My Mermaid
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Capitulo 02:
Nadei mais um pouco e logo emergi, precisava saber onde eu estava. Bem mais a frente eu via algumas ilhas e uma praia mais ao longe. Aquela era a First Beach.
-EI MOÇA!- Alguém gritou, olhei para onde vinha aquele chamado e vi um barco e quatro pescadores.
-Não- Sussurrei, eles não podiam ter me visto. Droga, mil vezes droga! Como pude ser tão irresponsável, como pude ser tão desatenta!
-Deus é uma Sereia!- Outro pescador comentou. Não, não, não! O que eu faço? Não posso ficar aqui! Ouvi um barulho de algo sendo disparado e então uma dor em minha calda, senti outro em meu braço. Eles estavam disparando contra mim? Sai desesperada de lá.
Nadei em direção das ilhas, eles não me seguiriam até lá, pelo menos era o que eu esperava. Fui em direção a algumas grandes pedras perto de um penhasco, minha calda estava doendo e meu braço também. Encostei-me à grande pedra, ficando com metade da calda dentro da água.
Tirei minha mão do ferimento do braço e vi que havia pegado somente de raspão, observei minha calda e nela também havia pegado de raspão, só que estava um pouco mais profundo.
-Não... O que eu vou fazer? Não sei onde Serena mora- Sussurrei para mim mesma- Que droga!- Bati a mão na areia- Eu deveria ter pensado nisso antes de vim para cá!- Esbravejei.
JACOB POV.
Eu ainda não acreditava que Bella havia se tornado uma vampira. Minha melhor amiga! A mulher que eu amei se tornou minha inimiga. E eu nem podia culpa a monstrinha, ela só adiou um pouco, ou não, o meu sofrimento. Ver Bella daquele jeito enquanto esperava Nessie me embrulhava o estomago, a criatura estava sugando cada gota da vida dela. E depois vem o confronto com aqueles sanguessugas italianos. Só serviram para destruir a infância daquelas crianças, tão novas e já tendo o fardo de perseguir vampiros.
Havia se passado duas semanas, após aquele confronto, era para eu estar na ronda da noite agora, mas eu não conseguia me concentrar de jeito algum. E parecia que algo me mandava ir para a praia. Acho que era meu instinto dizendo que havia algo errado, ou somente eu, que queria ficar sozinha. O que eu estava fazendo muito ultimamente, até de meu pai eu me afastei um pouco. Rachel já quase não deixava Paul ir lá em casa, pois sempre acabamos nos batendo. Ele realmente não se importava, adorava uma briga e eu pelo menos descontava minha raiva em alguém.
Peguei o caminho que me levaria para o topo do penhasco, mas eu escutei uma voz. Pensei ser coisa da minha cabeça. Mas escutei novamente.
Voltei pelo mesmo caminho, mas não havia ninguém. Droga, devia ser um casal se pegando escondido. Maldito sentido de lobo. Escutei um arfar. Ah que ótimo, não quero escutar ninguém transando. Mais junto com esse arfar veio um “ai”, não um “ai” de gemido. Um “ai” de dor. Tentei escutar melhor e percebi que era somente uma pessoa e o som vinha das pedras.
Dei a volta para ver quem estava ali e quase não acreditei no que meus olhos viam. Uma sereia!
Ela me olhou assustada. Estava ferida, sua mão direita pressionava o braço esquerdo e notei que sua calda também sangrava. Ela começou a respirar rápido e foi se afastando. Ergui minhas mãos e ela se assustou indo mais para a água.
-Não, não! Espera, eu não vou te fazer mal!- Falei rapidamente. Foi quando a nuvem que encobria a Lua desapareceu, até então eu não tinha visto seu rosto, mesmo com a visão de lobo. Quando nossos olhos se encontraram foi como se eu levasse um soco no estomago. Nenhuma das minhas lamurias faziam mais sentido. Tudo o que eu via era ela. Os cabos que me prendiam aqui na Terra pareceram serem ceifados e ligados a Ela. A criatura mais linda e perfeita que eu já vira na vida. Tão impossível de existir como eu. Por mim, eu ficaria horas e horas olhando para aquelas orbes verdes. Tão linda.
Eu havia tido um imprinting.
-Você... Entende o que eu falo?- Perguntei lentamente. Deus, e se ela não me entendesse? Ela assentiu que sim e eu sorri- Esta ferida, preciso te tirar daqui- Fui em sua direção e ela recuou. Meu peito se comprimiu em uma dor sem sentido- Ei... Eu não vou te fazer mal algum, só quero tira-la daqui e cuidar de seus machucados. Olhe, meu nome é Jacob. Jacob Black. Qual é o seu?
-Merlia Erbow- Sussurrou. Sua voz era digna de uma sereia, parecia um coral divino. Puff! Se Paul me ouvisse dizendo isso iria me zoar a vida inteira.
-Merlia- Assenti, comecei a pensar em como tirá-la daqui sem que ninguém veja.
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