga.

– Eu abdico. — quando ele terminou de dizer àquelas palavras apaguei tudo que se relacionava ao Death Note da memória dele, eu ainda não estava acreditando no que aconteceu... Antes o Raito não abdicaria do caderno nem se descobrissem que ele era o Kira e o torturassem por causa disso, mas agora lá estava ele, sem memórias, indo ao encontro do namorado, sim eu sei de tudo sobre ele e o L. Não posso negar que gostei de conhecer o Raito, mas depois do que ele fez nem valia mais a pena ficar no mundo humano, agora até o mundo dos Shinigamis é melhor.

~ Ryuuku POV OFF ~

~ Raito POV ON ~

Hoje acordei mais cedo para preparar as coisas da surpresa e, depois de colocar tanto esforço naquilo eu percebi o quanto o Lawliet é importante para mim e que se fosse para passar o resto da vida ao lado dele nada mais importaria.

– Lawliet!~ Tá na hora de acordar bebê!~ — chamei assim que entrei no quarto e recebi só um resmungo como resposta. — Anda Lawliet, hoje temos mais uma parcela da sua surpresa e você não quer ficar curioso o resto da vida, quer?

– Pronto, já levantei. — ele se espriguiçou e foi ao banheiro fazer sua higiene matinal, quando terminou ele voltou para o quarto e me deu um selinho. — Bom dia.

– Bom dia. — respondi sorrindo. — Pronto para a surpreasa de hoje?

– Sim, estou ansioso para descobrir o que você planejou para a gente.

– Então vamos, eu acordei mais cedo e já deixei tudo preparado para o nosso dia juntos.

– Ok. — como o passeio de hoje era simples não precisamos nos produzir muito, e depois que os dois estavam prontos juntei as coisas e sai com o L. Na frente do prédio pegamos um táxi e eu dei ao motorista um papel contendo a localização que deveríamos ir para mais uma parte da surpresa, quando estávamos chegando vendei os olhos do meu namorado novamente e dessa vez ele não protestou, após uns minutos chegamos a um parque; onde, geralmente, as pessoas iam para fezer um pique nique, e era examente isso que iríamos fazer lá, queria passar um dia tranquilo com ele, sem muitos estresses. Quando chegamos ao local que escolhi, estendi uma toalha no chaõ e ajudei o L a sentar-se para depois retirar a venda de seus olhos pude ver, novamente, o brilho de felicidade em seus olhos ao repararem aonde estávamos.

– Esse parque é lindo Raito, o que viemos fazer aqui? — mostrei a cesta para ele e vi seus olhos brilharem mais ainda. — Então era pra isso que estava segurando essa cesta?! Você sempre dá um jeito de me surpreender... Não sei por que se esforça tanto, meu coração já te pertence há muito tempo.

– Eu me esforço tanto justamente por que te amo. Quero dar-lhe a chance de sentir-se amado e de conhecer o mundo. E vou me sentir muito honrado se puder ficar ao seu lado.

– Claro que pode. Agora eu quero ver o que você preparou para nós. — coloquei a cesta no meio de nós dois e fui retirando as coisas lá de dentro. Eu havia preparado um verdadeiro "banquete" para aquele pique nique, trouxe tortas doces e salgas, frutas, salgados em geral e uma boa variedade de doces para o L comer. Quando havia terminado de tirar tudo começamos a comer e conversar tranquilamente, tudo estava ocorrendo perfeitamente bem, até o fim do dia. Ao decair da noite iniciou-se uma chuve e nenhum dos dois tinha se preparado para isso, então guardamos tudo às pressas e fomos obrigados a pedir abrigo em uma das casas mais próximas ao parque. Para a nossa sorte uma bondosa senhora nos acolheu em sua casa e pediu que ficásemos até a chuva passar mas parcia que, mais uma vez, Murphy*** e suas leis estúpidas amavam arruinar a minha vida.

– Parece que a cheva não vai ceder tão cedo. — a senhora disse olhando para a janela depois que haviamos nos secado com toalhas que ela entregou. — Por que não dormem aqui? O quarto dos meus netos está vazio e lá tem duas camas, vocês podem usá-las.

– Obrigado. — nós agrademos juntamente nos curvando na frente da senhora.

– Não precisam agradecer, o quarto é a segunda porta virando à direita. Boa noite meninos, durmam bem. — ela deixou a sala, onde conversávamos, e foi para seu quarto.

– Boa noite para a senhora também. — respondemos mesmo sem ter certeza que ela ouviria e fomos em direção ao quarto que ela indicou. Quando entramos certifiquei-me de trancar a porta e puxei o L para um abraço.

– Você está bem? Não está com frio? — perguntei acariciando seu cabelo.

– Tá tudo bem, nós não pegamos muita chuva então não vamos ficar resfriados. — respondeu enquanto acariciava minhas costas.

– Eu espero que não! Não quero que você fique doente antes da próxima surpresa. — o afestei um pouco para poder acariciar seu rosto e olhá-lo nos olhos.

– Não se preocupe, minha saúde não é das melhores mas vou ficar bem.

– Promete?

– Como posso prometer uma coisa dessas Raito? Para de ser paranoico, vem cá e me dá um beijo logo.

– Sim senhor. — iniciamos um beijo calmo e cheio de sentimentos mas conforme o tempo foi passando ele tornou-se mais necessitado, mais urgente e, antes que me animasse de mais L parou o ósculo e tentou se afastar, mas eu não deixei e o puxei para perto de novo. — Aonde você pensa que vai? — perguntei mordendo e puxando levemente o lóbulo de sua orelha.

– Nem pense nisso Raito! Não podemos fazer isso aqui! — ele disse tentando, inutilmente, soltar-se de meus braços.

– Ah... Deixa de ser chato! — disse acariciando seu corpo.

– Não Raito. Tenha respeito pela senhora que nos acolheu! — ele cruzou os braços e me olhou sério.

– Eu tenho respeito por ela, mas a ideia de que podemos ser flagrados a qualquer momento me excita. — disse enquanto o comia com os olhos e passava a mão na sua bunda.

– Eu disse não Raito, você vai ter que resolver isso sozinho. — ele disse conseguindo soltar-se de meus braços e afastando-se de mim. Claro que eu iria fazer ele perder no próprio jogo.

– Como quiser. — eu sempre andava com meu celular no bolso então coloquei em um volume que só nós escutássemos e escolhi uma das minhas músicas mais sensuais para colocar para tocar, assim que ela começou depositei o aparelho numa estante que havia no quarto e virei-me, o L estava sentado na cama prestando atenção em meus movimentos quando comecei a movimentar-me no ritmo envolvente, fiz uma coreografia digna de um striper profissional e era isso que estava fazendo, lentamente fui retirando minha roupa e nas últimas batidas retirei minha boxer e fiquei ensinuando-me para o L, no momento que nossos olhos se encontraram pude ver que ele tinha se animado com o meu showzinho. Aproximei-me dele, sentei em seu colo, logo tratando de dar um beijo nele, tirei toda sua roupa também, o deitei na cama e, de uma só vez, sem preparo nenhum coloquei-me dentro dele, senti lágrimas rolarem de seus olhos quando ele mordeu meu ombro para abafar um grito de dor.

– Grosso. — ele disse quando a dor passou.

– Obrigado. — ironizei acariciando seu cabelo.

– Sem graça. Custava ter me preparado? Pensei que você me amava...

– Pra começo de conversa você nem queria e se fosse te preparar você teria que controlar os gemidos. E você está certo, eu não te amava. Eu te amo, é diferente.

– Eu mudei de ideia ok? Também te amo, mas dá pra, por favor, se mexer logo? — ele disse enquanto rebolava deliciosamente contra mim.

– Hmm... Com prazer. — respondi começando a estocá-lo com força e precisão, logo acertei sua próstata e ele teve que abafar seu gemido contra meu peito, decidi que seria melhor para os dois se nos beijarmos o máximo possível até nosso ápice ser alcançado.

– R-Raito... M-Mais rápido... — ele sussurrou em minha orelha depois de um dos nossos beijos, não demorei muito para atender ao seu pedido e logo aumentei a velocidade das estocadas, desci uma das minhas mãos por seu corpo começando a masturbá-lo no mesmo ritmo de nossos corpos. — Aaaahn... R-Raito, estou quase lá...

– Hmm... E-eu também... — coloquei uma de suas pernas em meu ombro e coloquei meus últimos esforços nas estocadas seguintes, não demorando muito para que chegássemos ao ápice juntos. Nesse momento tivemos que abafar nossos gemidos com mais um beijo e, com o pouco de energia que havia me sobrado, consegui retirar-me do L e deitar ao seu lado puxando-no para um abraço. — Eu sabia que você não iria resitir aos meus encantos. — provoquei-o com um ar de superioridade, mas era tudo brincadeira.

– Seu besta!... — ele disse falsamente irritado e deu um tapa de leve em meu braço. — Acho melhor dormirmos em camas separadas hoje. — comentou enquanto acariciava meu rosto.

– Eu concordo, mas só se você me der um beijo de boa noite. — disse enquanto fazia um bico enorme com os lábios.

– Ok. — ele respondeu rindo baixinho e depois me deu um selinho. — Você parce uma criança nessas horas. — mostrei a língua para ele e o L a mordeu levemente arrancando risos dos dois, nos vestimos, demos um último beijo, que foi calmo e apaixonado, e depois fomos dormir.

*no dia seguinte*

– Muito obrigado por nos deixar ficar aqui esta noite bondosa senhora. — dissemos nos curvando para ela, já fora da casa.

– De nada. — ela sorriu. — Tomem cuidado na volta para casa.

– Pode deixar, adeus.

– Adeus. — a senhora acenou para nós enquanto iamos embora para o prédio do L que, estranhamente**, não era muito longe de lá. Quando, finalmente, chegamos ao nosso destino tomamos banhos juntos e fizemos sexo no chuveiro, com direito a gemidos e gritos de prazer.

– Agora sim! Ontem fiquei louco tentando controlar meus gemidos, por sua culpa que não sabe segurar-se por um instante sequer! — ele disse enquanto terminava de se trocar.

– Não reclama que eu sei que você gostou! E você também me torturou agora no chuveiro! — disse também terminando de me trocar.

– Devia ter torturado mais! — ele disse falsamente irritado mas depois começou a rir e eu o acompanhei.

– Eu já disse o quanto amo seu sorriso? — disse aproximando-me dele.

– Só o meu sorriso? — ele aproximou-se também, colocando os dedos indicadores nos passadores de cinto da minha calça jeans e aproximando nossos corpos.

– Claro que não. Eu amo você por inteiro e amo te ver sorrindo. — passei os braços em seu pescoço e o beijei apaixonadamente, quando o [risca]maldito[/risca] ar se fez necessário nos separamos e dei-lhe um selinho ao fim do beijo. — Feliz quatro meses meu amor.

– Feliz quatro meses meu amor. — nos abraçamos e depois iniciamos outro beijo e, novamente, o ar se fez necessário. — O que vamos fazer hoje Raito? — ele perguntou curioso.

– Tentar dominar o mundo Lawliet! Hahahahaha.... — respondi rindo, com ele me acompanhando. — Na verdade hoje a gente não vai fazer nada, vamos ficar aqui, assistir à alguns filmes, comer pipoca e conversar, o que acha? — disse quando consegui parar de rir.

– Adorei a ideia! — fomos para a sala e eu, nada ingênuo, coloquei um filme de terror para assistirmos primeiro e conforme as cenas assustadoras iam aparecendo o L se agarrava em mim e fechava os olhos para não ver o que tinha acontecido, depois coloquei um de comédia e rimos muito juntos e, por último, coloquei um de mistério e, como já esperava, o meu namorado resolveu o caso antes dos investigadores do filme. Quando acabamos de comer a pipoca levei o balde que haviamos usado para a cozinha e coloquei-o para lavar, voltei com dois copos de suco na mão e ofereci um a ele. — Obrigado.

– De nada. — assim que terminamos de tomar o suco levei os copos para a cozinha e também os coloquei na pia, quando voltei L tinha ido atacar os doces que ele sempre deixava em um pote na sala, o estranho que ele ingeria açúcar o dia inteiro e não engordava, só tenho a agradecer à estranha genética dele por isso. Sentei no sofá e esperei que ele parasse de se entupir com aquelas coisas, doce ilusão, ele pegou o pote e sentou ao meu lado e continuou comendo. — Você não cansa desses doces?

– Não e eu já estava em abstinência, ou você já esqueceu que fiquei sem meus doces ontem!...

– Ok, não está mais aqui quem falou. — depois que ele esvasiou o pote colocou-o no chão, deitou com a cabeça em meu colo e suas pernas oucupavam o resto do sofá, enquanto ele me olhava nos olhos e eu retribuia seu olhar.

– Eu te amo Raito. — mesmo que ele já houvesse me falado aquilo várias vezes não pude evitar que um sorriso bobo se formasse em meu rosto.

– Eu também te amo Lawliet. — respondi dando-lhe um selinho, que evoluiu para um beijo calmo, sem malícia, não precisávamos fazer sexo toda hora que nos beijássemos, tinhamos todo o tempo do mundo para aproveitar juntos, não temos que nos apressar. — Quer jogar algum jogo comigo? — perguntei assim que apartamos o ósculo.

– Claro vamos lá! — peguei todos os jogos de tabuleiro que encontrei e os reuni no tapete, passamos umas boas horas jogando e nosso último jogo é um chamado War, que quando é jogado somente com duas pessoas o objetivo é que, uma das duas, conquiste o mundo. Depois de um tempo não saíamos do mesmo resultado, um empate, quando olhei para o lado já estava escuro e o relógio já marcava 02:30 da manhã.

– Nossa, o tempo passa rápido. Vamos declarar um empate, está na hora de dormir.

– Bem que você disse que iriamos conquistar o mundo hoje. — ele comentou rindo. — Mas você tem razão, está tarde. — levantou-se e ajudou-me a levantar e fomos para o quarto.

– Se bem que eu não precisava desse jogo para conquistar o mundo. — disse enquanto caminhávamos de mãos dadas pelo corredor.

– Como assim? — ele perguntou confuso e curioso ao mesmo tempo.

– Desde quatro meses atrás você é meu mundo e, acredito, que eu tenha te conquistado. — disse olhando em seus olhos, vendo um brilho de felicidade vindo deles.

– Pode ter certeza que sim. Sou somente seu. — ele disse dando-me um selinho. — Você também é meu mundo.

– Digo o mesmo e pode ter certeza que me conquistou. Vem, hoje eu quero dormir agarradinho à você. — deitei na cama e ele fez o mesmo, depois de algumas carícias pegamos no sono e dormimos tranquilos.

~ ♥ ~

Acordei mais cedo, sai do quarto sem fazer nenhum ruído e quando cheguei à sala de investigações encontrei com o Watari.

– Bom dia Watari. — cumprimente assim que o vi.

– Bom dia Yagami-kun. — ele cumprimentou também voltando a arrumar o carrinho de doces do L.

– Watari, você poderia me ajudar com uma coisa?

– Posso sim, o que é? — sorri com sua resposta positiva e logo me dispûs a contar-lhe meu plano.

~ Raito POV OFF ~

~ L POV ON ~

Quando acordei percebi que a cama estava vazia, sentei e percebi que havia um bilhete em cima do travesseiro do Raito, o abri e nele estava escrito: "Tome um banho e coloque a roupa que está pendurada na porta do armário, hoje teremos um dia especial." Quando terminei de ler olhei para o local indicado e percebi que tratava-se de um terno preto bem formal. — "Será que vamos a um jantar chique?~"– levantei-me, tomei um banho e logo coloquei o terno que ficou muito bonito em mim. Fui até a sala de investigação e encontrei outro papel dobrado em cima da minha mesa e comecei a lê-lo: "Vá até esse endereço: xXxXxX, lá eles vão lhe entregar um encomenda minha para você e nela terá outro recado, leia-o e siga suas instruções." Fui até o local do bilhete e acabei chegando à uma floricultura, quando me apresentei ao atendente da loja ele me deu um arranjo de flores vermelhas e no meio delas tinha outro bilhete, o abri e li: "Quando você sair da floricultura encontrará um carro preto à sua espera, entre nele e não pergunte nada ao motorista, ele te trará até mim e entregará outro papel."– "Isso só pode ser brincadeira! O Raito ficou louco!"– Do lado de fora da loja realmente havia um carro me esperando, mas não era qualquer um, era um limousine enorme na cor preta e antes mesmo que eu chegasse pertos o motorista já tinha saído do veículo e aberto a porta do passageiro para que entrasse nele, foi o que fiz, afinal estava curioso para saber o que o Raito estava aprontando. Depois de um bom tempo andando o motorista finalmente estacionou o carro e deu-me o papel que estava em sua responsabilidade: "O motorista irá lhe vendar e logo em seguida o Watari irá até aí e, finalmente, te trará para perto de mim."– "De novo esse negócio de venda? Pelo menos ele me deu uma ideia para a nossa próxima transa..."– sorri maliciosamente sem que o motorista percebesse e deixei que ele me vendasse, uns minutos depois Watari veio me buscar e levou-me para um lugar que eu sequer imaginava o que era.

– Obrigado por trazê-lo até mim Watari. — ouvi a voz do meu amado depois de longos minutos de silêncio com o meu secretário/pai adotivo.

– Raito, o que está acontecendo? Tira essa venda de mim, por favor!... — pedi enquanto colocava minhas mãos em seu peito.

– Tudo bem. — ele colocou as mãos na parte de trás da minha cabeça e desatou o nó da venda, quando olhei para ele notei que também estava com um terno e depois reparei ao redor e me senti perdido. — Estamos em uma igreja.****

– Igreja? — perguntei levantando uma das sombrancelhas. — O que viemos fazer aqui?

– Primeiro eu quero ter pedir uma coisa, depois eu explico por que viemos aqui. — ele afastou-se e ficou apenas segurando minhas mãos, acariciando a parte de cima delas com os polegares.

– Pode falar. — disse querendo passar coragem para ele.

– Lawliet, você é o amor da minha vida, nós nos divertimos muito juntos, sem nos preocupar com as outras pessoas e o nosso passeio no parque de diversões foi a prova de que mesmo que alguém se meta no meio do nosso relacionamento, essa pessoa não será capaz de acabar com ele. O pique nique foi para mostrar ao mundo que, isso aqui... — ele disse colocando minha mão direita em seu coração. — Tem um dono e esse dono é você. E ontem aproveitamos o dia juntos provando a nós mesmos que nossa relação nunca vai ficar monótona, por que sempre vamos achar um jeito de nos detrairmos. — ele fez uma pausa, olhou para o chão e depois voltou a me olhar nos olhos, mas dessa vez havia mais intensidade do que nunca, aquilo significava que ele iria dizer alguma coisa muito importante. — Agora eu te pergunto... — ele ajoelhou, tirou uma caixinha de veludo vermelha do bolso, abriu-a para mim e completou sua frase: — Lawliet, quer se casar comigo? — quando ele terminou de proferir àquelas palavras, uma algria tão grande se apossou de mim que comecei a chorar, me agachei também e o abracei forte, mas com cuidado para não amassar nossos ternos e para não desmanchar o buquê de flores-de-abril vermelhas que ele havia me dado.

– É claro que eu aceito Raito, eu te amo! — disse dando-lhe um beijo.

– Vem, estão todos nos esperando. — ele abriu uma porta grande de madeira que dava para um local com algumas cadeiras oucupadas e nelas estavam os investigadores do caso Kira e os pais do Raito, que formavam um corredor e no fim deste havia uma espécie de altar, caminhamos de braços dados, com a marcha nupicial nos acompanhando, e quando chegamos lá a música parou e vi o Watari assumir a posição de padre.

– Meus amigos, estamos reunidos aqui hoje para celebrar a união desse belo casal, Yagami Raito e L Lawliet. Yagami-kun, você aceita L Lawliet como seu legítimo esposo e promete amá-lo e respeitá-lo até que a morte os separe?

– Aceito. — seus olhos brilharam ao dizer essa palavra e eu sorri por vê-lo tão feliz, sabendo que eu era a causa de seus sorrisos e o sentimento com certeza era recíproco.

– L Lawliet, você aceita Yagami Raito como seu legítimo esposo e promete amá-lo e respeitá-lo até que a morte os separe?

– Aceito. — disse olhando em seus olhos e sorrindo mais do que nunca, o Raito me traz uma paz, uma segurança e o mais importante, nós nos amamos.

– Tragam as alianças. — assim que o Watari disse isso a irmã do Raito entrou na igreja com um vestido todo branco, que ia até seus joelhos, e que tinha uma fita vermelha amarrada em sua cintura, em seus braços repousava uma almofada branca com um pano de renda preto por cima e uma caixinha — que estava aberta. — de veludo vermelha contendo duas alianças douradas em seu interior, quando chegou perto do altar ela colocou a almofada em cima de uma mesa que havia por perto, quando a moça estava com as mãos livres lhe entreguei o buquê e voltei a olhar para o Raito, assim o Watari voltou a falar. — Yagami-kun, pegue a aliança e repita comigo: Eu, Yagami Raito, te recebo Lawliet, como meu marido e te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe.

– Eu, Yagami Raito, te recebo L Lawliet, como meu marido e te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe. — Raito estava segurando minha mão esquerda e colocou a aliança, com a mão direita, em meu dedo anelar e deu um beijo no local em que a joia repousava.

– Ótimo, sua vez L-kun.

– Eu, L Lawliet, te recebo Yagami Raito, como meu marido e te prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe. — coloquei a aliança em seu anelar esquerdo e beijei sua mão da mesma forma que ele havia feito.

– Se alguém for contra essa união que fale agora ou cale-se para sempre. — os poucos minutos que sucederam essa frase foram o bastente para agitar meu coração, mas como ninguém disse nada Watari continuou com a cerimônia. — Pelo poder em mim investido, eu vos declaro casados, pode beijar o noivo. — dito isso o Raito aproximou-se e deu-me um beijo inocente, mas cheio de amor, quando nos separamos todos no local levantaram para nos aplaudir e nós dois fomos receber os cumprimentos dos convidados.

– Ah meu filho, estou tão feliz por você!... — a mãe do Raito, que era uma da últimas da fila, veio nos cumprimentar dando um abraço no ruivo.

– Obrigada mãe, vocês dois estando aqui mostra que superaram o fato de eu estar com o Lawliet. — ele disse enquanto segurava minha mão e entrelaçava nossos dedos.

– Sim, só queremos o seu bem Raito. E outra, o L-kun agora é da famíla, então ele é meu filho também. — ela olhou para mim e sorriu, quando lhe devolvi o sorriso ela me abraçou.

– Obrigado Yagami Sachiko-san. — disse curvando-me diante dela.

– Ora, não precisa ser tão formal, pode me chamar de mãe se quiser. — ela sorriu quando me levantei e fiquei meio sem graça com aquilo.

– Tudo bem. — respondi coçando a nuca com a mão livre e virando o rosto, que devia estar corado, para outra direção.

– Mãe, minha vez de parabenizar o Raito! — Yagami Sayu, a cúmplice do Raito e minha mais nova irmã afastou gentilmente a mãe e deu um abraço de urso no ruivo, quando eles separaram-se ela veio ao meu encontro com um sorriso de orelha a orelha.

– Então quer dizer que tudo isso foi ideia sua? — perguntei enquanto ela me devolvia o buquê.

– Eu apenas ajudei o Raito a escolher as coisas, a ideia foi todas dele e como deve ter percebido não fui a única a ajudar. — ela disse olhando para o Watari e acenou para ele.

– Obrigado Yagami Sayu. — disse envolvendo-na em um abraço. Quando nos separamos percebi que ela me olhava um pouco confusa.

– Por que está me agradecendo?

– Por que você ajudou na realização do dia mais feliz da minha vida.

– Ah, não precisa agradecer e pode me chamar só de Sayu, afinal, como minha mãe disse, agora você é da família onii-chan. — ela disse piscando para mim e eu sorri, a irmã do Raito é uma figura!...

– Bom, acho que agora é a minha vez. — o pai do Raito cumprimentou seu filho com um abraço, quando ele chegou perto de mim eu teria me curvado mas ele segurou meu ombro com a mão esquerda e estendeu a direita em minha direção. — Bem-vindo à família Ryuuzaki.

– Obrigado Yagami-san. — estendi minha mão em sua direção também e ele puxou-me para um abraço, depois me soltou.

– Pode me chamar de pai se quiser.

– Acho que não vai dar certo, assim como o senhor é acostumado a me chamar de Ryuuzaki eu sou acotumado a te chamar de Yagami-san, por enquanto vamos deixar assim. — disse sorrindo amigavelmente para o pai do Raito.

– Você tem razão, tudo bem. — ele devolveu o sorriso e nos separamos e ficamos só conversando.

– Raito, quando vocês vão trocar os votos de casamento? — Sayu perguntou, atraindo a atenção de todos que estavam na sala.

– Ela tem razão filho. — a mãe do Raito juntou-se à filha e ficou nos encarando.

– Vocês são apressadas hein! O Watari está terminando de arrumar o bifê e lá nós vamos trocar os votos de casamento. Agora se vocês nos dão licença vamos nos retirar mas o Watari virá chamar vocês quando o tudo etiver pronto. — depois disso o Raito me levou para a sala aonde estávamos antes de entrarmos no local da cerimônia e trancou a porta, quando ele virou-se para mim seu olhar transmitia puro amor.

– Nunca imaginei que você faria algo assim Raito, eu te amo. — deixei o buquê de lado, me aproximei dele e o abracei, apoiando meu rosto em seu peito.

– Eu percebi que minha vida gira em torno de você e mesmo que a sociedade não aceite nosso casamento isso não importa, fiz esta cerimônia mais para oficializar, para quem realmente importa, o amor que sinto por você, te amo. — ele levantou meu rosto e selou nossos lábios e logo aquilo virou um beijo apaixonado. A única coisa que falta agora para eu relamente poder aproveitar meu casamento com o Raito é a solução do caso Kira, mas vou deixar para pensar nele depois da lua de mel.

*Toc Toc Toc*

– Yagami-kun o bifê já está pronto. — assim que reconhecemos a voz do Watari nos separamos e o Raito abriu a porta.

– Obrigado Watari já etamos indo. — agradeceu puxando-me para fora da salinha.

– Ok. — Watari virou as costas e o Raito aproveiou-se disso para roubar um selinho de meus lábios quando nos separamos ri baixo peguei o buquê e nos direcionamos para o bifê. — Atenção, os recém casados chegaram. — Watari disse assim que entramos na sala. — E antes de cortarmos o bolo os noivos dirão seus votos de casamento. Primeiro você, Yagami-kun.

– Tudo bem, aqui vai. — Raito deu um passo à frente, respirou fundo, virou para mim, olhou em meu olhos e começou a falar. — Lawliet, no começo eu te achava esquisito e sem noção, quando você inventou de usar àquelas algemas achei uma tremenda maluquice mas depois que você as tirou e voltei a me encontrar com a Misa normalmente percebi que muita coisa havia mudado, eu sentia a necessidade de ficar ao seu lado o tempo inteiro, te proteger contra tudo e contra todos e, o mais importante, queria seu coração para mim. No início achei que estava ficando maluco, mas quanto mais tempo passava com a Misa, mais percebia que ela não era a pessoa certa para mim e que meu coração já havia escolhido você para amar. Eu te amo. — quando ele terminou de falar meus olhos encheram-se de lágrimas e eu sorri.

– Agora é a sua vez L-kun, depois você joga o buquê.

– Tudo bem. — fechei os olhos por um momento, respirei fundo, tomei corajem e depois de abri-los olhei nos olhos do Raito e comecei a falar. — Raito, desde o primeiro momento que te vi sabia que era diferente de todos os outros, não só por sua beleza externa, mas pela interna também, além de muito inteligente você é muito romântico e sepre consegue me surpreender, até mesmo hoje, eu não sabia nada sobre isso e mesmo que ficasse sem saber até agora não ligaria, pois você está ao meu lado e confio muito em você, ao ponto de te deixar me guiar pra onde quer que seja. Quando descobri o que sentia achei que só podia ser brincadeira, mas depois de uma conversa com o Watari abri meus olhos para realidade e percebi que nada mais poderia ser feito, meu coração escolheu você para amar e eu concordei. Te amo. — assim que terminei de falar os olhos do Raito brilharam e ele abriu um sorriso maravilhoso. ~ "Ai, o que não faço por esse sorriso..."

– Certo, agora pode jogar o buquê L-kun.

– Ok. — como nada naquele casamento tinha sido normal achei que mais uma coisa diferente não faria mal. Ao invés de jogar o buquê dei uma flor para cada convidado e fiquei com o resto.

– Ótimo, podem se servir, daqui a pouco cortaremos o bolo. — assim que o Watari disse isso os convidados foram servido-se e sentando-se às mesas, aproveitando que ele não tinha que fazer mais nada aproximei-me dele e envolvi-o em um abraço.

– Obrigado Watari, graças à você estou casado com o Raito e com certeza serei muito feliz com ele ao meu lado.

– Não foi nada. — ele retribui meu abraço, ficamos conversando um pouco até o Raito me chamar para comermos juntos. Depois de um tempo Watari nos chamou para cortar o bolo e já estávamos o servindo para todos os convidados, quando todos estavam satisfeitos fomos nos despedindo e logo o local estava vazio, com exceção de mim, do Raito e do Watari.

– Ainda bem que não sobrou muita coisa e tá fácil de limpar. — disse terminando de varrer o chão e jogar o que havia dentro da pá no lixo e logo guardando ela e a vassoura no armário.

– Sim, você tem razão. O Watari, a Sayu e eu pensamos em tudo, como não seriam muitas pessoas fizemos o bastante para todo mundo e ainda sobrou um pouquinho. — Raito estava terminando de guardar as sobras do bifê e do bolo em tapoers e os colocando dentro de sacolas para podermos levar para casa e guardar na geladeira.

– Raito, aonde vamos passar nossa lua de mel? — depois de deixar tudo limpo e pegar todas as sacolas voltávamos para casa na limousine que o Raito tinha alugado para nosso casamento.

– Havaí.

– Por que o Havaí?

– Por que falam por aí que as ilhas tropicais são românticas e sossegadas, vamos poder fazer o que quisermos por lá sem nos preocupar em sermos discriminados por sermos um casal.

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– Que legal! Mal posso esperar!

– Nós vamos amanhã à tarde e voltamos daqui a uma semana.

~ L POV OFF ~

– Woa!~ Estou ansioso!... — o moreno disse acomodando a cabeça no ombro do seu, recém, marido.

Os dois ficaram conversando o caminho inteiro e quase não perceberam quando chegaram em frente ao apartamento do Lawliet. Eles saíram da limousine, guardaram as sobras na geladeira, colocaram as flores em um vaso com água e sentaram-se lado a lado no sofá da sala para aproveitarem o tempo juntos.

– Ainda bem que casamentos só acontecem um vez. — falou o moreno encostando-se no ruivo.

– Concordo com você! Foi muito cansativo, mas valeu muito a pena. — Raito disse acariciando os fios negros de seu amado.

– Com certeza!... Amor, vamos para o quarto, estou morrendo de sono. — o moreno afastou-se do marido para espriguiçar-se e bocejou.

– Vamos sim. — e assim eles foram para o quarto do moreno, deitaram lado a lado na cama e ficaram se acariciando sem nenhuma malícia. Quando o Raito percebeu que o Lawliet estava quase dormindo em seu peito o chamou delicadamente. — Lawliet?

– Hmm? — murmurou aconchegando-se mais no peito do marido.

– Eu te amo. — o ruivo disse beijando a bochecha do moreno.

– Eu também te amo. — Lawliet também beijou a bochecha do Raito, mas depois eles iniciaram um beijo calmo e cheio de amor. E foi nesse clima de beijos e carícias que os dois adormeceram lado a lado, na sua primeira noite de casados.

*2 semanas depois*

~ L POV ON ~

Depois de duas semanas no Havaí voltamos para o Japão e fomos recebidos pela segunda melhor notícia de nossas vidas.

– O Kira foi preso. — o pai do Raito disse quando perguntei das novidades sobre o caso.

– Mesmo? Que ótimo! Quem era ele? — perguntei curioso e feliz ao mesmo tempo.

– Um homem chamado Mikami Teru. — Yagami-san disse olhando para uns papeis.

– E como vocês descobriram isso?

– Depois que o Raito veio morar aqui as mortes continuaram pelo tempo de namoro de vocês, achamos que era ele por trás de tudo mas, em um determinado momento, as mortes continuaram e estavam diferentes, elas eram todas no mesmo horário, então começamos a investigar e chegamos ao Mikami Teru, depois de espionar muito conseguimos as provas que precisávamos para predê-lo e condená-lo à prisão perpétua.*****

– Isso é ótimo! Agora eu posso, finalmente, aproveitar meu casamento com o Raito em paz. — disse enquanto o envolvia em um abraço.

– Sim, temos muito o que aproveitar por que daqui a nove meses nossos dias sozinhos vão estar contados... — ele disse sorrindo e deu-me um beijo na testa.

– Como assim daqui a nove meses? Isso não é tempo de uma... — a ficha do Yagami-san caiu antes que ele terminasse a frase. — Isso é verdade Raito? — ele assentiu e vi um sorriso lindo se formar nos lábios do pai do Raito. — Eu não acredito... Como isso é possível?... — seus olhos estavam brilhando de alegria, nunca tinha visto o Yagami-san dessa forma...

– Estávamos passeando pela cidade quando descobrimos que lá no Havaí além de aceitarem o casamento homoafetivo**** a ilha foi comprada por um bilionário da tecnologia e ele estava fazendo uns testes, em inovações genéticas, para descobrir se a gravidez masculina é possível, depois de muitas conversas que o Lawliet e eu tivemos, decidimos que queríamos tentar. Embora o exame tenha dado positivo nós precisamos ficar lá até o fim da gestação por causa dos riscos que o nosso bebê corre.

– Vocês vão ter que morar lá? — embora a felicidade continuasse sendo predominante nas feições do Yagami-san sua voz saiu com um tom de tristeza antecipada pela nossa partida.

– Sim, assim nem o Lawliet nem o bebê correm risco de vida. — Raito respondeu olhando para mim com carinho e acariciando minha barriga, que não estava muito grande, afinal nem um mês tinha.

– Entendo, não tem problema, essa é a melhor notícia que poderia ter recebido na vida!... Eu vou ser avô!... — Yagami-san disse voltando à sua alegria inicial.

– Amor, descança aqui que eu vou dar a notícia para a minha mãe e para a Sayu. — o Raito já me protegia demais antes, agora, com minha gravidez, ele está superhiperprotetor, não perde uma oportunidade de ficar acariciando minha barriga, parecia que ele queria passar carinho e confiança para o nosso bebê.

– Traga elas aqui Raito, quero cumprimentá-las antes de partirmos. — disse sentando-me em uma poltrona, onde tinha um carrinho com doces ao lado, e comecei a devorá-los, mesmo depois de tudo ainda continuo com minhas manias.

– Vamos fazer assim: Eu peço para o Watari buscá-las e trazê-las até aqui, tudo bem?

– Tudo bem. — depois de um tempo esperando o Watari chegou com a mãe do Raito e a Sayu em sua campanhia.

– O que aconteceu Raito? O Watari disse que tinha um assunto sério a tratar com a gente mas não quis falar o que era...! — a mão do Raito disse enquanto conferia se ele não tinha nenhum machucado. Agora eu entendo da onde vem toda a superproteção do meu marido!...

– Eu estou bem mãe! — Raito disse enquanto sua mãe dava uma de médica. — O assunto é sério mas não é nada do que a senhora está pensando...

– O que é então? Acaba logo com esse mistério! — ela disse, visivelmente, agoniada.

– Mãe, a senhora vai ser avó e a Sayu vai ser tia. — Raito falou calmo e sereno, como se estivesse falando que o céu é azul.

– Isso é verdade Raito? — a mãe dele perguntou começando a emocionar-se.

– Como isso é possível? — Sayu perguntou surpresa.

– Sim, é verdade. — sua mãe começou a chorar de alegria e abraçou o filho, depois veio me abraçar enquanto o Raito explicava sobre a gravidez masculina para as duas.

– Isso é maravilhoso meu filho!... Estou muito feliz por vocês e, ao mesmo tempo, triste por que vão ter que morar longe, ainda por cima vão ter que partir tão cedo...!

– Eu sei mãe, mas é perigoso demais deixar o L sem acompanhamento médico. E o Havaí nem é tão longe assim... — eles continuaram conversando e, eu até participaria da conversa mas senti um enjoo repentino e sai correndo para o banheiro com Raito, que havia interrompido tudo para vir comigo. — Você está bem amor? — perguntou carinhoso enquanto eu terminava de escovar os dentes, limpando a boca depois.

– Estou sim, o médico disse que enjoos são normais nos três primeiros meses de gravidez.

– Entendo... Você não acha melhor ir deitar no quarto para descansar?

– Eu ia fazer isso agora!...

– Isso é ótimo, já estou indo deitar com você, só vou dispensar o pessoal.

– Ok, te espero no quarto amor. — despedi-me dele com um selinho e fui para o meu quarto, deitando na cama assim que entrei no aposento, depois de um tempo, quando estava quase dormindo, sinto o espaço no colchão, ao meu lado, afundar, logo em seguida fui abraçado pela cintura e puxado com delicadeza contra o corpo que acabara de me abraçar pelas costas, virei-me de frente e aconcheguei-me no peito do meu marido, o abraçando também. Quando estava quase dormindo ele me chamou.

– Lawliet?

– Hmm...? — respondi sonolento.

– Koishiteru. — aquela palavra foi suficientes para que o detetive olhasse para o ruivo como se etivesse em dúvida se ouvira realmente o que o outro tinha falado.

– O-O que você disse? — perguntou o detetive corado.

– Koishiteru Lawliet. — Raito repetiu o que disse com firmeza para que Lawliet não tivesse dúvidas do que havia dito e, realmente, o que o detetive mostrou não foi uma expressão de dúvida, mas sim um sorriso enorme que se estendia até seus olhos.

– Koishiteru mo Raito. — o detetive respondeu vendo um sorriso lindo surgir na face de seu amado, os dois se beijaram e com mais algumas carícias dormiram lado a lado, como sempre quiseram estar, como sempre estiveram e como sempre estarão: juntos.

~ ♥ ~

Fim.

Notas finais
E aí, o que acharam? Valeu a pena esperar ou eu mereço arder nos mármores do inferno? aisuhdioasd xD /apanha
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Legenda: 1)O L está se referindo ao lugar onde eles cuidam do caso Kira.
2)Nesse cap a Sayu já é uma moça, assim como no anime quando o Matsuda meio que dá em cima dela.
3)Casa de espelhos é um "brinquedo" que quando você entra tem vários espelhos dentro e eles te deixam de várias formas diferentes, e até engraçadas.
4)*O pôr-do-sol é especial e significativo por ser romântico e lindo de se ver (como nossos dois protagonistas aoiduhasiod xD /apanha).
5)**Proferida é a mesma coisa que dita.
6)***A lei mais famosa de Murphy é: Se uma coisa tá pior, fique calmo, pode piorar ainda mais.
7)***Estranhamente perto por que a autora quis aiosudhaoisd xD /apanha
8)****Gente não é exatamente uma igreja, é mais um salãozinho que o Raito alugou para o casamento.
9)*****Prisão perpétua, pra quem não sabe, é ficar a vida inteira na cadeia.
10)Casamento homoafetivo é a mesma coisa que casamento homossexual e eu descobri que ele é permitido no Havaí pelo Wikipedia.
11)Koishiteru significa eu te amo de casados. (Como assim?) Pra quem não sabe Daisuki você usa com alguém que você gosta mais do que amigo (de amigo é Suki), Aishiteru é para namorados e Koishiteru para casados. O primeiro eu não tenho muita certeza, mas acho que é mais ou menos assim...
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Obs.: 1)Esses dois links provam que o Havaí foi comprado por um bilionário da tecnologia, mas não sei quando foi por que a reportagem não fala: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5850737-EI15608,00-Bilionario+da+tecnologia+compra+ilha+no+Havai.html e http://tecnologia.terra.com.br/fotos/0,,OI207090-EI12879,00-Ilha+no+Havai+e+comprada+por+bilionario+da+tecnologia.html
2)Esse link aqui fala sobre a gravidez masculina, a única coisa ruim e que eu senti um certo tom de preconceito no texto, mas deixando isso de lado, aqui está: http://www1.unimed.com.br/nacional/bom_dia/saude_destaque.asp?nt=412
3)Os enjoos na gravidez variam de mulher para mulher, mas podem aparecer nas primeiras semanas até os 3 meses, existem casos que duram a gestação inteira, mas como estamos falando do L ele vai estar dentro do padrão por não existirem reportagens falando sobre detalhes da gravidez masculina, como por exemplo os enjoos.
4)O buquê do L foi feito com essas flores: http://farm4.static.flickr.com/3559/3341345170_9e461fbb59.jpg
5)A limousine que pegou o L na floricultura é essa aqui: http://2.bp.blogspot.com/_uxCioRQm3Y4/TIk20eEJQgI/AAAAAAAAAHE/oOS2Ko3uMZY/s1600/dsc04852.jpg
5)Eu não lembro direito como é um casamento então fiz pelo que lembrava e saiu essa coisa horrível!... O que vale é a intenção! E vocês foram recompensadas com um capítulo gigante, ele tem 12.647 palavras, então não reclamem se o cap tá um bosta! aosiudhaiousd xD /apanha
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Obrigada por me acompanharem até o fim da fic e obrigada por todo o carinho que vocês deram à ela, amo vocês suas lindas - futuras leitoras isso serve para vocês também /o - se algum dia um menino ler isso aqui por favor dê sinal de vida, quero saber o que você acha *--* Enfim, adeus minhas lindas, até uma próxima :*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!