Notas iniciais
Ah, sei lá o que escrever aqui. Enfim, espero que se divirtam lendo. caso contrário, me processem hahahah.
nah, brincadeira... divirtam-se mesmo.

Foi tudo muito rápido. Começou com o rápido e simples ato de olhar. E lá estava eu... Observando cada pequeno gesto da mais perfeita criatura que eu já encontrei na vida.

Ela tinha cabelos ruivos, pouco volumosos e na altura dos ombros, os cachos encaixavam perfeitamente no seu rosto, uma verdadeira obra de arte. Seus olhos eram um mar em que qualquer um poderia se perder facilmente. Eu não me sentia boa o suficiente para olha-la. Ah, sim... Eu sou a pequena pessoa que está sentada três carteiras na diagonal dela, numa sala de aula de 100 pessoas ela foi a que mais, se não a única, me chamou atenção. Mais até que a matéria que eu estava perdendo e cairia com certeza numa prova.

Esqueci-me da apresentação. Sou Yulia, a nerd dessa sala, a adiantada, a menorzinha, a caçula, a rebelde e irritante aluna de um colégio só para garotas, chamado Lightbourn High School. Dependendo do dia pode-se haver diversão aqui.

Acabou a aula mais cedo. O Professor de Biologia tinha faltado devido a assuntos urgentes em uma das escolas que lecionava. Surprise, Surprise.

Fui arrumando logo meu material e minhas amigas disseram que iriam se reunir para sair. Afinal, ninguém perderia a chance de ouro de ficar sem fazer nada na rua. Seria uma hora desperdiçada em casa. Éramos quatro: Eu, Ilya, Katya e Nadia. As três mosqueteiras. E eu a que preenche o grupo. Elas cometeram a proeza de conseguir suportar minha nerdice e meu mau humor matinal sem reclamar muito. Sim, apesar de ser irritante e chata, ainda era a possuidora das maiores notas da turma o que me fazia não ser excluída. Sempre é bom ter contatos, principalmente o meu.

Fomos a uma lanchonete e logo começou o falatório entre as meninas.

- Então, Yul... Vimos hoje que você não tirava o olho da novata. – Falava rindo um pouco, Ilya. Odiava o quão perceptiva ela era. Eu realmente odiava.

- Criação da sua mente, garota – falei disfarçando – Tá achando que eu sou o que, hein?

- Nada, ué. Mas não fui só eu que notei isso... Acho que alguém vai ser chifrado. – Falou rindo à custa do meu atual namorado. Sim, eu tenho um namorado, o cara mais legal que eu já conheci. One problem: Ele não mora nessa cidade. Sim, relacionamento à distância. Sim, é uma merda.

- que chifrado, que nada! Eu o AMO. Capische? – Falei ligeiramente enfurecida. Não queria acabar com a diversão. – Vamos mudar de assunto. Acho que isso está completamente fora de questão. – Ri.

E assim, foi-se o tempo que tínhamos livre do inferno da rotina. Quando percebi já estava em casa, jantando com minha mãe, ouvindo meu irmão falar baboseiras. Coisas normais.

A rotina consumia toda minha energia quando estava em período letivo. Não havia absolutamente nada que me interessasse. Sempre foi assim, notas altas vinham fácil assim como elogios. Por isso não tinha muitos amigos, afinal, quem iria gostar da Nerd que dorme em todas as aulas e mesmo assim é um crânio? Sem contar a sua absoluta falta de modéstia...

Dia seguinte chega, sono e tédio acordam junto comigo. Yup, sou uma pessoa com uma vidinha bem monótona. Mas, enfim. Arrumar-me pra ir pra escola, graças à Odin é meu último ano daquele inferno didático. Arrumei as pontas meu curto cabelo depois do banho quente, Pus meu uniforme clichê com direito a saia xadrez, blusa social e gravatinha e here we go again.

Cheguei a minha sala, vazia como de costume, moro relativamente perto de onde estudo então chego cedo, bem cedo. Mas, o quem mais me assustou foi ver que pela primeira vez não serei a única naquela fria sala. Meu passatempo preferido está adiantado.

Sentei no meu lugar de sempre, dessa vez ela estava sentada perto de mim, tão perto que dava pra sentir o perfume que ela usava. E, de novo, estava presa em meus pensamentos. E encarando-a descaradamente.

- hm... Dá licença...? – Uma voz bem distante. – He-ey... – de novo? Estou ocupada! – Ei, garota!

- fala. – então ela falava... Interessante.

- Tá tudo bem? Você tá olhando pra mesma direção há tempos... – então ela não percebeu. Ponto para minha descrição indesejada.

- Hm, tô bem sim. Só com um pouco de sono, mas, não se importe. É perfeitamente normal eu dormir durante as aulas. –falei sorrindo. Isso a fez olhar para mim assustada.

- c-como assim? Você não presta atenção nas aulas?!

- Depende. Hoje particularmente nenhuma me interessa.

- mas então por que veio? – vamos brincar um pouco.

- ué, se não quisesse minha presença era só falar. Estou saindo.

- NÃO! Eu não quis dizer isso... Foi só uma pergunta boba. – tão inocente. Ri internamente.

- estou de brincadeira, bobinha. Alias, sou Yulia. Yulia Volkova. – estendi minha mão.

- não teve a menor graça, Yulia. – ouch... Tá foi uma brincadeira pra mim mesma. – Meu nome é Elena Katina. Mas, todo mundo me chama só de Lena. – Ela apertou minha mão. Ok, pelo menos eu não estraguei tudo.

- Prazer, sódeLena. – rimos juntas.

Infelizmente fomos interrompidas pelos outros que estavam chegando. A aula mal tinha começado e eu já estava quase dormindo. Tá esquece, eu só respondi o ‘’bom dia’’ do Sr. Bernfeld. E cá estava eu, no meu bendito sono. Mas, havia algo diferente hoje. Uma mão, macia e quente tocou a superfície do meu rosto. Logo acordei e para minha surpresa não era Nadia, nem Ilya e muito menos Katya. Era...

Notas finais
se goatar eu continuo, já tem o segundo capítulo pronto. caso contrario fica ai parado mesmo >.