My Lovely Nanny
3 Capítulo 3 - Clima
Notas iniciais
Oi pessoal, beleza? Eu sei, eu sei, demorei muito tempo pra postar a continuação, mas vocês devem agradecer a minha linha esposinha Maya v-v Ela praticamente me intimou a escrever esse capitulo, então eu o dedico pra ela por ter sido o motivo para eu escrever. Nesse capitulo vai aparecer mais um personagem, será que vão gostar? Eu espero que sim!
Sem mais delongas: Boa Leitura!
Alguns dias já haviam se passado desde que Renji começou a trabalhar para o Kuchiki, cuidando de sua pequena filha. Tudo estava correndo tranquilamente, o ruivo e a menina se davam muito bem e o rapaz conseguia acompanhar o ritmo agitado dela sem muitos problemas. Byakuya também já havia se acostumado com a presença do outro em sua rotina, mesmo que não se vissem muito, afinal só trocava algumas palavras com Abarai à noite, quando chegava do serviço e o liberava finalmente para ir pra casa. Reconhecia o esforço que o rapaz tinha sobre cuidar de sua filha, mantê-la segura e alimenta-la devidamente. Alias o fato de o maior saber cozinhar foi mais uma das surpresinhas que teve com ele...
Era mais um dia comum, o moreno estava no trabalho e Renji estava saindo de seu apartamento, trancando tudo devidamente enquanto checava o relógio de pulso mais uma vez. Daqui a meia hora Rukia sairia da escola e era o tempo exato para o ruivo chegar até o local para pegar a menina como fazia. Andava tranquilo pelas ruas, cumprimentando algumas pessoas da vizinhança e chegou ao ponto de ônibus. O mesmo não demorou muito a aparecer e logo deu sinal ao veiculo, entrando e se sentando em um dos bancos perto da porta. Sempre de olho no relógio pra ter certeza que não se atrasaria pra deixar a menina esperando, riu quando pensou que estava parecendo o Byakuya, checando as horas todo o tempo para evitar atrasos.
Desceu no ponto mais próximo do colégio de Rukia e andou só mais um pouco até chegar lá. O local era separado em dois grandes prédios, um para o fundamental e outro para o colegial. Abarai ficou parado na frente da porta do fundamental, afinal a garota estava no primeiro ano. Viu varias crianças saírem do prédio, mas nenhuma era a pequena Kuchiki. À medida que os minutos passavam quase todas as crianças já haviam saído, mas não tinha nem sinal da morena e isso fez Renji ficar preocupado, entrando no prédio para procurar a menina. Não foi difícil encontra-la assim que subiu as escadas para o segundo andar, vendo-a no corredor com um grupo de garotos. Não parecia ser uma situação boa...
- Devolve o Chappy!! – Rukia ordenou, estendendo a mão furiosamente para o garoto mais alto do grupo.
- Por que não vem pegar então, Kuchiki?! – o garoto desafiou, erguendo o braço que segurava o coelho de pelúcia que pertencia à garota.
A morena se aproximou rapidamente, pulando enquanto tentava alcançar seu precioso brinquedo. Os outros garotos caçoavam da garota, afinal ela não conseguia pegar por ser mais baixa que eles. Rukia ficava vermelha de raiva enquanto continuava pulando e os garotos a importunavam mais ainda. Os olhos azuis da menor já se enchiam de lagrimas e Renji perdia a paciência. Sabia que as crianças eram impossíveis, mas não iria deixar que fizessem isso com a garota. Porem antes que o mais velho pudesse fazer alguma coisa, o barulho de passos rápidos foi ouvido no corredor e um garoto menor apareceu, correndo a toda velocidade e dando uma voadora nas costas do garoto maior, fazendo-o cair no chão.
- Dro-droga!! – os garotos resmungaram, olhando para o outro menino que chegou. – Vamos embora!
- Toma o seu coelho fedorento! – o menino se levantou e jogou o brinquedo de volta nas mãos da menor antes de sair correndo com os outros garotos.
- Rukia! – Abarai finalmente se aproximou da menor e se agachou, recebendo um abraço da morena – Você esta bem?
- Hai... – a pequena Kuchiki assentiu positivamente, apertando Chappy nos braços enquanto se virava para seu salvador – Obrigada, Ichi-kun!
- Não deixe esses garotos perturbarem você de novo, Ruu-chan! – respondeu o menino com um sorriso de consolo, colocando as mãos no bolso da calça.
Renji riu baixo ao ver como os dois pareciam próximos, ainda mais pela forma que um chamava o outro. O garoto se apresentou como Kurosaki Ichigo, colega de classe de Rukia. Ele era um pouco mais alto que a menina, com os cabelos ruivos, mas em tom alaranjado e olhos castanhos. Pelo jeito Rukia era sempre perturbada pelos garotos mais altos, mas “Ichi-kun” estava sempre lá pra protegê-la, como a morena mesmo explicou. Os três saíram juntos do prédio e Ichigo contou que ia sozinho pra casa por que seu pai tinha que cuidar da clinica onde trabalhava e de suas duas irmãs menores.
- Que tal se formos tomar um sorvete juntos? Vai ser rápido, assim Ichigo não chega muito tarde em casa... – Abarai teve a ideia, afinal o menino merecia por ter salvado a menor.
- Eh?! Podemos mesmo? – os olhos azuis da menina até brilhavam – Mas não pode comer doces antes do almoço, não é?
- Fica sendo um segredo nosso ok? – o ruivo piscou, rindo em seguida – Se não, o seu pai vai me dar bronca.
- Eu não vou contar nada! – Rukia beijou os dedos em forma de juramento – Você também não vai nee, Ichi-kun?
- Não, não vou contar!
Com tudo decidido, os três foram até uma sorveteria próxima e os pequenos já ficavam pensando em que sabor iriam querer enquanto Renji checava o dinheiro que tinha na carteira. Era o suficiente para comprar um picolé pra cada um. Assim que chegaram na sorveteria, as duas crianças pediram picolés de morango enquanto o mais velho optou por um de limão. Assim que pagou pelos doces gelados, ajudou Rukia a abrir seu sorvete, fazendo o mesmo com Ichigo em seguida e os três saíram muito satisfeitos enquanto degustavam os picolés. A pequena Kuchiki era a que mais se lambuzava, sujando o rosto e os dedos. Abarai ria com a fofura da menina enquanto o pequeno ruivo pegava sua toalhinha de super-herói na mochila e limpava as bochechas da menor.
O mais velho percebeu que Ichigo era muito cuidadoso com a menina, protegendo-a e ajudando-a em tudo. Isso fez um sorriso surgir em seu rosto, sabendo exatamente o que era aquilo. Mesmo que as duas crianças não percebessem, pareciam um casalzinho e Renji ficou imaginando se Byakuya já tinha visto isso. Provavelmente ficaria com ciúmes da filha, ele tinha jeito de pai coruja mesmo com toda aquela seriedade. Assim que terminaram com os sorvetes, Ichigo se despediu dos dois e tomou o caminho de casa enquanto o maior levava Rukia para casa.
- Você e o Ichigo são muito amigos, não é Rukia?
- Sim! – a pequena respondia com alegria – Ichi-kun sempre está perto quando eu preciso!
- Que bom... – Renji riu de novo – O que vai querer para o almoço hoje?
Os dois chegaram no bairro nobre onde a garota morava e já se dirigiam a casa dos Kuchiki enquanto a morena escolhia seu almoço com a ajuda do ruivo. Mesmo que não estivessem com muita fome por causa do sorvete, era preciso comer alguma coisa. No fim decidiram fazer um lanche com hambúrguer, queijo, tomate e muito ketchup! Depois de arrumar a cozinha com a ajuda de Rukia, os dois foram ver TV e acabaram cochilando juntos no sofá. Pelo menos se algo acontecesse com a morena, o mais velho já estaria perto para ajuda-la no que fosse.
... X ...
Era muito raro Byakuya chegar mais cedo em casa e aquele dia justamente ele acabou chegando perto da hora do jantar. Assim que abriu a porta, Rukia saltou do sofá e correu até o pai, se animando ao vê-lo ali tão cedo. Como sempre, o Kuchiki pegou a menina no colo e selou sua bochecha, ganhando um abraço em troca. Renji ouviu o barulho da porta se abrindo, juntamente com os gritinhos animados da menina e saiu da cozinha, vendo os dois ali abraçados. Era bonito ver como a relação entre pai e filha era tão carinhosa... Isso fazia o ruivo sorrir como um bobo sempre que podia admirar uma cena como essa.
Byakuya percebeu a presença do ruivo, cumprimentando-o com um singelo “Boa noite” enquanto levava a filha de volta para o sofá. Ficou conversando com a menina enquanto o maior voltava para a cozinha, estava preparando o jantar. Abarai se sentia um pouco tenso agora que o moreno havia chegado. Afinal era a primeira vez que o Kuchiki chegava tão cedo e poderia dispensa-lo antes mesmo de começar a cozinhar o frango que havia escolhido para o jantar. Rukia ainda estava assistindo desenho na TV, então seu pai decidiu ir até a cozinha, ver o que ruivo estava fazendo.
Ao chegar ao local, Byakuya deu uma olhada demorada no mais novo, que se encontrava de costas pra ele, picando batatas. Os cabelos ruivos de Renji estavam presos mais para o alto, vestia uma camisa vermelha com uma estampa de asas nas costas, uma calça jeans preta um pouco larga e por cima o avental branco de cozinha que estava sempre a sua disposição ali. Estava tão concentrado vendo o ruivo cozinhando que não percebeu quando Abarai se virou, tomando um leve susto ao ver o moreno parado ali.
- Ah! Kuchiki-san... Quer alguma coisa?
- Não, não quero... – o menor tossiu, tentando disfarçar ao ter sido pego – O que esta fazendo Abarai?
- Frango cozido com batatas e arroz branco... O senhor gosta?
- Me parece bom... Precisa de ajuda?
- Não, não precisa me ajudar. – correu a dizer, mas Kuchiki já entrava na cozinha e arregaçava as mangas da camisa social que vestia.
- Não tem problema, posso fazer a salada.
- Kuchiki-san, você acabou de chegar do trabalho, deve estar cansado... Não precisa fazer isso.
Byakuya ergueu uma das sobrancelhas, lançando um olhar a Renji que o fez engolir em seco. Era melhor não contrariar o dono da casa... O ruivo voltou para a panela enquanto o menor pegou a alface que estava sobre o balcão, levando-o até a torneira e começando a lavar as folhas. O silencio tomou conta enquanto se concentravam em fazer o jantar. Abarai mexia o frango na panela, adicionando as batatas picadas aos poucos e Byakuya já arrumava as folhas em uma tigela, dando forma a salada. O mais novo observava o outro pelo canto dos olhos, podendo admira-lo mais de perto. Kuchiki era um homem bonito sem duvidas, isso tinha chamado à atenção do ruivo desde o inicio, mas como mal tinham tempo para conversar, não teve oportunidade de fazer uma analise mais profunda sobre o mais velho.
Os olhos azuis como o oceano estavam concentrados na cenoura que ralava sobre a tigela, os cabelos negros caiam de forma bonita sobre os ombros dele, a roupa social que vestia só dava um ar mais elegante na figura naturalmente imponente do Kuchiki e seu semblante serio parecia apenas um charme a mais aos olhos de Abarai. O pouco que sabia sobre o pai de Rukia já fazia com que o admirasse e até ficasse um pouco fascinado por ele. Silencioso, perfeccionista, inteligente... Na frente da menina ele se tornava mais gentil, carinhoso e protetor. Era um pai muito bom, sabia disso.
- Kuchiki-san... – o ruivo acabou sussurrando o nome do outro, ganhando sua atenção.
- Sim? – o mais velho olhou para o rapaz, mas se esqueceu de que agora estava manejando uma faca enquanto cortava os tomates, acabando por cortar o dedo — Ah!!
- Kuchiki-san! – Renji se desesperou quando viu que o menor tinha se machucado – Me desculpa! A culpa é minha, eu...
- Não se preocupe, não foi nada... – Byakuya recolheu a mão machucada para perto de si, mordendo os lábios pela dor, mas se esforçava para não deixar transparecer isso.
- Eu sei que isso dói! Já cortei meu dedo antes. – o ruivo segurou no pulso do mais velho, puxando sua mão para baixo da torneira enquanto a ligava, deixando a agua lavasse o ferimento – Eu acabei fazendo você se distrair, me desculpe.
O moreno observou a preocupação visível no rosto do mais novo enquanto deixava a água correr sobre a ferida. A mão quente de Abarai envolvendo seu pulso fez com que suspirasse. O suspiro chamou a atenção do ruivo, pensando ser por causa do corte, desligou a torneira e trouxe a mão do menor para perto de seu rosto, assim pode ver a ferida mais de perto. Por sorte não era muito grande, mas era melhor colocar logo um curativo. Assim Renji procurou no bolso da calça e tirou um band aid dali, afinal carregava para caso Rukia se machucasse.
- Me desculpe – o ruivo voltou a dizer, rindo sem jeito ao perceber que tinha colocado um curativo com desenho de florzinhas em torno do dedo do menor – Eu comprei esses por causa da Rukia.
- ... Não tem problema. – Byakuya também estava um pouco sem jeito por causa de todos os cuidados que estava recebendo do mais novo, isso era estranho pra si.
O silencio os abraçou de forma incomoda em seguida, fazendo com que um ficasse encarando o outro. Renji ainda segurava o pulso do moreno, por algum motivo que não conseguia explicar não queria solta-lo. Kuchiki também não conseguia pedir para que o soltasse, afinal o calor que mão do ruivo lhe passava era estranhamente bom. Ficaram assim por um bom tempo, apenas se olhando até que a menina apareceu na cozinha atraída pelo cheiro bom do frango cozido. Os dois se afastaram de imediato e Byakuya foi arrumar a mesa enquanto o maior dava os últimos toques no jantar.
Rukia riu ao ver o band aid de flores no dedo do pai, dando uma “bronca” nele por ser descuidado. Acabou ganhando um ataque de cócegas na barriga pelo pai, fazendo até Renji rir da situação. Logo os três se sentaram e jantaram tranquilamente, Rukia e Byakuya elogiaram tanto a comida que Abarai ficou encabulado. O clima estranho ainda pairou um pouco sobre os dois homens, mas com a presença da garota tudo virava festa. Assim que terminaram o jantar, Renji teve que ser firme para fazer o moreno desistir da ideia de lavar a louça e teve a ajuda da pequena para enxugar a louça. Só depois disso que o maior pode sair da casa dos Kuchiki, se despedindo de Rukia com um abraço e de Byakuya com um aperto de mão. Um aperto de mão bem demorado, acompanhado por uma troca de olhares significativa. O mais novo se encantava cada dia mais por aqueles olhos azuis... Mais do que devia.
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