My Love!
1 Único: You are my only love
Notas iniciais
Boa leitura! ~ ♥
25 de Dezembro de 2000
Mas veja só como é esta vida. Sempre pregando-lhe peças. Sempre surpreendendo e decepcionando-o. E ele continuara andando por aquelas ruas escuras sem rumo, como sempre. Foi quando percebera que estava chegando em um lugar conhecido.
Olhou para a janela e tudo encontrava-se apagado. Não havia ninguém por lá. Resolvera não esperar ali, parado. Foi então que continuou seguindo em frente. Procurando fazer com que os sorrisos forçados se tornassem verdadeiros. Procurando fazer com que aquela dor que o consumia fosse cicatrizada. Vai menino, seja forte. Seja forte e vá em frente. — ouviu aquela mesma voz de antes dizendo a ele.
Uma parte dele queria continuar ali e esperar caso ele resolvesse aparecer. Mas a outra… Bem, a outra parte queria ir embora, não voltar mais. Queria seguir em frente e deixar para trás tudo aquilo que o fazia mal. Dava uns cinco passos para frente e então, parava. Olhava para trás e não enxergava ninguém. Mas ainda conseguia ouvir a música…
A música que eles haviam dançado juntos no dia em que se conheceram. Fechara os olhos e então, era como se naquele momento eles estivessem lá, dançando.
A bonequinha de porcelana — era como ele o chamava. Seus cabelos lisos, um pouco ondulados por sua extensão. Seu sorriso doce com um pouco de malícia encantava qualquer um que o observasse. Abrira seus olhos, olhara em sua volta e não encontrara nada além de ruas escuras. Pensava em voltar atrás e esperá-lo naquela praça de sempre.
Mas ele não poderia cometer os mesmos erros novamente. Ele não pode. Encontrava-se em meio a uma imensa confusão de pensamentos. Voltar ou não voltar. Ficar ou seguir em frente. Parar no passado ou procurar um futuro. Ele não consegue achar o seu lugar. Ele está perdido por dentro. Perdido em pensamentos…
Andava até se cansar, pois não tinha rumo, não tinha direção, não queria saber se era alto, baixo, médio, ou se ainda estava em fase de crescimento, ele estava despedaçado e triste por dentro. Havia começado a chover forte fazia um pequeno tempo, fazendo o pequeno ficar encharcado, sua maquiagem escorrer por suas bochechas e seus pensamentos se focarem no maior.
– Ah, por que eu fui me apaixonar por você, Reita? – Disse o pequeno enquanto andava perdido pelas ruas vazias e escuras de Kanagawa.
– Você não vai fazer isso, Ruki, você não pode. – Dizia várias vezes à consciência do garoto, que já estava quase se cansando de tanto andar.
– CHIBI-AH! – Pode ser ouvida uma voz gritando pelo pequeno Ruki, este era um pouco maior do que ele tinha os cabelos meio loiros e meio pretos, usava uma faixa que cobria seu nariz e tinha um ar meio sombrio.
O pequeno se virou, e viu seu amado segurando uma pequena caixa de veludo preta, sua cor favorita. O pequeno olhou o maior e suspirou já se preparando para sair de lá correndo, mas a mão do maior segurou seu braço.
– Reita, o que você quer agora? – O pequeno abaixou levemente a cabeça, já segurando seu choro, apenas viu o maior se ajoelhar na sua frente, abrindo a pequena caixa e o olhando, com uma expressão meio triste.
– Ruki... Eu te amo demais e não consigo viver sem você, você me fez aprender o que é amar, eu te amo mais do que eu imaginava amar qualquer um, você me fez sorrir novamente, e... – Foi interrompida pela voz rouca e cansada do menor.
– Shh, não diga nada. – O pequeno se abaixou e puxou o maior para um beijo, o melhor da vida dos dois.
O beijo foi parado quando se faltou ar em ambos, o menor abraçou fortemente o maior e fechou os olhos aos poucos, abrindo um sorriso.
– Ruki... Você aceita namorar comigo? – O maior disse sussurrando no ouvido do menor, que o soltou aos poucos e sorriu mais abertamente.
– Eu aceito, Rei-chan~! – O pequeno abraçou o maior, que apenas sorriu abertamente e puxou o menor para outro beijo, isso ficaria na alma deles para sempre.
Tempos atuais
Ruki’s POV
Eu e Reita somos casados faz 10 anos, e sempre que passamos o dia inteiro juntos, passeamos pela praça que sempre íamos, resolvemos chamá-la de Kokuhaku*, e sempre que passamos por lá, lembramos exatamente do dia em que ele me pediu em namoro.
– Hei Ruki... No que está pensando? – Meu amado me abraçou por trás, dando um beijo em meu pescoço.
– No dia que você se confessou pra mim... O dia mais lindo da minha vida toda foi esse. – Respondi sorrindo aberta e bobamente.
– Ah é, meu amorzinho? – Ele encheu meu pescoço de beijos.
– É, e com tudo eu percebi que... Eu te amo e daria minha vida por você. – O olhei, o puxando para um beijo.
THE END
Notas finais
Kokuhaku = Confissão
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