Notas iniciais
nem sei como começar a me desculpar com vocês. Sei que alguns já tinham até desistido da fic. Pra falar a verdade, até eu tinha. Minha vida anda muito corrida. Consegui passar na faculdade (graças a Deus) e nesses últimos tempos tive que correr atrás da papelada pra matrícula, lugares pra morar, etc, além do que ainda estou trabalhando, por isso não atualizei aqui. E estou com um bloqueio de criatividade incrível. Então, os meus planos pra fic eram maiores, mas como agora eu vou começar a faculdade e não vou poder mais escrever, preciso terminar ela antes do previsto. Mas não se preocupem pois não vai ficar sem sentido. Espero que gostem.

– Do McKingley High, o New Directions! – O juiz anunciava no microfone.

Os segundos após o anúncio pareciam se passar em câmera lenta. Primeiramente, todo mundo ficou com aquela cara de “peraí, isso é sério?” “eu escutei certo?”. Depois todo mundo simplesmente explodiu em gritos, sorrisos e abraços. Vi o Mr. Shue indo pegar o nosso enorme troféu, todo cheio de orgulho. Só percebi que tinha entrado em um certo transe quando Santana me sacudiu e gritou no meu ouvido enquanto me abraçava feito uma louca. Nós ganhamos! Nós conseguimos! Devolvi o abraço de Santie com todas as minhas forças, girando ela no ar. Corri pra abraçar Kurt, Marley, Tina e o resto do clube. Só percebi braços estranhamente familiares ao redor do meu corpo depois de um tempo.

Finn e eu estávamos nos abraçando. Assim que percebi o que estava acontecendo levantei meu rosto e me deparei com um rosto tão confuso quanto o meu. Estar nos braços um do outro era tão natural que fez com que não percebêssemos que estávamos nos abraçando. Não tenho muita certeza de quanto tempo se passou enquanto ficamos lá, nos encarando. Mas depois de um certo tempo, Puck puxou Finn para comemorar a vitória e logo após senti as mãos de Santana me puxando para o outro lado. Tropeçando, a segui. Não sem antes olhar pra trás e encontrar aqueles olhos castanhos que eu tanto amo olhando diretamente pros meus, depois de tanto tempo.

No outro dia Mr. Shue pagou jantar pra todo mundo no melhor restaurante da cidade, o Breadstix. Todos ainda estavam muito felizes com a vitória, inclusive eu. Mas tudo que eu conseguia fazer era encarar Finn, tentar ler algum sinal pra saber o que o nosso abraço significou pra ele. Mas não consegui nada. Ele me evitou como tem feito desde quando soube da verdade.

A semana foi tranquila. Já que ganhamos as Sectionals, Mr. Shue nos deu uma folga. E como as provas ainda não haviam começado, tivemos um pequeno descanso.

Na sexta feira, logo de manhã bem cedo, já estávamos todos de pé.

– Não demora, Santana! – Eu gritava enquanto descia as escadas e consegui ouvi-la responder algo em espanhol , o que eu imagino que foi um xingamento bem feio. Pouco depois ouvi seus passos na escada.

– Dio mío! acalmate ya estoy acá! – Ela resmungava enquanto pendurava a sua bolsa em seu ombro.

– Podemos ir? – Papai perguntou, olhando pro relógio. – Se não sairmos agora podemos perder a hora.

– Podemos sim papai. Vamos. – Entramos no carro e rumamos para a minha cidade natal, onde eu iria consultar com a minha médica, como faço 1 vez a cada 6 meses.

Depois de duas paradas pra lanchar e muita música dentro do carro, chegamos ao Metropolitan Hospital, onde a doutora April Rhodes já estava nos aguardando.

– Tia April! Quanto tempo! – Cheguei e já fui direto abraça-la. A Dra. Rhodes não era a minha tia de verdade, mas eu considero ela como uma.

– Rachel! Como você está, querida? A cada vez que te vejo, está mais bonita! – Ela retribui o meu abraço.

– April, como vai? – Papai cumprimenta a Tia April.

– Estou muito bem Hiram, e você? Como estão se ajustando lá na cidade nova?

– Estamos indo muito bem, obrigado. – Papai sorri.

– Ora, mas quem é essa garota linda que veio com vocês? – Tia April encarava Santana.

– Ah, Tia April, essa é Santana Lopez. Ela é a minha melhor amiga.

– Muito prazer, Dra. Rhodes. – É incrível como Santana consegue ser legal e simpática quando quer.

– Por favor, me chame de April. Somos todos família aqui. – Ela sorriu pra Santana, que concordou e sorriu de volta. – Então sem mais delongas, vamos aos resultados dos exames?

– Vamos sim. – A ansiedade já corria nas minhas veias.

– Então Rachel, eu analisei todos os exames que você me enviou pelo fax, e o que eu tenho pra te dizer é que... – Senti a mão de Santana no meu ombro, e eu segurava as mãos do meu pai com tanta força que talvez eu pudesse estar o machucando.

– Está tudo bem Rachel. Seus exames estão limpos. – Tia April sorriu pra mim. Não consegui esconder o alívio. Papai me abraçou, e logo depois Santana também.

– Olha Rachel, isso realmente são boas noticias, mas mesmo assim eu preciso te dar um puxão de orelha. – Tia April ficou séria novamente. – Fiquei sabendo que você foi parar no hospital a um tempo atrás. Você precisa se cuidar mais, querida. Você sabe como a sua doença é. Todo cuidado é muito pouco.

– Eu sei tia April. Você está certa. Prometo que vou me cuidar mais. – E ela realmente estava certa. Vivo cercada de remédios e cuidados desde que consigo me lembrar.

– Tudo bem então. Mas meninas, o que vocês acham de darem um passeio por aí, irem na lanchonete do hospital talvez? Preciso conversar com o seu pai, Rachel.

– Por que temos que sair? É alguma coisa comigo? Você pode falar na minha frente, eu consigo aguentar. – Por que não posso ouvir o que eles tem pra conversar?

– Não querida, não é isso. É que eu to tendo uns problemas com as minhas finanças, e precisava da ajuda de um contador de confiança, e só conheço o seu pai. Só não quero que vocês duas morram de tédio de ficar aqui dentro ouvindo sobre coisas que vocês não entendem.

Isso tá muito estranho.

– Vamos logo Rachel, eu realmente to com um pouco de fome. – Santana admite.

– Pode ir filha. Quando terminar aqui eu te ligo e nos encontramos, pode ser? Só toma cuidado. – Papai disse.

– Tudo bem. Vamos Santie. – Me despedi da tia April e saí do consultório.

POV HIRAM

– O que foi April, é algo de errado com a minha filha? – Nós dois sabíamos que não tinha história de problemas com finanças nenhuma. – Seja o que for, pode me falar.

– Calma Hiram, não é nada disso. Preciso conversar uma coisa com você.

– Diga. – Já estava ficando impaciente.

– Lembra de quando eu te disse que estava trabalhando naquele centro de pesquisa da Harvard University? – Demorou um tempo pra que eu me lembrasse, mas consegui.

– Sim, me lembro. O centro que você entrou logo depois que perdi a minha esposa.

– Sim, e a minha melhor amiga. Mas então, o que quero te contar é que a algum tempo atrás nós conseguimos reverter completamente o sistema imunológico danificado de um dos ratos dos nossos laboratórios. Conseguimos elaborar uma espécie de antídoto pra isso. – Ela me encarava como se eu já devesse ter entendido tudo.

– Olha April, você sabe que biologia não é muito a minha área então eu te peço pra ser um pouquinho mais específica. E o que as suas experiências tem a ver com a mim e com a minha Rachel?

– Hiram, eu preciso que você escute com bastante atenção o que eu estou prestes a te dizer. – Ela esperou um pouco, e eu concordei. – As minhas pesquisas tem a ver com a Rachel pois ela tem AIDS. E a AIDS causa a imunodeficiência, ou seja, a baixa imunidade dela, o que a torna tão vulnerável a fungos e bactérias. O que eu estou de dizendo Hiram, é que nós conseguimos, em laboratório, reconstruir um sistema imunológico antes deficiente, como o da sua filha, e o torná-lo curado.

Minha cabeça girava.

– Espera. Espera um minuto April. Você está me dizendo que a minha filha tem chances de ser curada?

Notas finais
reviews? *o*