Notas iniciais
Desculpem minha lerdeza, mas por favor não deixem de acompanhar ;)

Samantha entrou bairro adentro, sua visão estava embaçada, talvez suas lentes houvessem caído, mas não tinha tempo para isso ela se sentia vulnerável coisa que nunca acontecia, não com Samantha Klein, visualizou a casa e estacionou. Olhou no retrovisor e sua testa ainda sangrava, pegou um lenço para estancar o sangue e saiu do carro com pressa, pressa de encontrar um abraço caloroso e acolhedor, ela ainda tremia, poderia ter acontecido coisas piores, Verônica não estava ali com aquela arma para brincar, estava certa disso. Passou pelo jardim da casa e tocou a campainha, seu estômago revirava, não sabia se era raiva o motivo ou nervosismo, Samantha tinha que admitir que não estava em uns de seus melhores dias. Esperou alguém atender, já era tarde e poderá entender a demora a atender uma hora dessas, Samantha estava com um olhar baixo, podia se notar que algo estava acontecendo. Uma luz no alto da varando se ascendeu, viu um par de olhos azuis curiosos entre o vidro da porta, não demorou e a porta se abriu.

— Samantha? O que aconteceu? Sua testa...

Anne foi interrompida pelos braços de Samantha em torno dos seus.

— Só me abraça. – Samantha nunca chorava perto de ninguém a não ser algumas vezes Quinn, mas era Anne, todo seu nervosismo havia passado e se transformado em lagrimas, se sentia segura finalmente.

— Vem Sam! – a loira disse e puxou a morena para dentro.

Sentou no sofá com Samantha ainda com a cabeça em seu pescoço, Anne estava preocupada nunca tinha visto a morena naquele estado, algo grave poderia estar acontecendo, mas resolveu dar um tempo à morena e deixar ela se explicar sozinha. Ficaram por um tempo na mesma posição até que Samantha saiu do conforto que eram os braços de Anne, quando encarou a loira encontrou um olhar preocupado e desentendido, Samantha apenas balançou a cabeça negativamente fazendo a loira entender que aquele não era o momento para perguntas.

— Vou pegar a caixa de curativos.

Anne foi para a sala de medicamentos, nem se preocupou em ascender às luzes, pois sabia o lugar de cada esparadrapo e de cada agulha, Anne tateou a maleta e saiu da salinha escura dando um breve sorriso para a morena que desviou o olhar rapidamente.

— Devemos parar de nos encontrar assim. – disse a loira sentando próxima a Samantha examinando o arranhão, logo tirou um sorriso da morena que ainda tinha lagrimas nos olhos. Anne terminou o curativo e Samantha estava muito mais calma que quando havia chegado.

— Desculpa. – conseguiu dizer apenas aquilo naquele momento. Anne já a conhecia o suficiente para saber que Samantha não é o tipo de pessoa que chora e pedem desculpas ‘’Algo muito grave aconteceu’’ pensou.

— Você não tem que se desculpar de nada.

Samantha de repente arregalou os olhos e levantou depressa do sofá.

— Anne seus pais...

— Calma – disse com um olhar terno puxando a morena de volta. — Estão de plantão hoje.

Samantha voltou a se aconchegar no sofá e Anne segurava sua mão forte.

— Acho que te devo explicações não é?

­— Não precisa ser agora.

Samantha respirou fundo e sua memória a levou de volta para a cena em que Verônica apontava a arma, seu coração começa a pular freneticamente novamente, seu corpo estremece e ela torna a abrir o olho, mas suspira ao ver o rosto de Anne a olhando com uma das mais calmas e pacientes expressões.

— Eu estava saindo do estacionamento da empresa e um carro parou me impedindo de dar ré, buzinei fiz de um tudo, mas não saiu, até que Verônica saiu do carro, Verônica foi uma namorada que tive, mas terminei, pois aquilo não tinha futuro, ela era modelo, mas gastava tudo em compras e coisas caras e eu a ajudava em algumas coisas, mas enfim, nós terminamos e ela... Tenho certeza de que não superou isso muito bem o fato de não ter mais dinheiro e tudo mais, ela se aproximou do meu carro e... – Samantha parou, pois suas lagrimas voltaram a cair fazendo com que Anne apertasse sua mão como forma de apoio, limpou as lagrimas e continuou. — Sacou uma arma e apontou para mim, dei a ré e bati meu carro no dela e sai dali, procurei por ela no quarteirão, mas nada, nem sei como bati minha testa. – disse colocando a mão por cima do curativo.

— Meu Deus Sam. – falou Anne assustada. — Você precisa ir para a polícia, ela pode voltar, entendi porque veio se voltar para sua casa ela pode estar lá, é perigosa e louca não pode ficar solta assim. Samantha apenas abaixou a cabeça.

— Tudo bem Sam, esta tudo bem agora. – trouxe a morena para seus braços e abraçou-a novamente.

Anne resolveu ligar a tv, zapeou os canais até achar um filme qualquer. Samantha estava encostada em seu ombro, Anne fez com que a morena deitasse em seu colo para que ficasse mais confortável para ambas, Samantha não podia pensar em mais nada, estava cansada e aquele contato com Anne a fazia relaxar, fechou seus olhos e logo adormeceu no colo da amada.

*

Samantha acordou com o calor e a claridade entrando pelas frestas de madeira da janela, olhou em volta até seus olhos encontrarem Anne que ainda dormia tranquilamente mesmo que sua posição não mostrava o mesmo, desligou a tv que estava ligada e tentou colocar uma almofada ao lado da cabeça de Anne para servir como apoio, sorriu por ter conseguido faze-lo sem que a loira acordasse ou mexesse algum musculo, notou que o sol aperfeiçoava suas expressões, sua pele branca e sedosa, sua vermelhidão no topo das duas bochechas, Samantha parecia estar sonhando, ela dormiu mesmo no colo da mulher mais linda que podia imaginar? Segurou-se para não dar um beijo em sua bochecha, se segurou a ponto de se retirar da sala, foi até a cozinha e preparou alguns waffles bem rápidos, arrumou a mesa com geleias, mel e manteiga tudo para que Anne soubesse o tamanho de sua gratidão por ela e por ser ela mesma fazia com que Samantha se apaixonasse a cada dia mais.

A morena acabava de os últimos waffles na máquina e ouviu batidas na porta, seu corpo inteiro estremeceu-se, Os pais dela, pensou. Tirou-os rápido da maquina e os colocou no prato e seguiu até a porta, seu coração estava disparado, sua mão suada como nunca, sua mente a preparava para algumas desculpas, abriu a porta mordendo o lábio inferior.

— Olá.

Samantha notou o menino com óculos.

— Olá.

— Anne está?

— O que quer com ela?

— Vim busca-la e dar um presente.

Samantha pegou o presente das mãos do rapaz.

— Ela esta ocupada agora, eu mesma entrego a ela.

— Eu vou com ela hoje para faculdade.

— Anne estará lá.

O garoto todo confuso e persistente perguntou a Samantha.

— E você, o que é dela?

— Uma amiga, agora me dá licença tenho coisas a fazer.

— Claro, tenha um bom...

O rapaz ao menos terminou a frase e Samantha fechou a porta em seu nariz, entrou e seu sangue fervia Esse devia ser Kevin, pensou dando uma leve travada no maxilar. Deixou o presente em cima da mesa toda equipada para uma grande café da manha pegou sua bolsa e sua agenda, destacou uma folha e pegou a caneta.

‘’Anne,

Obrigada por tudo mais uma vez, fiz alguns waffles espero que goste. O Kevin veio lhe trazer um presente que esta na mesa, enfim, tive que sair cedo, pois tenho que tentar arrumar o estrago do xodó e ir a policia, não quis te acordar.

Bom Dia

Samantha’’

Obs: Você é linda dormindo.

P.S: Kevin tem os olhos desproporcionais ao seu rosto ou são apenas os óculos?

Terminou o bilhete e leu a parte do ‘’Você é linda dormindo’’ se perguntou se isso soaria estranho ao olhar de Anne, mas nem se importou, daqui por diante iria fazer o que pudesse para ter essa mulher, tudo, não importando o preço ou a distância se fizesse Anne feliz iria fazer, tinha que tomar uma atitude, Kevin poderia ser um nerd sem nenhum atrativo, mas era um concorrente não poderia, Anne era dela, era feita pra ela mesmo que a própria Anne ainda não soubesse disso, dobrou o papel e colocou na estante perto do sofá onde ela dormia para que seus pais não pudessem ver caso chegassem antes de Anne acordar.

Notas finais
Oi, estão soltando fogos pq demorei né? Começou minhas aulas à tona cheio de pesquisas e tudo mais sorry :( espero que tenham gostado mesmo assim, Comentem! ;)