My Lovely Nanny

9 Capítulo 9 - Dor e Ciúme


Notas iniciais
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!! Uru Take-hime na area, postando a continuação de My Lovely Nanny!! E ai pessoal, tudo bem com vocês? Feliz 2014 para todos *-* Estavam com saudades? Eu estava! Mas finalmente voltei com mais um capitulo para vocês... Dessa vez vai ser um pouco triste, acho que o nome do capitulo denuncia isso. Mas como a fic está perto do fim, considerem isso como o ultimo drama qq Eu espero que vocês gostem! Sem mais delongas: Boa Leitura!

Ano novo, vida nova começando. Um ano cheio de expectativas e mudanças para o futuro. Um ano de promessas e renovações, a esperança de ser muito melhor que o ano passado, como acontece sempre que se vira o ano. A vontade de suprir expectativas, alcançar os desejos e realizar sonhos sempre se repete. E na família Kuchiki isso também acontece, apesar da rotina já ter voltado quase ao normal. Byakuya já estava de volta no trabalho enquanto Abarai agora tinha que ficar em tempo integral com Rukia, já que ela estava de férias da escola. Isso não era problema para o ruivo, ele gostava de passar o tempo com a pequena. A única coisa que lamentava era não ter conversado direito com o mais velho até agora.

O Kuchiki havia voltado ao trabalho logo depois do segundo dia do ano, então saia bem cedo e voltava bem tarde como sempre. Renji se sentia um tanto aflito por não saber uma resposta a sua declaração no Natal, afinal ele pareceu muito chocado no dia e o maior resolveu ir embora para deixa-lo pensar. Depois não voltou a casa dele até que o ano novo viesse, afinal o moreno estava em casa e podia cuidar da filha. Além disso, já tinha programado de passar o ano novo com os amigos e quanto finalmente pode voltar à casa dos Kuchiki, o menor já tinha voltado ao trabalho. Parecia que a vida estava causando esses desencontros de propósito.

Pelo menos nos poucos minutos que trocavam palavras de manha e a noite, podia notar que Byakuya não o tratava de forma diferente. Com aversão ou constrangimento, nem qualquer outra reação ruim a sua pessoa. Era a única coisa que acalmava o ruivo... Mas ainda sim desejava ter uma resposta. E também estava tendo que ter um controle enorme para não agarrar o mais velho novamente e desfrutar do seu beijo como tanto queria. Essa atração louca que sentia pelo Kuchiki era amor sem duvidas! Não poderia aguentar muito mais tempo sem poder toca-lo, beija-lo... Fora o desejo de tomar o corpo do moreno para si. Renji chegava a se espantar com seu autocontrole.

Já Byakuya não estava totalmente indiferente ao rapaz, apesar de estar aparentando a naturalidade de sempre. O beijo não lhe saia da cabeça, às vezes chegava a sonhar acordado com isso. Andava recebendo chamadas de atenção até no trabalho por sua secretaria, que notava que ele estava muito distraído ultimamente. Mesmo assim não deixava que isso atrapalhasse seu serviço, então ficava bem focado nisso. De manha cedo ou à noite bem tarde, quando se encontrava com Abarai, não sabia o que fazer ou dizer na sua frente, então apenas agia como sempre. O ruivo também não havia tocado no assunto do ocorrido no Natal, então não tinha coragem de levantar o assunto.

Quando o fim de semana chegou, Byakuya levou Rukia ao cinema e passear no shopping. Já tinha se passado muitos dias e nada sobre o beijo foi conversado. O moreno sabia que isso não poderia continuar por muito mais tempo, teria que conversar com Abarai, já que ele não havia dito nada até agora. Mas decidiu deixar isso para mais tarde, por hora estava curtindo o dia com seu pequeno tesouro. Assistiram a um desenho em 3D, Rukia estava encantada com a capacidade das coisas saírem da tela e chegarem tão perto só por estar usando um óculos. Chegava a estender a mão para tocar, o que fazia seu pai sorrir bobo no assento ao lado.

Almoçaram enquanto conversavam sobre o filme que tinham visto e depois passearam pelas lojas. Rukia acabou querendo um vestido que viu de uma das lojas e seu pai comprou, vendo a empolgação da filha com a peça. É verdade que na maioria das vezes dava tudo o que a menor pedida, mas sabia que o mais importante que deveria dar era seu amor, sua atenção e seu carinho. Rukia também havia deixado de ser tão mimada, tinha aprendido dar valor às coisas e principalmente a organizá-las. Sobre isso sempre agradeceria a Renji por ajudar na melhora da personalidade da menina. O Kuchiki também comprou umas duas camisas novas e no fim do passeio, voltaram para casa no carro do maior.

Passaram o resto do dia sossegados e depois do jantar, Rukia assistiu um pouco de TV com o pai, mas logo acabou subindo para o quarto para dormir. O moreno ficou sentado no sofá, pensando por um tempo até que decidiu se levantar e subiu, checando para ver se a filha já estava dormindo e ao confirmar isso, foi para o próprio quarto e tomou um bom banho. Não iria dormir ainda, tinha decido que iria ver Renji para que pudessem conversar finalmente. Pegou uma das camisas novas que havia comprado, vestindo também uma calça jeans e um sapato. Enquanto penteava os cabelos é que se deu conta de que estava se arrumando para ver o ruivo. Fora que se sentia novamente como um adolescente perdido nos próprios sentimentos.

Checou a filha mais uma vez antes de descer, sabia que a menina dificilmente acordava no meio da noite, então desejava que tudo ficasse bem enquanto estaria fora. Não pretendia demorar muito também, seria apenas uma conversa esclarecedora. Pegou a agenda na sala e anotou num papel avulso o endereço do ruivo, que havia lhe dado para qualquer emergência necessária. Colocou o papel no bolso e saiu de casa, trancando-a e indo até o carro, entrando no veiculo e saindo da garagem. Logo estava dirigindo pelas ruas, seguindo na direção do apartamento de Renji. Ficava um pouco longe dali, mas de carro as coisas eram bem mais fáceis. Ainda mais que era de noite e quase não havia transito.

Não demorou muito e parou na calçada do outro lado do prédio de Abarai, observando a estrutura. Olhou o endereço anotado para ter certeza de estar no lugar certo e puxou o ar com força pra dentro, como se estivesse reunindo coragem para ir até lá. As mãos do moreno estavam frias e parecia ter um nó em sua garganta. Se lembrava que foi mais ou menos assim que se sentiu quando pediu Hisana em namoro e também quando foi pedir a mão dela em casamento para o pai. Não tinha vindo ali para fazer nenhum pedido, apenas... Queria deixar claro que amava o ruivo também. Quando pudesse dizer isso claramente, então poderiam decidir juntos o que fazer.

Nesses minutos em que ficou pensando, outro carro estacionou bem de frente do prédio e tocou o interfone. O rapaz ficou encostado no carro enquanto esperava alguém, só nesse momento que o moreno se deu conta de sua presença. Decidiu esperar o rapaz ir embora para poder ir até o prédio, então ficou aguardando em silencio dentro do carro. O que não esperava era ver o próprio Renji aparecer, vestindo-se de forma bem descolada com uma calça preta justa, uma camiseta branca com uma estampa na frente e uma jaqueta de couro aberta jogada por cima. Um tênis simples estava no pé e os cabelos estavam presos para o alto, às mexas vermelhas caindo por sobre um dos ombros. Ficou ali admirando aquela visão tão bonita, mas sua expressão se fechou ao ver que o ruivo foi diretamente para o outro rapaz.

– Desculpe a demora, eu não achava o celular... – Abarai se desculpou com o amigo que já se desencostava do carro.

– Sem problemas, por você vale a pena esperar. – Hisagi respondeu, todo galanteador.

– Seu idiota! – o ruivo riu, já abrindo a porta do carro – Vamos!

O moreno assentiu e deu a volta, entrando pelo lado do motorista no carro enquanto Renji já se havia acomodado no banco ao lado. Byakuya ainda estava estacionado do outro lado da rua, observando atentamente aquela cena. É claro que não gostou nada do que viu... Se era ciumento com sua filha, imagina com o cara que amava! Viu o carro de Hisagi partir dali e decidiu fazer uma coisa que jamais pensou que aconteceria antes: seguir os dois. Ligou o carro e acompanhou o outro a certa distancia para que não percebessem, ainda mais Renji que conhecia seu carro. Levou um tempo até que estacionassem num bar de uma avenida movimentada, Shuuhei e Abarai saíram do carro conversando e rindo por qualquer coisa.

O Kuchiki estacionou na esquina e saiu do carro, indo para o bar. Seu peito estava apertado e isso o deixava bastante desconfortável. Assim que entrou no local, procurou ficar numa mesa onde pudesse ver os dois, que estavam sentados no balcão esperando suas bebidas. Assim que se acomodou na mesa, pediu apenas um drink de frutas para o garçom que veio lhe atender, mas sem álcool. Não tirava os olhos dos dois, tentando até ouvir o que diziam, mas sem muito sucesso por causa da musica e da conversa que preenchiam o lugar. Os dois pareciam próximos demais...

– E então? Como anda as coisas com o seu emprego? – Hisagi perguntou assim que as bebidas chegaram, tomando um gole em seguida.

– Está tudo bem, só estou tendo que ir cedo todos os dias por que a menina está de férias. – explicou, tomando sua bebida também.

– Você não cansa de ser uma babá não?

– Não, é divertido brincar com ela e na verdade, ela é um amor de menina.

– Sei... E o pai dela? Vocês até que se dão bem, não?

– Ah, sim... Ele me convidou para passar o Natal lá com eles. – Renji se lembrou do beijo e deu um longo suspiro.

– Ah é? Vocês parecem bem mais próximos do que parece. – Shuuhei passou um dos braços pelo do ruivo e o segurou com firmeza – Não me diga que eu estou te perdendo para um velho qualquer.

– Você é mesmo um idiota! – Abarai ria, revirando os olhos, mas deixava o braço ser seguro – Você fala como se ainda fôssemos namorados.

– Quem sabe você volta pra mim um dia, não é? – o moreno provocava.

As mãos de Byakuya apertavam o copo enquanto assistia aquela cena. Por que Renji deixava aquele homem se agarrar nele daquele jeito? Não pareciam simples amigos assim, pareciam... Um casal. Só essa ideia deixou o moreno mais perturbado ainda e se apertasse aquele copo com mais força, com certeza se quebraria. Os dois não tinham notado sua presença, isso era bom afinal não queria ser pego. Mas a vontade de ir até lá e separa-los só crescia dentro do Kuchiki. Olhar para os dois ali, rindo e brincando, ficando tão pertinho um do outro o fazia ficar mal. Até que viu Hisagi sussurrar algo no ouvido do ruivo, se levantou e apoiou uma das mãos na mesa. Estava a ponto de ir até lá!

De repente, ele começou a pensar... Quem era ele para afastar Abarai de alguém? É verdade que o mais novo havia se declarado para si, mas ainda assim não tinham nada. Não passavam de patrão e empregado. Não tinham nenhuma relação a mais que essa. Então não tinha direito nenhum de ir até o balcão e puxar o ruivo para longe do outro, como se ele lhe pertencesse. Talvez tenha demorado tempo demais pensando em bobagem quando deveria ter conversado com Renji e ele tenha cansado de esperar. Por que era óbvio para o Kuchiki que Hisagi estava querendo algo com o ruivo. Abarai se quer tinha se afastado do moreno, então... Isso só fazia o mais velho achar que estava gostando das investidas de Shuuhei.

Byakuya tomou o resto de seu drink e deixou o dinheiro na mesa, indo para a saída. Não conseguia ficar ali vendo os dois tão alegres enquanto se sentia cada vez pior. Foi diretamente para o carro, ligando o veiculo e partindo ali o mais rápido possível para voltar pra casa. Estava começando a duvidar até mesmo do amor que Renji dizia ter por ele. Mas talvez fosse melhor assim... Como poderia fazê-lo feliz? O maior era jovem, cheio de vida e muito bonito. Com certeza teriam outras pessoas interessadas nele. Como competir com isso? Assim que chegou em casa, subiu diretamente para o quarto, só passando pelo da filha antes de ir deitar, querendo amenizar a dor e esquecer tudo o que viu enquanto dormia.

Notas finais
Reviews?