My New Life
3 Brigas e responsabilidades
Notas iniciais
POV Rebecca
Eu escuto alguns bips, que cada vez parecem estar mais altos e a minha vontade é de levantar e quebrar aquele aparelho, mas infelizmente a preguiça não deixa e eu também estou sentindo como se eu tivesse caído do 74° andar de um prédio.
Abro meus olhos lentamente, pois a merda da luz parece que quer, a todo custo, me cegar! E enquanto eu abro meus olhos percebo que não sou só eu que estou presente neste quarto.
– Quem são vocês? — eu pergunto para aquelas pessoas esquisitas.
– Depois responderemos todas as suas perguntas, mas agora o mais importante é saber se você está bem! — Disse uma menina com cara de simpática.
– Claro que não né Alexandra, quem estaria bem depois de sofrer um acidente de carro? — Perguntou um garoto loiro com cara de debochado para a menina que agora eu sabia que se chamava Alexandra.
– Dá pra calar a boca porque eu não perguntei nada para você! — Ela disse olhando para o garoto com raiva, mas ele não estava nem um pouco aí, pelo contrário, parecia estar se divertindo bastante com a situação.
– Resposta pra burro eu dou de graça! — Ele disse com um sorriso no rosto.
– Se eu sou burra você é u...
– CALEM A POR... CARIA DA BOCA VOCÊS DOIS! — Gritou uma menina com uma cara de doida- Eu não acredito todo santo dia vocês fazem isso, eu já estou ficando cansada dessa discussão de vocês dois, nem na frente de outras pessoas vocês param com essa palhaçada — Ela disse num tom mais baixo, porém alto ainda.
– Mas é na frente...
– CALA A BOCA LYSANDER, PORQUE EU NÃO TERMINEI DE FALAR! — Ela disse com a cara vermelha de raiva, dessa vez eu até tapei os ouvidos, mas não adiantou nada.
Lysander abaixou a cabeça e deixou-a terminar de falar.
– Eu quero que vocês se desculpem. — A outra menina falou.
– Mas... — Alexandra ia protestar, mas não deu tempo.
– Mas o escambau, eu quero as desculpas AGORA, em alto e bom som!
Eu observava tudo com muito medo, medo de que alguma coisa poderia voar, acidentalmente, na minha cabeça, mas principalmente por eles, pois, pelo olhar da garota, não me surpreenderia se um deles dois morresse ali.
– Desculpa! — eles disseram em uníssono.
– Agora está melhor! — ela sorriu satisfeita. — Mas então minha querida, você está bem?
– Na verdade, sinto como se tivesse caído de um prédio enorme. — Disse a verdade. — Mas por que vocês querem saber e quem são vocês?
– Meu nome é Michelle Mitchell- disse a menina. — E esses dois idiotas brigões são Alexandra Jones e Lysander Collins. — apontando para os dois que estavam brigando antes.
– Mas me chama SOMENTE de Alex! — disse a menina "simpática".
– E nós queremos saber, porque com o acidente, algo despertou em você, algo forte e que não era para ter iniciado agora.
– Eu me esqueci completamente do acidente. – eu disse mais para mim do que para eles. – Como estão meus pais. – Eu já comecei a pensar o pior.
– Infelizmente eles estão em coma e ninguém sabe se irão acordar ou não. – Alex disse aparentemente triste.
A minha vontade era de sair dali correndo, que tivessem câmeras e pessoas rindo do lado de fora do quarto dizendo que era apenas uma brincadeira, mas, infelizmente, eu sabia que isso não ia acontecer e eu estava sofrendo mais do que nunca por dentro,
– Não se preocupe Rebecca, nós estamos aqui justamente para cuidar de você, saiba que nós somos como você! – Disse Michelle.
– Como assim “como eu” – Eu disse não entendendo porcaria nenhuma.
– Estou vendo que John e Cristine não te disseram nada, não é? – ela fez uma pergunta retórica e eu só esperei ela explicar. – Então é assim,
“Seus pais não são humanos normais Rebecca, eles são um tanto sobrenaturais. Na verdade eles são totalmente sobrenaturais, sua mãe é uma bruxa muito poderosa e seu pai uma espécie de ser imortal, não chega a ser um vampiro, pois vampiros queimam no sol, água benta e etc. Então, eu sei que seus pais falaram que se conheceram quando sua mãe foi fazer intercâmbio em Nova Orleans, mas, na verdade, eles se conheceram porque, antigamente, existia um colégio especialmente para bruxas e bruxos para ajuda – los a usar seus poderes. A diretora da escola tinha um filho e esse filho era seu pai, sua avó amava e confiava muito no seu pai, tanto que ele fazia frequentes visitas ao colégio e foi lá que ele conheceu sua mãe, porém a querida vovó Cassandra não sabia que seu filho era um ser imortal e ela abominava os vampiros porque, mesmo sendo uma bruxa, ela era muito religiosa, o que é muito sarcástico, então quando ela descobriu expulsou ele de casa e ele foi morar na casa de sua mãe que era emancipada e morava sozinha. Aí aconteceu aquelas coisas que você não deve fazer até ter no mínimo 18 anos e eles tiveram você que é uma mistura de todos os poderes deles e nós somo como você”
– Quer dizer, eu sou. A Alex é uma bruxa e o Lize é vampiro – ela disse e deu um risinho discreto no final.
– Eu já te disse pra NÃO me chamar de Lize, é apelido de mulher – ele disse lançando um olhar mortal para Michelle.
– Ta, mas nós não viemos aqui pra ficar contando histórias e brigando, a questão é, nós precisamos de você Rebecca, nós precisamos da sua ajuda, você pode fazer isso?
– Mas por quê?
– A vida dos seus pais está em risco, não só a deles como a sua, a minha, a desses dois irritantes aqui e a de todos iguais a nós. – ela disse com tristeza nos olhos.
– É só me dizer o que eu tenho que fazer.
Fale com o autor