My Secret Diary.

1 15 de Fevereiro de 2011


Notas iniciais
Não há exatamente linguagem imprópria, não na minha opinião, mas como tem algumas palavras que para algumas pessoas pode ser imprópria resolvi deixar um aviso, mas não é nada de mais.

“Melhores amigos. Escola. Paixões secretas. Festas. Corações partidos e Sexo.

Adolescência. Muitas vezes eu chego a pensar que essa seja a pior fase pela qual uma pessoa precisa passar. Já, outras vezes eu acho que é simplesmente a melhor. E quer saber? Realmente é a melhor. Porque é a quando nós temos a chance de viver de verdade.

Agimos como crianças, e agimos como adultos. E também, misturamos um pouco dos dois em certos momentos.

Eu já quis ser uma adolescente para sempre. Então eu me lembro da escola, e de tudo que se deve enfrentar lá.

Logo esse pensamento desaparece da minha mente. Aguentar todas aquelas vadias. Ser uma perdedora. Os professores que deveriam ser chamados de filhos do capeta.

E aquele grupo de macacos retardados. Ou seja, meu irmão e seus amigos. Quando eu estou na escola, eu apenas queria poder cortar meus pulsos. Ou explodir aquele lugar.

Acredite. Eu estaria fazendo um favor, em matar todos, é claro, menos as minhas amigas, que estariam ao meu lado, vendo a escola desabar nas cabeças fúteis de toda aquela gente.

Eu sei. Eu sei. Eu deveria salvar meu irmão também. Mas daí, eu me lembro daquela voz irritante, sempre ferrando com a minha vida. Quer saber? Ele que fique lá dentro com seus amiguinhos.

Deu para perceber que eu não sou uma grande fã da minha escola, não é mesmo? Mas mesmo com todos os problemas, a adolescência continua sendo a melhor fase.

Seria melhor ainda se não existissem pessoas como Sally, ou Gina Underwood, as filhas do capeta... Digo... Diretor.

Eu poderia parar de falar mal da escola, e me apresentar não é mesmo? Nunca entendi essa parte, mas para mim, me apresentar é a pior coisa que existe.

É algo muito complicado. O que eu devo falar? Meu nome? Helena Simpson. Idade? 15 anos, em breve 16!

Irmãos? Um o qual é conhecido pelo nome de Charlie, ou Chaz pelos amigos, ou como eu prefiro chamá-lo... Roedor, esquilo, ratinho, entre outros... Por quê? Você já viu os dentes daquela criatura? Sério. Não sei como meus pais não o fizeram colocar um aparelho. A propósito, ele detesta quando eu o chamo de roedor e é por isso que eu continuo com os apelidos. Sou uma ótima irmã, não sou?

Ele? 16 anos. Mas insiste em dizer que tem 17, já que seu aniversário esta perto. Mas quem disse que ele vai estar vivo até lá?

Nunca se sabe. Não que eu esteja torcendo para que ele vá dessa para uma melhor, mas você sabe... Acidentes acontecem.

Ok, isso virou uma apresentação do meu irmão, e nós estávamos falando sobre mim, certo? Então voltando ao assunto principal, ou seja, eu.

Tenho 15 anos, e quatro melhores amigas. Todas, assim como eu, odeiam aquele lugar que insiste ser chamado de escola, nosso segundo lar.

Segundo lar o cacete. Desde quando eu vivo no inferno e não estou sabendo? Se bem que morar na mesma casa que aquele macaco gordo, digo meu irmão, realmente é um inferno.

Então talvez seja por isso que a escola, meu "segundo lar" também seja um inferno.

Droga, eu perdi o foco novamente. Já disse que tenho déficit de atenção? Pois é, você deve ter notado que eu me distraio com outros assuntos facilmente.

Mas eu não tenho culpa. A culpa é do meu déficit, mas enfim. Eu deveria parar de me apresentar, ou melhor, parar de escrever de uma vez por todas. xoxo Helena Simpson. 15 de Fevereiro de 2011.”

............

Helena’s POV

Estava escrito. Era a primeira vez que eu começaria a escrever em um diário. Sempre achei muito ridícula essa historia de ter um diário, mas de um tempo para cá eu percebi que é importante escrever para não esquecer. Não que eu tenha uma vida cheia de aventuras e blá blá blá, que eu possa dizer “nossa, é melhor eu escrever em um diário, assim um dia meus netos verão como sua avó tinha uma vida cheia de emoções” mas mesmo assim, eu acabei achando melhor escrever. Nunca se sabe quando um acontecimento inédito pode acontecer em minha vida.

Helena’s POV – OFF.

A garota sentiu a cabeça latejar de dor. Odiava essas dores de cabeça repentinas.

Levantou vagarosamente de sua cama, levando consigo o pequeno caderno com capa de veludo azul que sua mãe lhe dera para escrever, e foi até sua mesa. Era tantos cadernos e livros espalhados em cima daquele pequeno espaço, que estava impossível encontrar a chave de sua gaveta que antes avia deixado ali em cima. Tirou alguns cadernos, os jogando em certo canto no chão, procurando pela chave, a qual encontrou embaixo de alguns papéis. Abriu a única gaveta que a mesa tinha, colocando ali seu diário, depois voltando a fechar a mesma. Colocou a chave dentro de seu mini baú, onde guardava dinheiro, chaves, e algumas cartas que trocava com suas amigas. Caminhou até a porta, trancando-a. Não queria que ninguém entrasse em seu quarto e a acordasse. Ela precisava de uma boa noite de sono. Sim, ela realmente precisava de uma boa noite de sono, pensou ela, ao olhar sua figura refletida no espelho. Droga de olheiras. Esperava que até o outro dia aquilo sumisse, assim como esperava que o outro dia fosse melhor do que tinha sido esse. Um completo desperdício de vida. A tarde toda trancada em seu quarto. Tentando evitar a todos. Tentando evitar a vida lá fora. Não estava em seus melhores dias. Precisava desse tempo sozinha. Suas amigas perceberam isso, assim que ela atendeu ao telefone gritando, dizendo que não estava com saco para nada. Ela tinha sido grossa? Provavelmente sim. Mas suas amigas já a conheciam tão bem, que sabiam que aquilo aconteceria assim que ela atendesse o celular depois da décima terceira ligação. Elas sabiam que Helena tinha esses momentos, de querer ficar só. E sabiam que interromper a paz dela, não era a melhor coisa a se fazer, mas precisavam saber se a amiga estava viva. Não que ela fosse uma suicida, que já tivesse tentado se matar antes. Mas ultimamente, ela andava estressada demais, triste de mais. Queria sempre ficar sozinha, e aquilo não era um bom sinal, era? Para as quatro garotas, com certeza não era. Então o jeito era ficar na cola da amiga, nem que para isso tivessem que estressá-la ainda mais.

Deitou-se em sua cama, ficou ali, encarando o teto com os pensamentos longe. Pensamentos esses que não paravam em um só lugar. Sua cabeça estava tumultuada. Muitas coisas em sua mente. Coisas que nem faziam sentido, mas o cérebro de Helena a obrigava a pensar em milhões de coisas ao mesmo tempo. Fechou os olhos, soltando um longo suspiro. Percebeu que o celular vibrava em cima de seu bidê, mas nem chegou a pensar em olhar para ver quem era e o que queria. Apenas o ignorou, virando-se de lado, agora encarando a janela envidraçada, tapada por uma cortina lilás clarinho, que impedia a entrada das luzes que vinham de fora. Encolheu-se na cama, como de costume, quando sentia que estava pegando no sono. E foi o que aconteceu, em pouco tempo a garota adormeceu.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.