My Only Exception
14 Capítulo 14 - Você Me Puxa Para Baixo, Para Você
Notas iniciais
Vocês já devem estar acostumados com a minha demora, por isso nem vou pedir desculpas dessa vez né? A respeito disso, tenho notícia boa pra vocês, mas só direi lá embaixo.
Agora, quanto a esse capítulo... Bem ele não tem assim nada demais,é só uma preparação pro 15 que eu prometo que vai estar bem melhor *-*
Ah, não posso deixar de agradecer os comentários. Sério, muito obrigada pelas reviews e também pelos coments no tt. Vocês são minha motivação, galera. Valeu mesmo ;)
E vocês leitores fantasmas, obrigada por leram tbm. Mas, vocês podiam me dar o prazer de um comentário, hein? Uma recomendação, sei lá kkkk Apareçam, por favor.
Enfim, leiam aí pessoas, esperam que gostem. Falo mais lá embaixo.
Enjoy!
P.O.V Hayley
Já passava do meio-dia quando eu resolvi levantar da cama na sexta-feira. Com muito esforço, me dirigi ao banheiro, escovei meus dentes e simplesmente prendi meu cabelo, sem me preocupar muito com minha aparência. Desci até a cozinha sem nem mesmo tirar meu próprio pijama, visto que estava com muita fome. Deve ter sido este o motivo que me fez levantar tão cedo em um dia em que não vou à aula... Ok, nem tão cedo assim.
No momento em que abria a geladeira com o objetivo de pegar o leite para preparar meu tão saudável cereal, escuto a campainha tocar. Sinto vontade de me matar quando lembro de que eu sei quem provavelmente deve estar atrás daquela porta. Josh havia ligado para mim ontem, preguntando se eu poderia ajudá-lo com o trabalho de matemática e eu disse a ele que viesse até minha casa hoje à tarde. Foram tantos os acontecimentos ontem que eu acabei esquecendo isso.
Fui o mais depressa que pude até a porta, abrindo-a. Ao fazer isso, dei de cara com um Joshua sorridente, olhando para mim.
-Oi, Hayles! – Josh diz.
-Oi, Josh... Ér, entra! –Disse ainda um pouco confusa, dando espaço para que ele passasse. Onde eu estava com a cabeça que não lembrei que ele viria?
-Você esqueceu, não é? –Ele perguntou olhando-me, assim que fechei a porta atrás de mim.
-Não... Não é isso. –Respondi, um pouco sem graça e ele riu fraco.
-Então por que ainda tá de pijama? –Ele perguntou, e só aí, eu notei seus olhos fitando meu corpo. Senti meu rosto esquentar no mesmo momento. Visto que o short que usava, era muito pequeno, para não dizer minúsculo.
-Ér... Ok, é... É melhor eu ir trocar de roupa. –Falei embaralhada, e ele percebeu que provavelmente eu estava corada de vergonha e desviou seu olhar para qualquer outro canto da sala.
–É, também acho. –Josh falou, eu não entendi muito bem o que ele quis dizer com o comentário. Mas tudo bem, deixa pra lá.
-Ok. Fica a vontade. Eu vou lá em cima e já volto. –Disse rapidamente, e após vê-lo assentir com a cabeça, comecei a subir os degraus da escada, com certa pressa.
P.O.V Josh
Depois de um momento um pouco constrangedor, Hayley foi para o seu quarto trocar de roupa, o que eu achei melhor, pois não conseguiria estudar vendo ela com aquele pijama minúsculo. Não que eu não tivesse gostado de vê-la assim, muito pelo contrário. Mas, acontece que provavelmente eu não conseguiria me concentrar em nada além das lindas pernas da baixinha.
Assim que Hayley subiu e eu fiquei sozinho na sala, joguei minha mochila no sofá e sentei-me ao lado da mesma. Corri os olhos pelo cômodo que não me era desconhecido e notei que ao lado do outro estofado, havia um lindo Gbson, que logo deduzi que fosse de Hayley. Não resistindo à vontade de vê-lo melhor, levantei e peguei o instrumento. Sentei-me novamente, agora com o violão sobre minha perna, e num gesto quase que automático, eu comecei a dedilhar suas cordas de ótima qualidade. Quando dei por mim, o dedilhado já havia cedido espaço ao ritmo e aos acordes da música que compus no dia anterior.
Havia muito tempo que não tinha motivação alguma para compor. Porém, após os momentos que passei com Hayles na quarta-feira, eu me senti... Não sei, inspirado de alguma forma e compus uma melodia simples e calma, mas que particularmente eu até que gostei. Eu e Hayley estamos nos aproximando muito ultimamente e isso me deixa verdadeiramente muito feliz.
Toquei praticamente a música toda, até que parei ao perceber que a garota de cabelos laranja, parada e em pé na escada me observava atenciosamente tocar. Sorri para ela -um pouco sem-graça por ter tocado seu violão sem permissão, confesso- e Hayley aproximou-se mais.
–Eu nunca ouvi essa música, de quem é? –Ela perguntou sorrindo, sentando-se ao meu lado.
–Minha. –Respondi um pouco envergonhado, pois sei que Hayley tem um talento enorme... O que ela pensaria sobre uma simples melodia como essa?
–Sério? –Disse ela, ainda com seu lindo sorriso no rosto.
-Sim...
-É muito bonita, Josh!
-Obrigada, Hayles. –Falei com um sorriso bobo no rosto, tenho certeza.
-Mas... Não tem letra? –Perguntou ela, confusa.
-Não, eu ainda não consegui fazer nada bom que se encaixe e nem sei se compensa... –Respondi.
-Deveria fazer sim. É muito bonita, merece sim uma letra. –Hayley disse, deixando-me feliz com seu comentário.
-Eu vou tentar pensar em algo... Mas e agora, vai ajudar o burro aqui ou não com o trabalho? –Perguntei, fazendo Hayley rir um pouco e tentando mudar de assunto, pois se ela continuasse elogiando minha música, eu iria acabar contando que ela foi minha inspiração de alguma forma.
-Não exagera. Você não é burro. E é claro que eu vou te ajudar se eu conseguir... Vai ser um prazer. –Disse Hayley, amavelmente.
-Obrigado.
-Ah, que isso Josh! – Disse ela, levantando-se do sofá- Vai arrumando as coisas aí, que eu vou na cozinha pegar algo pra comer porque eu estou morrendo de fome.
-Você ainda não almoçou? –Perguntei.
-Eu ainda não tomei café da manhã. –Ela respondeu e nós dois rimos.
-Mas, por favor, não me diga que fui eu que te acordei... Foi?
–Não, não. Quando você chegou, eu já estava de pé há horas. –Hayley respondeu divertida.
-Horas, tipo assim cinco minutos né? –Perguntei rindo.
-Isso... Mas, e aí? Toma café da manhã comigo? –Perguntou ela.
-Ah não, muito obrigado. Eu almocei antes de vir pra cá. –Respondi.
-Então tá, vou lá pegar alguma coisa e daí nós já começamos a fazer o trabalho. Ok?
-Certo.
Só depois que fiz questão de esperar Hayley comer seu cereal, é que nós começamos mesmo a fazer o maldito trabalho de matemática. Às vezes me sentia um retardado por não saber coisas tão simples. Entretanto, estava muito feliz em ter uma “professora” como Hayley disposta a me ensinar tudo o que sabe. Essa é a verdade.
[...]
P.O.V Hayley
Já deviam ser mais de 14h00 quando eu e Josh acabamos o trabalho. Quando ele me disse que não entendia nada de matemática... Bem, acho que não foi assim muito exagero.
-Bem, acho que já acabamos né? –Josh disse, pegando alguns papéis que estavamespalhadospelo chão da sala, onde nós acabamos sentando.
-É, pelo visto sim. –Respondi.
-Nem sei como te agradecer, Hayles... Sério mesmo, muito obrigado por me ajudar. –Falou Josh, enquanto eu o ajudava a recolher os papéis.
-Que isso, Josh. Não foi nada demais. –Falei sorridente, parando com o que fazia para olhá-lo.
-Foi sim. Sei que não deve ter sido fácil para você me fazer entender esses malditos poliedros. – Disse Josh, arqueando-se um pouco para pegar sua mochila que estava sobre o sofá, sem precisar levantar-se do chão e eu ri.
-Já disse, não foi nada demais mesmo. – Falei, entregando-lhe mais um livro para que pudesse guardá-lo.
-Ah Hayles! Esqueci de perguntar... Você me disse ontem, quanto te liguei, que conheceu sua irmã... Ér, como foi? –Perguntou Josh, olhando-me um pouco receoso, assim que fechou sua mochila colocando-a ao seu lado no chão, ainda sem se levantar.
-Bem, eu diria que foi... Libertador. –Respondi, não pude deixar de sorrir ao lembrar dos bons momentos que passei com Erica no dia anterior.
-Que bom, Hayles! Fico feliz por você. –Disse Josh, mostrando-me seu lindo sorriso.
-Não mais que eu. Sabe... No momento que a vi ontem, realmente lhe dando atenção, eu percebi, ou melhor, eu senti que não poderia odiá-la. –Falei um pouco emocionada ao lembrar do rosto angelical da pequena menina.
-E como ela é? –Perguntou Josh, olhando-me atentamente, parecendo realmente interessado.
-Ela é linda, fofa... Uma garotinha muito doce. –Respondi.
-Igual a você. –Oi? Josh disse tão baixo que eu não tive certeza se foram realmente essas as palavras que ouvi.
-O que? –Perguntei e ele sorriu desajeitado.
-Eu disse... Disse que ela é igual a você... Linda, fofa e doce. –Josh disse e num momento eu me arrependi de ter perguntado. Poderia ser um comentário ignorado por mim, se fosse carregado de segundas intenções. Mas, percebi que não foi... Foi de uma maneira fofa e carinhosa, pude ver a incerteza nele, parecendo estar em dúvida se devia ou não ter dito isso. Fiquei alguns instantes em silêncio e Josh apenas me olhava de uma maneira que por mais que eu tentasse decifrar, não o faria com êxito. Percebo que eu e Josh estávamos perigosamente perto, porém essa aproximação não se deu naquele momento, nós já estávamos assim desde o início, porém não tinha notado.
-Ér... Obrigada. –Enfim falei sem-graça. Provavelmente meu rosto já deveria estar variando entre tons de vermelho. Vi o sorriso de canto de Josh e nossos olhares se encontrarem. Por mais que eu quisesse tentar, não conseguiria desviar... Estava presa a sensação que tê-lo ali tão perto, que seu olhar indecifrável provocava em mim e Josh parecia sentir o mesmo, mas com uma diferença, ele conseguiu se mover o suficiente para aproximar seu rosto do meu. Senti sua mão tocar a minha com sutileza sobre o chão. Josh abaixou seu olhar para elas e logo depois voltou a me olhar, como se pedisse permissão para algo mais. Não era como das outras vezes. Posso estar louca, mais sei lá... Parecia haver alguma espécie de sentimento, além da atração ali. Devo estar louca mesmo. Não soube o que fazer ou dizer, apenas não tirava minha atenção de seus olhos, como se esperasse seus próximos gestos. Quando senti sua respiração mais próxima, deduzi o que provavelmente estava prestes a acontecer... Estava, pois não aconteceu.
Ouvimos a campainha tocar e como se a bolha que parecia se formar em torno de mim e Josh, isolando-nos do que acontecia lá fora estourasse, ele se afastou, direcionando seu olhar para a porta. Eu apenas fitei o chão por alguns instantes, pois não conseguiria olhar para o garoto a minha frente. Senti minha mão deslizar lentamente por debaixo da sua e levantei-me, indo atender a pessoa que eu não sabia se queria abraçar ou matar naquele momento, por interrompido algo tão bom.
-HAYLEY! –Dak gritou, envolvendo-me em seus braços, assim que abri a porta.
-Ah, oi Dak! –Falei, retribuindo o abraço.
-Já estava com saudade sua Hay. –Dak falou, soltando-me e eu cedi espaço para que ela entrasse e fechei a porta.
-Eu também senti sua falta. –Disse, eu estava voltando ao meu estado normal. Só espero que Dak não tenha notado isso.
-Trouxe uns filmes para a gente ver Hays. Preciso te contar muit... JOSH? –Dakotah disse surpresa o nome do garoto que viu assim que adentramos mais a sala.
-Oi. –Josh falou sem-graça ao ver o espanto da loira. Ele agora estava sentado no sofá, eu não conseguia encará-lo assim como ele.
-Josh? O que você tá fazendo aq... Opa calma Aí! –Dak parou com o que estava dizendo e desviou o olhar de Josh, encarando-me com uma expressão incrédula. Nesse momento meu rosto deveria estar mais vermelho que a antiga cor do meu cabelo. Dak só me faz passar vergonha. — HAYLEY ME EXPLICA ISSO AGORA!
-Para Dak! Não é nada disso que você tá pensando. –Falei.
-A Hayles estava me ajudando com um trabalho de matemática. –Josh apressou-se em explicar, o que agradeci, pois não conseguiria formular uma frase que retirasse o sorriso idiota que estava no rosto de Dak, que nos encarava como se estivesse prestes a nos sentenciar por algum crime.
-É... É isso! –Disse, fortalecendo a resposta de Josh. Mas, se bem conheço Dak, isso não seria o suficiente.
-Então vocês estavam estudando? –Dak disse, parecendo medir-me dos pés à cabeça.
-Isso mesmo. Por incrível que pareça. –Disse Josh, agora calmamente, enquanto levantava-se do sofá, pegando sua mochila.
-Aham... SEI! –Dak disse olhando-me com um sorriso malicioso nos lábios. E eu apenas lhe dei uma cotovelada na costela, arrancando-lhe um gemido baixo, mas nada indiscreto.
-Bem, eu já estava indo embora... –Josh disse, levantando-se. Mas, Dak foi até ele e o impediu que fosse até a porta.
-Não Josh, fica! Eu trouxe uns filmes bem legais aqui. Nós três podemos escolher um pra assistirmos juntos. –Dak falou e Josh olhou para mim como se pedisse permissão ou algo do tipo. Eu simplesmente sorri, voltando a olhar rapidamente para a loira que nos observava, mantendo um sorriso desconfiado nos lábios.
-Bem, se eu não for atrapalhar vocês... –Josh argumentou.
-Não que isso. Não vai atrapalhar, não é mesmo, Hayles? –Dakotah perguntou sorrindo. Maldita garota.
-Claro! –Respondi apenas, e Josh voltou a sentar-se o sofá, colocando sua mochila em qualquer lugar.
-Ok... E que filme você tem aí? –Josh perguntou e Dak rapidamente tirou sua mochila das costas e abriu-a, sentando-se ao lado dele, procurando provavelmente pelos DVDs. Com certeza Dak veio direto pra minha casa assim que saiu do colégio.
-Bem, eu tenho Jogos Mortais, Harry Potter, Senhor dos Anéis, Ponte para Terabithia... –Josh arregalou os olhos e começou a rir assim que ouviu o último título e eu o acompanhei.
-HEY! Por que vocês dois estão rindo? –Perguntou Dak, parecendo realmente confusa.
-Fala sério Dak! Ponte para Terabithia? Quantos anos você tem? –Josh disse, fazendo-me rir ainda mais e recebeu no braço um soco de Dak.
-Ah parem de rir! Eu amo esse filme. –Disse Dak, cruzando os braços e fingindo estar irritada.
-Você pode amar, mas não nos faça ver isso, por favor. –Josh pediu.
-Ah é... Então qual a gente vai ver? –Dak perguntou olhando para mim, que ainda estava em pé na frente dos outros dois.
-Jerm iria adorar ver Jogos Mortais. -Falei, lembrando-me de um dos vícios do melhor amigo.
-Que Jerm? –Josh perguntou, olhando-me intrigado.
-Jerm... O amigo gostoso da Hay! –Dakotah falou com naturalidade me fazendo rir novamente.
-Ah tá! –Escutei Josh dizer friamente e então os risos foram cessados.
-Ér... Qual outro você tem aí, Dak? E por favor, eu quero um de terror. –Perguntei tentando restabelecer a conversa.
-Ah Hayley, o pior é que não trouxe nenhum de terror. Mas eu tenho... –Ela disse enquanto revirava sua mochila- O Amor é Cego!
-Nunca ouvi falar. –Eu disse.
-Eu já. Tem Gwyneth Paltrow e Jack Black, dizem que é bem legal! –Enfim Josh se manifestou novamente.
-Então tá decidido, nós veremos esse! Eu já assisti, mas tudo bem. –Dak falou, entregando-me o DVD.
-Ok, Dak. Mas não conte nada sobre o filme. –Adverti, enquanto me dirigia até a estante para colocar o DVD no aparelho.
-Isso mesmo. Boca fechada dona Dakotah, senão colocamos você pra fora. –Josh repreendeu-a brincando.
-Aí vocês ficam sozinhos. –Dak disse com o mesmo sorriso malicioso de antes e eu tive vontade de lhe socar a cara pra ela aprender a não falar demais.
-Vem comigo, Dak! –Aproximei-me deles, dando o controle do aparelho para Josh, que havia ficado aparentemente constrangido com o comentário, e puxei Dakotah pelo braço.
-Pra onde? –Perguntou ela, olhando-me confusa enquanto eu a arrastava.
-Pra cozinha... Temos que fazer pipoca. –Eu respondi. Na verdade só queria a tirar de perto de Josh e pedir a ela que parasse com os comentários idiotas.
-Pipoca, Hay? –A loira perguntou assim que chegamos na cozinha e eu soltei seu braço.
-Você sabe muito bem que não... Dak, por favor, para com essas brincadeiras sem-graça. –Falei, tentando ser séria, o que era difícil quando se tratava de conversar com Dakotah.
-Que brincadeiras? Não estou fazendo nada. –Disse ela com um sorriso nos lábios.
-Sei, por favor... Para, Dakotah! –Falei. Dessa vez, um pouco mais alto que o normal.
-Ok... Desculpa, não precisa se irritar. –Pediu Dak.
-Tudo bem.
-Mas depois você vai ter que me explicar direitinho o que você e o Josh estavam fazendo aqui sozinhos quando eu cheguei! –Dakotah falou de uma maneira autoritária, mas ao mesmo tempo engraçada e eu não resisti e comecei a rir. Como essa menina consegue mudar o meu humor tão facilmente?
-Eu só estava ajudando ele, Dak. É sério.
-Sei... Você pode até ter ajudado ele, mas não foi só isso. –Disse ela, convicta.
-Eu não sei de onde você tira essas coisas, garota. –Falei, enquanto procurava em um armário a pipoca de micro-ondas. Afinal, não poderíamos voltar para a sala sem ela.
-De onde eu tiro? Ah fala sério, Hayley! Quando eu cheguei você e o Josh estavam com caras muito suspeitas e mais vermelhas que um tomate. E, sejamos sinceras... Eu sei que tá rolando alguma coisa entre vocês, além daqueles beijos. Vocês estão se gostando... Que bonitinhos! –Dak disse juntando as mãos e eu ri. Quando eu acho que ela tá falando sério, ela resolve zoar.
-Cala a boca, garota! Eu não estou gostando de ninguém. –Falei, colocando o pacote com pipoca no micro-ondas.
-Meu Deus, é mais sério do que eu pensava. –Disse Dak, mas eu não entendi o que ela quis dizer com o comentário. – O amor é lindo, gente!
-Por Deus, para com isso! –Eu pedi.
-“HEY! ESSA PIPOCA SAI OU NÃO?” –Escutamos Josh gritar da sala.
-CALMA SEU MORTO DE FOME, TÁ QUASE! –Dakotah respondeu com seu jeito delicado e único, arrancando risos.
Esperamos mais alguns minutos e voltamos pra sala, agora, com uma tigela imensa com pipoca nas mãos.
-Senta aqui! –Dak disse para mim, cedendo-me o lugar ao lado de Josh, que sorriu com a situação. Deixando-me assim no meio dos dois. Sério, Dakotah me paga!
[...]
Fazia uns 15 minutos que Dak e Josh haviam ido embora. Eram quase 19h00 e eu estava estirada no sofá vendo qualquer coisa na TV.
-Onde estão seus amigos, filha? –Minha mãe perguntou, sentando-se no sofá, colocando minhas pernas em seu colo. Nem havia notado sua aproximação, pois já havia muito tempo que ela tinha subido para tomar banho. Quando minha mãe chegou do trabalho, Dak e Josh estavam aqui. Ela finalmente conheceu Josh “formalmente”.
-Eles foram embora. –Respondi.
-Hum... E então Hayley, você e o Josh estão ficando? –Minha mãe perguntou com uma naturalidade absurda e eu me sentei no mesmo momento olhando-a, incrédula.
-O QUE? –Perguntei mais alto do que deveria. Por um instante achei que tinha entendido errado a pergunta.
-Ué, não é assim que vocês jovens falam: “ficando”? –Ela disse, fazendo aspas com os dedos e caindo na gargalhada.
-A senhora é doida mãe, fala sério! –Disse, agora rindo também. Minha mãe nunca foi dessas que proíbem as filhas de namorar ou algo do tipo. Tenho uma relação super aberta com ela. Na verdade meu pai é quem acha que eu ainda sou seu eterno bebê.
-Mas e aí, tá ou não? Ele é bem gatinho, hein? –Minha mãe disse, fazendo-me rir mais ainda.
-Ele é meu amigo, mãe!
-Aham sei. Vocês não se olham como amigos não. –Disse dona Christie e eu comecei a ficar envergonhada, mas dei graças quando ouvi meu celular tocar. Alguém pra me salvar desse assunto? Sim.
-“Hey baixinha!” –Escutei a voz masculina dizer quando atendi.
-Jeeeeeeeerm! –Gritei, arrumando-me melhor no sofá para ficar mais à vontade. Já havia alguns dias que não falava com meu velho amigo.
-Já vi que vou restar aqui... Vou pedir uma pizza porque estou com preguiça de cozinhar, tudo bem pra você? –Minha perguntou levantando-se e eu sorri animada balançando a cabeça em afirmativo. Então ela riu da minha atitude e foi para cozinha.
-Não acabe com meus tímpanos, por favor. –Disse Jerm debochado, do outro lado da linha.
-Engraçadinho...
-Mas, e aí Hay, tudo bem? –Perguntou Jeremy.
-Tudo e você, como tá? Me esqueceu, né?
-Também... Ah para de drama baixinha, eu só não tive muito tempo pra te ligar. –Justificou, ele.
-Não é drama! Eu só estou com saudade de você seu chato. –Falei.
-Então... Acho que vou ir aí sábado. –Disse Jerm para minha (noooossa) alegria.
-Amanhã?-Perguntei animada.
-Não. No da semana que vem e acho que vou levar a Kath, tudo bem?
-Sim, cla... Quer dizer... Ah não! –Disse ao lembrar que sábado seria um dia corrido.
-Hã? Tá tudo bem, eu não levo ela então. Pensei que você tivesse gostado da Kath. –Disse Jerm rapidamente, entristecido.
-Não! Não é isso seu doido, é que... Lembra que te falei semana passada que eu vou me apresentar com os meninos no show de talentos do colégio?
-Ah lembro sim, por quê? –Perguntou ele.
-Então, é sábado que vem. –Falei ao lembrar que só havia mais uma semana e que tinha que convencer minha mãe a me deixar ensaiar.
-Mas será que eu posso ir te ver? –Perguntou o loiro com animação.
-Eu não sei, Jerm.
-Ah Hayley eu quero tanto te ver cantar! –Ele disse e eu ri.
-Só de pensar nisso eu já fico nervosa. Imagina se você estiver lá me assistindo... Meu Deus, eu vou travar. –Falei e ele ria. Realmente estava com medo do que poderá acontecer nessa apresentação.
-Você vai arrasar baixinha e eu quero ver isso!
[...]
P.O.V Josh
Depois que cheguei em casa, subi correndo para o meu quarto e me tranquei no mesmo. Tinha que botar pra fora todas as palavras que brotaram em minha mente de uma hora para outra e que se encaixavam perfeitamente com a minha música sem letra.
Após organizar as palavras rapidamente em um papel, peguei meu violão e me pus a tocar a melodia, fazendo as adaptações necessárias. Acho que nunca escrevi uma letra com tanta rapidez, ao menos não uma letra como essa. Era o que eu sentia... Era o que eu queria dizer, mas faltava-me coragem para isso. Entretanto, no momento que em que notei a música pronta em menos de meia-hora, senti uma vontade, uma necessidade imensa de não guardá-la só para mim. E sim, eu não faria isso, eu não iria guardá-la só para mim... Afinal não tenho o direito de escondê-la da pessoa que me inspirou a compô-la desde o início, certo?
Notas finais
Bem, a notícia boa é a seguinte: EU TÔ DE FÉRIAAAAAAAAAAS :D:D:D:D uhuuuuul ~dança~ Ok, mas só tenho duas semanas :l Então, o que tenho a dizer é que pretendo, PRETENDO postar mais 3 capítulos pra vocês nessas duas semanas, porque depois das férias eu realmente vou ficar AINDA mais sem tempo, visto que terei aula em todos os feriados. Vestibular tá chegando acuuuuuda minha gente D:
Enfim, eu acho que é isso... Quero começar o 15 ainda hoje *-*
Alguém aí chuta o que vai acontecer nesse show de talentos? Pois é, tá pertinho :x
Enfim, bjoss galera ;*
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