My Lovely Nanny

12 Capítulo 12 - Sonho Realizado


Notas iniciais
Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Uru Take-hime na área com a ultima atualização de My Lovely Nanny! Olá pessoal! Enfim eu estou aqui com o ultimo capitulo da fic... Eu quero agradecer imensamente a todos que acompanharam essa fic, aqueles que comentaram mesmo que só uma vez e também aos leitores fantasmas, espero que todos tenham gostado da fic e que gostem também deste ultimo capitulo. Um agradecimento especial a minha bebe Maya que me incentivou com muitos tapas no inicio pra atualizar essa fic e conseguiu me colocar nos trilhos q E também quero agradecer a NEKO BAA que me deixou uma recomendação. Foi uma delicia escrever My Lovely Nanny e eu quero trabalhar com esse casal mais vezes, tanto que já estou com outra fic a caminho, quem sabe alguns de vocês se interessem em acompanhar também? Enfim... Muito obrigada por tudo! Sem mais delongas: Boa Leitura!

Assim que a manhã chegou, Renji foi despertando por causa da claridade que invadia seu quarto pela janela. Quando seus olhos se abriram completamente, viu o rosto daquele que mais amava bem a sua frente, com uma expressão tranquila enquanto ressonava. O ruivo não conseguiu evitar um sorriso largo, se lembrando da noite anterior e da declaração de Byakuya. Era como um sonho... Um sonho realizado! O moreno sempre acordava cedo, mas dessa vez o cansaço parecia tê-lo vencido, pois continuava dormindo profundamente. O mais novo roubou um selinho do outro e se levantou com cuidado para não acordá-lo, ajeitando o cobertor sobre ele antes de ir até o armário e pegar uma cueca nova e uma bermuda, seguindo para fora do quarto.

Abarai tomou um banho rápido e seguiu para a cozinha depois, decidido a preparar um café da manha especial. Pegou os pães do dia anterior e cortou em rodelas, passando manteiga e um pouco de orégano, pondo numa forma e abriu o forno, colocando a forma ali. Em seguida fez o café fresquinho, pegou algumas frutas e lavou bem antes de cortá-las em pedaços, colocando em uma tigela e depois pegou em um dos armários o tubo de mel, derramando-o sobre as frutas. Começou a arrumar a mesa, colocando a toalha e a salada de frutas, o café, o pote de açúcar, o queijo fresco que tirou da geladeira e por fim as torradas quando as tirou do forno.

Nesse meio tempo, o Kuchiki havia despertado e estava enrolando um pouco na cama, sentindo o cheiro do ruivo no travesseiro enquanto observava os detalhes de seu quarto. Tudo era tão jovial e ele parecia ser tão “careta”... Mas não ia se deixar levar por tais comparações, ele havia prometido isso. Finalmente decidiu se levantar, pegando sua cueca no chão e a camisa social, saindo do quarto lentamente por causa da dor que sentia no quadril. Não foi difícil achar o banheiro e o moreno tomou um bom banho antes de ir se encontrar com o mais novo.

– Bom dia Byakuya! – Renji o cumprimentou com um sorriso assim que ele entrou na cozinha.

– Bom dia... Nossa você preparou um banquete. – o mais velho observou, sorrindo de leve e puxou uma cadeira para se sentar.

– Queria fazer algo especial... Espero que goste das torradas.

– Hmm... – o menor pegou uma das torradas e deu uma mordida, aprovando o sabor – Está ótimo. Bem crocante.

– Que bom... O café está fresquinho, o queijo também e a salada de frutas está bem docinha.

– Você realmente tem jeito na cozinha. – Byakuya levou uma das mãos ao rosto do ruivo, acariciando-o de leve – Obrigado.

– Você merece. – Renji sorriu, pegando a mão que lhe acariciava e deixava um beijo sobre ela – Seu quadril está doendo muito?

– Bem... – o executivo ficou um pouco sem jeito de responder aquela pergunta – Nem tanto, não se preocupe. É comum então ter essa dor?

– Sim, por isso eu estava um pouco preocupado.

– Pode relaxar, estou bem. – o Kuchiki respondeu de forma convicta – Vamos apreciar o café, estou com fome afinal.

Abarai sorriu e assentiu positivamente, servindo o café na caneca para ele e lhe passou o pote de açúcar em seguida para que adoçasse. Foi um momento bem agradável para os dois, comendo e conversando um pouco sobre coisas banais. O primeiro momento deles como um casal... O ruivo ainda estava nas nuvens com tudo aquilo e o menor se sentia muito feliz como há anos não ficava. Desde a morte de Hisana talvez tivesse perdido essa felicidade, mas agora que estava com Renji, tudo parecia ter ganhado mais cor e sentido. Eles desejavam desfrutar dessa sensação maravilhosa por muito tempo.

Depois do café, os dois ajeitaram a cozinha e foram terminar de se vestir. Byakuya só tinha a roupa que vestiu ontem, se trocaria quando chegasse em casa. O mais novo colocou uma camiseta qualquer e tomou a liberdade de pentear os cabelos do menor, fazendo-o suspirar com os toques gentis de seus dedos. Assim que estavam devidamente prontos, saíram de casa e desceram até a frente do prédio, entrando no carro do executivo que foi dirigindo dessa vez. Iriam buscar Rukia na casa da amiga onde tinha dormido e assim voltariam os três para a casa do Kuchiki.

A menina já os esperava na frente de casa, sentada no degrau ao lado da amiga e assim que avistou o carro do pai, se levantou com um pulo e sorriu largo ao ver que não só o moreno como seu querido babá também estava ali para buscá-la. Rukia se despediu da outra menina e entrou no carro dando um beijo na bochecha de cada um e se acomodou no banco de trás enquanto contava tudo o que tinha feito enquanto iam para casa. Era bom ter a menina de volta, os dois pensaram. Sentiam falta dessa animação e ternura que a pequena Kuchiki tinha.

Chegaram a casa e desceram depois que o moreno estacionou o carro na garagem. Rukia dava um pulo e foi pega pelos braços fortes de Abarai que sorria enquanto a levava para dentro. Assim que abriram a porta, a garota desceu e correu escada acima para deixar sua mochila no quarto e checar suas coisas. Dormir na casa dos amigos era legal, mas nada era melhor do que seu próprio lar. Os dois mais velhos foram para a sala, sentando no sofá um ao lado do outro.

– Ela tem tanta energia que eu me sinto um velho às vezes. – Renji comentou, jogando os braços sobre o encosto do móvel.

– De jeito nenhum, é ela que tem o poder de cansar qualquer um. – o moreno rebateu, fitando o outro.

– Eu sei... – o maior ficou em silencio por um minuto antes de perguntar – E o que vai dizer a Rukia agora?

– Eu não sei... Isso me deixa um pouco tenso. Ela é só uma criança, eu não sei como ela pode reagir.

– Quer esperar mais um tempo pra contar?

– Eu não sei o que fazer Renji. Eu não queria esconder isso.

– Esconder o que?

A menina perguntou, tinha acabado entrar na sala e acabou ouvindo o pai, ficando curiosa. Os dois se assustaram ao ouvi-la, olhando para Rukia enquanto ela esperava alguma resposta. Abarai trocou um olhar demorado com o Kuchiki, decidindo deixá-lo sozinho com a filha para que pudessem conversar. Deu um leve toque no ombro do executivo como se lhe passasse coragem e o menor assentiu, agradecendo o apoio e sabendo que teria que contar a verdade. Antes de sair da sala, o ruivo deu um sorriso gentil a pequena e afagou seus cabelos, indo para a cozinha esperar. Quando chegou no cômodo, se encostou na pia e estava torcendo para tudo dar certo. De repente seu celular vibrou no bolso da calça e o pegou, atendendo em seguida.

– Alô?

– Renji! Caramba cara, onde você se meteu? – a voz de Hisagi pode ser ouvida em um tom preocupado.

– Ah, desculpe. Não tive tempo de ligar...

– Mas você prometeu que iria... – o moreno resmungava do outro lado da linha – Afinal, o que foi que aconteceu? Quem era aquele cara que você tirou do bar ontem?

– Ele é pai da menina que eu estou cuidando agora, Hisagi.

– Ah, ele é o seu patrão então... Mas então porque não me ligou?

– É que eu o levei pro meu apartamento, eu não queria deixá-lo sozinho e cuidei dele.

– Sei... Vai me dizer que ele se jogou em cima de você? – o moreno perguntou em tom debochado.

– Não foi nada disso! – o ruivo ficou irritado, mas continha o tom de voz para que os dois lá na sala não o escutasse – Hisagi, vou deixar uma coisa muito clara: Eu amo aquele homem e estamos juntos agora.

– Como é?! – agora sim Hisagi parecia chocado – Desde quando? Como assim estão juntos?

– Exatamente como eu te falei! Estamos juntos, ele é meu companheiro e você não tem nada a ver com isso!

– ... – o moreno ficou em silencio por alguns instantes antes de dizer em um tom mais calmo – Eu tinha notado que você tinha se apaixonado por alguém, mas nunca pensei que seria pelo seu próprio chefe. Ele não é muito mais velho que você?

– Eu não me importo com isso, Hisagi. Olha, ele é tudo pra mim, demorei muito pra conseguir ter ele ao meu lado, então por favor... Se controle daqui em diante.

– Me controlar?

– Sim! Ele viu você me tratando com toda a intimidade do mundo e não gostou nem um pouco, quase o perdi por conta disso.

– Ele viu? Quer dizer que nos seguiu?

– Exatamente.

– Hahaha – a risada do amigo fez Renji ficar confuso – Ele realmente te ama hein? Pra agir como um “stalker” e te seguir...

– Sim... Ele realmente me ama e eu amo ele. Pode entender isso, Hisagi?

– Claro que posso. Mesmo que eu ainda goste de você, eu já tinha me conformado há muito tempo em ser só seu amigo. Eu quero seu bem, Renji. E se sua felicidade está com esse Oyagi, não vou me opor a nada...

– Não chame ele assim!

Hisagi riu mais ainda, o maior parecia estar realmente apaixonado para defendê-lo com unhas e dentes e ainda se preocupar com o ciúme que o executivo havia sentido dos dois. Era uma batalha perdida, sempre soube... Nunca teria Abarai de volta como queria, então só poderia torcer pela felicidade dele. Se despediu do amigo, lhe desejando sorte em seu relacionamento e o ruivo agradeceu, desligando o aparelho e guardando-o novamente. Tinha sido feliz com Shuuhei na época da faculdade, mas não exista mais nenhum traço do amor que tinha sentido por ele. Apenas preservou a amizade porque sabia que podia contar com o menor a qualquer hora, mesmo sabendo que ele não o havia esquecido. Pelo menos agora, Hisagi não poderia manter nenhuma esperança.

Na sala, Rukia havia ido até o sofá e se sentou ao lado do pai, olhando para o seu rosto com uma expressão preocupada. O que seu pai estaria escondendo? Nunca pensou que ele pudesse ter segredos, mesmo que as pessoas dissessem que qualquer um tinha coisas que preferiam manter em sigilo. Ficou esperando o Kuchiki dizer alguma coisa, mas o maior parecia não conseguir escolher as palavras certas para começar. Depois de alguns longos minutos de silencio, a menina segurou a mão do pai e a trouxe para perto de si, encarando-o com toda a determinação infantil que tinha.

– Oto-san, não importa o que seja, eu vou continuar te amando, está bem?

– O-O que? – Byakuya se surpreendeu com as palavras da menina.

– Oto-san parece que está muito confuso e com medo de algo. Eu não sei o que está escondendo, mas eu sempre vou te amar! Então não fique com medo...

– Rukia... – o moreno acabou sorrindo, tinha uma filha incrível. A puxou para um abraço apertado enquanto se sentia um pouco mais relaxado – Eu também te amo. Apenas é um pouco difícil de dizer o que quero...

– Vai devagar... Eu vou entender direitinho! – a garota o encorajou, abraçada no pai e as pequenas mãos faziam um leve carinho em suas costas.

– Está bem... É sobre mim e o Abarai...

– Você não vai demiti-lo, não é? – Rukia já ficou preocupada, arregalando os olhos azuis.

– Não! De forma alguma... Ele vai continuar com a gente. Aliás, eu acho... Que ele vai fazer parte da nossa família definitivamente agora.

– É mesmo? – a menina sorriu largo – Como, Oto-san? Você vai adotá-lo?

– Não... – o executivo fez uma pausa, suspirando profundamente – O Abarai vai ser... Meu companheiro a partir de agora.

– Companheiro...? – a menina tombou a cabeça de lado, não entendendo muito bem.

– Isso. Sabe... Como o eu e a mamãe éramos.

– Ah! – finalmente Rukia entendeu e parecia surpresa, mas depois sorriu – Então Oto-san e o Renji são namorados agora?

– Isso. Você... Não se incomoda?

– Não! – ela negou com a cabeça, rindo baixinho – Oto-san é muito sozinho, eu ficava pensando que seria bom você ter alguém com você além de mim. Mas eu pensava que você não queria mais ninguém além da Okaa-san.

– Eu também achava isso. Mas... O Abarai não vai ser um substituto para a sua mãe. Ele é diferente e mesmo assim, eu o amo.

– Sim, ele é diferente! Afinal ele é um menino! – Rukia riu, selando a bochecha do pai – Por isso você estava com medo?

– Sim, por isso. Não é comum... Mas também não é errado, nem proibido.

– Se não é errado nem proibido, não tem por que ter medo! – a garota concluiu, dando de ombros – Oto-san está feliz com ele, certo? Então eu vou ficar feliz também.

– Obrigado Rukia. Eu tenho a melhor filha do mundo! – o Kuchiki passou a distribuir vários beijos e cócegas na menina, o que fez ela rir alto.

– Parece que deu tudo certo... – comentou Abarai ao entrar na sala, atraído pelas risadas da menina.

– Renji! – Rukia chamou, esticando os braços como se pedisse por socorro e logo foi pega pelo ruivo, ainda rindo pelas cócegas.

– Sim, deu tudo certo. Ela já sabe e aprova nossa relação. – Byakuya explicou ao maior, sorrindo ao vê-lo se sentar ao seu lado com a menina no colo.

– Você tem que fazer o Oto-san feliz, se não vou ficar magoada com você! – a menor exigiu, olhando seria para o ruivo.

– Pode deixar, minha missão de vida vai ser fazer ele feliz. – o rapaz concordou, se inclinando e roubando um selinho do mais velho, o que o deixou sem jeito e fez Rukia bater palmas – E você também, pequena. Vou continuar cuidando de você.

– Está bem! Mas... Então você vai ser minha Okaa-san?

A pergunta doce e singela da menina fez com que uma gargalhada rompesse dos dois adultos, fazendo ela rir em seguida. O maior logo explicou que preferia ser chamado como sempre foi, não estava ali para tomar o lugar que Hisana ocupava. O que ele queria realmente é ser parte daquela família linda a quem se apegou desde o primeiro dia em que começou a trabalhar ali. Quando Renji foi contratado pelo menor, jamais imaginou que acabaria se apaixonando completamente por um homem mais velho e bem sucedido como o moreno. O Kuchiki também jamais imaginou que sua vida daria uma reviravolta tão grande e acabaria amando outra vez, ainda mais um rapaz tão jovem. Mas o amor é assim, incontrolável...

– Oto-san, já que vocês dois estão namorando, será que podem me ajudar?

– Com o que, filha? – o executivo ficou curioso com o que a menor queria.

– É que... – Rukia batia os dedos um no outro, com as bochechas levemente coradas e logo voltou a olhar os dois, sussurrando – É que eu gosto do Ichi-kun e quero pedir ele em namoro. Será que ele aceitaria?

Renji não estava nem um pouco surpreso, sabia que aqueles dois eram praticamente um casalzinho não assumido ainda, mas sua preocupação maior foi com o moreno ao seu lado, olhando de imediato para ele depois das palavras da garota. Byakuya pareceu se desligar daquela dimensão depois daquelas palavras, como se estivesse caindo em buraco negro profundo... Abarai o fez voltar a si quando balançou o seu ombro, voltando seu olhar para Rukia que ainda esperava uma resposta e parecia bem seria sobre o assunto. Engoliu em seco, desistindo de qualquer ideia maluca que tinha passado por sua mente antes de responder.

– Você não vai saber até falar com ele. Então acho melhor você se declarar...

– Certo! Vou fazer isso amanha, na escola! Obrigada Oto-san, você me encorajou! – a menina pulou nos braços do pai, contente.

O Kuchiki devolveu o abraço bem apertado, como se quisesse prender seu pequeno tesouro ali. Renji estava se esforçando para não cair na gargalhada outra vez, mas sua expressão denunciava seu divertimento e ganhou um olhar fuzilante do executivo. Rukia saiu do sofá em seguida, indo para a cozinha pegar alguma coisa para comer e o ruivo tomou a liberdade de consolar o mais velho em seus braços naquele momento de “pai desolado”. No fim, Byakuya sabia que isso iria acontecer e o maior logo conseguiu fazê-lo ficar tranquilo de novo. O amor era realmente incontrolável, quem seria ele para impedir sua filha de sentir essa chama irresistível? Não... Todos eram livres para sentir, desejar e serem consumidos por esse sentimento que dava cor e sentido na vida de cada um. Por isso Byakuya e Renji foram imensamente felizes, por mais que tivessem dificuldades e alguns desentendimentos, o amor que os unia era forte demais para ser derrubado.

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