My Lovely Nanny
6 Capítulo 6 - Cuidando do Doente
Notas iniciais
E ae pessoal, tudo bem? Eu espero que sim hm... Finalmente estou de volta com mais um capitulo. Por incrível que pareça, dessa vez minha bebe não pegou tanto no meu pé '-' Acho que ela esqueceu de fazer isso qq Mas como eu sei que ela me mata se o mês terminar e eu não tiver escrito o capitulo, eu corri pra faze-lo hoje. Acho que no final vão querer me bater, mas enfim... qqq
Sem mais delongas: Boa Leitura!
Como de costume, Abarai acordou cedo e tomou um bom banho relaxante, além de um café reforçado e se pôs a arrumar o apartamento onde morava. Não que desse uma faxina geral todo o dia, apenas dava uma ajeitava e tirava um pouco do pó, deixando a grande faxina para o fim de semana. Antes do almoço teria que sair para buscar Rukia na escola como sempre e a partir dai, ficaria na casa do Kuchiki pelo resto do dia. Porem, essa rotina estava para ser quebrada naquele dia... O telefone tocou na sala e o ruivo se apressou a atender, ficando surpreso com quem era do outro lado da linha.
– Rukia?!
– Renji... Você está em casa, que bom. – a menina realmente parecia aliviada, mas o maior começava a se preocupar.
– Você devia estar indo para a escola essa hora. O que aconteceu? Não vai ter aula?
– Não é isso... É que eu estou preocupada com o Otou-san e não quero ir!
– Preocupada com seu pai? O que ele tem? – agora a preocupação de Abarai era ainda maior.
– Ele não acordou bem... Sempre levanta antes de mim e me chama, mas dessa vez eu fui ver ele no quarto e ele está pálido. – a garota contava com uma voz levemente confusa e desesperada – Otou-san é forte e quase nunca fica doente, mas acho que dessa vez...
– O que mais ele tem, Rukia?
– Diz que está com dor na cabeça e não quis tomar o café da manha. Mas o que me deixa brava é que ele quer sair da cama pra me levar pra escola e trabalhar depois!! – Renji podia imaginar a menina toda emburrada do outro lado da linha – Eu não quero deixar meu pai assim, Renji...
– Mas você não pode faltar na escola! Escute, peça para um vizinho te levar e eu vou pra ai agora mesmo, prometo cuidar do seu pai.
– Mesmo? – a voz da menina agora era de alivio.
– Sim, pode deixar comigo. Avise ao seu pai que estou indo.
A menina concordou e agradeceu muito ao ruivo por isso, desligando o telefone em seguida. Na verdade, Byakuya não precisava ser avisado porque sua filha havia ligado do telefone de seu quarto assim que o viu mal. Claro que ele não queria que ela falasse com Renji sobre aquilo, detestava ser algum tipo de incomodo e na verdade se sentia muito bem para sair da cama – mas claro, era apenas seu lado teimoso falando. Por sorte Rukia tinha herdado essa mesma teimosia, então ignorou as suplicas do pai e foi correndo pedir ajuda a única pessoa que sabia que podia contar.
– Otou-san, nem pense em levantar dessa cama... Renji logo estará ai. Eu vou pedir para a vizinha me levar pra escola. – a menina dizia toda autoritária, ajeitando a mochila nas costas – Você tem que ligar para o trabalho para avisar que não vai. Quer que eu faça isso por você?
– Não, você já fez muito por mim hoje. — o moreno resmungou, deitado na cama. Claro que entendia que a menina só estava pensando no seu bem, mas era difícil aceitar a situação, ainda mais que detestava faltar no trabalho – Nem devia ter incomodado o Abarai com isso, ele não tem nada a ver...
– Otou-san, não vou te deixar nesse estado sozinho! Se Renji vier, pelo menos vou ficar mais tranquila. – a menina colocou as mãos na cintura, mostrando que não mudaria de opinião – Trate de ficar quietinho até o Renji chegar pra cuidar de você.
O ruivo cuidando dele... Essa definitivamente não era uma situação que esperava viver. Um homem com sua idade e porte, sempre tão impecável e cuidadoso, agora tendo que aceitar os cuidados de um rapaz bem mais jovem e que nem tinha qualquer laço familiar com ele. Sem contar à atração que sentia por esse rapaz em particular... Não, Byakuya nem queria pensar nessa parte. Teria que ficar sozinho com o ruivo e aceitar toda sua ajuda, evitava essas situações de dependência a todo o custo. Mas naquele dia, teria que dobrar seu orgulho.
Rukia se aproximou, deixando um selar na testa do pai. Ela ficaria com ele com certeza, mas o Kuchiki insistia que ela devia ir para a escola e que ficaria bem sozinho. Amava seu pai, não conseguiria deixá-lo nesse estado sem uma garantia que ele ficaria bem. E essa garantia se chamava Abarai Renji, por isso não hesitou em chamá-lo, mesmo que seu pai fosse totalmente contra isso. O ruivo era sua baba, mas poderia ser a baba de Byakuya pelo menos naquele dia. Assim, a menina saiu de casa e foi bater na casa vizinha. Assim que explicou a situação, ganhou a carona e pode ir finalmente para a escola.
Abarai tinha saído de casa assim que desligou o telefone, não queria perder mais nenhum segundo para estar na casa do Kuchiki. Claro que estava preocupado, sabia o quanto o moreno era forte apesar do pouco tempo de convivência, e também seu coração estava apertado para ver logo o menor e checar sua situação. Provavelmente era um mal estar passageiro pela forma como Rukia descreveu, mas mesmo assim queria ver isso de perto. Quando finalmente chegou a casa, abriu a porta com a chave que havia recebido de Byakuya e foi subindo as escadas.
O menor estava deitado na cama e lia um de seus livros quando ouviu o barulho dos pés subindo a escada. Sabia quem era e mesmo assim sentiu um frio na barriga, mordendo o lábio inferior. Se recompôs quando Renji abriu a porta do quarto, pedindo a devida licença antes de entrar realmente. Logo o ruivo se aproximou da cama, atento ao belo rosto do mais velho. O Kuchiki realmente estava mais pálido que o normal e não parecia ter dormido bem, provavelmente sofrendo com o mal estar desde a madrugada. Teimoso... Era a única palavra que vinha na cabeça do maior naquele momento, afinal o outro devia ter pensado que logo estaria bem quando amanhecesse e por isso não fez nada.
– Kuchiki-san... Como se sente?
– Eu estou bem, Abarai. Não tinha necessidade de você vir até aqui, realmente...
– Não diga isso, Rukia parecia bem preocupada. – o ruivo tomou a liberdade de se sentar na ponta da cama, perto do outro – Me diga a verdade, o que está sentindo?
– Eu... Só estou com um pouco de dor de cabeça. – o mais velho não queria dizer tudo realmente, mas o olhar fixo do outro não lhe dava escolhas – Meu estomago também esta sensível, por isso não quis comer nada. Eu tive muitos calafrios durante a noite e algumas tonturas.
– Kuchiki-san, devia ter ido ao medico assim que começou a sentir tudo isso! – Renji mal acreditava que estava realmente dando um sermão no outro, mas era necessário – A saúde é algo sério, não pode abusar... Se bem que eu acho que é só um mal estar passageiro.
– Eu também acho, então não precisa se preocupar. Se eu ficar na cama mais um pouco, eu...
– Nem pensar, eu vou ficar aqui cuidando de você! – o ruivo não pensava em arredar o pé dali até ver Byakuya totalmente bem novamente.
– Bem, já que é assim... Você e Rukia não me deixam escolha. – o Kuchiki desistiu de ir contra os dois e pegou o telefone ao lado da cama para ligar para o trabalho. Ainda não tinha feito isso por ainda ter esperanças que milagrosamente ficaria bem.
Renji assentiu positivamente e se levantou, saindo do quarto para deixar o moreno fazer a ligação sem nenhum incomodo. Logo desceu para o outro andar e procurou pela caixa de primeiros socorros, talvez tivesse algum remédio que poderia dar ao moreno. Ao remexer na caixa, encontrou um que já havia tomado quando estava passando mal uma vez e decidiu levar aquele para Byakuya. Pegou um copo na cozinha, encheu de água e subiu de volta para o quarto do outro. O mais velho já tinha feito sua ligação, surpreendendo sua secretaria sobre sua falta. Realmente, ninguém estava acostumado a vê-lo faltar então podia imaginar que todo o departamento pensaria que ele estava morrendo em cima da cama.
Abarai estendeu o comprimido ao outro, informando que remédio era e comentou que tinha funcionado bem em si, então provavelmente teria o mesmo efeito positivo no moreno. Byakuya aceitou juntamente com o copo de água, tomando-o com o comprimido. O ruivo pegou o copo novamente e o menor achou que ele iria sair para por o copo no lugar, mas se surpreendeu ao vê-lo se sentar novamente, erguendo uma das mãos e pousando-a em sua testa. Novamente aquele calor estranho e tão confortável com o contato entre os dois, Byakuya não conseguiu evitar um suspiro e encarou os olhos castanhos do ruivo que os observava.
– Pelo menos não está com febre, eu acho. – falou o mais novo, checando a temperatura do Kuchiki.
– Não, realmente... Eu te disse o que tinha sentido.
– Eu só queria checar... Sabe, estou preocupado com você afinal. – Renji não tinha medo de mostrar sua preocupação, desejava ver o outro bem tanto quanto Rukia.
– Eu... Vou ficar bem, não se preocupe. – Byakuya não conseguia dizer mais nada diante daquela demonstração, preferindo se acomodar na cama e se cobrir mais.
O ruivo sabia que agora o moreno tinha que deixar o remédio fazer efeito e dormir um pouco ajudaria, ainda mais que ele confessou que não tinha tido uma boa noite de sono. Se levantou e caminhou novamente para a porta, apagando a luz e encostando a porta antes de sair. Lavou e guardou o copo no lugar assim que chegou à cozinha e decidiu dar um jeito na casa enquanto o moreno descansava. Não tinha muito que fazer afinal e assim ajudaria um pouco. Sabia que o único lugar que não podia entrar era o escritório de Byakuya, então passou reto por ali. Às vezes tinha curiosidade de entrar só para ver como era, mas não pensava em desobedecer ao mais velho.
Enquanto Abarai cuidava da arrumação da casa, o Kuchiki conseguia pegar no sono e finalmente tinha um devido descanso. A noite foi terrível para si e sua teimosia às vezes levava-o a ignorar coisas, achando que ficará bem de qualquer jeito. Bom, agora que estava sendo cuidado pelo ruivo, acreditava que logo ficaria bom. Ainda não gostava muito da ideia, mas não conseguia ir contra ao maior quando via aqueles olhos cheios de preocupação por si. Ah, estava ficando cada vez mais cativo daqueles olhos... No parque havia notado que o ruivo o olhava de uma maneira diferente, talvez... O mesmo tipo de olhar que tinha por Renji e tentava esconder.
Quando acordou, Byakuya olhou para o relógio no móvel ao lado e percebeu que havia dormido por umas três horas. Provavelmente o mais novo devia estar na cozinha, preparando o almoço. Quando se levantou, percebeu as roupas grudadas em seu corpo, sinal de que havia suado bastante e se sentia um pouco mais forte. O remédio provavelmente provocou tal reação enquanto agia em seu corpo. Caminhou direto para o banheiro particular de seu quarto, desejando um banho bem demorado e relaxante. Tirou as roupas, deixando-as no cesto para lavar e entrou embaixo do chuveiro, apoiando as mãos na parede enquanto deixava a água cair por todo seu corpo. Realmente se sentia melhor do que antes...
Abarai estava mesmo na cozinha, pensando no que poderia fazer para o almoço. Queria deixar pronto e assim poderia buscar Rukia rapidamente e os três poderiam comer juntos. Mas queria preparar algo leve devido ao estado de Byakuya. Decidiu fazer um peixe grelhado e um molho especial para colocar em cima, acompanhando-o de salada com frutas e arroz. Achou melhor perguntar sobre a refeição escolhida para o moreno, afinal ele era o dono da casa e tinha o direito de escolher se queria aquilo ou não.
Subiu as escadas e bateu na porta do quarto do moreno, mas não obteve resposta. Será que ainda estava dormindo e não ouviu as batidas? Bateu de novo, mas novamente não teve resposta. Achou melhor abrir a porta e viu que o mais velho não estava na cama. Deu alguns passos para dentro do quarto, olhando ao redor e foi ai que seus ouvidos captaram o barulho do chuveiro ligado, entendendo que o Kuchiki estava no banho. Mesmo assim, se aproximou da porta do banheiro, que estava apenas encostada. Sua vontade era de espionar o outro, ver seu belo corpo... Mas se conteve com firmeza, encostando-se no batente.
– Kuchiki-san?
– Ahn?! – Byakuya estava distraído no banho, por isso não ouviu as batidas na porta e ao ouvir a voz do ruivo, tomou um belo susto – Abarai? Onde...
– Eu estou na porta, não se preocupe. – tranquilizou o mais velho, suspirando de desejo e apertando as mãos em punho – Vim perguntar sobre o almoço. Tenho uma ideia do que fazer e queria saber se você aprova...
– Hm... E o que pretende fazer? – o moreno se sentia tão tenso naquele momento que mesmo a água deliciosamente morna não parecia ter um efeito relaxante. Renji estava a poucos metros de si afinal e ele estava ali, totalmente nu.
– Peixe grelhado com um molho leve... Salada com frutas e arroz. – ditou a ideia, esperando pela resposta, também um tanto tenso da porta.
– Por mim tudo bem... Faça isso. – Byakuya deu seu aval e desejava que o ruivo saísse logo dali para poder concluir o banho com tranquilidade.
– Está certo. E me desculpe pelo incomodo...
Abarai deu meia volta de imediato, saindo do quarto e fechando a porta atrás de si. Percebeu que seu desejo pelo menor estava tão grande que quase não conseguiu se conter diante da possibilidade de poder ver o Kuchiki no banho. Balançou a cabeça de um lado para o outro para tirar aquela ideia da cabeça, ou ainda seria capaz de voltar no banheiro. Desceu e voltou para a cozinha, decidindo se focar apenas no almoço, não correria riscos assim. Colocou o peixe para grelhar e começou a preparar o molho, atento também nas horas para deixar tudo pronto antes de ter que buscar Rukia.
Assim que conseguiu terminar seu banho, Byakuya se enxugou e procurou uma roupa para vestir. Seu coração ainda estava disparado no peito pela situação em que ficou e se sentia até bobo por ter aquele tipo de reação. Renji estava tomando um poder de influencia sobre si inacreditável, sentia como se os olhos do ruivo estavam sobre si mesmo estando longe e com a porta os separando. Respirou profundamente, tentando restaurar seu controle interno e assim que terminou de se vestir, saiu do quarto e desceu para o outro andar. Quando estava nos últimos degraus, uma tontura voltou a lhe abater e escorregou, certo de que iria ter um belo encontro com o chão.
– Kuchiki-san!
Ah, essa voz... Nem se surpreendeu ao ser salvo pelo ruivo que saiu da cozinha bem quando ele escorregou e correu até ele antes que caísse no chão. Apoiava ambas as mãos no peito de Abarai enquanto mantinha os olhos fechados, tentando fazer a tontura passar. O mais novo por outro lado estava apreensivo, examinando o moreno com atenção. Parece que Byakuya não estava 100% curado, então voltava a ficar atento as reações do menor. Quando o mais velho firmou melhor o corpo e abriu os olhos, pode ver que a tontura havia passado e ele se sentia melhor.
– Não foi nada, até o fim do dia ficarei totalmente bem.
– Mesmo dizendo isso, não vou ficar sossegado Kuchiki-san. Melhor se sentar lá na cozinha, assim poderei ficar de olho em você.
– Não sou criança para que você tenha que ficar me vigiando! – o menor rebateu sem pensar duas vezes, não queria ter que ficar nessa situação.
– Mas não vou deixar você sozinho! Prometi a Rukia que ficaria cuidando de você e farei isso... – Abarai contrapôs na mesma medida, apertando um pouco mais a cintura do outro, onde segurava – Também não quero que se machuque ou volte a ter alguma recaída. Não quero que nada de mal aconteça com você...
Byakuya engoliu em seco, só então se dando conta de que estava nos braços do outro, sendo segurado com firmeza mesmo depois de ter reestabelecido seu equilíbrio. E aquelas palavras praticamente deixaram o moreno com um arrepio, os olhos castanhos totalmente voltados para si novamente. Estava ficando louco, só podia ser isso! Imaginar que talvez Renji sentisse a mesma atração por si era um pouco demais para a cabeça dura e solitária do menor. O mais novo por outro lado estava muito feliz por ter o moreno tão perto, podendo senti-lo em seus braços e cuidando dele. Queria ficar ainda mais perto, tinha que juntar coragem para tomar a atitude que tanto desejava.
E foi o que aconteceu. Diante do silencio mutuo que pairava naquele momento, Abarai juntou toda a coragem e ousadia que conseguiu, fazendo com que o Kuchiki ficasse encostado na parede perto da escada. Os olhos azuis arregalados entrando em choque constante com os castanhos do ruivo, tentando acreditar que aquilo não era um sonho. Realmente estava sendo prensado pelo mais novo e pelo andar da carruagem, algo bem importante ia acontecer. Renji engoliu em seco, começando a se inclinar na direção do moreno e guiava seus lábios para se encontrarem com os dele. A ponta dos narizes se roçaram, causando um arrepio em ambos e não faltava mais que alguns centímetros separando seus lábios. Então...
– Tadaima!!
A voz doce e animada de Rukia cortou toda a situação como um raio, fazendo Renji saltar pra trás enquanto o mais velho virava de lado, levando as mãos aos lábios. Por pouco... Por muito pouco! Mal podia acreditar no que estava prestes a acontecer e quase que sua filha os pegaria em uma situação difícil de ser explicada. Por sorte a menina só viu os dois depois que chegou ao corredor, cumprimentando o ruivo e indo abraçar o pai, já perguntando sobre sua saúde. Os dois estavam claramente desconfortáveis naquele momento, mas tentavam aparentar normalidade enquanto conversavam com a menor.
Rukia contou que combinou com a vizinha de ser trazida até em casa novamente, assim Renji não precisaria sair de perto do pai. Encheu o Kuchiki de perguntas sobre seu estado de saúde e o moreno tratou de tranquiliza-la, mostrando que estava bem. Os três foram para a cozinha, afinal faltava pouco para Abarai terminar o almoço, faltava apenas picar as frutas e preparar a salada. A menina se sentou no colo do pai e passou a contar como foi seu dia no colégio. O clima se normalizou a partir dai e tiveram uma refeição bem agradável. O mais novo acabou indo embora depois de lavar a louça, deixando o menor aos cuidados da filha.
Ambos precisavam de um tempo agora para se recuperar do que aconteceu e do que poderia ter acontecido. Renji estava realmente louco para beijar o outro naquele momento e teria feito se a menina não tivesse chegado. Mas e depois? Como iria encarar o Kuchiki? E se recebesse uma bronca e uma rejeição de imediato, não ia conseguir aguentar... Voltou para o apartamento pensando nisso por todo o caminho, assim como a bela expressão chocada do mais velho e da sensação de tê-lo em seus braços daquela forma.
Já Byakuya ficou assistindo TV com Rukia, se bem que nem estava prestando atenção no aparelho. A lembrança das respirações se chocando naquele momento e o calor tão único que estavam compartilhando não conseguiam deixar a mente do menor. E pensar que a filha quase os pegou daquele jeito... Mas uma coisa era certa: Renji sentia o mesmo por si. Nunca imaginou que isso pudesse acontecer, mas depois do que tinha ocorrido, era praticamente certo que era isso. Só restava saber o que fazer sobre isso dali em diante e isso era o que mais corroía o Kuchiki naquele momento. Como encarar o rosto de Abarai e não demonstrar que também estava louco por ele?
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