My Redemption
9 Capítulo Oito — The big day, the day of the death.
Notas iniciais
Elena
I'd pay to see you frown
He senses something, call it desperation
There's nothing wrong with just a taste of what you've paid for
Fechei a porta e mordi o lábio inferior. Qual é? Eu quase o beijei.
Um sorriso brincou em meus lábios e suspirei. Aqueles suspiros de garotinhas apaixonadas.
Ele precisava de mim, certo? Eu não conseguia para de pensar em tudo que ele havia dito para mim. Que eu tenho trazido luz para a vida dele. Há alguns momentos atrás eu estava brava por ele ter matado minha melhor amiga — que coincidentemente queria me matar — e agora eu estava suspirando por ele.
— Eu precisava conversar, tá ocupada? — perguntei, rindo da situação da loira.
— Estávamos, priminha. — Tyler gritou de dentro do quarto. Revirei os olhos.
Caroline se virou um pouco para ele e lhe lançou um olhar fulminante, bem estilo Caroline.
— Cala a boca, Ty. — disse. — Nunca estou ocupada para você, linda. Depois de dois dias, você finalmente saiu daquele quarto. Graças a Deus. — levantou as mãos para o alto, em sinal de agradecimento.
— Preciso falar com você, a sós. — ela assentiu e pegou na minha mão, nos levando em direção ao meu quarto ou nosso, não sei.
Se sentou na minha cama e pegou um travesseiro, o abraçando.
— Fala logo.
— Tudo bem. Quase beijei o Damon. — ela me olhou incrédula e deu um gritinho. Coloquei a mão em sua boca rapidamente. — Care!
— Desculpa, vai. — sorri. — É que não é todo dia que se vê minha querida Elena falando que quase beijou o Damon. Mas por que não beijou?
— Meu pai nos interrompeu. — revirei os olhos e ela bateu a mão no travesseiro, irritada.
— Eu quero matar o tio Ric, sem dúvidas.
— Ele se declarou para mim e foi lindo, me deixou sem fôlego. Disse que precisava de mim e que eu trazia luz para a vida dele. Eu queria tanto ter beijado ele. — a olhei com um olhar de cachorrinho que caiu da mudança.
Era verdade, eu queria beijá-lo mais que tudo.
— Até eu né, Elena. — arqueei uma sobrancelha para ela. — Brincadeirinha.
Nossa conversa foi interrompida por Damon. Abriu a porta com certa rapidez e Caroline cobriu o rosto com o travesseiro que segurava. Pude ouvir uma risadinha baixa, da parte dela. Damon nos olhou confuso, então uma gargalhada saiu da minha boca tão espontaneamente que não foi possível impedi-la.
— Por que as mocinhas estão rindo? — perguntou.
— Qual é Damon, deixa a gente ser feliz. — Caroline falou, desta vez sem o travesseiro tampando o rosto. Ele a olhou com uma sobrancelha arqueada. — Parem de levantar sobrancelhas para mim!
Eu já estava ficando sem ar, de tanto rir. Respirei fundo.
— Não importa. — balançou a mão em sinal de indiferença. — Teremos o baile dos Mikaelsons hoje. Ric disse que iremos executar o plano lá. Quando estiverem quase prontas, iremos explicar tudo para vocês.
— Mikaelsons? — perguntei.
— Sim, a família de Rebekah, aquela amiga minha.
A vadiazinha loira que fez Caroline me deixar sozinha com Damon aquela noite? Onde clica pra agradecer ela por existir?
— Enfim. — olhei para Damon com olhar piedoso. — Poderia, por favor, nos deixar terminar de conversar?
Ele riu e beijou o canto da minha boca. Filho da puta! Pisquei umas três vezes e tentei formar alguma frase coerente. Essa hora, Caroline rolava na cama, de tanto rir.
— Fique a vontade. — sussurrou em meu ouvido.
*
Eu estava me maquiando enquanto Caroline cacheava meu cabelo. Era impressionante a habilidade e harmonia entre nós duas. Eu estava com um roupão e Caroline já estava com o vestido verde e a escuta que Tyler havia colocado nela. O fio transparente estava invisível em sua pele, o que era ótimo.
Quando Caroline terminou, fui até Damon. Caroline beijou sua bochecha e saiu, deixando apenas eu e Damon no quarto. Ele passou a língua no lábio inferior e sorriu, fazendo-me ficar ainda mais corada. Desamarrou o que mantinha o roupão preso e tapei os olhos com uma das mãos. Me olhou de cima a baixo e deu um sorrisinho de lado, bem típico dele.
— Damon. — o chamei.
— Tudo bem, tudo bem. — passou a mão pelo cabelo.
Tirou o roupão por completo e desembalou os fios com certa dificuldade, afinal eles se aderiam rapidamente à pele e neles. Ficou de frente para mim e prendeu o início do fio em minha calcinha. Meus pelos se eriçaram, revirei os olhos. Os fios se colaram em minha pele e ele prendeu o final dele por dentro de meu sutiã, o que o deu uma bela oportunidade — que consegui perceber, já que ele não era nada discreto — de olhar meus peitos e cá entre nós, tinha que ser proibido por lei alguém olhar pra gente daquela forma. Coloquei o fone no meu ouvido e beijou minha testa.
— Vai dar tudo certo, amor. — olhei para ele com o cenho franzido, por ele ter me chamado de amor.
— Assim espero.
Caroline gritou do lado de fora do quarto que precisava me ajudar com a roupa, então Damon saiu, nos deixando sozinhas.
[...]
Tudo era um tanto quanto perturbador para mim. Sim, meu maior sonho era matar John, mas apenas matá-lo e não fazer como Damon estava fazendo.
Eu estava parada na porta, com uma arma que eu quase não sabia como usar nas mãos e minha respiração estava totalmente descontrolada.
Os gritos de John faziam meus ouvidos doerem e o modo como Damon olhava para ele enquanto enfiava uma faca ora em sua barriga ora em sua perna, me deixavam com medo.
— Damon, se os seguranças nos ouvirem, estaremos fodidos. Faz ele calar a boca ou mata ele logo. — Damon levantou a mão direita para mim, me mandando esperar e John riu com a voz carregada de sarcasmo.
— E eles vão ouvir, doce Elena. Vão ouvir e eu irei levá-la para seu lugarzinho especial e reservado no meu bordel. Quem sabe eu não possa até tirar sua virgindade. — respirei fundo e Damon desferiu um tapa em seu rosto.
— Se falar assim dela de novo, arranco tuas bolas. E meu bem, seu pai está cuidando dos seguranças, Caroline também.
Eu estava com medo, medo de que não conseguíssemos matar John e medo do que aconteceria caso não conseguíssemos.
Estava com medo de Damon, mesmo que não quisesse admitir aquilo.
E Damon ainda o torturava, arrancou as unhas dele com um alicate que encontrou em uma das gavetas do escritório do senhor Mikaelson. Ele não se permitia mostrar dor, mas gritou como uma mulher quando dá a luz.
Minha mão se movimentou involuntariamente e com a voz de Damon em minha cabeça, me ensinado rapidamente como destravar uma pistola e onde eu deveria apertar, mirei de forma um pouco errada — creio eu — e puxei o gatilho. Acertei no ombro de John.
Damon deu um pulo e me olhou. Dei de ombros e atirei novamente. Dessa vez acertei em cheio no coração de meu “amado” padrasto. Ouvir sua voz implorando para não atirar e depois ouvir ele me xingar era como música para os meus ouvidos.
Caminhei até ele e olhei em seus olhos uma última vez.
— Bons sonhos, John.
Apertei o botão na escuta que estava em meu ouvido.
— Espero que os seguranças dele estejam mortos ou vamos ter que correr muito, papai. — dei um risada, que foi retribuída por meu pai.
— Só falta um e Car está cuidando dele. A propósito, os seguranças da casa, Mikael dispensou, para que pudéssemos concluir o serviço. — papai falou.
— Cuidando do tipo matar né? — Tyler entrou na conversa e meu pai murmurou um “aham”.
Damon apertou novamente o botão da minha escuta e a desligou. Segurou meu rosto com as mãos e pude sentir seu hálito contra meu rosto. Juntou nossos lábios e mesmo estando assustada com o ato, aprofundei o beijo. Entrelacei meus dedos em seu cabelo e o puxei de leve. Ele segurou minha cintura e me puxou para mais perto dele, como se fosse possível. Sorri no momento em que nos separamos e o beijei novamente. Era como se fosse meu primeiro beijo, sentia perfeitamente as chamadas borboletas no estômago.
Damon acariciou meu rosto com o polegar a colocou uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha.
— Parabéns. — sussurrou bem próximo a mim e me puxou para fora.
Descemos as escadas de mãos dadas, como se não tivéssemos acabado de matar alguém. Logo vi meu pai com uma taça na mão conversando com um cara, que logo Damon me contou que era o senhor Mikaelson. Fomos até ele.
— Boa noite. — apertei sua mão e sorri.
Meu pai logo me abraçou forte, como se eu fosse fugir a qualquer momento.
— Eu estou tão orgulhoso, minha menina. — olhou para Damon. — Fez como te pedi?
Ele fez que sim com a cabeça e me abraçou de lado. Não demorou muito e Caroline veio acompanhada de Jo e Tyler. Conversamos um pouco e decidimos que era hora de ir. Comemoraríamos, mas seria da nossa forma.
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