My Sweet ... Boyfriend?!
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Espero que gostem do rumo da história.... Eu não sei se vão gostar, mas enfim =v= QQQ
Muuuuito obrigada a todos que me mandaram reviews! *u* Fiquei muito feliz ♥ Ah, obrigada à todos os leitores fantasmas também. -q
Soooo, boa leitura ~
Lembram-se quando o Atsushi disse que havia um jeito de conquistar o Hirose? Pois bem, realmente tinha um jeito. Mas eu odiei na mesma hora em que ele me levou no salão de beleza da sua família. Por que eu não percebi antes?
- Você está louco.
- Não! Vamos, Aki-kuuuuun, minha ideia é perfeita! – suplicava ele, com os olhinhos azuis brilhando de vontade.
- Sem chance! Tá achando mesmo que eu vou me vestir de mulher pra conquistar um cara?!
- Ora, você quer perder pra Kurumi-san de novo? Não quer ganhar dela?
- Não desse jeito! Não me humilhando dessa forma!
- Aki-kun! Você tem esse rostinho lindinho de bebê, e deve aproveitar! Eu não posso me vestir desse modo, porque ia ficar ridículo! Mas você… — ele me avaliou da cabeça aos pés, o que fez um arrepio estranho percorrer minha espinha. Estou com um mau pressentimento. Muito ruim mesmo.
- Façamos assim! Eu faço minha mágica e depois do resultado, nós conversamos à respeito!
- M-Mágica…? N-Não sei…
- Cala a boca, Aki-kun, deixe o papa trabalhar! –Atsushi… Eu vou te matar, sua mula loira!
Nunca fui tão torturado em toda a minha vida. Maquiagens estavam por todo o meu rosto, assim como aquela peruca castanha ridícula, cheia de cachos. Eu estava exausto com aquele cheiro forte de perfume, e de milhares de tiazinhas observando minha “transformação”. E eu apenas ouvia os gritinhos histéricos e animados do Atsushi, que me olhava com certo interesse. E isso me deu muito medo.
- Ah! Pronto! Está perfeito, nem acredito que eu consegui! Venha se veeer, Aki-chaan! – eu tasquei um soco na cabeça dele. Aki-chan? Isso era muito, muito, mas muito esquisito. E o choque da imagem adorável que se formou diante o espelho, quase me fez desmaiar.
- Q-Quem é e-essa…? – sussurrei, chocado. A menina no reflexo do espelho era, de um certo modo, adorável. Atsushi afagou os meus cabelos, ou melhor, a peruca que eu usava:
- Esse aí é você, Aki-kun. Não ficou fofo? Tenho certeza que o Hiro-kun vai amar! – me observei atentamente, demorando mais o olhar no meu rosto. Coberto por uma camada fina de maquiagem. Os cabelos agora cor mel, escorriam delicadamente pelos meus ombros, terminando em cachos, mais ou menos acima da cintura.
- O que você fez comigo, seu traidor! – distribui tapas onde alcançava no Tsu-kun. Ele merecia.
- A-Ai, Aki-chan! Você está fabuloso! Ah ha ha! Ou eu diria fabulosa? – ele saiu correndo pelo salão, me deixando cada vez aflorar mais o meu lado psicopata.
- Tsu-kun… Eu conheço substâncias tóxicas que somem do organismo depois de consumidas… — estreitei o olhar, encarando-o ameaçadoramente. E ele riu. Maldito.
- Acalme-se Aki-chan, vamos! Isso pode dar certo! E eu quero vencer aquela maldita Kurumi! –nunca o vi fazer aquela expressão antes. Ele a odiava tanto quanto eu?- Vou deixá-la tão chocada que ela terá que admitir que usa produtos pra pele! Ah ha ha ha!
- Então é um problema pessoal seu… E você me envolveu.
- Não é de todo verdade! Mas eu também quero que você conquiste o Hiro-kun! – estava preparado para jogar a sapatilha que usava na cabeça dele, quando o irmão mais velho dele entrou no salão, parando o olhar diretamente em mim. O que é isso, meu Deus?
- Tsu-kuuun! Quem é a garota formosa em sua companhia? – ele me puxou a mão , beijando-me o dorso. Que porra é essa?!
- Ah ha ha! Essa é a Aki-chan! – Imbecil! Fale que sou eu e tire esse jegue de mim!
- Oh! Aki-chan… -ele me puxou pela cintura, fazendo meu queixo escancarar-se. Eu estava sendo paquerado na cara dura! E o Atsushi estava rindo da minha desgraça!
- Aki-chan, eu quero lhe pedir em casamento! – que aura apaixonada é essa ao redor dele? Que rosas são essas ao seu redor? Sem pensar direito, dei um tapa muito do merecido na fuça desse palhaço:
- Q-Que droga! Sou eu, Akihiro! Seu imbecil, bastardo! – ele me olhava em pleno estado de choque e descrença. Se Tsu-kun não morrer de tanto rir, eu mato ele.
- A-Aki-kun? Por que diabos está vestido como uma garota tão bela?
- Desgraçado! Pare de me paquerar! – cruzei os braços, corando na mesma hora. Eu que não iria dizer o motivo de tudo aquilo.
- Ele quer conquistar um c- — voei no pescoço do Atsushi, antes que ele falasse mais alguma merda.
- Não é nada! É só um cosplay, é só um cosplay!
- Não sabia que gostava dessas coisas otakus, Aki-kun… — ele suspirou, sorrindo logo em seguida. – Mas tome cuidado com aqueles nerds pervertidos, oui?
- E disse aquele que acabou de me assediar e pedir em matrimônio.
- A-Aquilo foi diferente! E-Eu estava apenas treinando com você, Aki-kuun! – ele se aproximou novamente de mim – e do Atsushi, que estava sendo sufocado pelas minhas mãos, mas esqueça isso- me dando uma rosa, da qual não faço ideia de que inferno veio. E saiu correndo, um tanto envergonhado.
- Tsu-kun, teu irmão é muito estranho. – o soltei, e ele fazia drama, fingindo engasgamento. Exagerado.
- Não o culpe. Ele ama tudo que é belo. – senti uma auréola brilhante ao redor do loiro. Ele, tipo assim… Admirava o irmão safado?
- Foi culpa dessa sua ideia estúpida.
- Mas funcionou! – tinha que concordar com ele. A ideia podia ser absurda e gay ao extremo, mas… Eu conseguiria ter o amor de Hirose dessa forma.
- E-Eu sei… Mas…
- Ora, Aki-kun! A culpa inicial foi sua, por se apaixonar de forma tão ardente! Seu impulsivo! – Eu era o impulsivo?! Eu?! Seu loiro azedo hipócrita!
- Mas eu não sei me comportar como uma garota. –fiz uma careta, fixando meu olhar nas unhas postiças. Óh Deus… Onde eu estou me metendo?
- Não é problema! Você sabe que EU posso te ajudar! Eu sei tudo de etiqueta feminina!
- … — ergui ambas as sobrancelhas.- Como você sabe sobre etiqueta feminina?
- …. Internet.
- … — clima tenso esse, hein? Por que não deixei isso quieto?
- M-Mas pulando isso… Vamos tentar, Aki-kun! O que mais você pode perder?
- Minha dignidade?
- Isso você já perdeu, quando foi espancado por aquela menina na quarta série!
- Não precisava reencarnar isso das profundezas do seu coração impiedoso.
- Ai, Aki-kun! Então? O que você me diz?
- Ah… — suspirei cansadamente. Ele tinha razão. – Vamos nessa.
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Durante o final de semana, tive aulas de como se comportar como uma garota. Cara! Que diabos? Eu não entendi porcaria nenhuma, mas para não ter que repetir, apenas concordei com a cabeça, como um macaco treinado. Também treinei afinar a voz, como andar de salto alto – o que quase me fez cair escada abaixo- e depois como andar:
- Eu não vou rebolar.
- Aki-kun, que saco! É só remexer o quadril! Assim ó! – ele remexendo a retaguarda me fez ficar com mais pavor ainda. Eu só queria que o Hirose me amasse! Pra quê tinha que aprender a andar rebolando?
- Isso é estúpido.
- Não mais do que você está sendo nesse momento. Anda logo.
- Ok! Mas se isso se espalhar pela escola…! Pode ir comprando o caixão! – andei alguns metros, tentando imitar a reboladinha do Atsushi. Quando voltei, ele fazia uma expressão esquisita:
- Então?
- … Pfff- E-Está ó-ótimo..! Pffff- — ria, Atsushi… Ria! Mas quando você acordar careca, EU que vou rir!
- Bom, esquecendo isso aí, vamos à aula de maquiagem! – Ah! Essa palavra do demônio… Maquiagem. Acompanhei o loiro até o seu quarto –exageradamente feminino. Será que os pais do Tsu-kun esperavam uma garota?- e me sentei em frente ao espelho da bancada.
- Ne, Tsu-kun… — murmurei timidamente, enquanto o outro passava alguma coisa rosa em minhas bochechas.- … Acha mesmo que ele vai gostar de mim?
- Não seja bobo, Aki-kun… — ele se aproximou de mim, beijando carinhosamente minha bochecha. Por que… Meu coração doeu tanto com esse simples carinho?
- Você está lindo. – ele tocou a ponta do meu nariz, sorrindo animadamente. – apesar de que eu já te achava lindo antes…
- Disse alguma coisa? – olhei para ele curioso. Não consegui entender a última frase do Tsu-kun.
- Não é nada de importante, Aki-kun. Agora fique quieto para eu te ensinar a pôr os cílios postiços.
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Segunda-feira de manhã. Acordei mais cedo que o normal, pois ainda tinha que passar na casa do Tsu-kun, para me arrumar. Meus pais não podiam saber da minha proeza feminina.
- Ohayou, Aki-kun! – minha mãe sorriu carinhosamente para mim, me entregando o almoço da escola. – Não vai tomar o café?
- Ah não… Eu estou sem fome, desculpe! – me despedi das minhas irmãzinhas, que assistiam televisão na sala. Calcei os sapatos e corri em direção à moradia de Atsushi.
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Você deve estar se perguntando, de como eu apareceria na escola vestido como menina, sem que ninguém perguntasse quem eu era, e a vida continua bonita! Não. Eu e Atsushi bolamos um plano. Seria a irmã gêmea de mim mesmo, Sakurai Akira, e passaria a frequentar o colégio no lugar de meu “irmão” que viajou para o exterior, onde foi estudar inglês. Pelo telefonema que damos no domingo à tarde, o diretor acreditara em nossa história, e agora não era mais Sakurai Akihiro que frequentava o colégio Wasabe. E sim, Sakurai Akira.
- Você ficou lindinho no uniforme feminino, Aki-kun!
- Onde você arrumou ele…?
- Longa história, mon amour! Eu tenho os meus contatos, hu hu!
- Você contou pra alguém sobre isso?!
- Não, claaaaaro que não! Pedi para uma amiga! – ele revirou os olhos dele, continuando sua caminhada pela rua.- Eu apenas disse que queria para mim mesmo.
- E ela acreditou?
- Eu sou gay. Você acha que ela ia discordar? – decidi ficar quieto. Nossos assuntos sempre eram desviados para tópicos esquisitos… eu, hein.
Percorri o olhar pela rua, avistando a entrada do colégio. Respirei fundo, encolhendo-me ainda mais. Apesar de tudo… Estava com medo de ser rejeitado nessa forma também. Atsushi lançou-me um olhar carinhoso, encorajando-me a continuar. E quando botei os pés no colégio, todos os olhares automaticamente fixaram-se em mim.
Até mesmo os olhos daquele que eu mais prezava.
Notas finais
Espero que não me matem por isso... mas, ééé. .D.
Torço para que continuem acompanhando ~ até o próximo sábado ♥ ( ou antes -qq)
kissus felinos :3 ~~
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