My Life With Justin
7 Cap.7 - I just need somebody to love
Notas iniciais
"I-I don't need too much
Just somebody to love...”
Julie PDV
Eu tinha três opções no momento:
1 – Eu deixava ele ali sofrendo, chutava as bolas dele, ria da cara dele e ia tomar um sorvete.
2- Eu ia lá ver o que aconteceu, chutava as bolas dele, depois raspava a sobrancelha dele com a gillette, cortava um tufo do cabelo dele pra vender na internet ou fazer vudu mesmo, ria da cara dele e ia tomar sorvete no Cazaquistão, afinal era capaz de eu ser procurada até pelos carinhas de CSI Miami depois disso, haha.
3- Eu ia lá ver o que aconteceu.
E A ALTERNATIVA VENCEDORA É: A DOIS!!!!!!!! Mentira, bem que eu queria, mas acabei fazendo a três mesmo.
— Hey você ta bem?
Perguntei me agachando ao lado dele um tanto preocupada.
— Ai...minha...costela.
Ele falou gemendo de dor, coloquei a mão na barriga dele e o retardado berrou.
— AAA DOEU SUA LOUCA!
— Nossa você é muito gay, vamos logo Bieber não tenho o dia todo.
Falei brava me levantando e estendendo a mão pra ele, que suspirou fazendo mimimi e pegando minha mão, ajudei ele a caminhar até a grande bosta ambulânte.
- Senta ai. — falei empurrando ele pra cadeira, entrei no trailer e fui ver as coisas do papai, é nessas horas que ter um pai médico e super protetor é bom, afinal era capaz do papai ter até a serra elétrica do Jason na maleta dele.
— Levanta a camiseta.
Falei voltando, Justin me encarou com uma sobrancelha levantada, revirei os olhos levantando a camiseta eu mesmo, ainda que eu estivesse estremamente irritada com ele não pude não encarar seu corpo agora mais definido, droga por que ele tinha que ser tão lindo e tão irritante!!?
Bufei colocando a tal cinta nele e abaixando sua camiseta, me virei pra sair dali mas ele me puxou me preensando no trailer.
— O que houve? Por que você ta me evitando?
Ele perguntou me encarando, desviei o olhar.
— Não é nada, me deixa sair garoto.
Falei tentando me soltar, mas infelizmente aquela lumbriga era mais forte.
— O que foi, por favor me fala o que eu fiz de errado, ontem foi tão você disse que me amava e...
— Cala a boca! Esquece o que aconteceu ontem, esquece que eu existo, foi um erro, e você é um imbecil, como pode fazer isso comigo? Eu me entreguei pra você e você me usou!
Gritei alterada, ele me olhou confuso.
— Como é?
— É, eu sei de tudo, não precisa mentir, eu sei que você está namorando aquela vadia da Jasmine!
— O QUE? EU NÃO ESTOU NAMORANDO ELA!
Ele gritou apavorado, bufei.
— Não se faz de idiota, e também não me importa mais, não somos nada, não olha mais na minha cara.
Falei saindo dali antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, foi então que eu jurei a mim mesma, e desta vez pra valer, que eu iria fazer os dias de Justin Bieber os piores daqui em diante, que eu ia odiá-lo com todas minhas forças, nem que pra isso eu tivesse que massacrar esse amor idiota que eu supostamente senti apor ele.
[...]
— Vocês estão bem?
Papai perguntou entrando no trailer, somente o encaramos.
— Sim.
Respondemos juntos sem ânimo, Pattie levantou um sobrancelha.
— Vocês tem certeza? Afinal não estão gritando, se xingando ou batendo.
Ela falou espantada, dei de ombros virando a cara pra janela, não via a hora de chegar no hotel e finalmente poder ficar minhas férias inteiras tracada no quarto.
Justin PDV
Eu era um retardado, melhor, os paparazzis eram uns retardados!
POXA EU NÃO ESTAVA BEIJANDO A JASMINE, CARA A GENTE TAVA OLHANDO PRA TRÁS PRA NÃO SER FOTOGRAFADO!!
VIDA DE MERDA MESMO!
E agora my favorite crazy girl me ignora completamente, também pudera, depois de tudo o que aconteceu.
Mas eu não ia deixar isso assim, eu ia conquistar ela outra vez, eu não ia deixar a única garota pela qual eu realmente me apaixonei escorregar entre meus dedos.
Não mesmo.
— Pronto, chegamos, finalmente vamos dormir bem.
Jimmy falou estacionando a grande bosta ambulânte, levantei meu capuz e coloquei os óculos escuros, vi Julie pegar suas coisas e passar reto por mim, suspirei.
— Justin? Vamos filho!
— Estou indo.
Falei pegando minhas coisas e saindo do trailer, o hotel era de luxo e enorme.
— Hey crianças eu e Pattie vamos arrumar as coisas aqui, podem ir subindo.
Jimmy falou sorrindo fraco, demos de ombros concordando.
Pegamos as chaves de nossos quartos e caminhamos pro elevador direto pra cobertura.
Fiquei parado de olhos fechados, já mencionei que tenho pânico a elevadores?
Pois é, eu tenho!
Julie PDV
Ok acho melhor chamar uma ambulância.
Ou melhor, os bombeiros.
OU MELHOR, A NASA!
O Bieber ta indo de verde vômito pra roxo beterraba!
— Hey, você ta bem?
Perguntei com uma sobrancelha erguida.
— S-sim.
— Ah claro, por isso ta com os olhos arregalados e com cor de burro quando foge!
— What??
Ele perguntou me encarando como se eu fosse louca, dei de ombros.
— Não vai me dizer que tem medo de elevador!!!??
Falei incrédula, ele somente virou o rosto corado, suando nervoso e com vergonha, gargalhei.
— Para, isso não é legal ok?
Falou irritado, parei de rir, ele tinha razão não era legal brincar com isso.
— Ok, desculpe.
Falei olhando pra baixo envergonhada, então o silêncio se instalou entre nós, CARALHO ESSE ANDAR NUNCA CHEGA!
Eu já estava nervosa e desconfortavel com o silêncio, quis me bater quando tive a idéia abri a boca pra falar merda.
— Sabe, eu tenho medo de largartas.
Eu falei olhando pro teto e cortando o silêncio, Justin me encarou com uma cara de “ta brincando comigo né??”.
— Não, sério mesmo, tipo ela são tão gosmentas, e cheia de perninhas, sem falar no filme Alice No País Das Maravilhas com aquela lagarta maconheira, isso destruiu meu sonhos de criança, traumatizei.
Falei suspirando e olhando pro chão, vi Justin gargalhar.
— Não é legal okay? Depois desse filme eu nunca mais fui a mesma, sério aquele gato com sorriso psicopata me assustou, ele tinha uma cara de tarado pedófilo, credo, por isso eu sou corrompida assim hoje em dia, valha-me.
Falei o encarando, Jusitn riu mais ainda, é eu devia ter fumado maconha mesmo, eu estava ajudando o garoto idiota que tinha me enganado e me usado.
— Finalmente.
Falei assim que chegamos ao nosso andar, estava quase saindo do elevador quando Justin me puxou.
— Por que não acredita que isso tudo são só boatos?
Perguntou me encarando, suspirei ficando nervosa.
— Já te ajudei no elevador, agora me deixa.
— Tudo bem, e obrigado por aquilo.
— Não fiz isso por você.
Respondi sem encará-lo, FEZ POR QUEM ENTÃO JULIE RETARDADA? PELA SUA VÓ?
— Não?
— Não! Fiz pela Pattie, ok? Tchau.
Falei puxando meu braço e correndo pro quarto, me atirei na cama fofa e então as dúvidas vieram.
Estaria mesmo ele dizendo a verdade? Eram apenas boatos?
— Ah Julie, você está ferradinha.
Falei pra mim mesma soltando um longo suspiro.
[...]
— JULIE? JULIEEEEEEEEE!!!?
— AAAAAAAAAAH JEFF PARA DE COMER O MEU SANDUICHEEEEE!!!!!!!!!
Gritei me levantando com tudo e dando de cara na parede.
MERDA É PRO OUTRO LADO!
Coloquei a mão no meu nariz e me levantei caminhando até a porta.
— O que é?
Falei com a voz meio fanha.
— Filha nós estamos indo tomar café, quer vir junto?
Papai perguntou me encarando com a testa frazida, também eu devia estar uma miss, misstrangula né, o meu cabelo devia parecer uma juba, cheia de olheras, com a mão na cara nada feliz e ainda com o pijama rosa todo amarrotado de coelinhos, se eu quisesse até discolava uma vaga em um filme de terror.
— Ta, já vou.
Falei fechando a porta na cara dele, caminhei irritada pro banheiro,além de tudo o que está me acontecendo ainda estou de TPM.
Que seja, fui tomar um banho e me arrumar, deixei meu cabelo solto e liso, fiz uma maquiagem básica e coloquei uma roupa casual, uma calça jeans skinny preta, uma T-shirt divertida e os meus agora inseparáveis all star, enfim resolvi assumir minha altura de pintora de rodapé.
Suspirei caminhando pro elevador e indo pro salão de refeições do hotel pela primeira vez, afinal ontem eu tinha passado o resto de tarde e a noite inteira trancada no quarto pensando sobre o Justin.
E no fim eu só sabia de uma coisa:
Eu odiava amar aquele retardado lindo.
— Bom dia.
Falaram papai, Pattie e Justin assim que me sentei junto com eles.
— Oi.
Falei pegando um pão da mesa farta de coisas, o silêncio de instalou entre nós, somente nos encarávamos, podia ouvir até os grilinhos cantando.
— Então, vamos descontrair, vocês sabem o único cereal que mata a fome?
Papai perguntou animado, o encaramos.
— Qual?
Pattie perguntou interessada, somente suspirei fazendo cara de paisagem.
— Cereal Killer! HAHAHAHAHAHAH! ENTENDERAM? CEREAL KILLER! HAHAHAHA!
Eu me recuso a comentar.
— Depois dessa eu até vou pedir um refrigerante.
Justin falou balançando a cabeça descrente com que meu pai falou.
— Vamos fazer alguma coisa hoje?
Perguntei encarando o papai.
— Hum...não, por que?
— Nada não, estou indo.
Falei me levantando e indo pra cobertura, onde tinha uma grande piscina e uma linda vista da cidade, me sentei ali na berada da pequena gradezinha encarando a paisagem, suspirei sentindo Justin sentar ao meu lado, não o olhei, ficamos em silêncio.
— Não estamos meio grandinhos pra isso?
Ele perguntou me encarando, suspirei me virando pra ele.
— O que você quer dizer?
— Por que você não acredita em mim?
Ele perguntou com a expressão triste, abaixei o olhar.
— Convenhamos, a gente mentia um pro outro sempre, a gente se odiava, e depois como posso ter certeza que você não está só mentindo pra mim?
Perguntei sentindo as lágrimas traiçoeiras vindo, mas eu não ia chorar, não perto dele.
— Não posso te provar isso, mas e se eu disser que ela é só minha amiga, e que eu estou totalmente, completamente e inteiramente apaixonado por você, vale alguma coisa?
Ele falou me encarando fundo nos olhos, senti meu coração acelerar, eu estava perplexa.
— Eu...eu...
Mas não pude nem sequer pensar em alguma coisa, já que seus lábios se encostaram nos meus mais uma vez, e de alguma forma eu realmente acreditei nele, e de alguma forma eu já não conseguia mais ficar longe dele.
Meu adorável idiota.
— Eu também estou totalmente, completamente e inteiramente apaixonada por você Justin. Falei entre arfadas, ele sorriu abertamente me puxando pra mais um beijo, mas esse beijo era diferente, afinal finalmente sabiamos o que sentiamos um pelo outro, finalmente estávamos juntos.
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