My Mind Does Not Trust You, But My Heart Loves You
1 I Do Not Belive!
Pov. Isabella
Abri os olhos e não acreditei no que estava vendo.
Não era um sonho!
Não era alucinação!
Era real!
Stefan Salvatore era real! E ele estava ajoelhado na minha frente!
– Não vai me responder? — perguntou, com um discreto sorriso no rosto.
Abri a boca em descrença, olhando em volta.
– Quer uma resposta? — perguntei retoricamente, sentindo meus olhos arderem pelas lágrimas de ódio e mágoa — Vá para o inferno junto com seu teatrinho! — ordenei, saindo do apartamento, batendo a porta.
Desci as escadas do prédio as presas, não tardando á chegar a calçada.
– Bella! — chamou ele, segurando meu braço e me forçando a encará-lo.
– Me solta! — pediu com raiva, virando meu rosto.
– Me escuta. — pediu ele, segurando meus ombros.
Mordi o lábio inferior e apertei os olhos, lutando contra seus fortes braços.
Stefan recebeu meus golpes sem mover um músculo, provando que o único que se machucaria com isso seria eu.
Ele nos puxou para um beco mal iluminado ao lado do prédio, ignorando minha "luta".
– Me escuta! — pediu mais alto e ameaçador, me jogando contra a parede de tijolos de maneira bruta, mas não o bastante para me machucar... De imediato.
Balancei a cabeça de um lado para outro, evitando olhar seus lindos olhos verdes olivas.
– Me escuta. — suplicou, ainda segurando meus ombros, abaixando sua cabeça.
Fechei os olhos e não me importei mais em conter as lágrimas.
Stefan aproveitou meu silêncio e ergue a cabeça, mostrando que ele também chorava, e soltou meus ombros, mas se mantendo bem próximo á mim.
– Eu escolhi errado! — começou, encarando meu rosto — Eu perdi dois anos da minha vida fazendo algo que, no fundo, eu sabia que era errado... — se aproximou ainda mais e tocou meu rosto com a ponta dos dedos — Mas, eu cansei de errar!
Mordi o lábio com força, sem me incomodar com a possibilidade de me machucar, fixando meu olhar no muro atrás do Salvatore.
– Ela escolheu seu irmão e, agora, você quer a reserva?- insinuei, grudando meus braços ao lado de meu corpo, fechando as mãos em punho.
O vampiro riu de maneira amarga.
– Você não é reserva. — declarou gentilmente — Elena me escolheu. — declarou, me fazendo encará-lo com surpresa — Mas, eu escolhi você!
Abri a boca em descrença e, sem total controle sobre meu corpo, ergui minha mão direita e a abri, acertando seu rosto com força.
– Eu não escolhi você! — declarei, aproveitando a surpresa dele.
O emburrei para trás e caminhei em passos rápidos para fora do beco, sendo puxada para dentro antes que pudesse alcançar a ponta da calçada.
– Escolheu, sim! — revidou, me emburrando para a parede novamente.
Semicerrei os olhos e travei o maxilar, grudando meus braços na lateral de meu corpo.
– Eu tinha 19 anos na época. — lembrei — Agora, eu tenho 21 anos: não sou mais a garota idiota que você conheceu e usou! Eu sou livre!
Stefan travou o maxilar e socou o muro ao lado de meu rosto, deixando um belo buraco no local e me assustando.
– VOCÊ NÃO É RESERVA! — gritou enfurecido, transformando seu rosto.
Sem forças para esconder, deixei que o vampiro visse meu espanto, disparando meu coração.
Ele respirou fundo e voltou seu rosto ao normal, dando meio passo para trás.
– Desculpe. — pediu com sinceridade — E você não é livre: eu não recebi os papéis do divorcio! — comentou com ironia.
Ergui o queixo e respirei pela boca, acalmando meus batimentos.
– Você foi embora, me largou sozinha aqui em New York para poder socorre sua preciosa Gilbert em Mystic Falls... — lembrei, sentindo meus rosto se banhar em lágrimas — Isso foi um divórcio para mim!
Gentilmente, emburrei Stefan e passei por ele, sendo puxada em direção a ele logo depois.
Sem consentimento meu, meu corpo se arrepiou e meu coração se acelerou ao tocar a pele musculosa ,exposta pelas magas da camiseta azul, de Stefan.
– Mesmo você tendo considerado isso... — começou ele, passando um de seu braços em volta de minha cintura e correndo com o outro por toda lateral de meu corpo, deixando uma trilha de fogo por onde passava — Seu corpo e sua mente ainda se rendem ao meu toque. — declarou e se gabou, aproximando seu lábios da pele, exposta pelo discreto decote da minha camiseta de alças, de meu pescoço, me fazendo gemer e fechar os olhos, jogando minha cabeça — Se rendem como se pensassem que ainda me pertencem. E pertencem! — declarou com possessividade.
Sem mais força para negar, envolvi seu pescoço com meus braços e enlacei meus dedos em seus cabelos, erguendo minha cabeça e aproximando meus lábios dos seus.
– Eu te odeio, Stefan Salvatore! — declarei, o beijando intensamente.
O Salvatore retribui e nos afastou, colocando seu pulso cortado em minha boca, me forçando a beber seu sangue.
– Para sempre! — prometeu, tirando seu pulso de minha boca e quebrou meu pescoço.
Pov. Katherine
Observei Stefan carregar o corpo, temporariamente morto, de Bella para dentro do prédio onde a mesma morava e sorri, saltando do prédio em que estava, caindo sentada no banco da Ferrari conversível que comprará hoje mais cedo.
Olhei para a fachada do prédio uma ultima vez e coloquei meus óculos, acelerando para fora da cidade.
Assim que atravessei a placa de New York, sorri e ergui o queixo.
– Cuide de minha filha, Salvatore! — ordenei aos céus, dirigindo, sem rumo, pela estrada.
"Aquela que luta contra seus sentimentos, estava procurando uma maneira mais longa de sucumbir aos seu prazeroso efeito!"
Fim!
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