My Perfect Sin

8 Capítulo 7 - Surpresas de Natal


Notas iniciais
Me desculpeeeeem!!! Eu sei que não mereço a atenção de vocês, nem que me perdoem, mas eu realmente não estava conseguindo terminar esse capítulo por conta de muitos fatores como : faculdade, trabalho, desânimo, bloqueio criativo pra tudo, stress, ensaios e apresentações ;-; Eu não prometo atualizar toda semana, mas juro que não vou esquecer da fic, até porque eu quero que vocês acompanhem a história do Severus com a Corina e deixem-se encantar com a menina dos cabelos brancos como eu me encantei quando criei ela ♥ P.S: Vocês devem estar notando que eu estou quase que correndo com o 6º ano deles. Pois é, essa é a minha intenção. As coisas realmente importantes vão começar a acontecer no 7º ano, então o sexto está sendo só pra introduzir como começou a história dos dois e como o Sev começou a se apaixonar por ela e vice versa ok? Preparem-se para coisas bafônicas!

Severus

Faltavam exatamente duas semanas para o feriado de natal e ano novo. E a única coisa que se passava na cabeça de Severus durante o dia era como toda aquela ideia de se tornar um comensal da morte talvez fosse a escolha errada. Obviamente que ele não receberia a marca ainda, o encontro que tomaria lugar na véspera de Natal era somente para eles, os jovens aspirantes a comensais, se apresentarem apropriadamente ao Lorde das Trevas. Ele sabia que Corina não iria sumir de uma hora pra outra por conta das decisões de como ele deve levar a vida dele, mas ainda assim restava uma dúvida. E se em um futuro ele ser um comensal fosse uma desculpa para ela nunca mais olhar na cara dele? Isso era algo que Severus não queria que acontecesse. Ele não queria perder mais uma amiga por conta de suas escolhas. Talvez seja melhor estudar um pouco a situação e pensar melhor... É, é isso! Eu não preciso dar uma resposta ainda, eu posso adiar até o meu último ano se eu quiser! Pensou.

Foi caminhando perdido em pensamentos até o Grande Salão quando deu de cara com um Sirius Black raivoso que andava apressado, e pelas barbas de Merlin! Com o cabelo mais rosa que Severus já havia visto em toda sua vida. O grifinório parou estático quando viu o sonserino que ele tanto detestava no seu caminho. Severus arqueou uma sobrancelha e deixou um sorriso divertido escapar de seus lábios enquanto Sirius dava longas passadas até ficar cara a cara com ele.

– Achou engraçado o meu cabelo ranhoso? –silvou de raiva. –Pois fique sabendo que hoje eu vou deixar passar... Mas a sua namoradinha vai me pagar pelo o que ela fez comigo!

– A Corina fez isso com você? –se repreendeu mentalmente por aceitar a provocação de Sirius e praticamente jogar na cara dele que Corina era sua namorada, quando na verdade não era.

– Fique ciente que ela vai pagar muito caro por isso, e nem tente dar uma de herói porque isso é o que você é de menos. –Sirius fez questão de empurrar o sonserino contra o chão antes de sair a passos rápidos do corredor e sumir de vista.

Severus se levantou e ajeitou as vestes ainda olhando na direção que Sirius tinha ido. Até parece que eu vou deixar você encostar um dedo na Corina... Só por cima do meu cadáver Black. Ele desejou imensamente que pudesse voltar no tempo e dizer exatamente essas palavras, mas já era tarde e provavelmente isso iria denunciar a atração que ele sentia pela garota.

Chegou ao Grande Salão e rapidamente avistou Corina sentada ao lado de Regulus Black, Hannah Foxinne e Udryki Arcanum. Ele não falava muito com nenhum dos três, mas fez um esforço e se sentou no lugar que a garota estava segurando pra ele.

– Boa noite Severus. –Corina se dirigiu a ele com um grande sorriso no rosto. –Uma pena que não chegou mais cedo... Você perdeu uma cena e tanto!

– Na verdade eu não perdi nada, esbarrei com o Black no corredor e percebi que rosa combina com ele. –disse em um tom debochado. –O que raios ele te fez pra te deixar tão zangada?

– Meu irmão achou que seria sensato azarar um explosivim pra que ele atacasse a Corina... Ele não foi muito contente nessa escolha. –deu de ombros e se levantou dizendo que tinha um livro para devolver na biblioteca.

Severus viu quando Mulciber que estava próximo também se levantou e seguiu junto com Regulus para fora do salão. Estranho, pensou. Sua atenção foi desviada para uma Corina que se divertia jogando varinhas açucaradas na direção de Hannah enquanto a mesma se defendia com um prato. Ele deu um leve sorriso ao olhar na direção da albina, mas cometeu um erro ao deixar o sorriso perdurar, já que no instante seguinte tinha um par de olhos curiosos olhando na direção dele.

– Quer ficar com o cabelo cheio de açúcar também Severus? –Corina abriu um sorriso forçado enquanto mostrava um leque cheio de varinhas coloridas e doces.

– Eu não acho que isso seja-

Uma varinha acertou em cheio o nariz dele pra depois cair em seu colo espalhando açúcar pra todo lado. Severus tentou fazer a cara mais séria que ele tinha, mas isso se tornou uma tarefa impossível quando Corina começou a gargalhar alto fazendo com que algumas pessoas se virassem pra olhar, e fazendo-o rir junto. Após uma sessão de risadas incontroláveis, Severus notou uma cabeleira ruiva se movendo impaciente na mesa da Grifinória. Ele virou-se e encontrou Lily olhando diretamente nos olhos dele, a ruiva parecia perplexa. De fato ele não se lembrava de um momento sequer em que ele tivesse agido assim com ela, e isso só comprovava mais o fato do quanto Corina estava sendo uma mudança na vida dele.

Os dois estavam sentados um do lado do outro no grande sofá que ficava perto da lareira no salão comunal sonserino. Severus folheava um livro de poções e Corina tomava nota de algumas coisas que ela achava interessante enquanto lia o livro junto com ele. Severus notou que subitamente ela havia parado de escrever e se mexeu de forma impaciente ao lado dele. Franziu o cenho estranhando o comportamento dela. Será que está se sentindo mal?

– Você está bem? –perguntou preocupado.

– Estou sim. É só que...

Ele notou ela apertar a pena que estava na sua mão direita com força. Parecia que ela estava querendo falar algo importante, mas não sabia por onde começar.

– Tá certo, eu vou ser direta. –a garota virou-se na direção dele e o encarou diretamente nos olhos. –Onde você vai passar o natal?

Por um momento ele sentiu o sangue gelar, mas quando ele percebeu que a pergunta dela havia sido tão boba acabou por soltar uma sonora gargalhada que ecoou pela sala quase vazia, exceto pelos dois.

Depois de se recompor ele virou-se para Corina que o olhava com a cara mais emburrada que ele já a vira fazer.

– Posso saber o motivo da risada Sr. Snape? –por um momento ela soou como a Prof. Mcgonnagall, mesmo que a professora nunca tenha feito essa pergunta para ele.

– Você estava tão nervosa que parecia que ia me falar que ia se mudar pra China ou algo do gênero.

– Há! Muito engraçado... –disse debochada. –Mas então? Vai passar o natal aqui em Hogwarts?

Foi a vez dele de se mexer impacientemente no sofá.

– Não. Eu sempre passo o natal aqui, mas dessa vez um amigo meu me convidou para o feriado. –tentou soar animado, mas sabia que isso era complicado para alguém como ele. –Ele disse que um conhecido dele vai dar uma festa de natal e que muitas pessoas importantes foram convidadas... É uma oportunidade. –disse por fim.

O fogo crepitante da lareira refletia nos olhos azuis da garota, fazendo com que parecessem mais brilhantes do que o normal. Severus sentiu a temperatura esfriar, mas devia ser só impressão.

–Ah, tudo bem então. –ela deu um de seus sorrisos, mas Severus notou que estava sendo forçado. –É que meu pai está me obrigando a ir pra casa no natal já que a minha irmã o convenceu a dar uma de suas festas extravagantes. E se você fosse ficar eu teria uma desculpa pra não ir.

– Sinto muito Corina, mas eu já aceitei o convite então não seria-

– Já disse que está tudo bem! –ela colocou uma das mãos no braço dele e deu leves tapinhas. –Só vou ter que usar um vestido extravagante e fingir ser simpática com todos.

– Sinto-lhe informar, mas você é simpática com todos Corina. –disse em um tom debochado e tentando ignorar a mão da garota que ainda estava em seu braço.

– Com todos que eu julgo serem merecedores da minha simpatia. –ela piscou pra ele e deu um sorriso de lado.

Era a primeira vez que Severus via aquela expressão no rosto da garota que sempre vinha até ele com sorrisos travessos, alegres ou forçados. Aquele sorriso junto com o olhar que ela estava direcionando a ele... Haviam o deixado imóvel no sofá. Ele estava com a boca entreaberta e sentiu o sangue correr para as maçãs do rosto, mas antes que ela pudesse perceber ele virou-se e deixou seus longos cabelos negros formarem uma espécie de cortina que cobria parte do seu rosto. Corina riu travessa ao lado dele e se levantou dizendo que já era hora de dormir.

As duas semanas restantes passaram rápido demais para a infelicidade de Corina que já estava se lamentando novamente de ter que passar um feriado inteiro perto da irmã mais velha. Pelo o que a garota havia contado para Severus, a irmã, Cornélia, parecia um monstro de tão ruim, esnobe e egoísta que era. Na opinião dele era difícil de acreditar a mulher fosse tão má assim, mas Corina havia contado que sua irmã mais nova, Cora, era um pequeno anjinho e que não via a hora de Severus conhecê-la.

Os dois passaram a viagem de trem de volta para Londres na companhia de Hannah e Udryki que iriam passar o natal juntos na casa da família Foxinne. Assim que chegaram à plataforma Severus acabou se perdendo de Corina na hora de pegar sua bagagem. Ele tentou achar a cabeleira branca no meio da multidão, mas parecia uma tarefa impossível, e de qualquer modo chegou a conclusão de que não teria mais tempo pra se despedir dela já que Lucius o esperava junto de um elfo doméstico um pouco afastado do mar de pessoas.

Severus se aproximou do homem que deu um leve sorriso e ordenou com impaciência que o elfo pegasse a bagagem que ele carregava. A pequena criatura pegou a mala e segundos depois desaparatou. Não demorou muito para que Lucius e Severus fizessem o mesmo e segundo depois eles estavam na entrada da mansão dos Malfoy’s.

O dia da festa havia chego, e Severus não podia estar mais ansioso. É claro que ele iria adiar para receber a marca, mas estava ansioso porque finalmente iria conhecer o Lorde que Lucius tanto falava, pessoalmente.

Severus tentou fazer o melhor que pode e conseguiu deixar o cabelo com um aspecto menos oleoso. Estava usando vestes de gala e pela primeira vez se sentiu de alguma forma, bonito, quando se olhou no espelho. Imaginou o que Corina falaria se o visse vestido assim. Daria risada ou me faria ficar envergonhado como de costume, pensou e deixou um sorriso vir aos lábios ao se lembrar da garota.

Ele se dirigiu à escrivaninha do quarto de hóspedes que estava e abriu a primeira gaveta, dentro dela estava uma carta que Corina havia escrito pra ele uns dois dias atrás. Pegou a carta e começou a reler com um sorriso nos lábios.

Olá Severus! Como tem sido o seu feriado? Trate de me responder ou eu vou fazer você comer um pote cheio de feijõeszinhos com gosto de cera de ouvido! Sou péssima com cartas, mas vou fazer um esforço por você. ♥

Eu estou à beira de um colapso nervoso. Se eu tiver que ouvir a minha irmã falar sobre como a decoração não está do jeito que ela quer eu juro que vou usar o feitiço travalingua nela! Eu contei pra Cora sobre você e ela não vê a hora de te conhecer. Espero que um dia possa vir aqui em casa. Acho que vai gostar, é bem grande e tem muitos quartos de hóspedes. Como você sabe meu pai tem um laboratório e eu tenho certeza que ele deixaria você usar! Bom, infelizmente eu preciso ir ajuda a cara de uva passa da Cornélia (ela ainda não tem rugas mas quando tiver tenho certeza que vai se parecer com uma uva passa velha e fedida).

Tenha um bom natal Severus!

P.S: Não se esqueça do meu presente, porque eu não me esqueci do seu.

Ele dobrou a carta e guardou novamente na escrivaninha. Olhou para o relógio na parede e já estava na hora de ir. Desceu as escadas rapidamente e viu que Lucius já o esperava. Os dois saíram da casa e logo desaparataram.

Severus deixou o queixo cair um pouco ao observar a mansão à sua frente. Ela era um pouco menor que a de Lucius, mas não deixava de ser deslumbrante. Era uma construção antiga com muitas colunas e nas cores azul claro e branco, mas estava muito bem conservada. Um extenso jardim de rosas que tinham vários pontos luminosos entre as folhas, provavelmente algum feitiço fora usado ali, seguia o caminho até a imensa porta de madeira. Assim que chegaram na frente da porta um pequeno elfo confirmou quem os dois eram e a porta dupla se abriu.

Ambos foram direcionados para o salão de festas do local e no caminho até ele Severus não pode deixar de se impressionar com as cores branquíssimas do local. Mais uma enorme porta fora aberta e Severus acompanhou Lucius para dentro do imenso salão. Muitas pessoas paravam e cumprimentavam o homem ao seu lado, e consequentemente ele também. Ele não deixou de notar a presença de muitas pessoas que ele conhecia e que estavam ali como, Avery e Mulciber, Rosier e Wilkes, Regulus acompanhado de seus pais e mais alguns alunos da sonserina assim como ele. Ele desejou que Corina estivesse ali também, é claro que ele sabia que depois da festa um reunião de comensais e futuros comensais seria realizada ali, mas ainda assim ele desejou poder passar o natal com ela.

Como se fosse um desejo se tornando realidade, Severus ouviu aquele som melodioso e que lembrava a França chegar ao seus ouvidos no meio de tanta gente conversando ao mesmo tempo. Era um som que ele estava tão acostumado ultimamente que poderia distinguir mesmo se tivesse um trem passando por ali naquele exato momento. Ele virou-se na direção da voz e lá estava ela. Os cabelos rebeldes estavam soltos e volumosos como de costume, o colar com um pingente de floco de neve no pescoço e um vestido branco cheio de pequenas pedras cintilantes pelo seu corpo, e que deixava as costas dela a mostra faziam parecer com que ela fosse um anjo.

Eles não estavam tão longe um do outro, mas ela não parecia ter notado sua presença já que parecia estar discutindo com a mulher ao seu lado. Foi então que ele notou que a mulher se parecia muito com ela. Deve ser a irmã mais velha dela, Cornélia,pensou.

A mulher era mais alta que Corina e tinha os cabelos negros como o breu presos em um coque propositalmente bagunçado. Ao contrário da irmã mais nova que estava usando um vestido branco decotado nas costas, ela estava usando um vermelho bem chamativo que era decotado no busto, até demais na opinião de Severus.

Cornélia parecia impaciente e irritada com alguma coisa que Corina havia dito. No meio da pequena discussão de família Corina virou o rosto e finalmente percebeu a presença dele à alguns metros de distância dela. Ele observou contente enquanto a expressão de espanto dela mudava para uma de alegria, mas sentiu-se gelar quando a viu correr em sua direção e jogar os braços ao redor de seu pescoço.

Notas finais
O universo de Harry Potter e seus personagens não me pertencem, e sim a maravilhosa J.K Rowling. Peguei eles emprestados mas vou tratar com muito amor e carinho. Avisos bacanudos: - Plágio é crime. Então por favor se você ver essa fic em outro site que não seja o Nyah! ou o Spirit por favor denuncie. - Essa é uma fanfic que se passa na época dos Marotos porém é centric Severus e a minha OC Corina Raywind. - Essa fanfic não é movida a reviews mas todo ficwritter gosta de saber se o seu trabalho está sendo apreciado. ♥ E é isso ai. Beijinhos da Lady Clê *3*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.