My Perfect Sin

5 Capítulo 4 - Ida a Hogsmeade


Notas iniciais
Bom, esse desenho no final do capítulo fui eu que fiz da Corina. Uma fofa né? Prometo fazer mais desenhos fofuras pra postar junto com os caps. Esse capítulo era pra ter quase 4.000 palavras, mas eu dividi em duas partes. Então o primeiro jogo de quabribol da Sonserina vs Grifinória fica pro próximo. Ops, soltei spoiler ahahahahah. ♥

Corina

Deu uma última olhada no espelho antes de descer para se encontrar com Regulus no salão comunal. Ajeitou o cabelo o máximo que pôde, mas era uma tarefa quase que perdida já que ele estava sempre no modo juba descontrolada. Suspirou pesado e desceu as escadas do dormitório feminino. Olhou em volta a procura de Regulus e nem sequer a sombra dele estava ali, seus olhos passearam pelo salão e ela deixou uma risada travessa atravessar os seus lábios. Severus estava sentado em uma das poltronas que ficavam perto da lareira, extremamente concentrado enquanto lia um livro nem percebeu a aproximação da garota. Corina chegou bem de mansinho por de trás da poltrona e espiou por cima do ombro do garoto o livro que ele estava lendo. Arte das Trevas?

Deu de ombros. Resolveu que seria melhor descobrir isso mais tarde, então puxou todo o ar que seu pulmão conseguiu e deu o grito mais alto que conseguiu.

– MAS QUE PORRA! QUEM FOI QUE... –parou no meio da frase quando virou-se pra trás e encarou estupefato a garota que gargalhava a sua frente.

– Ai minha nossa... Desculpe-me Severus, mas eu não aguentei quando vi você ai tão concentrado. –ela limpou uma lágrima que começara a escorrer de tanto rir de seu rosto enquanto olhava pra ele com uma expressão divertida.

– Acho que só teve graça pra você isso Corina. –ele aproximou-se perigosamente como um gato pra perto dela. –Nunca.Mais.Faça.Isso. Entendeu? –disse entredentes.

– Credo Severus, foi só uma brincadeirinha boba. –ela fez um bico de manha esperando que isso fizesse ele amolecer.

Dito e feito.

Ele passou uma mão nervosamente pelos cabelos oleosos e deu um suspiro cansado.

– Tá que seja. Você não devia estar indo pra Hogsmeade com o Black? –perguntou em um tom que Corina não conseguia distinguir se era raiva ou desgosto.

– Eu vou sim! Só estou esperando ele descer, já que aparentemente eu fiquei pronta antes dele.

O rapaz a sua frente balançou a cabeça milimetricamente pra cima e pra baixo como que mostrando que tinha compreendido. Ela queria muito que ele desistisse de ficar sozinho e fosse com ela, mas isso não iria acontecer e Corina tentava se conformar. Mesmo que ela se lembrasse de ter dito pra Hannah que ela tinha uma queda por caras misteriosos ou sombrios, assim mesmo ela não conseguia entender a fascinação que ela tinha por Severus. Eles eram bons amigos, é claro que Severus não admitia isso, mas ela sabia que ele gostava de tê-la por perto.

– Quer que eu compre algo pra você em Hogsmeade? –perguntou esperançosa.

– Não.

Seco e monossilábico, ótimo; pensou.

Ele sentou-se na poltrona novamente e voltou a sua leitura, mas assim que Corina sentou-se no braço da móvel de couro preto ele rapidamente fechou o livro.

– O que foi? –disse impaciente.

– Nada, só estou passando o tempo. –ela sorriu e balançou as pernas pra frente e pra trás e passou a encarar ele com um olhar curioso. –Você usa muito condicionador...

– Como é que é? –fez uma careta para o comentário dela. –Não, eu não uso muito condicionador. –disse por fim e virou a cara.

– É claro que usa, se não usasse a única outra explicação pro seu cabelo oleoso seria por causa de alguém da sua família. –Corina deus de ombros e segurou uma mecha do cabelo dele entre os dedos. –Mas eu acho que deve ser o condicionador, seu cabelo é bem macio e tem um cheiro bom.

Corina olhou pra ele e pode notar pela primeira vez o rosto de Severus ficar vermelho como um tomate. Deu uma risada de leve enquanto ainda segurava a mecha de cabelo. Como que recobrando a consciência Severus segurou forte o pulso dela fazendo com que Corina desse um gritinho de surpresa.

– O que pensa que está fazendo? –disse ríspido.

– Fazendo o papel de amiga conselheira. –ela puxou o braço desvencilhando-se do aperto dele. –Não é óbvio?

Severus grunhiu e virou o rosto novamente.

– O mini Black parece gostar de você...

Mini Black? Ai minha nossa, ele acabou de fazer uma piada?

– Ele é legal, conversamos bastante durante os treinos de quadribol, mas pra sua informação eu estou ajudando ele com uma garota da Lufa-Lufa que ele está interessado. –ela cutucou nas costelas com o cotovelo. –Então não adianta fazer conclusões precipitadas.

– Ah... Entendi. –Corina não sabia ao certo, mas ele pareceu aliviado ao dizer isso.

O silêncio instalou-se até que os dois ouviram passos descendo as escadas de um dos dormitórios. Os dois levantaram o olhar e viram Regulus já parado na frente deles.

– Desculpa a demora Corina. –o garoto mais novo disse completamente envergonhado. –Sou pior do que você mulheres quando se trata de demorar no banho. –riu nervoso.

– Relaxa Reg, não tem problema. –ela deu de ombros. –Eu fiquei aqui conversando com o Severus enquanto esperava.

– Ah tá certo. –finalmente os olhos do garoto pousaram no rapaz mais velho sentado na poltrona. –Bom dia Snape. –disse seco.

– Bom dia Black.

Mais ríspido impossível; pensou ela.

Depois do estranho cumprimento entre os dois, Corina mais do que rapidamente pulou do braço da poltrona e empurrou Regulus pra fora do salão comunal com a desculpa que os dois iriam se atrasar. Isso não deixava de ser uma verdade, já que eles eram os únicos que faltavam e a professora McGonnagall já estava impaciente esperando pelos dois sonserinos.

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Não demorou muito para as carruagens pararem. Regulus ajudou Corina a descer e foram andando um ao lado do outro conversando e decidindo em qual loja iriam primeiro. Não estava tanto frio assim, mas Corina tinha vestido um casaco maior do que ela no caso de esfriar mais. Era a primeira vez que ela via um vilarejo como Hogsmeade, afinal, não tinha nada parecido como aquele lugar no sul da França. Ela inspirou o ar um pouco gelado e abriu um sorriso.

– Já decidi! –ela olhou desafiadora na direção do garoto ao seu lado. –Vamos parar primeiro na Dedos de Mel e comprar uma caixa de feijõezinhos de todos os sabores! E aquele que conseguir comer mais paga uma rodada de cerveja amanteigada! –viu o garoto fazer uma careta. –O que foi Reg? Com medo de perder pra uma garota? –provocou sabendo que ele não ia deixar passar essa.

Ele soltou uma sonora gargalhada e jogou a cabeça pra trás.

– Até parecer que eu vou ter medo de fazer uma apostar com você Corina. –ele estendeu a mão pra ela que prontamente pegou e apertou. –Então estamos resolvidos! Próxima parada, Dedos de Mel!

Os dois adolescentes foram correndo para a loja de doces, compraram uma caixa de feijõezinhos e mais duas garrafas de suco de abóbora. Saíram pra fora do estabelecimento e se encostaram à parede perto da porta do mesmo. Corina enfiou a mão dentro da sua caixa e tirou um feijãozinho branco com algumas pintinhas amarelas. Engoliu em seco.

– Vamos lá Corina. –encorajou Regulus. –Me mostre que você aguenta um feijão com provavelmente um gosto horrível. –deu uma risada antes de olhar pra ela com uma cara travessa.

– Engraçadinho. –franziu o cenho e encarou o doce entre os dedos. –Vamos lá então...

Ela jogou o feijãozinho na boca e assim que mordeu sentiu o pior sabor de toda sua vida, seus olhos lacrimejaram de tão ruim e ela sentiu que fosse vomitar, mas mesmo assim engoliu o doce e tomou um generoso gole da sua garrafa de suco.

– Credo, você fez umas caretas horríveis. –zombou. –De que sabor era esse?

– Cera de ouvido. –sentiu um calafrio percorrer sua espinha só de lembrar o gosto. –Anotação mental pra que eu nunca mais coma um desses. Ok, agora é a sua vez Reg!

O garoto enfiou a mão na caixa e tirou um vermelho de dentro. Corina olhou esperançosa que o gosto fosse pior que o dela, mas infelizmente não era. Após mastigar o doce, Regulus riu da cara de descontentamento que a garota fazia a sua frente.

– Não é justo! –disse indignada. –Por que você teve que pegar o quer tinha um sabor bom?

– Só pra constar, era de cereja. –vangloriou-se. –Mas vamos continuar, ainda temos uma caixa inteira pra devorar certo?

A garota assentiu e os dois continuaram na brincadeira até que Corina cuspiu um feijãozinho que tinha gosto de vômito na lata de lixo mais próxima. Ela virou-se pra trás e viu Regulus com um sorriso triunfante no rosto.

– Parece que alguém está me devendo uma rodada de cerveja amanteigada. –disse em um tom sedutor que Corina sabia que na verdade ele estava zombando dela.

– Promessa é dívida, certo? Anda logo e vamos lá te pagar essa cerveja. –encaixou o braço dela com o dele e foram para a próxima parada.

Assim que entraram no Três Vassouras um ar quente tomou conta deles. Corina tirou o casaco enorme e o amarrou na cintura, Regulus retirou a toca de sua cabeça e guardou-a no bolo de trás do seu jeans. Pelo canto do olho Corina observou enquanto o garoto tentava arrumar os cabelos negros desgrenhados. Ele e Sirius eram muito parecidos, ambos tinham a pele branca, mas com as bochechas rosadas dando um ar de saudável aos dois, cabelos negros e olhos de um cinza tempestuoso. Era engraçado como eles eram tão parecidos e ainda assim tão diferentes um do outro.

Regulus a retirou de seus devaneios ao apontar para uma mesa mais ao fundo do local. Os dois se sentaram e Corina pediu para a atendente do estabelecimento trazer duas canecas de cerveja para os dois. O garoto ficou pensativo por um momento e olhou diretamente nos olhos azuis safira da garota a sua frente.

– Você e o Snape parecem se dar muito bem. –ele abriu um sorriso. –Me conta, qual foi o feitiço que você usou pra fazer um cara como ele ser tão gentil assim com alguém?

– Ah... Eu sei lá. Afeiçoei-me rápido a ele. –deu de ombros. –O Severus não é o tipo de cara que é fácil de fazer amizade. Ele é muito fechado. Parece até que se existisse um feitiço que impedisse de alguém chegar perto dele com toda a certeza ele o faria. Eu o considero como um bom amigo, mas em um mês não dá pra conhecer tão bem uma pessoa certo? -ela deu um sorriso fraco e abaixou a cabeça. –As vezes eu tenho a impressão que ele nem escuto o que eu falo, principalmente quando estamos em uma aula junto com a Grifinória.

Corina levantou a cabeça e viu Regulus franzir o cenho pra ela.

– O que foi?

– Acho que o seu problema quanto a isso tem um nome. –ele ponderou por um momento antes de falar. –E se chama Lílian Evans.

– Evans? –ela arqueou uma das sobrancelhas não entendendo. –O que tem a grifinória “olhem pra mim eu sou incrível e tão boazinha”? –ela sabia que seu tom tinha sido de desgosto, mas não se importou de mostrar isso pro garoto a sua frente.

– Olha só, parece que você já tem uma certa inimizade com a Evans. –sorriu de ponta a ponta. –Fico imaginando como vai reagir com o que eu vou te contar.

Os dois ficaram se encarando por um momento até que o contato visual foi quebrado com a chegada das cervejas. Corina agradeceu e levou a sua caneca até os lábios ingerindo um generoso gole da bebida. Ela soltou um suspiro e levantou o olhar e viu Regulus ainda encarando-a com uma expressão indecifrável no rosto.

– Quer mesmo saber? –perguntou.

Assentiu com a cabeça e esperou o garoto tomar um gole da bebida antes de falar.

– Acontece que o seu problema é a Evans por ela ser a paixonite aguda e platônica do Snape. –ele encarou a garota que estava nesse momento com a boca um pouco aberta em estado de choque.

– Mas, como... Como isso aconteceu?

– Os dois eram melhores amigos. Amigos de infância. –acrescentou. –Só que no ano passado o Snape a chamou de um nome que muitos nascidos-trouxas não apreciam muito.

– Sangue-ruim. –constatou rapidamente.

– Exato. –ele sorriu pra ela. –Depois disso eles nunca mais se falaram. É claro que ele tentou, e tenta, voltar a falar com a Evans, mas ela não parece estar muito afim de ceder. –deu de ombros e tomou mais um gole da cerveja. –Eu particularmente acho que ele devia esquecer a garota, mas pelo jeito isso não vai ser uma tarefa fácil. Então ai eu te pergunto Corina... Você estaria disposta a tentar quebrar as barreiras do Snape e tirar a Evans da cabeça dele?

– O- O que disse? –ela arregalou os olhos surpresa.

– Você ouviu bem e eu não vou repetir de novo. Não estou dizendo pra você tentar ser a namorado dele, calma. –ele fez uma careta com o próprio comentário. –Estou dizendo pra você tomar o lugar que era da Evans e virar aquela amiga que o Snape tanto precisa.

– Ahn... Eu não sei se eu consigo Reg. –soltou um suspiro cansada. –Faz um mês que eu o conheço e eu não sei nada sobre ele... Mas pera um pouco ai, por que você quer que eu faça isso? –perguntou desconfiada.

– Porque eu conheço o Snape há mais tempo que você e sei que ele precisa de alguém do lado dele. Ninguém gosta realmente de ficar sozinho, muito menos ele. –segurou uma das mãos dela sobre a mesa. –E é por isso que ele precisa de você! Não estou fazendo isso e dizendo essas coisas porque eu gosto dele, pelo contrário, eu e o Snape não simpatizamos nem um pouco. Mas você gosta de ficar perto dele então eu não vejo porque não te ajudar, afinal, você está me ajudando com aquela lufana não é mesmo? –ele piscou pra ela e deu um de seus sorrisos sedutores.

Corina riu e assentiu mais alegre do que nunca. Em toda sua vida nunca imaginou que fosse ganhar a amizade tão rápida de alguém como Regulus. Talvez fosse o amor dos dois por quadribol, gatos e livros falando mais alto. Sendo esses motivos ou não, ela estava gostando de conhecer mais sobre o garoto mais novo, era fácil conversar com ele como se ela estivesse conversando com um irmão. Sorriu com a hipótese de ter Regulus como seu irmãozinho mais novo adotivo.

Deixando o dinheiro sob a mesa os dois se levantaram e saíram porta a fora para o vento gelado que insistia em passar por eles. Corina vestiu rapidamente o casaco e ajudou Regulus a colocar a toca em sua cabeça novamente sem que seu cabelo ficasse muito bagunçado. Ambos tinham decidido dar uma passada na Zonko’s e ver se tinha algo de interessante por lá.

– Raywind, será que eu posso falar com você? –uma voz melodiosa chamou por ela.

Corina virou-se e deu de cara com a pessoa que ela menos queria ver no momento. Lilian Evans.

Notas finais
O universo de Harry Potter e seus personagens não me pertencem, e sim a maravilhosa J.K Rowling. Peguei eles emprestados mas vou tratar com muito amor e carinho. Avisos bacanudos: - Plágio é crime. Então por favor se você ver essa fic em outro site que não seja o Nyah! ou o Spirit por favor denuncie. - Essa é uma fanfic que se passa na época dos Marotos porém é centric Severus e a minha OC Corina Raywind. - Vão ter mais alguns personagens de minha autoria no decorrer da fic. - Essa fanfic não é movida a reviews mas todo ficwritter gosta de saber se o seu trabalho está sendo apreciado. ♥ E é isso ai. Beijinhos da Lady Clê *3*