My Medical Romance
18 Renesmee - A pequena Black
Notas iniciais
— O importante é cuidar da alimentação da pequena Milena.
Eu disse sorrindo enquanto abri a gaveta da minha mesa e pegava um pequeno embrulho com lacinho cor de rosa, em seguida entreguei a menina que estava sentada no colo da mãe na minha frente – Um presente da tia Renesmee.
— Olha mamãe! A menina sorriu pegando o pequeno brinde e mostrou para a mãe que balançou a cabeça de forma positiva.
— Viu filha, ganhou um presente, o que nós devemos dizer quando ganhamos presente?
— Obrigada tia Renesmee! Disse e menina em um tom leve de doçura.
— De nada meu anjo – Eu respondi sorrindo me levantando junto com elas e as acompanhei até a porta.
Eu não tinha mais pacientes marcadas para aquela tarde então deduzi que passaria o restante do dia na emergência o que não seria um sacrifício para mim já que tudo que menos desejava era retornar para meu apartamento e ter novamente que encarar minha mãe e Edward Cullen.
Retornei a minha mesa e após fazer algumas anotações desliguei o notebook e o som do abri da porta chamou minha atenção – Com licença doutora, o doutor Black pediu para ir até o laboratório – disse a recepcionista da pediatria.
— Obrigada – Sorri de forma gentil – Eu já estou indo.
Como já imaginava do que se tratava aquele chamado, me apressei em organizar as coisas em minha mesa e então sai da minha sala caminhando até o elevador, senti um alivio em saber que Jade faria os exames, tinha pressa em saber como estava o avanço da doença dela, cada segundo era importante para que ela iniciasse seu tratamento.
Sai do elevador e caminhei até a porta do laboratório, ao me aproximar pude ver através dos vidros da parede que Jacob estava tendo um pouco de trabalho em conseguir convencer Jade a deixar que coletassem seu sangue – Fiquei sabendo que temos uma princesa super poderosa aqui, é verdade? Perguntei ao passar pela porta dando um sorriso, a pequena Jade me olhou e um sorriso se abriu em seu semblante de medo.
—Mamãe Nessie! Disse a menina tentando descer do colo de Jacob que ao perceber a insistência permitiu que ela saísse de seus braços, Jade correu em minha direção e abraçou minhas pernas.
Curvei meu corpo sorrindo e a peguei em meu colo, as pernas de Jade trançaram a minha cintura e seus bracinhos envolveram minha nuca – Nossa como está pesada essa princesa – Eu falei sorrindo enquanto caminhava com ela e acenei para que preparassem os matérias para a coleta.
— Jade sentiu saudade – ela murmurou com os olhinhos cheios de lagrimas.
Dei um tímido sorriso e olhei para Jacob, como poderíamos explicar a uma criança de quatro anos que eu tinha a aparência da mãe dela mas era outra pessoa?
— Eu também senti saudades meu amor- Falei fazendo um suave carinho em sua bochecha- mas agora estou aqui e precisamos fazer uma coisa muito importante – Expliquei me sentando na cadeira com ela em meu colo, Jade manteve as pernas em volta da minha cintura e escondeu o rosto entre meus seios.
— Filha – murmurou Jacob fazendo um carinho nos cabelos de Jade – Da o bracinho pro papai?
— Vai doer- ela murmurou com uma voz de choro olhando para mim com os olhos cheiros de lagrimas.
— Jade é corajosa – Falei em um tom carinhoso – É a mini médica.
Os olhos castanhos de Jade se dividiram entre Jacob e mim, dei um sorriso tímido, era incrível como ela se parecia com ele – tá bom – Ela concordou dando o braço para Jacob e voltou a esconder o rosto em meu peito.
Jacob ajudou Brad a coletar o sangue de Jade enquanto ela choramingava com o rosto contra meu peito, dei um sorriso timido e beijei seus cabelos – Tá tudo bem, não precisa chorar, já vai terminar – tentei acalma-la.
Nunca fui de fazer julgamentos, mas me perguntei de Ella tinha um coração, me perguntei como uma mãe conseguia viajar pelo mundo e deixar uma menina doente abandonada, precisando de amor e cuidados, não que Jade não tivesse amor, ela tinha amor de sobra de Jacob, os olhos dele para a filha era de um pai que a amava, ele olhava Jade como se ela fosse seu mundo e de certa forma ela era.
Eu admirava isso em Jacob, mesmo o conhecendo a apenas dois dias.
— Pronto, terminamos – Disse Brad dando um sorriso e entregando o material coletado ao outro enfermeiro – viu Jade é corajosa.
Jade olhou para o curativo em seu braço tocando com um dos dedinhos curiosa e olhou para Brad que colocou uma das mãos no bolso entregando um pirulito a ela – Olha papai – disse Jade pegando o pirulito e dando um lindo sorriso.
Jacob sorriu – Presente para a princesa mais corajosa do hospital, mas a princesa só pode comer depois do almoço.
A menina desceu do meu colo saltitante com o pirulito na mão e eu ri ao ver toda a festa que ela estava fazendo, naquele momento senti saudade de ser criança, quando nossas pequenas dores podiam ser apagadas com um doce.
— Obrigado – Disse Jacob enquanto eu me levantava – De verdade.
— Não precisa agradecer – murmurei olhando para ele – Bom eu sou a tia.
Jacob riu – Você já almoçou? Ele perguntou olhando para Jade que andava curiosa pelo laboratório.
— Não- respondi – Eu encerrei agora meus atendimentos.
— O que acha de almoçar comigo e com a Jade, ela vai ficar muito feliz.
Olhei para ele surpresa – Eu achei que fosse te incomodar ver sua filha me chamando de mamãe.
— Não vou negar que é um pouco, estranho – respondeu ele – Filha vamos hora do almoço – Disse ele chamando a menina.
Jade correu saltitante se colocando a minha frente – A mamãe vai almoçar com a Jade e com o papai?
Jacob concordou com a cabeça e um sorriso largos e abriu nos lábios da menina, uma das suas mãozinhas seguraram minha mão e a outra a de Jacob e saímos juntos nos três do laboratório de mãos dadas.
Nos seguimos para o refeitório do hospital e sentamos em uma das mesas, Jacob avisou a Emily que almoçaríamos com Jade e enquanto esperávamos nosso almoço Jacob e eu conversamos sobre o tratamento da menina.
— Olha só, a Jade vai comer bife e batata frita? Falei dando um sorriso enquanto o atendente deixava nossos pratos sob a mesa.
— Eba, batatinha – Disse Jade animada batendo palminhas.
— O papai corta para você – Jacob falou pegando o prato de Jade e cortando o bife em pequenas fatias enquanto a filha segurava uma tira de batata frita com a mão e comia – Você vai se sujar – reclamou Jacob em um tom carinhoso sem tirar os olhos do prato, eu apenas observei em silêncio a relação linda que eles tinham, eu nunca havia imaginado como seria uma relação entre filha e pai já que durante toda a minha vida tinha acreditado que meu pai estava morto, apesar de toda a carência materna Jade era uma criança feliz porque Jacob não deixava que faltasse a ela amor e carinho, me perguntei se seria assim se Edward tivesse estado comigo durante minha infância.
Senti um pouco de angustia mas disfarcei.
— Pronto – Jacob colocou o prato de Jade na frente dela e eu sorri ao vê-la pegar o garfo e levar um pedaço do bife a boca, peguei o garfo e a faca pronta para começar a comer quando a voz de Jade me interrompeu.
— Papai num vai cortar a carne da mamãe?
Jacob me olhou confuso e eu não segurei meu riso.
Jacob deu um sorriso tímido – Filha, a mamãe sabe cortar o bife, ela não precisa.
— Não papai tem que cortar.
— Jade meu amor, não precisa a mamãe ja sabe cortar – tentei convencê-la.
Ela cruzou os bracinhos e olhou para nós dois com uma tromba gigante, Jacob suspirou e curvou o corpo sobre a mesa pegando meu prato.
— Jacob...murmurei
— Tudo bem, vou cortar e Jade Black desfaça a tromba agora mesmo.
— Corta igual da Jade – Disse ela olhando para o meu prato, Jacob concordou rindo e ao terminar me devolveu.
—Pronto, carne da mamãe esta igual da Jade.
Jade pegou o garfo levando novamente a carne a boca – come mamãe ta gostoso.
Sacudi a cabeça e ri, Jacob também riu e voltamos a comer nosso almoço.
Após o almoço pedimos uma sobremesa, Jade não havia comido nem a metade do que havia no prato dela, confesso que me preocupou a falta de apetite, Jacob até tentou convence-la a comer mas tudo que conseguiu foi que ela comesse as batatas frita.
— Você sabe que é normal ela ficar com pouco apetite – Falei a Jacob que ajudava Jade tomar seu sorvete sem se sujar.
— Eu imaginei que ela ficaria assim, ela perdeu um pouco de peso – respondeu ele – Quando acha que podemos iniciar o tratamento dela?
— Assim que saírem os resultados- Respondi – Mas a tendência é que ela fique com menos apetite, mas eu vou usar complementos alimentares.
Jacob suspirou olhando novamente para a menina que havia dito algo para chamar a atenção dele, porém seu rosto virou em outra direção ao ouvir uma voz feminina até então desconhecida para mim.
— Nossa que lindo – Disse a mulher batendo palmas – Eu não fui convidada para este almoço em família?
Virei meu rosto na mesma direção em que Jacob havia olhado, então vi a mulher loira tirando os óculos escuros acompanhada de outra mulher.
— Ella...
Murmurou Jacob com uma expressão séria.
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