Notas iniciais
Olá leitores! Como estão? Espero que bem :) Enjoy!

Era tarde, e o sol ainda não havia surgido entre os prédios, assim, seu quarto ainda era quieto e obscuro. Notou o quanto aquele lugar estava gelado, o que a fez acordar mais uma vez naquela noite, em seguida ouviu mais um gemido de dor que vinha de Anne que se virava na cama inquietamente, se levantou e checou o aquecedor do apartamento que por algum motivo estava desligado, então, voltou para seu quarto com dois frascos de remédios em mãos, um branco e outro laranja, entregou-os para Anne que os aceitou forçando um sorriso em meio a dor que sentia em suas costelas. Queria muito que ela ficasse bem, mesmo que o sentimento de culpa por todo o acontecido a abalasse muito, só queria que trocassem de corpo para que as dores que sua amada sentia fossem todas dela. Depois de entregar-lhe os remédios e ela logo em seguida cair no sono com o efeito dos analgésicos sentou-se na cama e o que fazia principalmente era observar os pontos e machucados na pele branca. Não sabia de onde havia tirado tanta raiva para com a mulher que um dia ousou em iludir-se a gostar, agora, ela desafiou e brincou com o amor de sua vida e poderia perder a empresa ou o que fosse por viver ao lado dela. Resolveu de uma vez por todas colaborar com o que Lola a pedisse. A morena, então, resolveu se deitar ao lado da loira que fazia uma careta pela pontada de dor que sentiu, deitou ao seu lado sem tirar os olhos da pela ainda roxa e esverdeada. Fechou os olhos e o sono a prendeu para si mesmo resistindo a ele.

Samantha tomava seu café preto pela manhã rapidamente enquanto colocava seu blazer, lá fora fazia frio e temeu sair do prédio sem um casaco mais pesado, subiu as escadas para pegar seus sapatos juntamente com sua bolsa e também para observar mais uma vez Anne adormecida, havia perdido a conta de quantas vezes tinha o feito, gostaria de voltar para a cama e adormecer ao seu lado mais uma vez, mas as coisas na empresa estavam realmente acumulando, isso só ficaria pior se ficasse em casa mais um dia. Pegou o casaco e tudo o que faltava, deu uma ultima espiada em sua amada que dormia tranquilamente agora que os remédios matinais faziam efeito. Samatha desceu as escadas e escreveu um bilhete rápido e preciso, então, saiu certificando-se de ligar o alarme logo ao lado da porta.

A morena saiu do elevador da empresa perdida em pensamentos enquanto tirava alguns papéis da bolsa.

— Srta. Klein?

Samantha não ouviu o chamado e apenas continuou caminhando para a sua sala, estava cansada pela noite mal dormida, acordada para não perder nenhum horário dos remédios. Só queria que o dia acabasse logo e que pudesse voltar para aquela cama quentinha ao lado da pessoa que mais amava.

Olhou através da enorme vidraça e achou linda a forma que os primeiros flocos de neve se acumulavam na guia da calçada, era estranho perceber que o inverno tinha chegado tão rápido, era como se fosse ontem que havia recebido a primeira mensagem errada que poderia mudar tanto sua vida.

— Srta. Klein?

— Sim? – respondeu saindo parcialmente de seus devaneios.

— Apenas lembrando que hoje a Srta tem uma reunião com o Sr. Grounché.

— Cancele, preciso ir embora.

— Srta. É uma reunião em que o novo diretor de carregamentos estará. – a japonesa a olhou já se apavorado com a resposta da morena que a olhou desentendida.

— Com o Liam! Aquele indicado por Dorkey, neto de um velho famoso, aliás, por que essas olheiras? – a morena ainda a olhava com desentendimento. — Aquele pistoleiro que provavelmente irá acabar com o setor de carregamentos.

— Isso, ele! – Samantha coçou a cabeça. ­­— Preciso me preparar! Não tenho nada aqui, eu me esqueci totalmente e... – disse abrindo alguns arquivos no computador.

— Tenho algo aqui sobre outras reuniões e algo a mais. – a oriental entregou os papéis para a morena que agradeceu com um sorriso aliviado.

A assistente ia saindo quando a morena interrompeu.

— Yako, o que Quinn irá fazer agora?

— Acredito que se preparar para a reunião também.

— Não pode ser...

— Posso ajudá-la Srta. Klein?

— É só que... – Samantha sabia e exercia um dos principais lemas “Nunca traga problemas pessoais para seu trabalho”, mas isso era uma exceção. — Anne... Ela esta em casa machucada e talvez não acorde para tomar os medicamentos da 13h.

— Como assim? Já a levou para o hospital? – falou rápido deixando claro seu sotaque.

— Sim Yako, está tudo bem. Só estou um pouco preocupada.

— O que aconteceu?

— Nada de mais Yako. – falou tentando fugir do assunto.

— Quer que eu vá até lá? Certo?

— Faria isso por mim? – disse a morena tentando fazer sua melhor expressão persuasiva, mas saiu como uma careta.

— Tenho que organizar a sala de reuniões e...

— Deixa comigo. – disse rapidamente implorando enquanto levava suas mãos à boca.

— Está bem.

— Ótimo, tire seu dia de folga depois.

— Mas Srta, eu ainda não fiz as propaganda e...

— Eu vou embora logo depois da reunião e termine isso amanhã.

— Obrigada Srta. Klein. – a assistente agradeceu e saiu da sala em direção a sua bancada apanhando uma bolsa pequena.

+++

— Srta. Hale? Ei, acorde Srta. Hale!

Anne abriu os olhos e o lugar dava voltas, alguém a chamava e resolveu resmungar, pois mal conhecia aquele rosto.

— São 13h03, eu cheguei atrasada e a Srta. Klein vai me matar, vamos Srta segure o copo d’água.

Anne fez um esforço para se sentar e nada em seu corpo doeu isso a deixou aliviada. Pegou o copo juntamente com os remédios da mão da mulher que lhe pressionava e os engoliu de uma vez.

— Ei, você é aquela cantora do karaokê, certo?

A assistente colocou algumas mechas do cabelo curto atrás da orelha.

— Eu estava passando por algo difícil. – ela disse e ambas riram.

— Prazer sou Anne, mas acho que já me conhece.

— Sou Yako. – disse pegando na mão estendida. — Srta. Klein fala muito sobre a Srta parece que já somos íntimas.

— Sem isso de “Srta.”, “Você” já está bom.

— Ok. – disse a japonesa com a cabeça baixa.

— Ela pediu que viesse, não é? Não precisava disso.

— Ela só esta preocupada e se eu não viesse ela mesmo viria e perderia uma reunião importantíssima, e além disso ganhei um dia de folga.

— Por ser a babá? – as duas riram. — Se quiser ir pode ir, eu estou acordada e eu tomo os restantes dos remédios no próximo horário. Já estou melhor.

— Não posso Srta. Klein me mataria, afinal, não tenho nada de importante para eu fazer agora.

Era estranho saber que a doce Samantha era tão severa e fechada no ambiente de trabalho e também que alguns sentiam até receio de apenas se aproximar dela por ser a presidente temida por suas palavras bem ditas e sua postura elegante.

— Bom, antes que o remédio faça efeito e eu durma. Me fala sobre o que cantava no karaokê? Sente-se.

— Enfim, eu estava gostando de uma mulher estilo Shane... – começou a história pulando ao lado da loira na cama.

+++

— Aqui está o extrato das contas do depósito, você trabalhará com isso e mais algumas coisas de lá do depósito. – Quinn entregou vários papéis para o rapaz. — Gostamos de comprometimentos está disposto a isso? – Quinn perguntou séria.

— Estou disposto a muitas coisas para com a empresa Srta. Sparks.

— Ótimo. – a loira disse se sentando e batendo alguns papéis na mesa.

— Assim encerro a reunião. – falou a morena.

Os diretores se retiraram e apenas Quinn e o novo empregado ficaram na sala.

— Srta. Sparks eu poderia falar a sós com o Sr. Grounché?

— Claro. – a loira respondeu desentendida, mas saiu logo em seguida.

— Pode se sentar.

Aquele seria o designado para a direção de carregamentos, era mais novo que pensava, sua barba por fazer e seu cabelo loiro era algo notavelmente atraente, estava de terno azul e com a camisa para fora o que lhe dava uma imagem de desinteresse.

“Tudo o que deveria passar em uma entrevista de emprego” – pensou.

— Por que acha que devo escolher o Sr para o cargo?

— Srta Klein, sou o único nessa cidade com experiências avançadas e claro com o meu nome eu posso tudo.

— Seu nome para mim não significa nada. — disse séria.

— Eu já fui contratado pelo Sr. Dorkey e não sei por que a Srta está fazendo esse joguinho. – disse incrédulo.

— Não é nenhum tipo de joguinho e para seu conhecimento eu mando e desmando nessa empresa, Dorkey é só mais uma parte dela, e se o Sr pensa em não se comprometer posso fazer de sua vida um inferno dentro dessa empresa. – cuspiu as palavras batendo o dedo indicador na mesa.

— Desculpe-me por minhas palavras. – falou a encarando.

Samantha puxou sua camisa para baixo e arrumou seu cabelo.

— Bom, seu salário será dito pela minha assistente em alguns dias, odiamos atrasos quero que se certifique de chegar cedo, eu sei tudo sobre você e não queira ser espertinho em minha empresa, pois estou a mil passos a frente de você.

— Posso ir?

— Vá. – respondeu.

Depois que o rapaz saiu, massageou suas têmporas e se dirigiu a sua sala para fechar alguns arquivos.

+++

Samantha chegou no apartamento e tudo estava apagado. Já havia mandado mensagem para Yako e acabara de encontrá-la no térreo. Ascenderam se as luzes e a loira estava deitada no sofá coberta por um edredom ao se aproximar notou que eu cabelo ainda estava molhado do banho que provavelmente havia tomado. Sentou-se no sofá e depositou sua bolsa no chão e acariciou o braço que se localizava para fora o que a fez acordar.

— Está melhor?

— Olá, muito melhor, quase não sinto nenhuma dor.

— Ótimo, desculpe minha demora eu não sabia que havia tantas pessoas do depósito para falar e fechar contratos.

— Todos deram certo? – perguntou com um sorriso.

— Sim, aliás, você está linda.

— Eu só tomei banho e... Obrigada. – disse e finalmente corou.

— Quer comer algo?

— Que horas são?

— 8 p.m.

— Dormi muito, não estou com fome. Ei, onde Yako está? – disse se sentando.

— Já foi, acabei de ver ela no lobby.

— Ela é muito engraçada.

— Sim ela é. Deram-se bem?

— Muito bem e Sam... Amanha pretendo ir embora.

— Por quê? – disse e se aproximou para um abraço e depositou sua cabeça no pescoço da loira.

— Tenho algumas coisas para fazer. – disse passado seu braço em volta da morena.

— Pode ficar aqui tempo que quiser.

— Ok.

— Sabe, estou pensando em chamar Lola para uma conversa quero aceitar a proposta dela. Tudo bem para você?

— Sim, tudo bem.

Verônica e suas intimidações estavam ficando cada vez piores e ambas carregavam isso como uma maldição, muitas vezes, Samantha tinha controle da situação, mas agora não poderia aguentar tudo sozinha e lá Lola se encaixava como ajuda. Não gostava do fato dela e Samantha passarem muito tempo juntas, mas se tudo isso fosse para o bem de todas era a melhor maneira. Anne se lembrava da maneira que se sentia completa e por uma única vez não no comando sobre algo quando recebeu aquela primeira sms errada de Samantha, o desconhecido a deixava curiosa e a curiosidade a deixava a mercê da situação. Todo aquele emaranhado de sentimentos e insegurança era perturbador, não tinha certeza de ser suficientemente forte, ou suficientemente boa. Mas, ao vê-la ali disposta a enfrentar qualquer tipo de situação ao seu lado tinha que estar suficiente forte, e boa o suficiente.

— Nem por um segundo. – a loira falou, respirou e depois continuou. — Você sempre insistiu em que eu era... Eu não sei, completa e suficiente.

A morena a encarou cobrindo sua mão delicadamente.

— Bem, você é.

— Ninguém nunca me disse isso antes. – fala a loira em voz baixa.

— É o que você merece ouvir. – Samantha respondeu com firmeza já com seus olhos nublados com lágrimas. — Que você é suficiente, você é digna de amor, que você é a melhor pessoa que já conheci. Anne... – pausou sua fala e se livrou das lágrimas. — Você é a mulher da minha e me faz feliz por completo.

Toda sinceridade em seu coração estavam expostas naquelas palavras. Anne, não podia mais ficar longe dela, então, a puxou para si pelo colarinho de sua camisa selando ferozmente seus lábios enquanto a mão da morena procurava a bainha da blusa da loira que ficava mais tensa a cada toque desejado por ambas. A morena ao puxar a loira pelo seu quadril notou que ele era bem mais estreito que pensava e facilmente podia cobri-lo com seus braços longos. Pela vidraça podia ver as gotas de chuva sendo congeladas pelo ar gélido, já lá dentro era abafado praticamente escaldante como uma brasa que não se apagaria facilmente. Anne gentilmente deitou a morena no sofá e se posicionou sobre ela sem sair do beijo ou perder o ritmo dele. Faltava apenas um botão para que Anne terminasse de tirar a camisa da morena que já mostrava sua expressão maliciosa ao notar o olhar de desejo da loira para com a lingerie vermelha. Cada toque sobre a pele as deixava fora do ar por um momento, era excitante o modo de se olharem ou o jeito como seus corpos se encaixavam como uma melodia recentemente feita. Diante do beijo, agora lento, a loira podia ver os olhos negros ainda mais escuros de desejo enquanto os azuis brilhavam como o mar em um dia ensolarado. Samantha a olhou e movimentou suas sobrancelhas e Anne brevemente soube o que ela faria em seguida. Ela então se inclina e envolve os braços em volta da cintura de Anne e a carrega escada a cima em direção ao quarto, o prazer e o desejo ali era o complemento do amor em volta de todo o local. Enquanto Anne era deixada cair sem cerimônia na cama seu corpo era uma bomba de sensibilidade, qualquer lugar tocado em seu corpo pelas pontas dos dedos da morena a fazia gemer. Sobre a cama uma risada irrompeu a boca da loira, metade alegria e metade nervosismo. Samantha a possuía com seus movimentos em sua coxa a fazendo ir ao ápice e voltar várias vezes. Cada movimento elegante e conciso a deixava louca de prazer e sensibilidade, algo único nunca sentido antes.

— Ei, você está pronta?

Anne apenas balançou a cabeça positivamente mordendo seu lábio inferior. Samantha abriu um sorriso perverso ao observá-la gemendo. A morena, então, cobrindo sua caixa torácica deslizou seus dedos pela pele avermelhada a envolvendo em movimentos lentos, mas logo passando para velozes, como uma dança casual e momentânea, enquanto o quarto era feito de gemidos.

Samantha era forte, ágil e certeira.

“Ela é minha”

Notas finais
Eu acho que Anne não vai querer mais ir embora hahah Aconteceu! iráá. O que acharam? me contem! Desculpem a demora e qualquer erro. Até mais.