My Perfect Mistake
2 Wake Up
Notas iniciais
Narradora
O sol entrava preguiçoso no grande quarto, assim como o pequeno corpo que se recusava a acordar.
Já se passava das dez da manhã e Rachel ainda dormia. Hiram e Leroy estranharam, já que era sábado e a filha sempre acordava cedo para poder correr pelas ruas de Ohio e fazer seus diversos deveres. Era tarde, então eles resolveram subir e tentar acordar a filha. Quando entraram no quarto tomaram um pequeno susto, pois o cômodo se encontrava muito bagunçado e Rachel era maluca por limpeza, por falar nela a mesma se encontrava na cama, toda torta, os pés no lugar da cabeça e essa no lugar dos pés.
Hiram sentou aos pés da cama, enquanto Leroy abria as janelas deixando que os raios de sol daquela manhã invadissem o quarto da menina e fossem de encontro com o pequeno rosto.
Com os carinhos do pai nos cabelos e a forte luz que irritava lhe os olhos, Rachel não teve outra alternativa senão abrir os mesmos para encarar seus pais que sorriam para ela. Ficou um tempo apenas olhando os dois homens, por fim Hiram se pronunciou.
– Que preguiça estrelinha. – Ela acariciou o rosto da filha.
– Você demorou a acordar hoje, então eu e seu pai viemos lhe acordar. – Foi a vez de Leroy.
A garota nada disse, apenas se enrolou no cobertor gemendo manhosa por ter sido acordada. Os pais sorriram, lembrando-se de quando ela fazia a mesma coisa no berço, quando bebê, as manias eram as mesmas nada havia mudado.
– Parece que alguém não está a fim de acordar amor. – Hiram comentou com o marido, vendo a filha se ajeitar na cama pronta para voltar dormir. E realmente, ela estava quase de volta aos sonhos quando um cheiro lhe invadiu as narinas.
– Que pena, por que essa pessoa vai perder o delicioso café da manhã que trouxemos.
Rachel abriu os olhos em par, os pais sorriram com reação da menina, sorriso esse que sumiu quando viram a filha se atrapalhar com as cobertas e virar a cabeça para o lado oposto do dos pais e convulsionar algumas vezes no chão do quarto. A primeira reação de Leroy foi socorrer a filha, levantando-a da cama e guiando-a até o banheiro do quarto, onde a mesma pode terminar de vomitar no vaso sanitário, com o pai lhe acariciando as costas e afastando seus cabelos do rosto.
Hiram já estava no andar debaixo com o telefone na mão, ligando para a médica, e também madrinha, de Rachel. A moça avisou que chegaria em poucos minutos, ele então desligou o telefone e subiu de volta ao quarto da filha. Onde encontrou o marido limpando o chão do cômodo, enquanto ele podia ouvir o som do chuveiro, o que mostrava que a filha estava no banho.
– Como ela está? – Hiram se dirigiu ao marido.
– Não sei. Ela não responde as minhas perguntas. – Seu olhar era de confusão.
– Liguei para Sue, ela disse que logo estaria aqui.
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