My Second Life

1 Welcome back. What the hell?!


Notas iniciais
Boa leitura :)

P.O.V – Lana.

Terça-feira, 01-janeiro-2013. 06:15am.


“Olá diário. Hoje volto para o colégio e eu quero morrer. Não quero voltar para aquele colégio. Sei que deveria estar feliz, pois só faltam dois anos a partir de agora para ir para a faculdade, mas não estou nem um pouco alegre. Eu sinto falta do Lucas. Muita falta! Bem, você sabe disso, pois sempre falo dele, mas cada dia sinto mais a sua falta. E isso me mata, porque eu sei que não vamos nos falar mais, e eu vou chegar no colégio e, como sempre, vou sentar perto dele, na cadeira ao lado, sorrir para ele e ele vai virar as costas. Você não sabe como dói. Ele sempre fora meu melhor amigo, me levou para andar no carro do pai pela primeira vez, me ensinou a tocar violão, aturava meu humor que mudava a toda hora, era companheiro e, principalmente, ele sabe do meu segredo. Ele ainda sabe sobre meu segredo e guardou isso há mais de 5 anos. E eu sei que fui idiota ao rejeitá-lo daquela maneira há um ano, mas, poxa, eu acabara de entrar no ensino médio, e estava fascinada por todas aquelas pessoas querendo ser minhas amigas, e estava fascinada pelo clube de música, estava fascinada pelos jogadores de futebol, por tudo... eu era como uma criança num parque de diversão. Mas então ele me deixou. Eu sei que não há nada que posso fazer sobre isso, somente tentar seguir em frente. Tentar...”



— O café está na mesa! — gritou minha irmã caçula, Samantha, do 1º andar. Fechei meu diário, tranquei-o e desci.


— Bom-dia. — dei um beijo estalado em minha mãe e no meu pai e sentei a mesa.

— Bom-dia — papai disse. — Está animada para seu primeiro dia de aula como secundarista, querida? — perguntou ele, acariciando minha mão por cima da mesa.

— Um pouco — dei de ombros. Não queria falar para ele o que realmente estava pensando sobre isso. Samantha continuava calada, então tentei puxar assunto. — E você, Sam? Está no último ano do fundamental. Magnífico, não? — sorri para ela, que me olhou e voltou sua atenção para o prato de bacon e omelete.

— Tanto faz. — então virou-se para o meu pai. — Quer mais um pouco de café, papai?

— Não querida, estou bem. — respondeu ele, sem tirar os olhos do jornal que lia. Sam deu um muxoxo.

— Patrick, o que resolveu com Chuck? — minha mãe, Jennifer, perguntou a papai. — Vocês terão de viajar mesmo?

— Viajar? Para onde? — me intrometi. — Você não me falou que iria viajar pai.

— Vou ficar algumas semanas em New York — disse ele. — Não falei nada pois não é muito tempo — piscou para mim. — E, sim, Jennifer, vamos viajar.

— E como ficam as garotas? — mamãe disse.

— Tenho certeza que elas não vão achar problema algum em ir para a escola de ônibus por algumas semanas. — respondeu ele, olhando para nós duas, esperando uma resposta.

— E porque mamãe não pode levar a gente? — Sam perguntou, acabando de beber seu leite com achocolatado.

— Porque... — minha mãe começou. — Mamãe aqui também precisa de férias. Já que seu pai vai viajar, vou relaxar um pouco. Talvez ir para Barbados... — disse ela, sorrindo com a ideia.

— Então a casa é nossa? Por, tipo, provavelmente um mês? — Samantha sorriu, os olhos brilhando. Já imaginava festas, acredito.

— Sim. — disse papai. — Mas sem grandes festas... ou álcool. — alertou ele. — Cuide de Samantha para mim, Lana.

— “Cuidar da Samantha para mim?” — Samantha disse, ironicamente. Os olhos, lutavam para não deixar as lágrimas saírem. — O que eu sou agora, um bebê? — perguntou ela a papai.

— Não, imagine querida. Não foi isso que seu pai quis dizer... — respondeu mamãe, olhando severamente para ele, que fechou a cara. — Não é mesmo, Patrick?

— É. — respondeu ele, secamente. — Só quis dizer para as duas não fazerem besteiras. As duas. — salientou, levantando-se da mesa. —Bem, estão prontas para o colégio? — e então ele sorriu encorajadoramente para mim, e eu desejei não ter acordado essa manhã.


P.O.V – Sam.



E é por isso que odeio minha irmã. Papai sempre a coloca em primeiro lugar e se esqueçe de mim. Sempre fora assim, desde bebê. E eu preciso de um pai, não somente uma mãe. E eu amo meu pai, amo mesmo. Ás vezes, desejo ser filha única para que ele me trate como mereço. Com carinho e atenção.



Assim que cheguei ao colégio, procurei por Josh com o olhar. E então o achei, e ele me achou, vindo em minha direção. E então eu sorri involuntariamente. Ele me abraçou por um longo tempo e depois, começou um beijo lento e maravilhoso, descendo com suas mãos por minhas costas, e eu arranhando sua nuca.



— Eu senti sua falta — disse eu, quando quebramos nosso beijo, ainda com os olhos fechados.

— Eu também, meu amor. — respondeu ele, e então eu acariciei seu rosto, e seguimos abraçados até o pátio. — Então, como você está? — perguntou ele.

— Estava péssima. — respondi, bufando. Sentamo-nos em baixo de uma árvore, e eu coloquei minha cabeça sobre os joelhos. — Meu pai não percebe o quanto me machuca por não estar presente e, enquanto isso, vive de elogios para com a minha irmã.

— Quer que eu fale com ele?

— Não — neguei com a cabeça. — Ele não gosta de você, se esqueceu? E vai odiar ainda mais se ficar dando palpite de como criar sua filha.

— Não vou dar palpite, só vou dizer o que você me falou. — disse ele, me abraçando.

— É melhor não — suspirei, deitando-me em seu colo e fechando os olhos. — Tenho de me preparar para meu primeiro dia de aula em vez disso.

— Tenho uma ideia — disse ele, então abri um olho.

— O quê?

— Tá afim de jantar lá em casa hoje? Meus pais não se importam — sorriu. — Vai ser romântico. Velas, flores... o que acha?

— Acho demais — respondi, sorrindo também, levantando-me de seu colo e lhe dando um selinho. — Tudo bem, tenho de ir para a aula agora. Até mais tarde — peguei minha bolsa e minha mochila e sai correndo, mandando um beijo para ele, que comecou a rir assim que saí, aos tropeços, para o corredor principal.


P.O.V – Percy.



— Qual delas você acha que é Lana? — perguntei á Grover, que vinha logo atrás.



— Eu não sei, há muitas por aqui — respondeu ele, coçando a cabeça. — Quíron disse que ela é loira e tem um namorado.


— Bem, há muitas loiras com namorado por aqui — sorri, ironico. — Vamos somente chegar em cada uma delas e perguntar se ela é a Lana?

— Já sei! — gritou ele, olhando para o papel da programação de aulas. — Ele também disse que ela canta no clube de música. Ela deve estar lá á essa hora, cantando — sorriu ele, e se apressou, mancando com seus sapatos de humanos. Chegamos em um corredor afastado, e ouvimos músicas vindo de uma porta, então a seguimos. Uma garota loira estava cantando um dueto com um baixinho, mas não era Lana porque eu já havia visto essa mesma garota no acampamento meio-sangue ano passado. Ela se chamava... Rachel, eu acho. Quando eles acabaram o dueto – estavam cantando E.T, da Katy Perry -, nós entramos. A loira que estava cantando ficou paralisada, os olhos arregalados.

— Percy... Grover — sussurrou ela.

— Ah, olá... Rachel — disse, sem ter muita certeza. — Ahm... oi, gente. Desculpem interromper sua aula, é que somos novatos aqui e... Alguém aqui se chama Lana? — Uma garota loira, de olhos azuis se levantou, tremendo.

— Hum... sou eu. — disse ela.

— Ah, desculpe se te assustamos — Grover se apressou, me dando uma palmada nas costas. — O diretor pediu para chamarmos você...

— É! Isso mesmo. — Nessa hora, todos os olhares se revezavam entre Grover e eu, estranhando nossa situação. Rachel continuava paralisada.

— Tudo bem — disse ela, nos acompanhando para fora da sala e indo até o escritório do diretor.

— Espera! — chamei, e ela virou-se novamente para nos encarar. — Éramos nós que queríamos falar com você — esclareci, andando até ela.

— E quem são vocês? — perguntou ela, franzindo a sobrancelha.

— Bem, eu sei que você vai achar isso totalmente insano... — comecei.

— Quem são vocês? — repetiu, me cortando.

— Nós somos Percy Jackson — apontei pra mim — E Grover Underwood, e precisamos levá-la a salvo para o acampamento meio-sangue, então você pode cooperar e ir com a gente nesse momento? — pedi, abrindo um pequeno sorriso. Ela nos olhou, chocada, surpresa, maravilhada... e mais alguma outra coisa. E então começou a rir. — O que? — perguntei, olhando para Grover, sem entender. — O que é tão engraçado?

— Acho que ela não acredita que somos Percy Jackson e Grover Underwood — respondeu ele, olhando para Lana. — Mas é verdade.

— Tudo bem então — revirou os olhos. — Percy Jackson e Grover Underwood... Qual a próxima aula de vocês? — olhamos o papel da programação. Eu já sabia que Quíron havia nos matriculado em todas as aulas que Lana fazia – até música -, mas não falamos nada. — Literatura. — respondi.

— Então tá. É por aqui — disse ela, segurando em nossos braços e nós caminhamos com ela até a aula.


P.O.V – Rachel.



Bem, não digo que não me surpreendi quando Percy Jackson e Grover Underwood passaram por aquela porta... por um minuto achei que eles iriam me chamar e então como eu poderia explicar isso para todo mundo? Na verdade eu já estou me explicando. Perguntaram como aqueles dois me conheciam e eu tive de mentir. Disse que eram primos distantes. Mas eles foram falar com Lana. Porquê? Eu preciso perguntar para eles quando conseguir ficar á sós com os dois.



— Quem são aqueles idiotas? — Ryan sussurrou em meu ouvido.


— O que você está fazendo aqui? — perguntei, alarmada. — Ninguém pode nos ver juntos!

— Ah, qual é Rach... todo mundo já sabe. Até a Lana. — deu de ombros, me abraçando.

— Tudo bem... — comecei a ter náuseas. Odiava Ryan ainda mais do que chapinha – porque ela resseca nossos cabelos -, e o empurrei gentilmente. — Eu preciso ir. — antes que pudesse me afastar, ele me puxou novamente para seus braços.

— O que seu pai vai fazer esse final de semana?

— Meu pai? — perguntei. — Hum... nada, porque?

— Estava pensando em chamá-lo para jogar golfe. Ele gosta?

— Vai pedir meu pai em namoro, Ryan? — brinquei, e ele soltou uma risada.

— Não, não. — respondeu, sorrindo para mim. — Só quero saber dos negócios. — me desvencilhei dele, e antes de correr para o corredor, respondi:

— Sim, ele gosta. Boa sorte com isso. — e então corri, apressada, para minha aula de literatura, só para me assustar novamente; Percy e Grover não foram embora. Estavam sentados ao lado de Lana, conversando animadamente. O que está acontecendo?


P.O.V – Lucas.



Sabe o que é louco? Dois garotos super estranhos aparecerem no colégio. Sabe o que é mais louco? Lana ficar amiga deles e segurar em seus braços como se fossem amigos há séculos! Ela costumava ser assim comigo. E não, não é ciúmes – bem, talvez só um pouco-. Quer dizer, há esse garoto bonito, Percy, eu acho. Mas também tem o outro, que anda mancando e usa uma muleta. Isso é muito estranho. Nem prestei atenção á aula hoje. Como sempre, Lana olhou para mim e sorriu, e eu apenas virei a cara. Eu sei que a machuca, mas eu não posso esquecer o que ela fez, e voltar como se nossa amizade não tivesse mudado – ou acabado — .



— Hey, Lucas, quem são esses caras, e o que querem com Lana? — Rachel me perguntou. Rachel era uma garota super legal e engraçada, e nós conversávamos ás vezes. Mas me estranhei quando ela me perguntou aquilo. Desde quando ela se importa com Lana?


— Estou tentando descobrir — sussurrei de volta. — Não se esqueça que não falo mais com Lana.

— Ah, certo. — disse ela, voltando a atenção para a aula.

— Rach? — sussurrei, virando-me para ela.

— Hã? — perguntou, sorrindo.

— Quer sair comigo? — me surpreendi com a pergunta que acabara de fazer.

— O que? — sussurrou ela, surpresa. — Ah, é claro. — piscou para mim.

— Hum... O que? — repeti, corando ligeiramente. Ah, meu Deus!


P.O.V – Lana.



01-janeiro-2013. 13:27pm.



“Querido diário. Não sei nem por onde começar. Meu 1º dia de aula foi uma bagunça. Bem, em primeiro lugar, apareceram dois caras falando que eram Percy Jackson e Grover Underwood e que precisavam me levar para o Acampamento meio-sangue. E então eu comecei a rir. A rir mesmo. Dá pra acreditar o quão loucos eles são? Percy e Grover e o Acampamento meio-sangue, assim como Hogwarts, Nárnia e Winterfell, são somente lugares e persongens de um livro! O que quer dizer que não são pessoas ou lugares reais. Tudo faz parte da imaginação de um autor e de um leitor. Mas tudo bem. Apesar de serem doidinhos das ideias, eles são legais e não me incomodaram mais com esse assunto. Mas, como eu já acreditava, hoje foi um dia horrível. Acabou que ouvi Lucas chamando Rachel para sair, e ela aceitando. Veja bem, eu não queria ouvir a conversa, de verdade, mas ele senta do meu lado e a Rachel atrás de mim. Eles estavam sussurrando, mas deu para ouvir... E isso me machucou muito. É muito pior do que ele não falar comigo ou olhar para mim. Quer dizer, nós sempre fomos melhores amigos e nada mais do que isso, mas mesmo assim... sinto que foi como um tapa na minha cara. Não sei se vou aguentar voltar para o colégio amanhã, mas pelo menos torça por mim para que tudo comece bem e acabe bem.”


Notas finais
(N/A - Apresentação dos personagens)::
Lana: https://fbcdn-sphotos-c-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc6/p206x206/224532_453892814665586_58245096_n.jpg
Samantha: https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc7/486068_453892917998909_1661535964_n.jpg
Grover: https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/72909_453892644665603_1000132431_n.jpg
Percy: https://fbcdn-sphotos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc6/603041_453892761332258_711382461_n.jpg
Jennifer: https://fbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/208412_453892641332270_1581996489_n.jpg
Lucas: https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/p206x206/543943_453892751332259_1457019660_n.jpg
Rachel: https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/251980_453892847998916_252711286_n.jpg