My New Addiction
8 And The Answer
Notas iniciais
Todos na sala, absolutamente todos, até os músicos da banda me encaravam. Eu fiquei muito nervosa com todos aqueles olhares de expectativa, mas um olhar parecia sobressair aos outros. Finn estava com uma perna ajoelhada e a outra dobrada à minha frente, segurando a minha mão, e me olhando com um olhar de expectativa, medo e nervosismo. Ele tremia, como eu pude perceber. Eu fui pega tão de surpresa que devo ter ficado um minuto apenas encarando todos naquela sala, e sempre voltando meu olhar pra Finn.
- Sim. – Abri um sorriso, a fim de acalmar Finn. Acho que funcionou, pois nesse momento percebi os ombros largos do garoto a minha frente descerem e ele soltar o ar que ele estava segurando. – Sim. Eu aceito ser sua namorada, Finn Hudson.
A sala de explodiu em aplausos, assim como Finn, que rapidamente se levantou e me envolveu em seus braços enormes em um abraço que me tirou o ar. Depois de um tempo, Finn se afastou um pouco e me encarou, sorrindo, antes de me dar um beijo. Foi um beijo mais casto, afinal, haviam muitas pessoas nos olhando. Mas eu pude sentir a intensidade desse beijo, e até uma certa eletricidade que nossos lábios causavam ao encostar um ao outro.
Nada mais precisava ser dito ou feito. Apenas nos sentamos, de mãos dadas e Sr. Shue assumiu o centro da sala novamente. Primeiramente nos parabenizou pelo namoro, e depois começou seu discurso sobre as Sectionals, que segundo Santana, era a competição de corais a nível distrital. Nunca participei de um coral, então não tenho a mínima ideia de como será essa competição, então eu realmente deveria estar prestando atenção no que o Mr. Shue está dizendo, mas eu não conseguia. A única coisa que passava na minha cabeça era os últimos 5 minutos, cada segundo, cada detalhe repassando em minha mente.
A mão enorme do meu agora namorado (OMG) se encaixava perfeitamente na minha, e assim ficamos, trocando olhares, sorrisos, e às vezes até selinhos, até a sirene do final da aula tocar e Mr. Shue nos liberar.
Fui bombardeada por Marley e Kurt que surtavam pelo meu mais recente relacionamento. Kurt dava pulinhos de felicidade e Marley sorria segurando a minha mão. Eu os convidei para ir a minha casa mais tarde para conversarmos melhor, e eles aceitaram na hora.
Santana resolveu me esperar no carro para me dar um pouco mais de privacidade com Finn, enquanto já estávamos na porta da escola, sozinhos.
- Eu queria te dizer que você me deixou muito feliz hoje. – Finn disse, descendo um dos degraus que davam acesso a porta principal da escola, ficando mais ou menos da minha altura. Mesmo estando um degrau acima, Finn ainda era um pouco maior que eu.
- Eu é quem estou feliz! Nunca imaginei isso! – Eu sorri, e ele também.
- Então você gostou da minha surpresa? – Ele levantou as sobrancelhas.
- Amei! Finn, você canta muito bem. Muito mesmo. Não me surpreende nada você ser o solista principal do Glee Club. Muito obrigada por cantar aquela música pra mim. Ela e muito linda. – Eu toquei seu rosto com as costas de minha mão, e Finn fechou seus olhos, e inclinou a cabeça em minha mão.
- Não canto nada perto de você, pequena. – Senti um arrepio com essa palavra.
- Amo quando você me chama assim. – Eu sorri, meio envergonhada, não sei porquê.
- Você é a minha pequena, só minha pequena. – Ele sorriu, tocando meu rosto e encurtando a distância entre nossos rostos.
O beijo começou fraco, mas logo Finn chegou ainda mais perto, colando nossos corpos, e aprofundando nosso beijo. Peguei em seu cabelo, passando as mãos ao longo do seu couro cabeludo, e ele estava com as duas mãos em minha cintura. O beijo foi ficando cada vez mais intenso, mas a necessidade de ar foi maior. Nos separamos, ambos ofegantes.
- É melhor a gente parar por aqui. – Eu disse, meio envergonhada.
- É verdade. – Finn admitiu, rindo. – Te ligo mais tarde, ok?
- Ok. – Eu sorri pra ele, enquanto ele se afastava, sempre olhando pra trás e sorrindo.
Fui em direção ao meu carro, com um sorriso idiota no rosto, e me deparo com Santana, sentada do lado do pneu do meu carro, mexendo no celular, e quando olha pra mim, solta um suspiro impaciente e se levanta.
- Até que enfim! Achei que você e o Frankenteen iam acabar se engolindo lá atrás. Por que demorou tanto? Já tava até criando raiz aqui.
- Muito obrigada Santana, é muito bom saber que você está tão feliz com o meu relacionamento. – Disse, cheia de sarcasmo. Santana revirou os olhos.
- Olha, desculpa, tá bom? É só que hoje eu não tô muito legal. Mas eu tô realmente feliz por você. É sério. – Ela me encarava.
- Tudo bem Santie. – Nós duas entramos no carro. – Mas você disse que precisava conversar comigo, e eu tô preocupada com você Santie. O que aconteceu?
Ela me encarou, imagino que criando coragem pra falar.
- Falei com Brittany hoje no início da aula, antes de encontrar com vocês. Ela tá me evitando, Ray Ray. Eu posso sentir isso. E isso tá me magoando muito. — Santana estava segurando o choro, eu percebi isso. Queria muito abraça-la agora, mas estou dirigindo.
- Se ela parar de falar comigo, eu não sei se vou aguentar, hobbit. – Ela abaixou a cabeça, segurando o choro e não me aguentei. Encostei o carro e a envolvi em meus braços. Ela me abraçou forte e fiquei ali, apenas abraçando-a, torcendo pra que isso tire pelo menos um pouco de sua dor. De repente, Santana se soltou, e passava a mão pelo rosto, tirando as lágrimas que insistiam em cair. Era uma coisa que Santana fazia sempre que chorava. Acho que ela era que nem eu nesse quesito. Ela também não gosta de chorar em público.
- Olha pra mim, a gente vai dar um jeito nisso, tá bom? Só... dá um tempo pra Brittany, aposto que ela só tá assustada com isso tudo. Tudo vai dar certo no final, eu prometo. – Eu disse, segurando o rosto de Santana em minhas mãos, e logo depois a puxando pra outro abraço.
- Brigada, Ray Ray. Brigada mesmo. Mas eu preciso te perguntar uma outra coisa, e eu preciso que você me responda com toda a sinceridade do mundo.
Ah meu Deus, agora fiquei com medo. Acenei a cabeça pra Santie prosseguir.
- Rachel, eu conversei com seu pai ontem a noite, enquanto você estava no banho
Franzi o cenho, um pouco confusa. O que será que Santana estava falando com meu pai?
- A gente tava comentando o quanto você está feliz esses dias, por causa de Finn, e ele me disse algumas coisas que me deixaram meio confusa. Ele me disse que teve uma época que ele faria qualquer coisa pra te ver feliz assim, só que ele não quis entrar em mais detalhes, e eu fiquei sem entender nada, e queria que você me explicasse.
Meu coração estava disparado.
- E... eu não quero falar sobre isso, Santana.
Ela me olhou por um momento, e quando viu que eu realmente não falaria nada, ela desistiu.
- Tudo bem. Mas só quero que você saiba que eu tô aqui, tá bom?
Dei um leve sorriso pra ela e seguimos pra casa, em um silêncio perturbador.
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