Notas iniciais
Okay.
Bom, pra começo de conversa, agradeço a MAHximum (Dad and Dad? e The Girl In Male Clothes) pela ajuda
E afinal, a fic é conjunta com uma dela!

Double Trouble

CHEEGA!

Tá certo. O que eu fiz pra merecer isso?!

Claro, ter DUAS mães não é a coisa mais fácil de lidar no mundo. Não mesmo. Por que justo comigo?!

Ah, quer saber?! Reclamar não vai adiantar, então...

Bom, meu nome é Roy. Roy McCarthy. E se quer saber, minha família não é NAAAADA normal. A começar que, como já disse, tenho DUAS mães. E saiba que isso não é fácil. Nada mesmo. Ainda mais pra um GAROTO de 16 anos.

E ficar olhando pro teto ROSA BEBE não me ajuda também. Mary, você não sabe o quanto te detesto por ter deixado a Hillary escolher as cores do meu quarto. Certo, as paredes eram azuis, mas aquele teto... Aargh!

-- LEROOOOOOY!

-- Sim, Hill?! – Tai. A culpada da desgraça. Hill é uma das minhas mães. Ah, a mais escandalosa. A outra – Mary — é bem mais calma, graças a Deus. Não acho que agüentaria duas escandalosas comigo.

-- LEVANTA PREGUIÇOOOOSO! – ela gritou da cozinha, no andar de baixo do sobrado -- ESCOOOLA!

-- TO INDO! – respondi no mesmo tom.

E aí a Mary veio me encher. – Não grita a essa hora da manhã, Roy.

Olhei pra ela e assenti. Mary era tão bonita. Era até um desperdício ser... Enfim, vocês me entenderam. Ela tinha cabelos cacheados bem vermelhos, olhos azuis e pele bem branquinha. Parecia uma boneca de porcelana.

Peguei um jeans no armário e vesti, com uma camiseta azul. Sorte minha não precisar usar uniforme nessa escola nova. Mas entrar com o ano já começado seria um porre.

Desci as escadas correndo e entrei na cozinha. Hill estava cozinhando – a única que fazia isso decentemente. Seus cabelos pretos estavam presos num rabo de cavalo chique, e sua pele morena era um contraste incrível quanto ela estava do lado da Mary. Os olhos eram verdes, mas tão bonitos quanto os da minha outra mãe.

-- Dia, Hill. – disse. Ela ia começar com um dos ENORMES discursos dela sobre eu chamá-la de mãe, mas aí a cortei. – Eu sei, mas é que quando vocês duas estão em casa, fica confuso falar ‘mãe’. Não dá pra saber pra qual é.

Ela deu as costas ao fogão. Pelo que vi, ela estava fazendo panquecas. ADOOORO! Tá isso não pegou bem, mas eu convivo com lésbicas, vocês querem o que? – Saabe, você devia é parar de frescura, Leroyiziinho! Apesar de você ter duas, eu sou sua mãe, babaca.

Revirei os olhos. Poxa, ela não parava com isso nunca? Até que senti um cheiro de queimado e olhei pro que um dia foi meu café da manhã. – Hi... MÃE! TÁ QUEIMANDO!

Tá, não era BEEM a hora de a Mary entrar na cozinha. Acho que foi por isso que ela entrou. – HILLARY, SUA DESMIOLADA! – Ela suspirou. – Eu já não te disse pra tomar cuidado com essa droga de fogão?!

-- Ain, Marie! Foi sem querer tá?

-- Eu vou ficar sem café? – Falei. Tá, eu sabia a resposta, mas perguntar não custa nada, né? MENTCHIRA. Custa saliva. Tá, paray.

-- Que tal parar de reclamar e entrar no carro, hein? – Mary sabia ser assustadora. Eu tenho certeza que se elas fossem um casal normal, ela quem seria o homem. Ou não. Ah, vai saber.

Preferi nem responder. Mary era feminina, fato. Mas quando ficava brava... Ah, prefiro nem comentar. Eu entrei no carro. A minha mãe ruiva ia me levar... HOJE. Só porque é meu primeiro dia de aula. Tá, eu preferia ir sozinho, mas a minha mãe morena não permitiu. Fail.

A escola não era longe de casa. Eram CINCO quarteirões, só. Eu podia andar. Não me importaria. MESMO.

Okay. Quando Marie – sim, Marie. É assim que a Hill chama ela, e ela DETESTA quando eu faço isso – parou o carro, eu simplesmente VOEI pra fora dele.

Tá legal. Só tem uma coisa. Se alguém descobrir sobre a minha família, eu juro que ME MATO.