My Other Face
3 Capítulo 3 - Visitas e distrações
Notas iniciais
Ai me desculpem mesmo T-T eu me afastei do site porque... Ah, ele tava todo bugado, e sinceramente não gostei da mudança .-. Enfim...
Bom, devo dizer que esse capítulo não teve muuita ação, foi mais algo descontraído porque estava sem muitas ideias ^^; Mas enfim, espero que gostem! ♥
Qualquer erro me avisem por favor *preguiça de revisar* ><
Narrado por Hatsune Miku
— Então, Dona Misteriosa — Neru me pôs contra a parede, sem nem precisar tocar em mim. Aquele olhar pervertido dela me assusta. — Queremos saber o que há de verdade entre você e o Kaito.
— Correção, você quer saber — Disse Teto, rindo um pouco.
Neru olhou pra ela com um olhar de recriminação, como quem diz “não se meta”. Logo após olhou pra mim com aquele olhar que me assusta de novo.
— Muito bem... Onde estávamos? — Novamente sorriu para mim com aquela cara que estava começando a me assustar. De verdade... Corei, o que provavelmente foi um erro.
— E-eu e o Kaito-kun... — Sorri sem graça. — Somos só... Só...
Por Deus, o que eu poderia dizer pra saciar a fome daquela loira? Pensa, Miku, pensa... Ai meu pai, tá difícil... Até que finalmente suspirei profundamente. Tinha que abrir o jogo, mas será que poderia confiar em Neru? Não que ela não me despertasse confiança (só um pouquinho) mas... Enfimm éramos melhores amigas, era o que bastava.
— Tá bom, você venceu... — Disse, abatida. — Eu... Eu gosto do Kaito-kun. — Disse, sentindo um embrulho no estômago. Realmente aquilo me dava uma angústia, ainda mais de ver a cara do resto do pessoal.
Teto tapou a boca surpresa e com um sorriso aberto deu gritinhos de alegria, começando a dar pulinhos no mesmo lugar. Neru, por outro lado, continuava me encarando, agora com um sorriso convencido no rosto. Len e Rin, que estavam brincando no canto, viraram a cabeça para nos olhar. Eles abriram um largo sorriso, dando as mãos e começando a comemorar.
— Miku-chan está apaixonada! Miku-chan está apaixonada! — Disseram, em coro.
— Calados! — Disse, sentindo a face arder. Deveria estar bem corada agora.
— Eu sabia. — Disse Neru, convencida. — Fazia tempo que eu notei o jeito como você olhava pra ele. Tava muito na cara, você é horrível em discrição.
Quando ela disse isso, senti meu rosto arder. Como uma garota podia ser tão indiscreta? Será mesmo que estava tão óbvio assim? Eu sei que nunca fui lá um poço de discrição, mas não imaginava que estivesse tão na cara. Dei um tapa na minha própria testa, em um suspiro longo. Mal podia acreditr na minha própria lerdeza...
— Mas quero que entendam uma coisa — Disse, por fim. — Mesmo eu gostando dele, ele é meu melhor amigo, e isso que vocês devem ter em mente. Não comentem nada com ele, por favor! Sério, tenho medo de perder a amizade de anos que construí com ele com algum relacionamento...
Logo, a limusine ficou toda em silêncio. Ninguém disse nada, nem mesmo Len e Rin voltaram a brincar. Neru e Teto apenas olhavam para mim, enquanto eu encarava intensamente o chão, com um bico. Eu acho que ele provavelmente já sabia que eu gostava dele, e também acho que ele pode ter me convidado apenas como amigos...
Mas o modo como ele me tratou não parecia ser “só de amigos”. Digo, admito que sempre gostei de rapazes mais velhos, mas Kaito sempre foi diferente... Estava lá nos melhores momentos da minha infância, partilhando-os comigo, sempre foi um exemplo que foquei em seguir, e como eu não tinha irmãos, ele se tornou um irmão mais velho pra mim, sempre. Porém, à medida que sentia meus hormônios aflorando, eu senti que sentia algo mais que só amizade por ele... Era diferente. Sempre foi, mas nunca tinha me dado conta disso. Vai ver eu era uma garotinha apaixonada e nem me dava conta disso.
Logo chegamos na minha casa, o resto da viagem em um silêncio mortal. Kaito e eu éramos quase vizinhos, nossas casas ficavam a poucos quarteirões de distância. Na verdade nossas casas eram bem próximas, até nisso ele pensou quando foi morar sozinho. Len e Rin moravam com os avós e eram meus vizinhos, por isso me despedi de Teto e Neru e saímos, eu no meio e Len do meu lado esquerdo e Rin do meu lado dirento, nós três de mãos dadas. Eu sempre os acompanhava até em casa na hora da saída, e logo, com um beijo na bochecha de cada um, se despediram de mim, entrando em sua casa, enquanto eu me dirigi à minha.
Assim que cheguei tomei um banho, colocando uma roupa simples, guardando aquela que eu usava nos shows no meu armário. Fui até a cozinha e preparei um macarrão instantâneo, estava com preguiça de fazer qualquer outra coisa. Quando vi, tinha sorvete no meu freezer. Sorvete de blueberry. Eu ri, me lembrando de Kaito. Ele sempre foi louco por sorvete de blueberry. Não queria ficar sozinha em casa... Pensei em chamar Kaito, mas desisti. Acho que hoje não era um bom dia para chamá-lo, considerando o ataque que ele teve no ônibus, acreditava que ele gostaria de ficar sozinho. Por isso peguei o telefone, discando um número e esperando o ser do outro lado atender.
— Alô! Quem fala? — Perguntou uma voz feminina idosa ao telefone.
— Ah, oi vovó! É a Miku. — Disse, com um sorriso, enrolando o fio do telefone no meu dedo indicador. – Len e Rin estão aí?
— Oh, Miku querida! Sim, estão sim, quer que eu passe pra eles?
— Quero sim por favor. — Disse, esperando enquanto ouvia o som de Rin rindo e correndo do outro lado da linha. Provavelmente estaria perturbando Len de novo. Dei um leve riso.
— Alô? — Disse, Len.
— Oi pequetucho! — Disse, rindo.
— Miku! É a Miku! — Len disse, animado, para Rin. Eu sorri.
— Miku?! Deixa eu falar com ela Len! — Disse, tentando pegar o telefone. Len não queria deixar, e ouviu eles brigando um pouco, o que me fez dar uma leve gargalhada. Ai, esses dois...
— Miku-chan! — Disse Rin, e pude sentir que ela sorria do outro lado da linha. — Porque ligou?
“Ah, é que eu não gostaria de passar a noite sozinha.” Foi o que pensei, não o que disse.
— É que eu estive pensando... O que acham de dormirem aqui hoje? Podíamos tomar sorvete, brincar, assistir algum filme...
Ouvi Rin e Len comemorarem no outro lado da linha, e logo pedindo para a avó desesperadamente. Ouvi uma risada gostosa vindo da avó, e um “sim”. Sorri.
— A vovó disse que a gente pode! — Disseram em coro.
— Certo, então venham que já vou preparar a cama de vocês. — Disse, com um sorriso.
Eles não pensaram duas vezes. Se despediram rapidamente, e logo me apressei para pegar umas pipoca de microondas e salgadinhos na despensa. Os melhores companheiros para um bom filme. Logo ouvi a campainha tocar, e quando abri a porta, Len e Rin estavam cada um com um travesseiro na mão, e Len carregava uma pequena bolsa, onde estariam provavelmente as roupas e as coisas pra tomarem banho. Nada demais, pois moravam quase do meu lado. Os dois pularam em mim em um abraço, largando as coisas na entrada, e eu ri, e acabei por cair sentada. Nós três rimos.
— Vamos, entrem! Aí fora está frio.
E assim eles entraram, indo para o meu quarto e deixando suas coisas.
Meu apartamento é bem simples na verdade. Ok, eu minto quando digo simples, ele é bem luxuoso para o apartamento de uma adolescente. Na sala tem um sofá cama lilás no centro, e sob ele, um tapete roxo felpudo. Duas poltronas – uma de cada lado do sofá central – se disponibilizam harmonicamente. Uma mesinha de centro colocada ao lado (pode soar esquisito) do sofá principal e uma lareira em frente, e sobre ela uma televisão com tela de plasma de 32 polegadas. Embaixo da televisão tinha um espaço do tamanho de uma gaveta, com um aparelho de DVD, e em um compartimento ao lado da lareira montes de DVDs com filmes variados – romances, desenhos animados, comédias, ação, terror e afins. Assim que se trocaram, eu fui até a cozinha e peguei os petiscos que tinha preparado, junto com a pipoca de microondas. Decidimos por assistir um desenho animado, chamado Wall-e. Sim, um de meus filmes prediletos. Sorrimos, rimos e nos emocionamos com o final do filme. Acho que chorei pela milésima vez assistindo o mesmo filme na mesma cena... Mas fazer o que. Assistimos tudo, até o final dos créditos.
Depois brincamos um pouco, fizemos uma guerra com as almofadas do sofá (coitado do Len, sobrou nessa história...) e depois começamos a conversar. Estava sendo muito divertida a estadia deles ali.
— Nee, Miku-chan, posso te perguntar uma coisa? — Rin perguntou, com um sorriso tímido.
— Claro, pode falar. — Disse, apoiando a cabeça na minha mão.
— Como é estar apaixonada? Como a gente sabe? — Disse, com a curiosidade natural de uma criança.
Parei pra pensar um pouco. Logo, sorri para Rin.
— É quando o sorriso da outra pessoa se torna a sua felicidade.
“É quando você vê um monte de gente passando ao seu redor, você procura com os olhos a pessoa, até que a multidão se dissipe. É mesmo estando rodeada de gente você se sente só porque quem você quer que esteja lá não está. É quando você vê a pessoa dando risada, você se sente feliz. Você sempre deseja fazer aquela pessoa sorrir. Sempre quer estar lá pra tirar as mágoas dela. Quando estão juntos, você se sente preenchida por completo, e compartilha bons momentos que nunca mais irá esquecer. Quando você cede parte de sua vida para aquela pessoa, sem se importar em pedir nada em troca.”
Expliquei para eles, que me olharam com um brilho no olhar. Logo, os dois me abraçaram. Estávamos deitados no sofá cama, sob um cobertor, estava quentinho e o abraço deles era muito confortador.
— Mas você não respondeu como a gente sabe. — Disse Rin, fechando os olhinhos e bocejando.
Eu sorri para ela.
— A gente não sabe, Rin. A gente descobre. Nunca se sabe, às vezes gostamos de alguém antes mesmo de nos darmos conta.
E assim, no sofá cama, dormimos, sob o edredom macio e quentinho.
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