O tal pub não estava tão cheio, olhei o lugar rapidamente tentando encontrar meu alvo, nada.

Fui me sentar em um banco que tinha em frente a um balcão, pedi uma marguerita, se eu encontrasse o Danny ia precisar estar com álcool no sangue.

Já estava na minha terceira marguerita e nada dele aparecer, já estava pensando em desistir e ir procurar por outros lugares em que ele era visto, me virei no banco encostando no balcão, passei meus olhos pelo lugar novamente, já pensando em me levantar e ir embora. Abri um sorriso instantaneamente, o vi sentado com alguns outros caras em uma mesa, um pouco escondida. Virei-me novamente de frente para o balcão pensando em como me aproximar.

Não sei ao certo quanto tempo eu fiquei pensando nas minhas opções, até que ouvi uma voz rouca ao meu lado pedir uma cerveja, me virei para o dono da voz e dei de cara com Danny Jones, nossa o destino esta conspirando a meu favor eu acho, e quando ia abrir minha boca para falar alguma coisa uma outra voz disse atrás de mim.

‘esta procurando boa compainha?’

Olhei para o ser que tinha me interrompido, vi pelo canto do olho que Danny também o olhou e depois olhou para mim, e ainda ficou observando a cena.

‘estou, mas com você por perto vai ficar muito mais difícil de encontrar’.

Dei meu melhor sorriso pro cara. Ele ficou serio e disse com desdém.

‘não queria sua companhia mesmo. ’

Crianção.

‘ótimo, então estamos os dois com sorte. ’ – me virei para Danny – ‘mas a sua quem sabe. ’ – falei, nem eu sabia que podia ser tão cara-de-pau.

‘mas, eu posso não querer a sua.’- Danny respondeu dando um sorrisinho, fiquei puta, como assim? Ele ia mesmo me dar um fora? Mas eu não iria e nem podia deixar barato.

‘então ta, façam compainha um para o outro então. ’- disse e me levantei indo para a direção do banheiro frustrada por ter levado um fora.

Me encarei no espelho do banheiro, eu posso não ser nenhuma Angelina Jolie, mas também não sou tão feia pra levar um fora de um cara que se acha o gostosão só porque tem uma banda, e um monte de adolescentes com os hormônios a flor-da-pele querendo ter uma noite com ele. Aff quem ele pensa que é? Retoquei minha maquiagem e sai do banheiro decidida a pegar um cara gostosão, no maior estilo Vin Diesel e mostrar para aquele franguinho, que eu posso ficar com homens lindos.

Sai desfilando no maior estilo Naomi Campbell, rebolando e até dando uma jogadinha no cabelo, mas mal sai do corredor do banheiro e senti uma mão na minha cintura me puxando.

Até me assustei, não sabia que minha desfilada estava arrasando tanto assim, quando me virei dei de cara com Danny, perigosamente perto.

Fiquei um pouco sem graça, mas gostei, ele tem pegada.

‘o que você esta fazendo? Você disse que não queria minha compainha.’ – disse me fazendo de difícil.

‘eu disse que eu podia não querer sua compainha, não que eu não queria. E eu não podia furar o olho do meu amigo. ’

‘mas agora eu posso não querer sua companhia. ’

Disse me afastando dele, mas Danny me puxou de volta e me encostou na parede e sussurrou em meu ouvido.

‘eu sei que você quer e esta com a mesma vontade q eu estou de fazer nesse exato momento . ’

Ri para ele e falei sussurrando em seu ouvido.

‘você sabe que vontade da e passa né?’

‘a minha não. ’

Rapidamente Danny uniu nossos lábios e sem mesmo perceber passei meus braços pelo pescoço dele aprofundando o beijo, nossas línguas se tocavam calmamente. Minhas pernas amoleceram quando Danny me puxou mais para perto. Estava me perdendo em sensações, minhas mãos bagunçavam seu cabelo conforme eu me empolgava com o beijo, acho que estava quase em cima dele literalmente.

Quando o beijo cessou continuei de olhos fechados me recuperando, não pensei que seria tudo isso. Abri os olhos encontrando Danny com um sorriso malicioso me fitando, sorri de volta estendendo minha mão.

‘ prazer Vanessa Marcon.’ – Danny sorriu sem mostrar os dentes, e apertou minha mão.

‘Danny Jones, prazer. Acho que pulei essa parte, desculpe. ’

‘ tudo certo, bom Danny acho que já tenho que ir. ’

‘por quê? Nem esta tão tarde. ’

‘bom eu não tenho companhia, não tenho o que ficar fazendo aqui. ’

Eu estava jogando a isca, e esperava que ele a pegasse, porque se não desse certo eu teria que pensar em uma maneira de conseguir me encontrar com ele de novo.

‘nossa valeu, não sabia que minha companhia era tão desagradável assim.

‘não é isso, é que você esta com seus amigos, não quero te atrapalhar. ’

Disse mordendo de leve meu lábio inferior, ele estava mordendo a isca.

‘você não vai me atrapalhar lindinha, você quer ficar com a gente, ou quer ir para outro lugar. ’ – Danny disse com um sorrisinho safado no rosto, deixando claro suas intenções. E claro que eu não daria esse mole para ele, Danny ia transar comigo e me descartar na manhã seguinte, e para o que eu pretendia, essa era a pior coisa que poderia acontecer.

‘acho que podemos ficar por aqui mesmo, por enquanto. ’

Não quis acabar com as esperanças dele, afinal, se fizesse isso ele poderia achar uma vadia qualquer para transar e adeus plano.

Danny sorriu safado e me puxou pela mão até a mesa em que seus amigos estavam, ficamos por ali conversando e dando risada, tenho que admitir que o Danny é um fofo, muito gentil e bem tarado. Sua mão alisava e apertava minha coxa por baixo da mesa, enquanto eu dava sorrisinhos sem graça me sentindo estranhamente quente.

Depois de beber demais, conversar muito Danny resolveu que era hora de ir embora, me deu um friozinho na barriga e de repente já não sabia mais como agir.

Assim que chegamos a porta do pub Danny soltou minha mão, é claro que ele faria isso.

Já dentro do carro Danny se virou para mim.

‘ você vai para onde?’

Para sua casa, pensei em dizer isso, mas não disse.

‘para minha casa, claro. ’

Ele me pareceu meio decepcionado, mas não disse nada. Enquanto eu pensava em alguma coisa para que eu pudesse manter contato com ele. Fui mostrando a direção do meu apartamento, no radio tocava uma musica qualquer que eu nem prestava atenção, ele estava um pouco quieto, acho que a noite não estava terminando como ele esperava.

Chegamos na frente do meu prédio simples, que para ele deveria parecer um muquifo perto da onde ele morava.

‘você quer entrar?’

Quebrei o silencio me virando para Danny que me pareceu surpreso com a minha pergunta.

‘não quero te incomodar. ’

‘imagina, você não vai me incomodar. ’

Ele deu um sorrisinho, e saiu do carro, tadinho agora que ele deve estar achando que vai se dar bem essa noite.

Entrei e subi as escadas- no meu prédio não tem elevador- com Danny logo atrás de mim, podia sentir seu olhar sobre mim, ele devia estar me medindo, parei na frente da minha porta e peguei minha chave na bolsa, antes de abrir a porta me virei para Danny.

‘meu apartamento não é lá essas coisas, não repara. ’

Danny arqueou uma sobrancelha, mas antes que ele me respondesse abri a porta e entrei, parei e me virei para ele.

‘não vai entrar?’

Danny entrou e caminhou ate minha mini sala, enquanto eu fechava a porta e tirava meu casaco.

‘você quer beber alguma coisa?’

Perguntei me aproximando dele, que se virou para mim e balançou a cabeça negando.

‘fique a vontade eu já volto. ’

Fui ate meu quarto, tirei meu sapato e minha roupa, coloquei uma camisola e um roupão por cima, se eu aparecesse só de camisola na frente dele, com certeza Danny iria achar que iríamos transar.

Voltei para sala, e Danny estava com minha câmera na mão. Seu olhar subiu para mim demorando um pouco nas minhas pernas.

‘você é fotografa?’

‘sou, tiro fotos de aniversários, casamentos essas coisas. ’

Não deixa de ser verdade, preciso de um dinheiro extra.

‘interessante, e essas fotos aqui? – disse apontando para umas fotos que estavam na mesinha ao seu lado- quem são?

‘são minha família, amigos que deixei no Brasil’.

Me sentia estranhamente confortável com Danny, sabe aquelas pessoas que te deixam a vontade? Esse era Danny.

‘você é brasileira?’

‘ sou sim, mas não pense que tudo o que dizem do meu país é verdade, porque não é viu.’

‘não estou pensando nada, e porque você veio para Londres?’

Me sentei ao seu lado no sofá e me virei de frente para Danny.

‘vim tentar a sorte, sempre foi meu sonho conhecer Londres.’

‘e esta tendo sorte por aqui?’

‘por enquanto sim, as coisas começaram a dar certo para mim.’-Respondi com um sorriso suave.- estou falando muito de mim, você sabe mais de mim do que eu de você.’

‘o que você quer saber?’

‘o que você faz?’

‘sou musico.’

Respondeu simplesmente.

‘hum...legal, você toca sozinho?

‘não eu tenho uma banda, McFly conhece?’

Me perguntou meio desconfiado.

‘acho que já ouvi falar, vocês são famosos?’

‘Acho que sim, ate agora estamos indo bem, me surpreende você não saber quem eu sou.’

‘ me desculpe sou meio desligada para essas coisas.’

Menti um pouquinho, claro que eu sabia quem ele era.

‘ que nada, acho interessante conhecer alguém que não sabe quem eu sou, o que é meio difícil.’

‘ deve ser difícil, você deve ficar confuso com o tipo de interesse que uma pessoa pode ter ao se aproximar de você.’

Nossa nem eu sabia que eu era tão cínica assim, como eu podia falar isso se eu mesma só tinha me aproximado dele por interesse?

‘é sim, mas da para perceber logo quando uma pessoa tem algum outro tipo de interesse.’

Eu quase dei bandeira quando ele me falou isso, mas disfarcei e dei um sorriso.

Danny se aproximou de mim e de repente ficou calor.

‘acho que você esta me enrolando.’

‘ e porque eu te enrolaria?’

‘não sei me diz você.’

‘ não tenho porque te enrolar,nós estamos conversando.’

‘acho que já falamos demais.’

Danny beijou meu pescoço, me fazendo arrepiar e quando vi já tinha me deixado levar pelos meus instintos.

‘também acho.’

Poxa sou humana e tenho sentimentos, Danny passou a língua pelos meus lábios e começamos a nos beijar, fui me deitando devagar no meu pequeno sofá com Danny entre minhas pernas, acho que foi uma ma idéia ter colocado uma camisola, ela só estava deixando as coisas mais propicias .

Desci minhas mãos por suas costas enquanto as mãos de Danny subiam pela minha perna, me fazendo suspirar e apertar seus ombros, estava me deixando levar pelas sensações e isso não podia acontecer, mas eu não conseguia raciocinar direito.

Danny desfez o laço do meu roupão, enquanto dava mordidinhas de leve no meu pescoço e tentava tirar aquela peça de roupa. Já estava vendo minhas resistências indo ralo a baixo ate que.

“na madruga boladona, sentada na esquina”

“esperando tu passar altas horas da matina”

Meu celular não tocava, ele berrava aquela musica tão conhecida por mim, e por ela eu já sabia quem era. Afastei Danny de mim com um pouquinho de dificuldade, ele respirou fundo e se sentou no sofá passando a mão pelo cabelo. Aproveitei para me recompor.

‘desculpe, mas eu preciso atender.’

Disse sorrindo amarelo, e Danny sorriu meio frustrado.

Peguei o celular e atendi em português.

‘oi amor da minha vida, minha salvadora.’

‘nossa que animação é essa?’

‘prima eu te amo, você me salvou de uma boa.’

De uma boa não de uma ótima, mas eu não precisava citar isso.

‘nossa o que acontece, o que você estava fazendo? Sei que ai é madrugada, vai me conta.’

‘depois te conto tudo, agora me conta você como vão as coisas por ai?’

Comecei a conversar com minha prima que eu tanto amo, praticamente vi essa garota nascer, e quando morava no Brasil éramos super apegadas, o que não mudou muito já que nos falamos todos os dias seja por telefone ou pela internet, Danny me olhava como se implorasse para que eu desligasse logo.

Depois de rir muito com a maluca da minha prima, desliguei o telefone.

‘desculpe, mas era minha prima que mora no Brasil, não podia deixar de atender.’

‘tudo bem, eu sei como é também não vejo minha família freqüentemente.’

‘nossa faz muito tempo que não vejo minha família pessoalmente, sinto tanta falta deles.’

‘imagino, deve ser difícil para você morar em outro pais sozinha.’

‘muito, mas eu estou acostumada, no começo foi pior, mas prometi a minha prima que quando ela terminasse o colegial a traria para morar comigo, para fazer faculdade aqui, assim não vou me sentir tão só.’

‘ eu sei como é, eu ainda tenho os caras da banda, então não me sinto muito sozinho.’

‘foi bom ela ter ligado agora.- Danny me olhou confuso- não me leve a mal, mas eu não costumo ir para cama com uma pessoa que eu não conheço direito.’

‘ tudo bem, não quero que você pense mal de mim.’

‘bom você me disse que tem uma banda, e pelo que me disse vocês são famosos, deve estar acostumado a meninas que se matam para dormir com você.’

‘é, mas isso é um pouco chato, eu me sinto como um objeto às vezes.’

Eu ri, mas pelo menos eu estava conseguindo fazer ele se interessar por mim. Eu acho.

‘acho que eu vou indo, ta muito tarde e você deve estar querendo dormir.’

Ótimo, acho que ele é do tipo que por não estar acostumado a levar um fora, não aceita quando leva um.

‘ tudo bem.’ – fingi que não me importava, mas eu me importei , meu plano poderia ir por água a baixo. Mas se eu fizesse o que ele queria o meu plano também iria falhar, mas pelo menos eu teria aproveitado. Ta esquece que eu disse isso.

Danny se levantou e eu fiz o mesmo, caminhamos até a porta em silencio, abri a porta e Danny saiu, ótimo nem pediu meu telefone.

‘tchau Vanessa, foi um prazer te conhecer.’

‘tchau Danny, o prazer foi meu.’

Antes de sair Danny me beijou mais uma vez e depois que ele foi embora fiquei encarando o corredor vazio, mas que merda. E agora como vou encontrar essa pessoa de novo. Ai Deus eu quero me matar, minha chance, eu devia ter pedido o numero do telefone dele.

Fiquei virando na cama sem conseguir pregar o olho, peguei a lista que tinha feito dos lugares onde poderia encontrá-lo, iria em todos até me encontrar com ele “acidentalmente” .

Três semanas se passaram, fui em todos os lugares possíveis e nada de encontrar Danny Jones por ai, o cara parecia que tinha evaporado, procurei por ele na internet e nas revistas, mas só via que o McFly estava fazendo alguns shows por ai, e nesses dias nem me dava ao trabalho de sair de casa, eu também não poderia aparecer em um show deles, iria ser estranho e eu nem conseguiria chegar perto dele.

Estava tentando enrolar meu chefe o maximo que podia, ele estava me pressionando cada vez mais.

Decidi que sábado ficaria em casa, não estava afim de sair queria descansar, e lá estava eu assistindo qualquer coisa na televisão quando a campainha tocou.

Notas finais
bjinhus!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.