My Life Is a Swing

2 Capítulo 2 - Firefly


Notas iniciais
Olá espero que gostem e obrigada Melany por ter me deixado um review *u*

Firefly

- O que? – Lunna gritava pulando como um canguru em minha cama – Nós vamos para... – ela dizia ofegante – Buenos Aires? – ela falou as duas ultimas sílabas caindo sentada na cama.

- Sim, mas são apenas por dois meses. Papai vai pro Egito... O que será que ele vai construir para lá? Pirâmides com teto solar e wifi? – eu falei e caímos em gargalhadas.

- Pensa pelo lado bom Clary, você vai passar mais tempo com a sua mãe e lembra quando ela falou da escola de música em que ela estudou? Não fica em Baires?

- Bem lembrado Lu, mas sabe o que eu mais gostei de ter que fazer essa mini-mudança?

- O que? – ela perguntou com as pupilas dilatadas de tanta curiosidade.

- Meu pai me fez uma promessa...

- Que promessa? – ela maliciou um sorriso.

Lunna sabia muito bem do que eu estava falando muito antes de eu começar a tocar no assunto. Somos parecidas e pensamos igual.

- Quem vai ser nosso alvo dessa vez Clary?

- Eu estou pensando em uma mulher amável, bonita, inteligente e independente... Então agora é só achar alguém assim...

- Se for só isso nós já encontramos.

- Quem? – perguntei pasma e tentando buscar na memória uma mulher com todas essas características.

- Angeles Carrara.

- Angie?

- Sim!

Como eu não havia pensado nisso antes? A idéia era brilhante. Juntar meu pai com a Angie eles seriam o casal mais imperfeitamente perfeito da face de Marte.

- Isso foi fantástico sério, como você pensou nisso?

- Você estava louquinha para juntar seu pai com a Angie só que você nunca percebia o que estava bem debaixo desse seu nariz arrebitado.

- Awwn que amor – abracei-a de um modo que costumávamos fazer quando éramos pequenas – Temos que fazer nossas malas, nosso vôo sai às 9:00 a.m. no sábado.

- É mais antes precisamos ir para a escola porque já estamos atrasadas...

***

O colégio estava normal como sempre... As paredes brancas pálidas com detalhes em anil lustravam o luxuoso pátio do refeitório, os grupinhos já eram formados desde o primeiro ano que eu e Lu estudamos aqui. Todas as vezes que chega gente nova tentamos fazer com que elas se bandeiem para nosso lado, mas nunca dá certo e perdemos para os ICEE “Idiotas Chatinhos Engomadinhos da Escola”. Hoje terei aula de canto, aposto que já mencionei alguma vez que amo cantar, e falarei com a Angie sobre um tal favor que um dia eu fiz para ela.

- Clarissa Castillo? – chamou o professor.

- Presente – respondi erguendo a mão direita para que ele conseguisse me ver.

O Sr. Patrick começou a aula de geografia, ele era inglês mas decidiu vir para Madrid por causa da Sra. Patrick que por um acaso é um amor de pessoa e faz um chá de camomila com canela maravilhoso. Ele estava falando sobre a África e como ela foi explorada pelos portugueses. Eu já sabia essa matéria então decidi criar o meu plano infalível para juntar Germangie. Isso soa bem: Germangie...

- Clary qual foi o tipo de mão-de-obra usada nas áreas de exploração portuguesa? – Sr. Patrick me fuzilava.

-Oi? – perguntei voltando para a realidade.

- Clarissa se não for para a Srta. prestar atenção na aula eu peço que se retire imediatamente da sala.

- Mas eu não fiz nada – ok isso pode ser uma síndrome dos filhos de Hermes, mas o que eu havia feito de tão grave? – As outras pessoas estão se matando de tanto falar, mas eu não posso ficar sem prestar atenção nas suas palavras por dois segundos que o senhor quer me tirar da sala?

- Clarissa já chega! Saia!

- Tudo bem, mas saiba que eu vou direto conversar com a Angeles sobre suas atitudes como professor...

Eu estava vermelha como um pimentão e eu sabia disso porque sentia minhas bochechas pegando fogo, peguei minhas coisas e sai sem olhar para os rostos impressionados que ficavam para trás. Fui direto para a sala da Angie mesmo sabendo dos sérios riscos que correria se meu pai ficasse sabendo que fui expulsa da sala porque confrontei meu professor.

- Angie eu... – entrei sem bater e foi a pior coisa do mundo porque além da surpresa de ver quem estava ali eu havia atrapalhado um momento crucial da vida deles. – Papai?

- Filha! Você não deveria estar em aula agora? – ele perguntou com a testa franzida.

- Era sobre isso mesmo que eu queria falar com você Angie... Eu vim aqui para dizer sobre a transferência porque eu terei que estudar enquanto estiver lá não? – tentei em uma manobra arriscada contornar a situação ao meu favor.

- Seu pai estava justamente sobre isso... E sobre como você gostava de virar o prato de macarrão na sua cabeça quando não queria mais comer. – Angie disse rindo.

- Nossa pai legal você me fazendo passar vergonha com a diretora do meu colégio – eu senti minhas bochechas ficarem rubras.

- É para isso que eu sirvo meu amor...

Eu olhei em meu relógio nervosa e ainda faltava quinze minutos para o fim das aulas. Eu queria sair dali antes que o professor exagerado venha tirar satisfações com a Angie, meu pai e comigo. Porque isso com certeza não seria legal.

- Pai eu acho que vou lá chamar a Lunna ela já deve estar saindo.

- Tudo bem vai lá filha eu te espero no carro.

Eu saí antes de acabar de me despedir de Angie e eu sentiria a falta dela porque tirando a Lu ela é minha melhor amiga também. Ela me entende e sabe o que eu sinto. Os pais dela se separaram quando ela tinha 8 anos ela foi morar com a mãe em Ohio e depois voltou pois não agüentava mais ficar longe de suas raízes.

Encontrei Lunna na saída do saguão então fomos para o carro onde meu pai nos esperava, iria ser estranho viajar para longe sem ela então ainda bem que ela vai junto porque eu não fico perdida e nem deslocada. Amanhã é o grande dia preciso descansar para cruzar o oceano em busca da Buenos Aires perdida...

Notas finais
Obrigada por ter lido até aqui
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.