My Life Is a Diary
20 I Can't Let You Go
Sonhei com ele,sonhei com o Christopher,querendo ou não foi o que me aconteceu...querem saber?Então Let's Go!
-... -Continuei a andar, afastando-me dele.
-Tem certeza de que não se machucou? -Sentia sua presença ainda perto de mim e parecia estar preocupado.
-Ah. Tenho. -Sussurrei, parando de andar.
-Não está doendo...? -Senti ele se aproximar e corei. Balancei a cabeça negativamente enquanto me perdia em pensamentos. -Eu queria ver...
-Hã?
-Se você deixar, eu quero ver como ficou.
Corei. Eu bem sabia que havia machucado na região da barriga, como ele queria ver isso agora?!
-Ah... Não, melhor não. -Murmurei enquanto sentia sua mão envolvendo minha cintura e seu corpo se encostando nas minhas costas. Ele iria...?
-Mas eu quero... -Sussurrou ele em meu ouvido.
Depois de alguns segundos assim, senti sua mão entrando pela minha blusa, estava quase agarrando minha camiseta que eu usava por baixo, mas segurei sua mão antes. Demorou um pouco, mas consegui falar quando minha respiração voltou ao normal. -Não... Você não vai conseguir tocar onde está doendo de verdade. Sua mão recuou, ele deve ter percebido o que quis dizer com aquilo. -Me mostre onde dói. -Disse ele. -Você não entende... -Entendo mais do que você pensa. Me soltei dele, mas ele me pegou pelo braço. -Não me deixe assim. De novo, não. Me virei em sua direção e ele me agarrou, colocando uma mão em minhas costas e outra em minha nuca, pressionando. -Se continuar fugindo assim, eu vou continuar indo atrás de você. -Sussurrou novamente em meu ouvido. Senti seus lábios em minha nuca e então recuei, com a mão na região do peito, meu coração não parava de acelerar. Meus olhos até então fitavam o seu all star preto, não conseguia olhar em seu rosto. Ele suspirou e então meus olhos semicerrados se dirigiram para seu rosto corado, quanto esforço será que estava fazendo para me dizer aquelas coisas? -Eu te gosto muito... muito mesmo. -Foi tudo que consegui dizer.
Vi ele sorrir e abaixar a cabeça. Também abaixei a minha e ficamos nós dois olhando para o chão enquanto eu brincava com meus pés descalços naquele chão quente. -Gosto muito de você. -Murmurou ele rindo. Sorri e ergui minha mão para tocar na sua, mas ele as enfiou nos bolsos do blusão e disse: -Quando puder me mostrar onde está doendo, me chame. Vi ele se afastando e não pude fazer nada. Não é algo fácil de se curar. Me virei e segui meu caminho olhando para o céu. Foi então que ouvi passos apressados atrás de mim e senti braços me envolvendo novamente por detrás. Ele não conseguia deixar-me ir...
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