Daryl estava sentado na frente de sua barraca. Ele estava cansado, mas mesmo assim não conseguia dormi. Ele queria saber se Sofia estava bem. Ele tinha saído da sala para que Hershel pudesse examinar ela direito e para não receber os olhares de todos. Assim que os outros saíssem ele ia ver como ela estava. Ver se estava realmente bem. Ele suspirou enquanto acendia um cigarro. Nunca pensou que fosse fazer o que tinha feito. Nunca pensou que ariscaria a vida para salvar a de uma menina que não era nada dele, de quem ele nem mesmo gostava, mas alguma coisa nos olhos da mãe dela, fez com que ele não desistisse. Fez com que ele seguisse em frente. O mundo podia está uma droga, mas ainda exitem coisas pelas quais lutar.

Ele viu os outros voltando aos poucos. Lori e Carl foram os primeiros. Rick e Glenn os últimos.

– Glenn? – ele o chamou quando o asiático ia para sua barraca.

– Oi?

– Sabe me dizer se Carol e Sofia já estão dormindo?

– Sofia está. Ela tomou um banho, comeu e dormiu. Hershel ainda estava examinando ela quando dormiu. Carol está com ela no quarto, mas está acorda. Hershel falou para elas passarem a noite lá na casa. Seria melhor para Sofia. Elas estão no quarto que você ficou. Você vai lá? Sofia perguntou de você.

– Vou. – Daryl disse se levantando.

O caipira andou lentamente até a casa. Ele estava se sentindo leve e ao mesmo tempo estranho. Nesse últimos dias ele tinha se aproximando muito de Carol e isso o assustava. O deixava com medo. Ele estava deixando ela passar através de seus muros e barreiras. Ele subiu as escadas e viu Maggie sentada na varanda. Ela olhava o acampamento ao longe. Daryl acenou com a cabeça para ela e entrou na casa. Estava tudo silencioso. Ele subiu as escadas e foi para o último quarto do corredor. Ele ficou um tempo olhando para a porta antes de dá duas batidas de leve.

– Entre. – ele escutou a voz de Carol.

O caçador abriu a porta e entrou. Carol e Sofia estavam deitadas na cama. Sofia dormia abraçada a mãe. Carol a olhava e fazia carinho nos cabelos dela. Ela levantou os olhos e sorriu quando viu que era Daryl.

– Como ela está? – ele perguntou se encostando no batente da porta.

– Bem. Um pouco desidratada e com alguns machucados pelo corpo, mas bem. – ela respondeu sorrindo para ele. – Ela nós contou que você a salvou de um grupo de zumbis.

– Eram apenas onze. Eles a cercaram em cima de uma pedra, no fim foi ela mesma que se salvou. Ela subiu na pedra e começou a gritar. Eu já estava quase voltando para o acampamento quando escutei o grito dela. Não fiz nada demais.

– Você fez. Você acreditou. Se não fosse por você, nunca teria ela aqui novamente. – ela disse passando a mão no rosto da filha. – Nunca poderei agradecer o que você fez por ela e por mim.

Daryl ficou um tempo olhando para ela sem dizer nada. Ele não tinha muitas coisas a dizer. Ele não fez aqui pelo agradecimento ou até mesmo para pensarem que ele tinha mudado. Ele fez aquilo por que era o que ele queria que tivessem feito com ele. Que fossem atrás dele, que não desistissem dele.

– Você estaria disposta a fazer qualquer coisa para me agradecer? – ele perguntou se aproximando da cama.

– Sim.

– E se eu te pedisse para passar a noite comigo, você passaria apenas para me agradecer?

– Se fosse isso que você quisesse por ter salvo ela, sim.

– Ainda bem que foi eu quem a encontrou. Por que se fosse o Shane provavelmente era isso que ele ia pedi. – Daryl disse se sentando ao lado dela, com cuidado para não acorda Sofia. – Não precisa me agradecer, mas ficaria bastante feliz se você fizesse outro ensopado de esquilo, ficou muito bom o último que você fez.

– Só preciso dos esquilos. – ela disse sorrindo para ele.

– Amanhã cedo eu os caço. – Daryl disse se levantando. – Eu vim apenas ver se ela estava bem. Vou deixar vocês descansarem.

– Boa noite, Daryl. E obrigada.

Daryl apenas concordou com a cabeça e saiu.

No outro dia cedo, Daryl foi caça. Ele levou duas horas para consegui pegar alguma coisa, mas valeu a pena. Ele tinha conseguido três esquilos de bom tamanho. Ele voltou para o acampamento e encontrou Carl e Sofia sentados perto da barraca dele. Sofia estava com um roupa limpa e com um curativo na testa. Ela sorria e falava animadamente com Carl. Assim que ela viu Daryl se aproximar, se levantou e sorriu para ele.

– Daryl. – ela disse animada indo até ele mancando. – Minha mãe me disse que ontem você foi me ver, mas eu já estava dormindo. Eu pensei que você tinha me abandonado, sabe agora que conseguiu o que queria, não fosse mais me dá atenção. Já que provou para todos que estava certo e que eu estou viva. Que você não se importava comigo que só foi atrás de mim por senti culpa por não me encontra antes. Mas estou feliz por estar errada. Você foi, então acho que isso quer dizer que você se importa comigo. E...

– Dá para parar de falar no modo metralhadora? – ele disse colocando os esquilos de lado. – Você não precisa respira para falar não? Ou mesmo para viver?

– Desculpa. Quando fico nervosa ou animada eu falo sem parar. – ela disse corando.

– Notei. – ele colocou a crossbow no chão e olhou para ela. – Você está melhor? E o que está fazendo aqui? Não estava com os pés cheios de bolhas?

– Estou bem. O Rick me trouxe para que eu esperasse você volta. Queria te agradecer e ficar um pouquinho com você. Claro isso se você não acha ruim.

Daryl olhou para ela, depois para Carl. Ambos olhavam para ele com ansiedade nos olhos. Como se quisessem alguma coisa.

– Podem falar o que querem. – ele disse olhando para eles de braços cruzados.

– Na verdade, sou eu que quero. – Sofia disse. – Bom, depois que eu falei para Carl, ele ficou interessado, mas quem deu a ideia foi eu.

– Dá para parar de enrolar?

– Eu quero que você me ensine a caçar e rastreia. – Sofia disse olhando para ele. – Caso me perca de novo, vou saber o que fazer. Carl gostou da ideia e quer aprender também. Se você não quiser, tudo bem. Vamos entender.

Daryl olhou para os dois. Eles desviaram os olhos dele. O caçador olhou para as duas crianças que estavam na sua frente por um tempo antes de suspirar.

– Primeiro terei que falar com a sua mãe e seus pais. – ele disse por fim. – Se eles deixarem, posso ensinar vocês tudo o que sei.

– Serio? Ahhhhh, obrigada. – Sofia gritou pulando em cima dele, o abraçando.

Daryl levou um minuto antes de devolver o abraço. Carl olhou para eles sorrindo, mas nada disse.

– Tudo bem. Vamos lá. Tenho que levar esses esquilos para sua mãe. – ele disse se afastando dela. – Ela está me devendo um belo de um ensopado.

– Tudo bem. Eu vou falar com ela agora mesmo. Vou pedi, pedi e pedi até ela deixar. Eu sei que vai ser fácil, ela gosta de você e confia em você. Sei que ela vai deixar sem problema. Você vai ver. Vou aprender bem rápido e não vai se arrepender de ter aceito me ensinar.

– Já me arrependi.

Ele disse enquanto passava por ela com os esquilos.