My Medicine

1 My Medicine.


Notas iniciais
Então, desculpe a fic ser postada em última hora..por esse motivo ela não foi revisada, então, perdoe-me os possíveis erros.
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Boa leitura. ♥

22:00

E lá se vai o seu sossego...o despertador tocou em um som estridentemente irritante.

Levantou-se com dificuldade pois fazia semanas que não dormia o suficiente para descansar o corpo. Não tinha tempo sequer para se alimentar direito.

Afinal, quem disse que ser um residente na medicina era fácil?

Milo está fazendo residência, pretende ser um cardiologista como sempre sonhou, porém, esse sonho está cada vez mais difícil, e o maior motivo disto é o médico responsável pelo seu grupo que é altamente irritante e chato: Camus.

Ruivo dos infernos, cabeça de fósforo, bloco de gelo...esses são alguns dos apelidos que os residentes o tratavam as escondidas. E é claro que tinha que ser escondido, pois se o ruivo pegasse alguém falando mal de si...coitada dessa pessoa.

E foi pensando em como o seu dia seria cheio de chateações por conta do cabeça de fósforo que Milo praticamente arrastou-se até o banheiro para fazer toda a sua higiene matinal. Aprontou-se rapidamente, tomou um café forte e saiu de casa apressado, pois o trânsito de Atenas não era dos mais agradáveis. Ao chegar no hospital, o loiro logo avistou Mu, um de seus amigos residentes.

- Bom dia Milo...- o lilás sorriu amigavelmente.

- Oi Mu...- suspirou.

- Nossa, você está com uma cara estranha. Aconteceu algo? – Falava enquanto andavam pelos corredores brancos do hospital.

- O mesmo de sempre, Mu. Estou cansado, com fome e faz tempo que não tenho uma boa transa...

O menor apenas riu do loiro. Era muito engraçado o modo que Milo agia e falava com as pessoas, sempre tão descontraído e excêntrico com quem quer que seja.

- Vai ter que ir se acostumando Milo. Vamos ser médicos especializados e não teremos tempo nem sequer de respirar direito.

- Só de pensar nisso eu já fico agoniado. – fez bico.

- Você não tem jeito mesmo...- riu novamente do jeito do amigo.

E assim iniciou mais uma rotina de várias horas vagando pelo hospital. Milo era do mesmo grupo de residentes de Mu e Afrodite. Os três tinham como o médico responsável Camus, um dos melhores cirurgiões cardiologistas do hospital escola de Atenas.

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- Sopro no coração. – Afrodite sussurrou para o Milo.

- É uma cirurgia simples, certo? – perguntou no mesmo tom de voz.

- Depende do caso, Miluxo. Ao que parece o histórico desse paciente não é dos melhores. A saúde desse garoto era bastante debilitada...

Milo não respondeu e voltou o seu olhar para o médico cirurgião. Não gostava de Camus, o achava um chato, frio e que mal conversava e falava com as pessoas, mas sabia que era um bom médico. Sabia que ele com certeza salvaria essa criança.

Assim a cirurgia se seguiu. Infelizmente ouve uma complicação, colocando a vida do garoto em risco. A equipe era bem preparada e o médico cirurgião era excelente, porém, algo não saiu como tinha de ser.

O paciente foi a óbito.

Milo ficou olhando para o corpo do paciente sem vida e voltou seu olhar para o médico. Estava sem palavras, era a primeira falha do ruivo que presenciava. O restante da equipe médica também não estavam com suas melhores expressões faciais, obviamente.

~ POVs Milo ~

Uma falha. Foi a primeira vez que eu vi Camus falhar em uma cirurgia. Eu não conseguia tirar os olhos da criança, era um garotinho tão jovem...ainda tinha a vida inteira pela frente.

Suspirei pesadamente. Meu olhar se direcionou para Camus, e eu pude notar algo diferente em seu olhar. Tristeza talvez?

Ele tirou as luvas cheias de sangue e saiu da sala, provavelmente iria até a sala de esperas para comunicar a notícia para a mãe do paciente. Quando ele saiu, eu olhei para Mu e Afrodite, eles estavam bastante tristes. Suspirei e saí da sala.

Andei em direção a sala de esperas, e de longe eu o vi falando com uma mulher. Minutos depois ela começou a chorar desesperadamente e Camus apenas abaixou o olhar.

Algumas enfermeiras chegaram para tentar acalmar a mulher, e Camus saiu.

Aquele olhar...o que aquele olhar realmente significava?

Sim, aquilo me intrigou.

~ POVs Milo off ~

Caminhou lentamente até o estacionamento, sem pressa alguma. Após a cirurgia fatídica e fracassada, queria apenas ir para casa dormir o resto do dia, ou melhor, do início do dia. Foi até o seu automóvel, passando por seu aluno residente, ignorando-o. Entrou no carro, ligando-o e dando a partida, porém, o veículo não parecia querer funcionar.

Milo que estava até então calado pôde notar a briga do cirurgião com o veículo. Seu carro estava estacionado de frente ao dele, e nem se comparavam os automóveis. O carro de Camus era bem mais luxuoso e belo, enquanto o do loiro era um transporte simples e modesto. Aproximou-se do médico, e bateu levemente no vidro do carro para chamar-lhe a atenção.

- O que você quer? – o ruivo falou lançando um olhar indiferente e frio para o residente.

- Quer uma carona? Parece que o seu carro não quer cooperar...- Sorriu e ignorou o modo chato que o ruivo lhe tratou.

Camus suspirou. Odiava ter que depender dos outros, ainda mais de um residente, mas não poderia ficar mais uma noite seguida no hospital. Pensou em pegar um taxi, porém, nesta época do ano seria quase impossível. Olhou para o loiro antes de responder.

- Ok. – desligou o veículo, tirou alguns pertences importantes de dentro deste, como o celular e a carteira e saiu de dentro do automóvel, trancando-o logo em seguida. Poderia deixar o carro no estacionamento sem preocupação alguma, já que tinha alguns vigias para tomarem conta dos carros.

Milo deu a partida no carro e saiu do hospital. Apesar do horário o trânsito não estava tranquilo devido a época do ano.

- Então já estamos no ano novo...- o loiro comentou olhando para o relógio do carro e constatando que ainda eram 2 da manhã. Surpreendeu-se ao ver que ficou apenas quatro horas no hospital.

- Hm..- O cirurgião tentou ignorar. Estava com a cabeça encostada no vidro da janela do veículo, olhando fixamente para o asfalto iluminado pelos postes e os piscas típicos da época. Parecia estar com o pensamento longe.

- Então...onde fica sua casa? – Milo perguntou olhando para o caminho a frente.

- Eu poderia ter salvo aquela criança...- o ruivo falou subitamente. – Era um caso fácil e..

- Hey! – o loiro chamou a sua atenção, parando o carro em um sinal vermelho e olhando para o médico. – Apenas pense que ela foi para um lugar melhor. – tentou esboçar um sorriso.

- Você não viu o desespero daquela mulher quando eu dei a notícia a ela.

- Eu vi sim. E vi também o desespero no seu olhar, Camus.

- Do que está falando? – revirou os olhos.

- Você pode querer parecer ser frio na frente dos outros Camus, mas eu sei o que eu vi.

- Não queira falar como se me conhecesse.

-Posso não conhecer, mas conheço o seu olhar. Por mais que tenhamos apenas uma relação de cirurgião e residente, eu sempre observei o seu olhar, Camus.

O ruivo não pode deixar de ficar nervoso e sentir o coração palpitar mais rápido com aquelas estranhas palavras vindas de Milo. Respirou fundo e o observou por alguns segundos antes de voltar a falar.

- Pode me deixar aqui, eu pego um taxi.

- Vai fugir de mim, doutor? – falou a ultima palavra sarcástico.

- Porque acha que eu fugiria de você, estúpido? –perguntou seriamente.

- Porque o seu olhar diz isso.

Camus apenas revirou os olhos e tirou o cinto de segurança de si, virando-se para abrir a porta e sair do carro, aproveitando que o veículo não estava em movimento mas Milo o segurou pelo pulso, impedindo-o de sair.

- Me largue!

- Olha, não precisa ficar assim...

- Você não entende! – falou ríspido, interrompendo o loiro. Deixou algumas lágrimas teimosas escaparem de seus olhos, deixando Milo surpreso ao ver tal reação do ruivo, pois nunca o viu, ou sequer imaginou vê-lo chorar. Camus virou o rosto para olhar novamente através da janela, não queria que o outro visse essa sua atitude patética.

- Você não está em condições de voltar para casa sozinho. – notou que o sinal abriu para o trânsito e continuou a dirigir.

- Você não sabe a minha disposição, residente!

- Calma doutor. Agora estamos fora do hospital, será que é tão difícil me chamar pelo nome? – Sorriu. – além do mais é o réveillon, e eu aposto que você não tem nada para fazer a não ser ir para casa dormir ou se lamentar.

O ruivo revirou os olhos e voltou a olhar para a janela. Deveria dispensar aquele convite de ir para casa do residente, porém, já fazia algum tempo que aquele loiro o tirava do sério...sempre o observava discretamente e sentia-se estranho quando estava perto dele. Não se reconhecia por isso se condenava mentalmente por estar se sentindo atraído por ele, porém, não conseguia controlar. Era inevitável. A única coisa que podia fazer era esconder esse desejo reprimido atrás de sua máscara de frieza.

Seus pensamentos foram interrompidos ao notar que o carro entrou em um estacionamento de um prédio. Ambos saíram do carro quando estacionado e caminharam até uma escadaria . Ao que parecia, o prédio não tinha elevador.

- É no terceiro andar.

- Hm.

- É um saco ter que subir e descer isso todo dia...- o loiro resmungou mas o ruivo apenas ignorou e continuou a subir as escadas, até finalmente chegarem. – Chegamos. – falou enquanto abria a porta do apartamento, dando espaço para Camus passar e falando algo como ‘não repare a bagunça’ para a visita.

O apartamento de Milo era simples, típico de um jovem solteiro. As paredes eram nas cores brancas com alguns detalhes mais escuros em tons de azul turquesa. Os móveis eram conservados apesar de não serem tão novos. A sala era em conjunto com a cozinha, separada apenas por um balcão típico americano, e estava um pouco bagunçada com algumas panelas e pratos por lavar mas nada que fosse de outro mundo.

Na sala tinha um sofá pequeno de dois lugares, um tapete de cor marrom com algumas almofadas claras pelo canto e um rack com a TV não muito grande e alguns outros aparelhos eletroacústicos de dimensões padronizadas.

- Ah, sinta-se em casa! Vou ver o que tem para bebermos! – o loiro falou alegremente, largando o casaco acima do sofá e indo em direção a cozinha ver o seu estoque de bebidas.

Camus Sentou-se em um banco que tinha próximo ao balcão da cozinha, vendo Milo pegar uma garrafa de uma bebida qualquer e duas taças, servindo-as.

- Champanhe, é o que se bebe na virada do ano, certo? – O loiro fala com o seu melhor sorriso encantador. O ruivo confirmou com um sinal positivo para logo perguntar o que estava lhe intrigando.

- Porque me trouxe aqui?

- Ah, porque no fundo você é um cara legal, mesmo que não pareça.

- Hm..- Resmungou, terminando de beber o conteúdo de sua taça.

- Quer mais champanhe? – Pegou a garrafa novamente para encher a taça do médico.

- Não, obrigado, eu não costumo beber muito.

- Ah, que é isso, é ano novo!! E..Oppa!

Acidentalmente o loiro derrama a bebida na calça de Camus, fazendo o ruivo levantar-se rapidamente e olhar o ‘estrago’ em sua calça.

- Ah, foi mal! – Falou enquanto pegava um pano de prato.

- Tudo bem...Ahm...- o ruivo gemeu involuntariamente ao sentir o toque do outro em uma região um tanto íntima. O loiro corou e rapidamente afastou-se, entregando-lhe o pano de prato.

- Desculpe...- O loiro murmurou colocando uma mão na nuca em sinal de nervosismo.

- T-tudo bem...- o ruivo desviou o olhar com o pano nas mãos, corado.

Seu olhar agora emanava timidez...seu rosto estava tão corado, mais vermelho do que os próprios cabelos se é que era possível. E mesmo ele virando o rosto para o lado com a intenção de que o loiro não o visse dessa maneira, Milo achou aquela reação algo muito mais do que fofa. Achou aquilo realmente...excitante!

Milo não pensou, apenas agiu quando puxou Camus pelo ombro para mais perto de si. Instintivamente o ruivo o olhou e para sua surpresa, segundos depois o seu residente colou os lábios nos seus. A principio o cirurgião ficou surpreso com a reação, mas não o empurrou, muito pelo contrário, quando o loiro pediu passagem para a sua língua adentrar a cavidade úmida de Camus, o ruivo cedeu.

Iniciaram um beijo calmo, as línguas timidamente descobriam a boca um do outro, mas quanto mais exploravam, mais desejavam e assim faziam. O beijo tornou-se ardente e luxuriante, sentindo o gosto e provocando, fazendo as línguas dançarem em um ritmo com sintonia perfeita.

Cessaram o beijo por falta de ar, mas aquele ato foi a gota d’água para ambos se entregarem de vez ao prazer reprimido em seus íntimos. Milo puxou o ruivo pela cintura, colando os corpos e o beijou ferozmente, sem se importar com mais nada, e vendo que o outro o recebia na mesma intensidade continuou a beijá-lo, conduzindo para o quarto, jogando as blusas pelo caminho. Ao entrarem no quarto, o ruivo parou de beijá-lo e olhou para o lado um tanto indeciso.

- Milo, é melhor...

- Não. – interrompeu o outro. – Não vamos parar, Camus...eu quero muito isso e sei que você também quer...- Beijou o pescoço alvo do ruivo, deixando uma marca avermelhada e o fazendo soltar alguns gemidos tímidos.

Guiaram-se para a cama, trocando beijos e caricias. Quando o residente o deitou no colchão macio, ficando por cima, Camus ainda pensou em desistir, porém, queria tanto isso...desejou tanto sentir o corpo de Milo que não pensou em mais nada do que viria a seguir, apenas se deixou levar pelo momento, por mais louco que fosse.

Milo continuou os beijos no pescoço de Camus, cada beijo uma nova marca. Foi descendo com uma trilha de lambidas e carícias até chegar em um mamilo do ruivo, lambendo-o e mordiscando. O corpo menor estremecia abaixo de si a cada toque, arrepiando-se e deixando escapar leves gemidos.

As mãos de Camus também trabalhavam em meio das ações provocativas. Arranhava as costas do loiro, enquanto a outra desceu por sua calça, alisando o membro ereto do outro ainda por cima da calça. Mordeu o lábio inferior e começou a desabotoar aquela calça que era um incomodo no momento. O escorpiano resolveu fazer o mesmo enquanto sugava seus mamilos, descendo as mãos a calça do outro, abrindo-a com mais agilidade, livrando-o da calça juntamente com a roupa íntima.

Ao se ver livre de todas as sua vestimentas, Camus resolve não ficar na desvantagem e logo retira o resto das vestimentas do loiro, fazendo-o parar de chupar seus mamilos e sorrir sedutoramente, observando cada pedaço de seu corpo.

Milo fitou cada parte do corpo escultural do médico. Não pode deixar de lamber o os lábios e logo o atacou novamente com sua boca, deliciando-se com o sabor de Camus, fazendo um rastro de saliva desde o peitoral até membro do outro, onde lambeu sem aviso prévio fazendo o ruivo estremecer e gemer.

- hmm Milo...- Mordeu o lábio inferior na tentativa de controlar mais gemidos. Sentir a língua gostosa de Milo percorrer pelo seu membro era muito torturante, queria sentir algo mais...- Mi...Milo...não me torture...- murmurou entre os gemidos.

- Camus, você é delicioso...- murmurou antes de morder levemente a glande do ruivo para logo em seguida colocar tudo em sua boca, chupando e mordendo levemente em um ritmo rápido. Os gemidos de prazer do outro era como músicas para seus ouvidos, e quanto mais o ouvia gemer, mais rápido continuava a sucção. Parou por um momento o sexo oral, escutando um gemido de reprovação. Levou seus dedos para sua própria boca, lambendo de forma sensual enquanto seu olhar continuava nos olhos do ruivo, até que seus dedos ficaram bem lubrificados. Alisou as coxas torneadas de Camus, subindo a mão lentamente até chegar em sua entrada, onde o penetrou com um dedo.

O ruivo gemeu baixo e abriu mais as pernas, entregando-se ainda mais. Gemia baixinho, pois o loiro estava lambendo novamente sua rigidez e ao mesmo tempo que o penetrava com mais outro dedo. Quando três dígitos se encontrava dentro de si, não pode deixar de gemer em desconforto mas rapidamente a sensação foi substituída por algo prazeroso.

- V-venha...

O loiro retirou os dedos do interior do outro e se posicionou melhor, segurando-o na cintura, sem quebrar o contato visual. O penetrou lentamente, mordendo o lábio inferior para tentar se conter e não o machucar. Camus gemeu alto em um misto de dor e prazer que estava se apoderando de seu corpo.

- Mecha-se...- mordeu o lábio inferior.

- Hmm Camus...- o Loiro começou a estocá-lo lentamente, em um compasso que chegava a ser torturante para ambos.

- M-mais rápido..

Aquele pedido soou como uma ordem para Milo que logo aumentava o ritmo gradativamente. Ao que no início era apenas uma leve tortura, aos poucos foi ficando mais rápido até fazendo seus corpos chocarem. O corpo de Camus era apertado, e a visão que o loiro tinha era quase enlouquecedora de tão perfeita...o ruivo estava com os cabelos revoltos, jogados pela cama e alguns fios da franja grudado no rosto devido ao suor. Ele passava as unhas pelos ombros e pelas costas largas do residente, gemia sem pudor algum e seu rosto estava tão vermelho que poderia ser comparado aos seus cabelos.

Camus se entregava para Milo se, conseguir conter seus gemidos e pedidos por mais. Pensava que tudo aquilo era uma loucura, mas talvez o fato de ser algo louco o deixava ainda mais excitado. Gemeu mais alto ao sentir o local de prazer total ser atingido pelo loiro, que o encarava e gemia junto a si. Uma das mãos do loiro estava em sua cintura, apertando fortemente e deixando uma marca e a outra envolveu-lhe o membro, fazendo uma masturbação no mesmo ritmo das estocadas.

- Aaah Mi-Milo eu vou...hmm – Não conseguiu formular a frase e apenas gritou novamente o nome do loiro, derramando-se naquela mão grande, enquanto o outro o estocou mais algumas vezes e gemeu seu nome, gozando dentro de si, inundando-o completamente.

Milo caiu exausto por cima do corpo pálido de Camus, ficando com o rosto na curva de seu pescoço, sentindo o cheio agradável dos longos cabelos ruivos. A respiração de ambos estava descompassada e tiveram que esperar um tempinho para regularizar um pouco. Saiu de dentro do outro, deitando-se ao seu lado, segurando uma de suas mãos, beijando-a.

- Milo...isso..- respirou fundo. Sabia que era anti ético tal relação com seu residente, mas o desejo falou mais forte. Um desejo que desde sempre escondera, mas agora se revelou em seu íntimo como um dia que está nascendo, irradiando a escuridão com todo o esplendor dos raios de luz. Era assim que se sentia.

- Camus, não venha me falar que isso foi um erro! Eu..eu te amo...céus, como eu só vim perceber isso agora? – admirou-se consigo mesmo ao perceber que a raiva que tinha do outro não passava de um sentimento reprimido.

- Isso foi um erro, assim como tudo o que eu faço...- sentou-se e levou uma mão aos cabelos. Seu rosto expressava desespero e confusão. – Assim como aquela cirurgia, aquela falha...aquela perda!

- Não! – sentou-se e puxou o outro para si, abraçando-o como um protetor. – Não Camus...você sabe que foi uma fatalidade.

Antes que o ruivo pudesse contestar algo, Milo colocou o dedo indicador acima dos lábios finos, fazendo-o calar-se. Olhou fundo nos olhos levemente avermelhados de Camus, passando confiança e carinho.

- Milo, acho que no fundo eu também o amo..- suspirou pesadamente. – E é por isso que você consegue me acalmar..não sei como, mas consegue.

- Eu sei Cammy – sorriu e deu um selinho no outro, e continuou a alisar seu rosto. – E sempre estarei aqui para te acalmar...então por favor, não fique assim. Fique comigo e me deixe te curar dessas agonias.

O ruivo concordou com a cabeça e o beijou novamente. Abraçaram-se, e começaram a conversar sobre diversos assuntos, desde bobeiras até sobre como ficaria o relacionamento de ambos a partir de hoje, que obviamente concordara e ficarem juntos.

Ambos se sentiram felizes ao saber que tal sentimento era correspondido. E que por incrível que parecesse, esse sentimento os acalmava em seus momentos mais tensos, por mais perturbadores que sejam.

Porque o amor é como um medicamento. Um medicamente capaz de curar qualquer sentimento na alma.

Notas finais
Então, eu tirei o Luiz Felipe...espero que tenha gostado e desculpe não ter ficado tão boa..sabe como é, feita em cima da hora, rs~
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PS: Eu desconheço de tudo sobre medicina, então desculpe-me caso tenha algo errado. Mil perdões.
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Espero que tenham gostado e não esqueça de deixar sua opinião!
Beijinhos da Juh ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!