My Oath To You
30 Capítulo 30
Notas iniciais
— Você sabe muito bem que seus exames finais estão próximos e tem que se esforçar, como traz amigos para cá. Anne onde está seu juízo, você é minha filha e não será mal sucedida em nada, ouviu bem?
— Pai, ela estava ferida e precisava de ajuda nunca iria deixá-la na rua daquela maneira. — disse a loira irritada.
— Você virou algum tipo de benfeitora? Por que eu a criei para ser uma médica séria e íntegra.
Samantha olhou para os lados e reconheceu o lugar por o cheiro de Anne estar por toda a parte. A discussão na sala de estar parecia estar mil vezes mais alta, sua cabeça já estava melhor, mas realmente sensível ao barulho. Seu braço formigava até ela notar que tinha pontos ali e tudo veio a tona, a faca em seu braço, o sangue, e Anne a segurando até o carro. Então, a morena tirou o pijama e colocou o vestido manchado de sangue, dobrou a coberta e a roupa e arrumou no canto da cama que inteiramente cheirava a ela.
A discussão havia parado assim ela apareceu na porta do quarto que dava direto na sala de estar. Ao entrar no cômodo viu que o clima estava tenso, o pai de Anne ainda não apresentado formalmente a ela estava lendo um jornal com uma xícara de café ao seu lado e a loira sentada no sofá com um livro de capa vermelha.
— Oi. — disse forçando um sorriso e tapando o rosto da claridade que entrava na pela vidraça.
— Bom dia. — falou a loira deixando o livro de lado e vindo até seu encontro.
O homem que lia o jornal esbugalhou os olhos ao perceber a mulher que havia passado a noite em sua casa.
— O processo de cicatrização já começou, tem que ficar uns dias com eles. — falou a loira observando o braço ferido.
— Obrigada por...
— Sam, sem agradecimentos por enquanto, vamos tomar café.
O patriarca que estava sentado se levantou e tratou rapidamente de estender sua mão para a morena que logo pegou sua mão com um sorriso.
— Prazer, sou Richard Hale.
— Muito prazer Sr. Hale, sou Samantha...
— Klein. — complementou o homem. — Ouço muito bem de seus colchões.
— Obrigada, não que eu queira ser esnobe, mas são os melhores colchões da região.
— Eu diria que são os melhores de NYC. — sorriu confiante. Ouviram um barulho vindo do fundo e todos se viraram para certificar.
— Anne você recebeu um encomenda gran... — Sra. Hale saiu com caixas nas mãos, parecia ter perdido algo.
— Samantha! Bom te ver de novo. — disse a mulher vindo a cumprimentar.
— Digo o mesmo Sra. Hale.
— Já tomou café? — perguntou a mulher colocando as caixas de lado.
— Mãe... — a loira tentou interromper.
— Eu fiz um bolo de cenoura muito cremoso. Gostaria de experimentar?
— Não queria incomodá-la mais do que já incomodei, então tenho que ir, há assuntos a tratar na empresa.
— Não é incomodo nenhum.
— Obrigada mesmo assim.
— Eu te levo até la fora. — disse Anne com um sorriso mais do que aliviado.
As duas seguiram até a porta e depois até o porsche que estava estacionado a frente da casa dos Hale's.
— Obrigada. — a morena despejou com um suspiro.
— Primeiro, você me deve explicações e segun...
— Segundo, mais tarde vou te levar a um lugar especial. — Anne olhou desentendida.
— Não vai recusar um encontro com Samantha Klein, vai?
— Talvez se você der um jeito nesse seu super convencimento posso pensar.
— Quer que eu venha te buscar ou...
— Eu posso ir.
— Central Park às cinco.
— Está bem.
Logo depois de Anne responder Samantha se aproximou e a enrolou em seus braços que agora estavam fracos.
— Você me deve explicações. — falou a loira em meio ao abraço.
— Prometo contar a você tudo.
Saíram do abraço e a morena pôde ver que a Sra. Hale observava cada movimento das duas pela vidraça, rapidamente se virou e entrou no carro.
Anne voltou para dentro com um sorriso que só ela deixava quando ia embora, mesmo que sentisse saudades sabia que mais tarde estaria em seus braços novamente, era isso que movimentava a loira. Um encontro. Por um momento ficou ansiosa até se assustar com sua mãe que vinha ao seu encontro logo depois de ter entrado.
— Por que o sorriso? — perguntou sua mãe.
— Não é nada, apenas me lembrei de uma coisa.
— Filha você sabe que seu pai tem esse jeito, mas saiba que ele te ama.
— Está bem mãe, eu sei. — disse pegando o livro no sofá e tirando os pratos da mesa.
***
Samantha chegou no apartamento, tirou o vestido e tomou um banho demorado, era o que estava realmente precisando naquele instante. Era muita sorte de sua parte Anne ter a encontrado, se a loira não tivesse aparecido iria ficar ali sangrando sem sair daquela praça. Pensava o quanto tinha sido estúpida de aceitar aquele convite ou até mesmo de aceitar qualquer coisa que ela desse para tomar.
Saiu do banheiro e colocou seu moletom, pensou em dormir, mas precisava falar com seu irmão que daqui a alguns meses estaria de volta para nunca mais voltar para o exército, odiava estar longe dele a todo esse tempo.
Alan?
Sam? que saudades, como está hips?– A morena sorriu ao ouvir a voz do irmão mais novo e também por ainda lembrar seu apelido.
Estou ótima, quero saber como você está.
Estou bem, apesar da dor nas costas pelo tiro de borracha que levei semana passada. Sério? Eu fico muito preocupada com você, sabe disso não é feet?
Sim Sam, mas olha logo eu estou de volta. Agora me fala da garota, conseguiu pegar?
Não. Ainda.
Ainda. Sei...
Ela é especial Alan, ela não é como as outras.
Apaixonou.– Samantha ouviu a risada do irmão e isso trouxe uma paz incrível.
É o que parece?
Está na cara.
Mas, você tem alguma amiga esperando por mim, certo?
Você não pode achar uma por conta própria?
Você é melhor nisso do que eu hips.
Sim, sou realmente muito melhor.– riram.
Ligou para a tia Cindy?– perguntou com um tom sério dessa vez.
Não tive tempo, mas quando você chegar e se acomodar vamos para o Texas o mais rápido possível.
Está bem.
Não está tarde ai ou...
São 4:15am.
Desculpa feet.
Você nunca acerta o fuso horário mesmo.
Vou deixar você dormir, boa noite.
Boa noite fica bem só não se apaixone muito, elas não gostam.
Eu sei muito bem do que elas gostam. Tchau.
Eu te amo.– falou o rapaz.
Eu te amo também.
***
Anne avistou Samantha sentada na grama alguns metros longe. Custou para que achasse o local onde a morena estava, mas finalmente achou então a observou de longe. Seu cabelo médio, ondulado estavam soltos e bagunçados do jeito que a loira prezava vê-los. Estava com uma blusa fina de manga curtas e um short jeans. Adoraria ir correndo e abraçá-la e matar aquela vontade de estar em seus braços, mas não o fez, ao analisar daquela maneira ela não parecia ser Samantha Klein presidente de uma empresa famosa, era apenas a Sam, a única Sam feita para ela.
Então se aproximando devagar fitou seus pés descalços na grama e também viu a toalha amarela amarela onde ela estava sentada, tinha frutas e sucos. Ali havia muitas árvores e também folhas não chão, não conteve o barulho que elas fizeram quando seu peso foi distribuído.
— An, olha tem um esquilo ali. — apontou para o meio das árvores.
— Onde?
— Ali, senta aqui. — bateu a mão na toalha ao seu lado.
— Bem ali. — indicou o lugar novamente.
— Ele é pequeno! — falou admirando o animal.
— E peludo também. — a morena disse e riram em seguida.
O local estava cheio de folhas, por estar no final do verão. A paisagem era linda, o verde e o vermelho das plantas e árvores se contrastavam deixando um clima íntimo. Anne não poderia deixar de notar o quanto aquele lugar era romântico e tudo tinha a ver com sua companhia exuberante. Samantha estava apoiada com seus dois braços para trás e suas pernas esticadas para frente, era linda, nunca ninguém conseguiu e talvez nunca irá conseguir além dela causar essa sensação de apenas ter elas no mundo, como se nada mais importasse, além do amor entregue, nem mesmo Verônica. Ao pensar na mulher ruiva e pretensiosa sua mente voltou para a noite passada, ferimento da morena e o seu vestido branco manchado de vermelho, estremeceu e olhou para os pontos no braço da amada.
— E os pontos? Estão doendo?
— Não, tomei alguns analgésicos antes de vir.
— Fez bem.
— É normal sair gosmas brancas do ferimento?
— Não, está sain... — falou juntando as sobrancelhas.
— Estou brincando. — riu quando levou um empurrão da loira.
— Em falar nisso, você está linda.
Samantha sempre a pegava de surpresa com seus elogios, fixava os olhos na loira até seu rosto ruborizar e enfim desviar o olhar.
— Obrigada pelo elogio Samantha. — disse com um sorriso bobo.
— Agora me fala o que aconteceu ontem. — falou séria dessa vez, como uma médica rápida e precisa, como se repreendesse uma criança que comeu muitos doces.
— Eu fui a essa festa com uma conhecida da empresa. — suspirou antes de continuar.
— E então nós dançamos e ela me deu uma bebida.
— Samantha! Sei que você sabe identificar bebidas batizadas. Por que não o fez?
— Eu achava que ela era... Decente. — abaixou a cabeça e continuou falando.
— Foi então que em um lugar privado ela tirou a faca dizendo que ia me machucar, mas ela talvez tinha bebido também daquele drinque e não estava bem, o corte foi apenas um acidente.
— Um acidente? Você tem certeza disso?
— Tenho An, e ela acabou confessando que foi a decreto de Verônica.
— Eu não acredi...
— Sim. — disse ainda com a cabeça baixa.
— Isso foi muito irresponsável de sua parte. Como você sai com uma pessoa que nem ao menos conhece?
— Eu não... Samantha tentou de várias maneiras evitar as lágrimas, mas elas escaparam. A loira se aproximou da morena e enrolou seus braços nos da morena e permaneceu ali.
— Me desculpa Anne, sou estupida o suficiente para fazer esse tipo de coisa.
— Você não é estupida, foi muito descuidada.
Permaneceram ali até que as lágrimas da morena parassem de escorrer.
— Não podemos deixar que ela controle nossas vidas dessa maneira.
Samantha amou a maneira que a loira deu ênfase no "nossas vidas".
— Não, mas o que eu posso fazer?
— Pensaremos nisso juntas. — falou e a morena concordou com a cabeça.
O silêncio então ali prevaleceu, escutavam o barulho da natureza, a brisa encontrando as folhas que voavam e pousavam novamente para que outra brisa a levasse.
— Sabe An, quando eu era pequena costumava dar nomes ás árvores dependendo do mode que elas pareciam para mim, feliz, triste, senhora, jovem. Você já escreveu seu nome em alguma?
— Não, nunca pensei nisso. — sorriu.
— Então vem. — se levantou e estendeu a mão para a loira.
— O que? — Vem. — a morena disse com um sorriso que Anne gostava de chamar de seu.
— Vamos escolher, o segredo é que ela seja nova para a casca ser mole facilitando a escrita e a marca nela para sempre.
Andaram entre as árvores até que Samantha achou uma perfeita, casca lisa e tronco grande, suas folhas estavam caindo, mas a maioria ainda estava na copa.
— As árvores costumo dizer que são para sempre a não ser que alguém a corte. — disse passando a mão no tronco marrom.
— Essa vai ser minha.
A morena pegou um galho e riscou a madeira com um "S" profundo e visível.
— Pronto. Ela é minha agora todos que passarem aqui verão.
Anne então pegou outro galho no chão e no mesmo tronco riscou um "A" e entre as duas letras depositou um sinal de "+".
— Então essa será nossa árvore e nos representará. — disse e voltou-se para a morena mordendo o lábio inferior. — Essa árvore será nosso Okay? Okay. Como no livro. Nosso sempre.
A morena pegou a loira pela cintura e a apertou contra a árvore, retirando o cabelo dourado do rosto e colocando atrás da orelha. Anne sorriu, e a morena também. Estavam perto, mas não o suficiente para conseguir sentir sua respiração.
Anne então sai dos braços da morena e corre entre as árvores, com seus cabelos loiros era fácil ser identificada entre a imensidão verde que estava em sua volta. Samantha correu atrás da loira que agora corria desesperadamente para onde estava a toalha estendida no chão. Como não viu as raízes maiores das árvores no chão tropeçou e caiu. Samantha chegou em seguida, as duas gargalhavam e ofegavam ao mesmo tempo.
— Está bem? — falou a morena se debruçando em cima da loira que ainda estava no chão com folhas no cabelo.
— Não vai fugir de novo, vai?
— Nunca mais.
Ao se aproximar do rosto da loira, sentia que poderia explodir, seus olhos verdes da cor de uma joia brilhavam mais do que nunca tinham brilhado antes, era fascinante como seus lábios eram avermelhados, agora podia sentir sua respiração, rápida, mas lenta, estava pedindo por algo que Samantha estava prestes a dar. A amava mais que tudo. — Eu te amo. — sussurrou.
Foi então que seus lábios se encontraram, Anne não fez nenhum movimento para se afastar, ofereceu-lhe seus lábios numa suave entrega. Enquanto a morena a mantinha cativa em seus braços, Anne concluiu que sempre esperava e sonhava com aquele dia em que encontrava a mulher de sua vida.
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