My Lover
45 Capítulo 45
Notas iniciais
Capítulo 45
-John! Cassie! – exclamei, saindo de casa a ajudando-os com as malas. Havia um rapaz com cabelo preto e olhos azuis celestiais e uma morena pequena. Deviam ser Adam e Melissa.
-Samantha – disse John e abraçámo-nos com força.
Klaus apareceu, descontraído mas atento.
-Ah, e este é o teu noivo – afirmou John, desfazendo o abraço e dando um aperto de mãos a Klaus. – John Blackwell.
-Olá, Cassie – cumprimentei.
-Oi – respondeu ela. – Samantha, esta é a Melissa, a minha melhor amiga e o meu namorado, Adam.
-Bem-vindos – falei. – Espero que a viagem não tenha sido muito cansativa.
-Estou apenas com um pouco de jet lag – disse Melissa, pegando na sua mala. – Mas não há problema, eu aguento até à noite.
-Já têm os quartos preparados, se quiserem ir descansar um pouco podem ir – informou Klaus, rodeando-me a cintura com o seu braço. – Podemos mostrar-vos quais são.
-Oh, seria ótimo, obrigada – disse Cassie, sorrindo para Klaus, maravilhada. Sim, o meu futuro marido era lindo.
-Então vamos – falei e peguei na mala de Melissa, que de todas parecia a mais pesada.
-Oh, não é necessário – apressou-se ela a dizer, ao que eu sorri.
-Custa-me muito menos a mim, acredita.
Não sabia se eles tinham conhecimento se eu era vampira, por isso preferi não dizer que tinha super força.
Subimos as escadas e Klaus foi à frente, mostrando os vários quartos livres para eles, perfeitamente arranjados e arejados. Quando todos se instalaram para descansarem um pouco, almocei com Klaus.
-Como é que devem de estar os preparativos para a festa? – pensei alto.
-Rebekah estava eufórica. Quis que eu fosse, mas neguei. Quero descansar bem para amanhã.
Sorri e estiquei o braço pela mesa, apertando a sua mão.
-Eu também – Klaus sorriu mas ficou logo sério. – O que foi?
-Elijah – disse ele e eu virei-me, encarando os dois rostos.
Elijah estava com um sorriso nos lábios, já Bridget estava com cara de enfadada, como se estivesse a fazer um grande sacrifício para estar ali.
-Elijah! – saltei da cadeira e abracei-o com força. – Bridget – fui menos emocional quando disse o nome dela e abracei-a ao de leve. – Obrigada por terem vindo.
-Klaus insistiu muito – disse Bridget, amarga.
-É um grande prazer estarmos aqui. Não é todos os dias que o meu irmão se casa com uma mulher maravilhosa como tu – falou Elijah logo a seguir à frase de Bridget, tentando amenizar as coisas.
Sorri e corei um pouco, mas Bridget precisava de ouvir e das boas.
-Obrigada pelo elogio, Elijah – virei-me para a minha ex melhor amiga. – Muito bem, Bridget, agora estamos cara a cara, podes falar.
-Não tenho nada para falar contigo – ela cruzou os braços e empinou o nariz.
-Muito bem, se tu não tens, eu tenho – Klaus levantou-se e colocou-se ao meu lado, colocando uma mão na base das minhas costas. – Tu estás a ser infantil e imatura. Para tua informação, quando fui para a cama com o Kol as minhas emoções estavam desligadas, pelo que não me importei se te estava a magoar, para além do Klaus. Aliás, vingança é um sentimento que com as emoções desligadas não funciona. Foi tudo um divertimento.
-Já acabaste? – perguntou ela.
-Não – os três ficaram tensos, mas eu continuei. – Tenho mais umas coisinhas para te dizer: tu não és minha mãe nem mandas em mim. Não tens qualquer poder para me julgar até porque foste tu que sugeriste para desligar as minhas emoções.
-Porque estavas a sofrer! Não para te meteres na cama com o teu criador!
-Olha quem fala, não é!? Elijah é o teu criador e no entanto vais para a cama com ele todos os dias!
-Klaus é o teu amor épico! Kol só entrou na equação porque ele está loucamente apaixonado por ti!
-Que esteja! Eu e Kol temos as coisas bem esclarecidas, ele sabe que o que aconteceu naquela noite não se voltará a repetir!
-Tens a certeza? E se ele te pedir? – ela tentou colocar-me a dúvida. – Sabes bem que não se pode recusar o pedido de um criador.
-Em relação a isso, – interveio Klaus, não me deixando responder-lhe à letra. — eu e Kol temos um pacto. Ele nunca fará isso a Samantha, para o bem de nós os três.
Olhei-o, surpresa. Nunca tinha tido o conhecimento daquele pacto entre eles os dois.
-Quando é que foi isso?
-Quando te vi á porta da minha casa transformada em vampira. Percebi imediatamente que tinha sido Kol e falei com ele.
-Klaus Mikaelson falou com Kol?
-Bem, falar não é propriamente a palavra. O que importa é que chegámos a um acordo – Klaus sorriu matreiro e os seus olhos brilharam.
-Vês? Eu disse-te que não havia razão para te preocupares – disse Elijah, sorrindo para Bridget, que ainda estava chocada com a notícia.
-Tu sabias disto? – ripostou ela.
-Claro que sabia. Afinal, somos família.
Ela abriu a boca e colocou as mãos á frente do corpo.
-Eu não consigo lidar com isto.
Kol apareceu atrás dela, com uma expressão ameaçadora.
-É muito simples, Bridget. Engole o teu orgulho e faz as pazes com a Samantha – disse ele. – Chegou uma visita.
Katerina saiu de detrás de Kol e sorriu.
-Kat! – exclamei e fui até ela. Abraçámo-nos com força e depois fitei Klaus. – Não a vais matar?
Ele encolheu os ombros e proferiu:
-Chama-lhe de tréguas provisórias.
-Foste tu que a contactaste?
-Contactar é um termo um pouco rabiscado, Sam – disse ela, andando até Bridget. – Ele mandou quase a comunidade vampírica à minha procura.
Gargalhei.
-Disso tenho eu a certeza!
-Agora nós, senhora Bridget – ela estava encurralada. – Como Kol disse, engole o teu orgulho e faz as pazes com a nossa amiga. Sabes bem que seria o melhor presente de casamento que lhe podias dar.
-Bridget, por favor – pediu Elijah e percebi pelo seu tom que já não era a primeira vez que pedia isso.
Ela suspirou e veio até mim calmamente.
-Desculpa por te ter julgado. Mas sabes como Kol me pode irritar, e ele usou-te! – arqueei o sobrolho. – Tudo o que vejo és tu e Klaus, mais ninguém contigo. Desculpa por ter sido tão agressiva e distante e ter-te repreendido como se fosses uma criança pequena. Ambas sabemos que já és crescidinha o suficiente para tomares as tuas próprias decisões e tomares conta da tua vida.
Sorri para ela, tentando controlar as lágrimas que ameaçavam brotar dos meus olhos. Eu odiava zangar-me com alguém e Bridget era a minha amiga há imenso tempo. Conhecemo-nos há mil anos, perder alguém como ela seria a devastação para mim. Bridget era como se fosse da família para mim, se a perdesse seria o fim do Mundo para mim.
-Eu perdoou-te, sua tonta – abracei-a com força e solucei. – Só não me voltes a fazer isto, Bridget. És demasiado importante para mim…
-Desculpa, do fundo do meu coração.
-E agora está tudo bem – concluiu Katerina.
©AnaTheresaC
Notas finais
O que acham do pacto que o Klaus e o Kol têm? Tudo para proteger a Samantha!
XOXO, até domingo!
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