My Problem..
1 1. Interessante
Notas iniciais
Olá a todos,
Este primeiro capitulo é bastante grande para compensar o facto da inexistência de prólogo porém, tirando este pequeno detalhe, eu espero que apreciem e que tenham uma boa leitura.
Este primeiro capitulo é bastante grande para compensar o facto da inexistência de prólogo porém, tirando este pequeno detalhe, eu espero que apreciem e que tenham uma boa leitura.
Os pequenos raios de luz entram pelas ranhuras dos estoros fazendo-me perceber que já amanhecera e estaria na hora de me levantar, virei-me na cama puxando os lençóis, uma e outra vez, ate acabar por decidir levantar-me. Calcei os meu pequenos macacos, umas pantufas quentinhas que a minha irmã me havia oferecido pelo Natal, e esfreguei os olhos caminhando na direcção das janelas para que pudesse finalmente deixar entrar toda a luz e calor que já se fazia sentir lá fora, calor o caraças são oito da manha e estamos em Outubro!
Já mais desperto, atiro algumas roupas do meu armário para a cama ainda por fazer e procuro o lugar onde terei deixado a minha toalha, não costumo ser muito distraido porém nestes ultimos dias de férias tenho estado a tentar aproveitar o tempo com os meus amigos, sei que assim que retomarem as aulas terei de me pegar aos estudos como nunca antes peguei e me concentrar nas coisas a sério. Acabo por encontra-la nas costas da cadeira por de baixo de um montão de casacos, o meu quarto não é muito grande mas quando perco algo assemelha-se a um buraco negro.Entro na minha pequena casa de banho, Minha mas o seu aspecto é bastante impessoal ao contrário do resto da casa, a maioria das pessoas tem uma série de coisas na sua casa de banho e se as observar-mos podemos realmente tirar uma série de conclusões acerca da sua personalidade mas não é o meu caso. Dispo calmamente o meu pijama polar enquanto aguardo que a àgua do chuveiro aqueça, o que não leva muito tempo, e finalmente coloco-me por debaixo da àgua quente, as gotas chocam contra a minha pele escorrendo pelas minhas costas e os meus musculos relaxam, o vapor começa a apoderar-se do espaço e eu, calmamente alcanço o meu shampoo com cheiro a Menta e o aplico no meu cabelo molhado, esfregando-o, Após este acto, esfrego o meu corpo com Gel de Duche, estava bastante descansado, talvez até demais até que ouvi alguém gritar:- Para de gastar àgua ! — A voz suou, era a Lux, a minha irmã mais nova, ela é talvez a melhor pessoa que eu conheço e a melhor amiga que eu tenho, é uma pequenota que acha que é grande só porque agora também é universitária mas não deixa de ser a minha pequena.- Já estou a ir! — berrei de voltar mas tenho quase a certeza que o som da àgua a sair do chuveiro acabou por amenizar o som.Sai de dentro do duche já a tentar secar-me com a toalha, limpei o espelho quadrado que havia ficado embaciado e enrolei-a à minha cintura, preparando-me para lavar os dentes.Caminhei até ao quarto e olhei para a roupa que ainda a pouco tinha colocado sobre a cama, parece mesmo meu, as minhas skinny Jeans Pretas, uma T-Shirt cinza com uma sweat preta por cima, coloquei um gorro preto na cabeça embora o meu cabelo ainda esteja humido e eu saiba que isso me vai deixar despenteado o resto do dia e coloquei os meus oculos na cara, a minha graduação é bastante reduzida por isso normalmente só os utilizo nas aulas ou quando utilizo o portátil, porém existem alguns outfits em que eu realmente adoro usar com óculos, não me achem estranho.Desci as escadas cantarolando uma daquelas musicas irritantes que estão sempre a dar na rádio, mas que não conseguimos deixar de as cantar por muito que tentemos, e ao chegar ao final ds mesmas consegui observar a minha familia a fazer a sua habitual rotina, o meu pai estava sentado na poltrona,já com a sua camisa branca vestida e a sua Gravata ainda por apertar, com o seu café escaldado na mão direita e o jornal aberto, tendo em conta a sua cara, devia sem duvida estar a ler sobre desporto. Na cozinha estava a minha mãe com o seu avental branco com uns CupCakes com pernas e braços a decorar e um bolso no meio que por norma está vazio, estava a preparar o noss pequeno almoço, ou o de um exercito inteiro, nunca consigo perceber. E claro a lux, estava com as suas Twin-Tails e um gancho em forma de estrela, usava uns calções pretos de cintura subida e um top azul com a palavra "Winter" escrita, com a Lux não existem hábitos, por isso com ela não vos consigo descever uma rotina.Cumprimentei a minha mãe com um beijo na testa e ela deixou-me farina na cara, é a minha mãe. Tirei sumo de laranja do Frigorifico e coloquei-o sobre a mesa enquanto a minha mãe colocou uns queques.- Venham comer — Pediu com a sua voz suave que só me fazia lembrar as das bibliotecárias.- Então, estão ansiosos pelo primeiro dia? — Inquirio, sorrindo, o meu pai pousando o jornal na mesa e sentando-se connosco.- Diz antes nervosos.. — murmurou a Lux enchendo o seu copo com Leite e roubando um biscoito de canela, são sem duvida os seus preferidos.- Não há motivos para estares querida — Respondeu a minha mãe com a sua voz doce que parece suspirada.O pequeno almoço em familia, tal como o matabichar panquecas aos pequenos almoços de domingo, parece ser uma rotina americanizada porém eu penso que seja estes momentos que mantém a familia unida, especialmente porque o meu pai costuma passar bastante tempo fora em trabalho então gostamos de aproveitar estes pequenos momentos. Não querendo com isto dizer que tenha sido ausente na nossa vida, muito pelo contrário, nunca nos deixou sentir que ele não estava, lembro-me de ainda ser um puto estupido e de ficar o tempo em que ele estava fora a preparar uma prenda de regresso a casa, as vezes a minha mãe faziam um banquete enorme com montes de familiares e eu e a Lux vestiamos as roupas que achavamos mais bonitas, claro que muitas vezes ela escolhia a minha, e de ensaiarmos uma dança para quando ele estivesse a dançar com a mãe nós pudessemos acompanha-lo, lembro-me de ele olhar para nós com os seus olhos azuis, e grandissimos para duas crianças, e sorrir ao dizer:
"-Olhem só, saio por uns dias e quando volto os meus pokemons já evoluiram." — Era a nossa frase, e ele nunca se esquecia.- Geoge, dormir à mesa não vale — oiço a voz da Lux e acabo por voltar à realidade. Eram horas de ir, pedi licença e levantei-me para poder ir buscar a minha pasta ao quarto, podia traze-la comigo quando desço mas por incrivel que seja, esqueço-me sempre dela.Quando cheguei cá a baixo, beijei a testa da minha mãe e pequei o meu almoço que ela já tinha preparado, é como ter um anjo a cuidar de nós. Abri a porta do passageiro e entrei dentro do carro, olhei de leve para a Lux, é o primeiro dia dela na Universidade sei que ela fica sempre um pouco nervosa nos primeiros dias, no ensino primário ela obrigava-me a leva-la a sala todos os dias de manhã, o que me fazia chegar atrasado, mas eu não me importava afinal ela é a minha irmãzinha.- Desculpem a demora — desculpou-se o meu pai entrando finalmente no carro — Estas diferenças horárias são uma peste — afirmou colocando o cinto e ajustando o espelho.- Não há problema — sorrio a Lux — Mas vamos andando antes que cheguemos atrasados.E assim foi. Arrancamos e seguimos até a universidade, era um percurso que eu já não fazia à algum tempo, lembro-me da primeira vez como se fosse ontem.Estava neste mesmo banco, era ainda muito cedo mas eu estava ansioso por ir e empolgado com aquilo que seria a vida de um universitário (demorei pouco para saber que não era muito diferente da de um estudante noutro qualquer ensino), No radio tocava o tema Primavera dos The Gift e era a minha mãe que me acompanhava e ia cantarolando alguns versos da letra. Eu olhava pela janela e acho que de cinco em cinco minutos perguntava se faltava muito, como o Burro do filme de animação "Shrek", ela sorria e dizia sempre:"Estamos quase" Eu parecia um puto estupido, um jovem de vinte anos (Na altura), irrequieto dentro do carro que parecia que tinha devorado o pote do açucar, talvez fosse mesmo um puto estupido, mas um daqueles que se vê exactamente onde queria, que se vê alcançar os seus objectivos e se sente estupendamente.O Carro finalmente parou, estavamos no parque de estacionamento e como é comum no inico dos semestres, a agitação predominava os corpos humanos que se moviam apressadamente. Olhei para a Lux e fiz sinal ao meu para que pudesse seguir para a editora, deixem-me exclarecer-vos já que o meu pai é diretor de uma recente editora que se prevê que fará grande sucesso, já o está a fazer. Segurei a mão da lux e vi-a respirar fundo, este era o primeiro de muitos dias na universidade e sei como ela está nervosa, abracei-a por isso.- Estás pronta? — Sussurrei não a soltando de imediato, sentia abanar a cabeça afirmativamente — Lux, primeira regra da universidade. — Falei libertando-a dos meus braços — Nada de namorados universitários e se alguém se meter contigo avisas-me estás a perceber? — tentei fazer um olhar sério mas ela desatou a gargalhada e como não podia deixar de ser, tive de me juntar a ela.Entramos finalmente no grande edificio com paredes antigas mas que conseguem ter um apecto protector, até chegarmos ao edificio havia um pátio todo florido e mais ver que nunca, era encantadora a paisagem, se vocês a vissem.Entramos, estavamos agora rodeados de caloiros que procuravam o obter o melhor estatuto dentro desta sociedade cheia de classes, os mais velhos que reencontravam os velhos companheiros de festas e de longas tardes de estudo, mas creio que os de festa sejam os mais aguardados, os professores já passeiam pessos corredores com o seu habitual copo de café na mão e pelo que me parece, estão entusiasmados por inicar outro semeste.Acompanhei Lux até a sala onde esta iria ter a primeira aula e segui calmamente, entrei na sala ainda quando a confusão predominava o que me indicava que o professor ainda não havia chegado mas quando este apareceu os rabos dirigiram-se aos acentos.Estavamos já a ter uma longa aula sobre a História do Direio Português, penso que o nome do professor fosse Carlos, quando se ouve um bater na porta, cabeças giraram e esta abriu-se.- Com licença, peço desculpa pelo atraso — Era uma rapariga de cabelos ruivos, vestia preto e isto acentava-lhe bastante bem.O professor permitiu a Entrada dela e esta deslocou-se até um dos lugares no fundo da extensa sala, mas quem seria ela? Não me lembro de a ver, Era mais alta que a Lux mas continuava a ser mais baixa do que eu, ou pelo menos aparentava, tinha os olhos azuis como o mar, usava umas roupas agressivas: Um top preto que lhe dava um aspecto mais livre, umas Skinny Jeans Pretas e um Casaco de cabedal, os labios chamavam a atenção devido ao tom forte de vermelho que utilizava quando se sentou, prendeu parte do seu cabelo com um gancho, um laço preto. Quem é ela?A aula prolongou-se um pouco mais, até que o professor finalmente nos dispensou, pensei ir procurar pela Lux e saber como tinha sido a sua primeira aula mas não queria incomoda-la, ela sempre foi muito sociavel, faz amigos com facilidade, não tenho a minima duvida de que ela se vai dar muito bem nesta escola.Acabei por encontrar o Draven a saida da sala, já não o via há imenso tempo, conhecemos por volta dos nossos dez anos e não foi bem pelos melhores motivos. Lembro-me de estar a entrar na cafetaria, chocar contra ele, na altura ele era muito mais alto do que eu, é também um ano mais velho, e depois de o derrubar segurou-me pelo colarinho e obrigou-me a dar-lhe o meu lanche. Como é obvio dei-lho, só queria livrar-me daquela sensação de estar a ser arrancado do chão por um bruta montes, felizmente Darius estava nas redondezas, Darius e Draven são irmãos gémios, embora demore um pouco para descobrir isso.Darius obrigou o Draven a Colocar-me no não e a pedir desculpas pelo que fez, devolveu-me o lanche que eu acabei por partilhar com ele como um sinal de paz.Não é uma história bonita, nem fofa e muito menos querida mas é a nossa história idiota e que ainda bem que aconteceu.- Com'é que é meu Puto? — Perguntou fazendo um toque de mãos que eu já conhecia, usava-mo-lo sempre.- Tou Fixe Puto, então e tu e o teu bro? — respondi e começamos a caminhar, penso que em direção à máquina de café.- Oh nem me fales nesse! — pestanejou forte e fez uma cara estranha, como se tivesse comido um inseto.- O que é que ele fez desta vez? — trocei um pouco da situação, o Darius e o Draven estão sempre a discutir por isso este tipo de bocas é bastante comum.- Lembraste da Raven não é? — Acenei afirmativamente com a cabeça de modo a não interromper o seu discurso, a Raven Ou Riven depende de como lhe quiserem chamar é uma rapariga alta, de cabelos Brancos e curtos, uns olhos azulados, costuma andar com roupas bastante provocadoras e é conhecida por ter conseguido beber uma mistura de todas as bebidas alcoolicas que estavam dentro do armário de uma das faternidades, para alguns ela é uma lenda das festas. — Apresentei-a ao Darius e agora andam sempre a pegar-se, já nem quer saber dos tropas nem nada — consegui finalmente tirar o meu café e olhei para o Draven de modo sério.- Mano tem calma, um dia essa gaja baza e ele volta, lembras-te quando foi da Cass? — Fiz referencia a uma das Ex-Namoradas do Darius porque estou sempre a ouvir este discurso, que dum quer do outro, são mesmo irmãos.- Nah puto mas ele agora também anda com a amiga da Riven, a Katarina, sabes aquela ruiva da tua turma! E nem apresenta! — O que? É assim que ela se chama? Aquela rapariga, por algum motivo despertou um interesse em mim, talvez seja por ter um estilo diferente daquele que é habitual ver-se por ai, aqui em Portugal é dificil ter um estilo unico e ser aceite com facilidade perante os outros porém é uma das coisas que eu gosto realemente, é do alternativo e do diferente.Katarina não é? Interessante.
Notas finais
E Foi este o primeiro capitulo de uma Hitória que ainda tem muito para dar.
Obrigada por lerem
Obrigada por lerem
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