Notas iniciais
Malz a demora D: Mas vocês sabem o motivo. Escola.
Eu tentei postar antes, mas estava sem tempo! ;A;
Antes de mais nada, dedico o capítulo à Liceroxo ♥ Takk, honey! >u
Bom, capítulo surpresa! Narrado pelo Atsushi ♥ Aqui tem diversas revelações. ouo Espero que gostem.
Enfim, até as notas finais!

No final, durante toda a viagem, fiquei acamado, o que não me deixou ver o Akihiro. Ficar na cama durante dias tão lindos é realmente uma droga. Mas ao olhar para janela, e ver o Sol brilhar fortemente aos céus, momentos de nostalgia preencheram minha mente. Akihiro e eu somos amigos há muito tempo.

- Será que você está se divertindo sem mim, Aki-kun? – murmurei, fechando os olhos, e mais uma vez, caindo no sono. E desta vez, eu tivera um sonho, ou melhor. Lembrança.

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Estava com meus oito anos. E brincava, sozinho em um parquinho, próximo à minha casa. Nunca tive muitos amigos, e não era diferente daquela época. Muitos me bulinavam, pelo simples fato de eu ser loiro.

“Oe, olhem, o esquisito está aqui novamente!” um grupo de meninos, um pouco mais velhos se aproximara, rindo. Saltei do balanço, colocando-me de pé.

“Pensei que a surra que a gente te deu semana passada, faria com que você sumisse daqui.”

“Eu gosto daqui... Vocês não podem me obrigar a sair.” Murmurei, cerrando os olhos. Droga, péssima ideia. Um dos garotos que era ainda mais alto que eu, me puxou pela gola da camisa, irritado.

“Você gosta mesmo de apanhar, não é, seu viadinho?” Vi o punho do mesmo se erguer e logo, logo, ele se chocaria novamente, à minha face. Fechei os olhos com força, na esperança de que aquilo amenizasse a dor futura. Entretanto, o esperado não ocorreu, e por isso, abri meus olhos.

E foi então, que eu o vi.

“Vocês não se cansam de machucar os outros?”

“Ora, suma daqui, Akihiro!” um garoto menor do que eu estava à minha frente, segurando o pulso do mais velho.

“Não enquanto você quiser fazer mal a esse garoto.” Ele semicerrou os olhos, apertando o pulso do outro, que praguejou baixinho, de dor

“Tch, vamos logo embora! E-Eu não sou de machucar bichinhas mesmo!” Com isso o grupo de mais velhos deixara o parquinho, lançando olhares fulminantes em minha direção.

“Argh... Mas que idiotas! Você está bem?” Pela primeira vez, o misterioso garoto me olhara, fazendo com que eu tivesse a visão mais bonita em toda a minha vida, até aquele momento. Ele possuía os cabelos mais pretos e brilhantes de todos. Os olhos, de um chocolate escuro, que me encaravam, e eram extremamente brilhantes. A pele alva, levemente ruborizada, fizera com que as minhas próprias bochechas adquirissem o mesmo tom.

“H-Hm...” murmurei, desviando brevemente o olhar. Foi então que ele sorriu, fazendo meu coração se acelerar.

“Hah, que bom! Eu sou Sakurai Akihiro! E você?”

“S-Sou o Atsushi Beilschmidt.” Respondi, tímido.

“Nossa! Que nome diferente...” ele sussurrou, repetindo-o baixinho. Fiquei preocupado. Ele me acharia esquisito, como todos os outros. E isso, eu realmente não queria.

“...Mas é muito lindo! Tsu-kun, ne?”

Meu coração podia parar, de tão rápido que batia, em um ritmo completamente descompassado. Ele não me chamara de estranho, ele me elogiara. Me dera um apelido, me dera um sorriso, só para mim. Ele era como um anjo, e suas asas, seu sorriso.

“Vamos ser amigos daqui para frente!” Ele ergueu a mão à minha frente, rindo. Levei a minha ao encontro da dele, tocando sua pele fria. Todavia, um calor delicioso emanava para meu corpo, tão afetivo, tão aconchegante e carinhoso.

Naquela época, eu ainda não entendia o sentimento real de amar outro alguém. Apenas passava os dias ao lado de Akihiro. Apenas me divertia ao seu lado, compartilhando pequenas felicidades.

E naquele tempo, tão singelo e inocente, a visão de anjos que eu tinha, era resumida em apenas um alguém.

O simpático garotinho, que me salvara em um final de tarde ensolarado.

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Acordei com batidas na porta. Provavelmente não era o meu colega de quarto, que eu nem tive a educação de guardar o nome. Resmunguei baixo, colocando-me de pé, um pouco mole. Caminhei com dificuldade até a porta, e a abri mais devagar ainda.

- T-Tsu-kun? – deparei-me com Akihiro, vestindo as típicas roupas folgadas, que eu tanto admirava, em seu corpo magro. Ele carregava uma sacola de supermercado:

- Aki-kun... O que veio fazer aqui? É o último dia de praia, sabia?

- Droga, eu sei! Mas você achou mesmo que eu fosse ser um desnaturado e te deixar aqui completamente abandonado?! – ele exclamou, irritado. Ah, ele era tão fofo. Foi entrando sem a minha permissão, colocando as sacolas em cima da mesinha do quarto.

- Então você veio ficar comigo hoje?

- Não. Eu vim cuidar de você, praga. – eu ri, não tinha como não rir. Ele era tão grosso e adorável ao mesmo tempo.

- Hm, estou feliz. Muito obrigado. – Disse, me aproximando dele, segurando-o com delicadeza pela cintura. Por incrível que pareça, ele não se afastou. Quer dizer, não por vergonha. Ele colocou a mão sobre minha testa:

- MAS QUE PORRA?! VOCÊ ESTÁ ARDENDO EM FEBRE, SUA MULA!

- Ah... Sim, é que eu fiquei com preguiça de tomar remédio. – Ele me puxou pelo braço, tacando-me na cama. Ficou resmungando milhares de nomes feios, como sempre faz. Eu me aconcheguei melhor na cama, ainda encarando o moreno, que colocava um avental, e se dirigia à divisão que o cômodo fazia, para um pequena cozinha.

- O que pretende...?

- O óbvio. Vou fazer algo pra você comer.

- Não sabia que você cozinhav-

- HAHAHAHA! É c-claro que eu cozinho, seu imbecil! H-Hahaha! – ele pegou cebolinha, arroz e alguns temperos, colocando-os todos no balcão. Arregaçou as mangas, e começou a cortar o vegetal:

- Trate de dormir um pouco. Quando ficar pronta, eu te acordo.

- Com um beijo?

- Se disser isso de novo, vai ser com água fria. – Eu resmunguei, virando o rosto para a parede. Eu devia estar mesmo mal, pois foi só fechar os olhos que eu dormira novamente.

Ás vezes me pergunto. Como um garoto tão alegre quanto o Akihiro virou alguém tão mau-humorado e pessimista? Ah, sim. Depois daquilo.

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Akihiro e eu estávamos com aproximadamente doze anos. Eu finalmente entendia o que sentia por ele, mas é claro que não me confessaria. Não queria estragar tudo o que eu já havia conquistado com ele, por egoísmo meu. Akihiro andava estranho esses dias, atrapalhado, com o olhar longe. Mas ele teimava em me esconder o motivo.

Até aquela noite, em que ele aparecera na porta da minha casa. Com as roupas rasgadas, o rosto manchado pelas lágrimas, e diversas marcas pelo corpo.

“A-Aki-kun... O que houve com você?!” exclamei, puxando-o para dentro. No momento, estava sozinho em casa. Ele não me respondia. Apenas abraçou-me com força, e recomeçou a chorar, com o rosto enterrado em meu peito. Sem saber o que fazer, afaguei carinhosamente seus cabelos, abraçando-o com a mesma força. Seu pequeno corpo tremia, e eu sabia que havia acontecido algo.

“Me diga... quem fez isso com você?”

“O-O S-Senpai... E-Ele... E-Ele... T-Tentou...” ele mais uma vez começara o choro, soluçando freneticamente. Ele estaria referindo-se ao Sakibara-senpai? Aquele garoto do nono ano, que sempre olhou de um jeito estranho para o meu Akihiro?

“... Me diga o que ele fez.” Eu disse, controlando-me para não achar aquele desgraçado agora mesmo e socar-lhe até a morte. Eu sabia da verdade. Akihiro estava apaixonado por ele, apesar de nunca ter me dito absolutamente nada. Mas não há como ele esconder algo de mim. Sou a pessoa que mais o conhece no mundo.

“Ele... t-tentou me tocar de um jeito estranho e...” Respirei fundo, contando mentalmente até mil. Estou frustrado. Esperei que o menor continuasse.

“... e-ele disse que e-era apenas por diversão...!” Minha camisa estava completamente encharcada, entretanto, eu não me importava. Eu precisava protegê-lo, de agora em diante. Precisava ver o meu anjo sorrir de modo alegre como antes.

“Está tudo bem agora, eu estou aqui com você, sim? Ninguém vai te fazer mal enquanto você estiver comigo.”

“Eu disse, Atshushi...! Eu disse...! Eu disse que o amava!” meu coração apertou-se, chegando ao ponto de me sufocar. Saber que um pervertido nojento como aquele, tocou o corpo de alguém tão puritano, como Akihiro... Me dava raiva.

“Ele não merece você, nunca vai merecer. V-Você vai... Encontrar alguém digno de você algum dia.” Acariciava seus cabelos, o mais gentil que eu podia ser naquele momento. Dizer certas coisas podem doer tanto. Mas eu não me importava comigo mesmo.

Eu só queria vê-lo sorrir. Mas, quem disse que a vida é justa?

Meu anjo nunca mais fora o mesmo, depois disso. E nem mesmo seu sorriso.

Por isso fizera uma promessa com Deus. Se ele devolvesse tal sorriso, ao rosto do mesmo moreno que me salvara, anos atrás, eu não pediria mais nada. Não me importaria de morrer.

E nem do que o futuro me aguarda.


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- Atsuuuuuuuuuuuuushi! Acorda, porra! – acordei assustado, levantando-me desesperadamente:

- EM QUE ANO ESTAMOS?!

- Droga, pare de drama. É que eu te chamei umas cem vezes, e nada. Achei que estivesse morto! Não me assusta mais assim, babaca! – suspirei, aliviado.

- Me desculpe.

- Só cala a boca. Fiz a sua sopa. – ele corou, trazendo um prato do alimento.

- A-Ah... Eu não consigo me mexer direito... Dá na minha boca?

- Você só pode estar de brincadeira! – ele corou mais, irritando-se.

- P-Por favor. Estou me sentindo mal. – Ele bufou, pegando uma colherada com a sopa, soprou-a e colocou-a na minha boca. Mastiguei, e bem... Me emocionei.

- C-Como pode alguém realizar a proeza de estragar os sabores de t-todos os ingredientes?

- COMA QUIETO, SEU CORNO!

- U-Uh... Dá até vontade de chorar. – Mas decidi engolir tudo, já que ele teve o trabalho de cozinhar para mim. E apesar do gosto horrível que tinha, eu estava contente. Extremamente contente. Fora a primeira vez que ele cozinhara pra mim.

- Nossa... Você comeu tudo.

- E quase fui parar no hospital.

-DROGA! SE ESTAVA TÃO RUIM ASSIM, NÃO COMESSE!

- Não ia recusar a comida que você fez somente para mim. - sussurrei, olhando-o fixamente. Ele corou, levando a louça até a cozinha, e começando a lavá-la. Fiquei observando-o até terminar, e voltar a se sentar ao meu lado.

- Sinto muito. Eu queria saber cozinhar melhor. – ele disse, timidamente.

- É... Eu também. – suspirei, ao que recebi um tapa, nada leve.

- D-Droga... E-Eu só queria ter vindo te ajudar, mas... Acabei estragando tudo! – Akihiro encolheu-se mais, desviando o olhar. Quando aquele garoto entendia, que ele daquele jeito, só me faria querer abraçá-lo? E foi exatamente o que eu fiz.

- A-Atsushi?

- Isso é golpe baixo, Akihiro. – eu sussurrei, corando de leve. Como você não pode perceber o quão louco meu coração bate por você?

- N-Nani?

- Você vai ser sempre perfeito para mim. Não importa se não sabe cozinhar, jogar futebol, ou qualquer coisa. Para mim, você é perfeito.

O seu sorriso é perfeito. E eu quero muito tê-lo para mim novamente. Somente para mim.

Diga-me Deus, quando, quando vou poder vê-lo novamente? Quando poderei ver as asas daquele garoto de oito anos, que tanto me cativava?

E o amo, e quero-o somente para mim.

Notas finais
Espero que tenham gostado =w= é... eu sei, ficou uma droga, lol =w=
De qualquer forma, eu estou pra responder todos os reviews! Até amanhã, com toda a certeza já vou ter respondido! ^^
E por favor, não esqueçam de mandar mais agora |D EM COMEMORAÇÃO, PELA FIC TER CHEGO AO CAPÍTULO 10!
Kissus, até mais, queridenhos ♥ q