My Redemption

6 Capítulo Cinco — Olá, irmão.


Notas iniciais
ahhhhhhhhhhhhhh, postei um pouco atrasada né? amores, tá difícil. Não vou falar muito aqui, mas nas notas finais podem ir se preparando.

No carro se encontravam Ric e Damon nos bancos da frente e Elena, Caroline e Tyler no banco de trás. A viagem era de oito horas, eles chegariam a Mystic Falls ás duas da tarde. Elena estava ouvindo música em seu celular enquanto Tyler, Damon e Ric conversavam sobre o que fariam ao chegar lá. Proteger Elena era o principal objetivo.

Elena pegou no sono e só acordou com Caroline a balançando.

— Vamos comprar alguma coisa pra comer. Quer ir?

— Claro. — ela esfregou os olhos e desligou a música que havia ficado ligada enquanto ela dormia.

Desceu do carro e foi em direção a lanchonete junto dos outros. Ric colocava gasolina no carro. Se sentaram em uma mesa no canto do local e Damon chamou a garçonete. A ruiva entregou o cardápio para ele, aproveitando para esfregar os peitos em seu rosto.

— Moça? — Elena chamou.

— Sim. — a voz aguda da garçonete fez Elena apertar os olhos e respirar fundo.

— Se puder anotar os pedidos ao em vez de esfregar seus peitos na cara dele, — apontou para Damon, que a encarava assustado, assim como Caroline e Tyler. — eu ficaria muito agradecida.

A garçonete respirou fundo e pegou um bloquinho de seu bolso, juntamente com uma caneta e todos fizeram os pedidos. Elena chamou a garçonete para perto e em uma tentativa de sussurro, que não deu muito certo, afinal todos ouviram o que ela disse acrescentou:

— E também não gaste todo seu charme com ele, ele é gay. — o que resultou em uma gargalhada alta de todos, menos de Damon.

— Eu não... — ele foi cortado por Caroline.

— É verdade, ele é namorado desse cara aqui. — apontou para Tyler, que parou de rir no instante que ouviu aquilo, mas depois mexeu no cabelo de uma forma feminina e soltou um:

— Claro, amiga!

Damon riu da cena, mas seus pensamentos giravam em como seria reencontrar seu irmão. Aquela cidade trazia muitas lembranças a ele, lembranças que ele tentava todos os dias, esquecer.

Depois de Ric chegar e todos comerem, Elena se levantou de sua cadeira e foi até Damon, jogou os braços nos ombros dele e chegou perto de seu ouvido.

— Tá aéreo assim porque vai encontrar Stefan ou por outro motivo?

Parecia que ela lia seus pensamentos, poderia até compartilhar do mesmo sentimento que ele, se não fosse pelo pequeno detalhe: o irmão dela estava morto.

Ele levantou de sua cadeira e segurou a mão dela.

— Não demoramos. — falou para eles.

Puxou Elena até o lado de fora da lanchonete.

— Eu tô com medo, Elena. — ela olhou nos olhos dele e pode ver o desespero. — Eu nunca tive medo, nem no dia do acidente.

— É normal ter medo. — ela acariciou a bochecha dele com a ponta do polegar. — Não precisa se assustar. Eu estou com medo agora. Medo de como meu irmão vai estar quando eu chegar lá. Medo de ele estar realmente morto. Você não faz ideia de como eu estou com medo.

Ric saiu da lanchonete e logo Tyler e Carol saíram também. Elena beijou a bochecha de Damon e foi até o carro. Desta vez ela fez questão que Damon fosse atrás.

Tyler estava no banco do carona, mais precisamente babando no banco do carona. Caroline dormia tranquilamente com a cabeça encostada na janela, Damon e Elena conversavam.

— Você não me contou sobre esse tal acidente, nem o porquê de ter deixado Stefan.

— Meu pai era bem filho da puta, digamos assim. — Elena riu. — Ele devia muito dinheiro para o chefão do tráfico da nossa cidade. Ele tinha como pagar, mas ele não quis. Ele subestimou o cara e isso aconteceu conosco. Ric não ia com a cara do Gabe, o chefão, me ajudou a mandar o Stefan para uma família boa, bem longe de lá e me levou para morar com ele em Nova Iorque.

Ric afirmou, assentindo com a cabeça. Elena o encarava surpresa, ela também faria aquilo pelo irmão, também ficou surpresa por Ric ser tão bom.

— Desculpa por ter te julgado mal. — ela pediu e ele fez que sim.

Ela tinha segurado o choro até agora, tinha tentado não preocupar ninguém. Tentava não sentir. Damon fazia isso a anos. Era incrível a semelhança entre os dois quando se tratava de família. Ela que achava que ninguém deveria sofrer a dor da perda, havia perdido alguém. Mesmo os pais dele não sendo exemplos de boa conduta, eram os pais dele e o irmãozinho que tinha sido forçado a mandar para longe para o próprio bem, eram sua família e ele também os perdeu. Eles não se permitiram sofrer, se mantinham fortes, mas eram humanos e donos dos corações mais quebrados e de um interior cheio de mágoas.

Damon pegou Elena secando uma lágrima, chorando quietinha. Céus, como ele entendia aquilo e como doía ver ela fazendo aquilo.

— Pode chorar. — sussurrou no ouvido dela. — Não precisa esconder que tá sofrendo.

— Sabe o que é pior? Foi minha culpa. Eu podia ter ficado lá, Jeremy ia ser pai, sabia? — Damon negou. — Que ótima tia eu sou...

— Você não teve culpa. — ele dizia aquilo, mas sabia que no fundo ela tinha sim.

— Você sabe que eu tive. Seus olhos mostram isso. Foi escolha minha.

E mais uma vez ele confirmava a teoria de que Elena lia pensamentos.

Deitou a cabeça no ombro de Damon, que passou o braço pelo seu ombro e cantou baixinho, só pra ela escutar, até ela pegar no sono e um tempo depois, ele também.

[...]

— Chegamos! — ouviram a voz de Ric.

Tyler passou a mão na boca e Carol que já estava do lado de fora do carro, assim como Ric, riu. Ele desceu do carro e logo depois Damon e Elena.

Todos ficariam na casa de Jo, uma amiga de longa data de Ric, mas Damon precisava ver o irmão, e ninguém melhor do que Elena para ajudá-lo.

Eles estavam na porta da casa de Stefan. Tyler, Caroline e Ric foram para a casa onde ficariam, enquanto Elena e Damon iam falar com Stefan.

Elena bateu na porta e rapidamente Stefan veio atender. Recebeu Elena com um abraço apertado e depois se deu conta de que havia um homem parado ao lado dela.

— Stef! — ela exclamou, tinha sentido a falta do melhor amigo.

— Seu namorado, Lena? — perguntou visivelmente decepcionado, eles já tinham namorado e ele ainda nutria uma paixão por ela.

— Então, Stef... Esse é Damon. Seu irmão.

Damon ficou calado. Stefan arregalou os olhos e encarou o homem parado a sua frente. Passou a mão pelo cabelo e deu passagem para que eles entrassem. Elena entrou e já sentou no sofá, Damon ficou de pé.

— Meu irmão está morto, Elena. — falou com a voz trêmula. — Ele morreu com meus pais.

— Pelo que você pode ver, maninho. Estou bem vivo.

— Por que me disseram que você estava morto? Por que me deixou sozinho?

Damon queria explicar tudo, mas não tinha palavras ou ações diante do irmão. Ele cresceu. Ele era um homem agora e não o garotinho de sete anos.

— Foi por você, Stefan. — Elena interveio. — A morte de seus pais foi planejada e era para ter matado todos vocês.

— Eu te mandei para uma família boa. — foi a vez de Damon falar. — Eu queria que você fosse bom, que tivesse alguma luz, um futuro...

— E ele teve. — Elena falou. — Os Pierce planejam mandar ele para uma faculdade de medicina, no próximo ano, ele é muito inteligente e é bom em conquistar garotas. — Damon deu uma risada desconfortável, que foi percebida por Stefan.

— Sem dúvidas, você está melhor aqui, irmão.

— Stefan, se de uma coisa eu tenho certeza, é que de todas as escolhas que seu irmão fez, todas elas foram para te proteger, então por favor, trate-o bem e dê valor ao esforço dele em te manter seguro. Ele demorou, mas voltou pra você, agradeça a Deus por isso, porque eu queria que mesmo que demorasse, Jeremy voltasse para mim.

Notas finais
amores, vocês devem estar pensando: mas leninha perdeu o irmão, pq ela não tá chorando em desespero? Ela tá tentando ser forte, mas por dentro, tá uma coisa de louco. O que acharam da reação de tefinho? Próximo capítulo vou tentar explorar mais Defan e vai ter uma coisa que vocês não vão acreditar, talvez duas, depende se vai se encaixar em tudo. OBRIGADAAAAAAAA MESMO PELOS REVIEWS, eu pirei, sério mesmo. Próximo capítulo eu posto quando tivermos seis e talvez na sexta ou sábado que vem. Amo vocês