Notas iniciais
Então né, demorando de novo -q mas finalmente, esse não foi escrito no meio da aula! Espero que gostem...

Casa dos Kagene

– Rei?!

O garoto ouviu uma voz o chamar ao longe e soltou uma espécie de grunhido como resposta, puxando mais o edredom macio sobre si, sem abrir os olhos.

– Rei, são onze da manhã...

Lentamente ele raciocinou para reconhecer a voz de Rui, que estava parada à frente da porta de seu quarto. Aos poucos retirou o edredom que cobria seu rosto e abriu os olhos, tentando se acostumar com a luz que vinha da janela ainda aberta.

– Já estou indo Rui, desculpe a demora — Tentou falar normalmente, para que não notasse que havia acabado de acordar, afinal, sabia que ela ficaria preocupada.

Rui sempre se preocupava com qualquer coisa relacionada à sua saúde. Era uma espécie de proteção mútua, um "costume" Kagene, não apenas de Rei.

Minutos depois, quando o mais velho havia tomado um banho e colocado uma nova roupa, dirigiu-se à sala, onde encontrou à Rui sentada no chão, pintando as unhas com seu esmalte preto preferido, ressaltando ainda mais sua pele pálida, e combinando com o cabelo. Assim que notou o irmão, levantou a cabeça e o cumprimentou com um doce sorriso.

– Bom dia Rei! Por que demorou a sair do quarto?

– Ah, nada de grave... Eu só fiquei deitado por estar... Meio cansado por ter andado tanto no shopping.

– Eh? Pensei que você fosse acordar sempre às 6 da manhã pelo resto da vida! — Riu ela, logo depois fazendo um sinal para que ele se sentasse.

Rei sorriu de volta, sentando-se à seu lado e dando um leve bocejo, observando-a pintar as unhas. Logo que as mesmas estavam secas, Rui as soprou como se um ritual, pegando a mão direita do irmão e no fazendo a fitar com certa curiosidade, como se a questionando quanto ao motivo daquilo.

– Posso pintar suas unhas? — Os olhos dela pareciam brilhar.

– Q-Que? — Ele riu um pouco, imaginando que a garota estivera brincando.

– Por favor!

– Hm? Rui... Isso não seria um pouco... — Olhou para a própria mão, sem saber como concluir a frase.

– Não.Tem vários garotos de animes que usam esmalte e as garotas adoram. E preto ficaria muito bem em você! — Ela sorriu.

– Ah... — Rei suspirou, corou um pouco e balançou sua cabeça, como se confirmando — T-Tudo bem. Mas só porque é você que me pede.

– Yay!

Logo a Kagene passava o esmalte preto cuidadosamente pelas unhas de seu irmão, que tentava não se envergonhar ao notar que seus dedos pareciam ainda mais femininos (e, claro, pálidos) assim.


Casa dos Kagamine


– Sua... Hacker! — Len berrou enquanto jogava o controle do outro lado do sofá.


– Só porque eu sou infinitamente superior à você — Rin mostrou a língua- Eu jogo justo!

– Ah, claaaro!

– Quer saber, volta pros teus joguinhos de PS1, volta!

– Você vendeu meu PS1. Sua má...

– Ah é — Ela riu colocando uma mão no queixo, lembrando-se do que fizera com o dinheiro — Você nem usava mesmo.

Os Kagamine estavam sentados (ou esparramados) no sofá, totalmente desarrumados, jogando Mario Kart em seu Nintendo Wii. Rin, como sempre, escolhera o Yoshi e Len o Toad. Não era raro que jogassem em seu tempo livre, sem levar em consideração o fato de que definitivamente, tinham afazeres mais importantes.

Rin jogou seu controle para o mesmo lugar que Len tinha jogado o dele e deitou-se no sofá, ao lado do irmão, fitando o teto branco. E assim ficaram por alguns minutos, até que Len rompeu o silêncio:

– Ei Rin...

– Hm?

– Eu to com fome.

– Eu também...

– Pega algo pra mim?

– Não. Pega pra mim?

O garoto suspirou.

– Não.

Os dois sorriram, ainda olhando para cima.

– Vamos — Len se levantou preguiçosamente e estendeu uma mão à ela — Se levantar faço suco de laranja.

Rin riu e, também preguiçosamente, a pegou, pondo-se de pé instantes depois.

Logo estavam na cozinha, fazendo uma bagunça, tentando encontrar ingredientes para algumas receitas malucas que Rin faria questão de tentar cozinhar. E Len estava apenas faminto o suficiente para concordar com isso.

– Ah! Tem como fazermos esses bolinhos sem açúcar? A gente não tem quase nada.

– Quem diabos faz uma receita doce... Sem açúcar?

– Desculpe, mestre — Ela disse com sarcasmo, se encolhendo.

– Quem manda não saber cozinhar... É hacker mas vai passar fome. Hah!

– Eu te pediria pra cozinhar pra mim, já que não sei cozinhar, mas esqueci que você só cozinha pro seu namorado...

– M-Meu... — Len corou violentamente — Ei! O Rei não é meu namorado!

– Nossa, eu nem sequer tinha mencionado o Rei... — Rin se sentou na cadeira com um sorriso malicioso, enquanto Len corava ainda mais.

– M-Mas é que... Quando você... Fala essas coisas é-é... Geralmente sobre ele... Né?! — Ele a encarou, com um sorriso forçado por alguns instantes, mas voltou a falar para não permitir um silêncio incômodo — Dãããh!

– Legal, legal, senta aí Len — Ela o puxou para sentar ao seu lado em uma das cadeiras da cozinha.

Uma vez sentados, Rin falou, tentando evitar sorrir, o que despertou uma espécie de ansiedade em Len.

– Len... O que está acontecendo de verdade entre você e Rei-kun?

O garoto loiro fez em uma expressão de choque e, logo depois, tentou disfarçá-la com um sorriso amarelo.

– Que? Ele é... Meu melhor amigo...

– Len.

– Hm?

– Não foi o que eu vi ontem no cinema. É meio sugestivo que resolvam andar de mãos dadas em público. Sua irmãzinha aqui não é burra... — Dessa vez ela não conseguiu evitar sorrir.

Len engoliu à seco. Teria sentido negar? Deveria se preocupar? Diversas perguntas rodopiavam em sua mente loucamente, enquanto ele tentava ficar calmo o suficiente para ao menos respirar...

Notas finais
Mais em breve! E sim, parei nessa parte só de mal. U-U