My Korean Heart
1 Capítulo 1
Notas iniciais
*Ku Hye Sun não me pertence, ela é uma atriz famosa na Coréia, já fez muitos trabalhos em dramas como The Musical e Boys Over Flowers onde interpreta a Geum Jandi.
Apresentação
Luna era bonita de sua forma, não era nenhuma top model, tinha herdado os olhos verde-escuro da mãe e o cabelo castanho ondulado do pai e um sorriso que fazia qualquer um se sentir aquecido por dentro, sua amiga era em sua opinião uma das mulheres mais lindas que ela conhecia, quase uma cópia da Taís Araujo, como ela dizia. Cabelos cacheados e volumosos, que emolduravam um rosto que provavelmente ilustraria lendas de deusas africanas, e um corpo torneado naturalmente pelo genótipo (Luna sentia uma pontinha de inveja de suas curvas, mesmo que também tivesse um corpo lindo, magro, porem de curvas suaves e delicadas).
Capítulo 1
Sua rotina estava cada vez mais pesada, saiu cedo de casa, comeu metade de uma maçã e tomou uma xícara de café antes de correr como uma louca desvairada. Olheiras que fariam qualquer um confundir-la com uma panda e um cabelo estilo vassoura de bruxa. Atravessando os corredores, encontrou o auditório por uma placa onde se lia: (Bem vindos estudantes), olhou no relógio.
–Não está tão tarde... — falou consigo mesma. Abriu a porta, -“AI MEU PAI”- pensou, todos olhavam pra ela e o silêncio deu lugar a cochichos, Luna sentiu seu rosto esquentar, vasculhou rapidamente as fileiras de cadeiras procurando sua amiga.
–PSIIIIIIIIU- Mari chamava acenando da ultima fileira. Luna se apressou para sentar-se ao seu lado. – Nossa, você consegue atrair olhares hein!- comentou cutucando a amiga enquanto os outros alunos voltavam suas atenções para o diretor que apresentava os novos professores.
–quase não acordo a tempo, o trabalho no Lee's tá me matando, e o chefe ainda paga mal, mas pelo menos paga... — ela precisava de dinheiro pra ajudar no aluguel do apartamento.
–Você tem que cuidar melhor da sua saúde, você tem dormido pouco e não te vi fazer nenhuma refeição decente nos últimos dias. — Mari concluía a frase quando uma menina da fileira da frente se virou para repreender o barulho.
–AAAAAAAISH!!!- a menina resmungou, fazendo as duas pararem e olharem pra frente.
–Adoro o fato deles não nos entenderem- Mari sussurrou rindo com a amiga.
As duas assistiram o discurso do diretor, que ele insistia em repetir todo semestre, sobre a história do instituto e suas conquistas, enquanto ele falava, a mente de Luna passeava pelas outras fileiras, parando em uma figura que julgou interessante e quando falo interessante quero dizer lindo, MARAVILHOSO, SENSUAL, a menina puxou a manga da amiga.
–Mari, quem é aquele- apontando para o garoto.
–Hum, aquele é o Seunghyun, mais conhecido como T.O.P, aquele do BIGBANG.- Luma secava descaradamente o garoto- hehehe, gato né?
–Ah é, e como... — um colega sentado ao lado do menino, percebeu o interesse das duas e chamou a atenção do amigo, apontando pras elas. Luna ficou vermelha quando percebeu que ele estava olhando e sorrindo pra ela, abaixou a cabeça fingindo ler anotações e Mari começou a rir.
Depois do diretor, alguns professores e ex-alunos falaram e a palestra se encerrou por volta de meio dia, e as duas almoçaram no restaurante do instituto mesmo, assistiram as ultimas aulas e voltaram pra casa juntas no carro de Mari.
–Só tem gato nessa porra!!!- comentou Luna de súbito, Mari deu um pulinho de susto na cadeira, a amiga riu de sua reação.
–Você viu o sorrisinho que o sunbae te deu?- Cutucando o ombro de Luna- acho que ele se interessou por você...
–AI, deixa disso... Mudando de assunto, você viu, amanhã vai ter uma aula prática...
Luna estava na Coréia há alguns meses, conseguiu um trabalho noturno em um bar perto do apartamento que dividia com uma com uma colega, colega que em pouco tempo se tornou uma grande amiga. Faziam juntas algumas aulas do curso de teatro, no Seoul Institute of the Arts.
Mari era brasileira também e morava na cidade há dois anos, então já estava acostumada com os olhares curiosos de desconhecidos. Luna ainda estava pegando o jeito, mas só estar lá já era maravilhoso, a realização de um sonho.
Chagaram em casa por volta das quatro da tarde, e resolveram assistir filmes para passar o tempo, Luna adormeceu.
–Luh, acorda, já são quase 17:40, você vai se atrasar.- sorriu a amiga
–Ah é mesmo- a menina correu para pegar uma bolsa de academia onde guardava o uniforme- eu vou voltar tarde Mari, tem kimchi na geladeira. Fui, beijos.
[Luna on]
Eu odiava aquele emprego, meu colega era legal, mas o salário era baixo e eu perdia muitas horas de sono, sei que poderia procurar outra coisa, mas já havia rodado a cidade inteira e todos ficavam com um pé atrás por eu ser estrangeira. Mesmo assim, eu me esforçava para cumprir com minhas obrigações. Cheguei encima do horário de abrir o bar.
– Cheguei- falando com meu colega Junki que abria a porta de metal do bar. Entrei e fui para os armários e ele foi para dispensa guardar o primeiro carregamento de bebidas da noite.
–LUUUUUH- ele me chamou gritando.
Corri para ver do que se tratava, ele tinha deixado a garrafa de um dos melhores vinhos de arroz do senhor Lee cair no chão e tinha se cortado tentando catar os cacos.
–AI MEU DEUS, Junki, você está sangrando. — me aproximei pegando um lenço de meu bolso e enrolando sua mão.
–Obrigado, mas isso é o de menos. ELE VAI ME MATAR!- falou choramingando enquanto o próprio senhor Lee entrou no lugar.
–Mas que porcaria é essa?! Esse não é... Quem é o responsável por isso?- Junki, de cabeça baixa, já tomava fôlego para falar quando eu respondi.
–Fui eu chefe, me desculpe. — Curvei-me em respeito. Eu sabia da intolerância do chefe com os funcionários homens. — Isso não acontecerá novamente.
–LIMPEM ISSO AGORA! Isso sairá do seu salário, e quero os dois depois do expediente para limpar tudo e fechar o bar, me entenderam?- assentimos com a cabeça. O velho foi para seu escritório com uma careta de raiva.
–Obrigada Luh, te devo essa. — ele sorriu.
–Não foi nada, agora vamos que os clientes já estão chegando.
Trabalhamos até cumprir o castigo e nos preparamos para ir embora. Ele se vestiu e perguntou se eu queria ajuda para fechar a loja.
–Pode ir, eu sei que você vai sair com aquela garota que te deu o número de celular ontem. — sorri com uma pontada de inveja, os casais pareciam brotar ao meu redor. Ele se despediu e foi embora.
Eu já estava indo embora, o chefe apareceu segurando uma garrafa de alguma coisa com um cheiro forte, cheiro que estava impregnado em seu corpo todo.
–Você já esta *soluço* indo embora?- falou e caiu no chão, desacordado.
–Senhor Lee?- falei cutucando o homem, ele não acordava então achei melhor levar-lo até sua sala, onde havia um sofasinho que seria melhor que o chão. Carreguei o homem pesado até o sofá e me virei para sair, ele pegou em minha bunda e eu virei para trás com raiva.
–Você está bêbado!- falei com desprezo e nojo. Apressei-me e fechei a porta do bar jogando a cópia da chave por baixo dela.
–FINALMENTE vou pra casa. — falei pra mim mesma com alívio.
[Luna off]
A menina caminhou exausta pelas ruas do bairro até chegar a casa, quando abriu a porta do quarto tudo que viu foi sua cama.
– Luh, LUNA. Acorda! Vamos nos atrasar. Se arrume logo pra aula. — Luna se levantava lentamente, seu corpo todo doía.
–Já vou, já vou... — disse andando em direção ao banheiro, ligou o chuveiro e sem testar a temperatura começou a tomar banho, com a água gelada, Luna ficou mais lúcida e ágil. Trocou-se rapidamente e pegou seu material, olhou no relógio e percebeu o atraso.
–BORA, já estamos atrasadas. — falou puxando a amiga pelo braço.
–Mas você não vai comer nada antes de sair?
–Não da tempo, eu como alguma coisa quando agente chegar lá.
As duas foram conversando animadas até chegar à sala de aula. Eram as primeiras a chegar, estavam adiantadas, mas não demorou pra que os outros chegassem, e a professora em seguida, a própria Ku Hye Sun (estrela de Boys Over Flowers) era a professora convidada.
–Oi gente!- disse animadamente- eu sou Ku Hye Sun, serei a professora de vocês pelos próximos meses. Não conheço vocês então proponho um jogo. Cada um vai inventar um nome, uma história de vida e se apresentar para os outros como sendo essa pessoa. O objetivo aqui é me convencer de que você realmente é essa pessoa.
Alguns se animaram com a idéia, outros começaram a coçar a cabeça, preocupados. HyeSun apontou para Luna.
–Você começa. — Luna se levantou e foi para o centro da roda, suspirou e começou a falar.
–Meu nome é Julieta, sempre tive tudo que uma garota podia querer, pois venho de uma família rica... Mas de que me adianta o dinheiro. — Pousou dramaticamente a mão na testa. – se não posso ter a pessoa que amo. Graças a uma richa entre nossas famílias nos... — todos ouviam com atenção. – quando ela terminou todos aplaudiram freneticamente. Hyesun a puxou de lado e disse que gostaria de conversar com ela no final da aula.
–OK, isso foi muito bom, próximo... — e a aula teve continuação, quando o horário se encerrou, Mari iria para aulas diferentes de Luna, então saiu na frente, se encontraria mais tarde para almoçar. E Luna ficou com a professora.
–Eu tenho que dizer, aquilo foi realmente muito bom, mesmo que cômico, foi também intrigante. Acho que você realmente tem um dom. Mas... Qual seria seu nome real?
–Obrigada! Meu nome é Luna Sturridge.
–Hum... Americana? Posso estar me precipitando, Luna, mas você conseguiria repetir a performance, porque eu posso te arranjar uma entrevista para um Drama que a minha produtora vai gravar. Está interessada?
–OH FUCK! É sério?- foi a primeira coisa que conseguiu dizer. — consigo, eu adoraria! Na verdade sou brasileira- falou saltitando de alegria.
– ok, esse é meu número. — disse entregando um cartão- me liga mais tarde pra combinarmos tudo ok? Adorei te conhecer Luna.
As duas se despediram e Luna guardou o cartão na bolsa. As aulas tiveram continuação e na hora do almoço ela encontrou a amiga.
–Mari, você não vai acreditar, na verdade nem eu to acreditando. — contou tudo o que tinha acontecido e a amiga até esqueceu o que ia falar.
–Porra! É sério isso? Parabéns amiga- levantou-se sobre a mesa para abraçar a amiga.
–Mas o que você ia dizer?
–Huuum, ah, o Seunghyun(T.O.P) deixou isso cair- tirando da bolsa um livro. — e eu acho que você devia devolver pra ele.
–Mariii, porque eu, você que achou, você que passou pelos mesmos lugares que ele... — quando foi interrompida pela amiga.
–Você que ficou secando ele no auditório. E vê se me agradece ok?
–Você não presta mesmo hein... — As duas riram.
Depois das ultimas aulas as duas correram para encontrar o garoto e o acharam encostado em uma mureta próximo a calçada.
– Sua chance, vai lá, ele tá sozinho. — Mari disse apontando para o lugar onde ele estava.
–Não, eu não tenho coragem. — melhor eu entregar amanhã.
–Nada disso, eu não o segui até aqui pra você desistir agora. — disse empurrando a garota até o lado dele.
Ele olhou para o lado interessado no barulho, e viu seu livro nas mãos de Luna, que ficou sem reação quando parou ao seu lado. Ele sorriu divertido com a tensão da garota.
– Você, eh... Livro... caiu. Toma. — Disse entregando o livro para o garoto, sem olhar em seu rosto.
–Ah obrigado, nem tinha percebido. — Um carro com quatro garotos estacionou buzinando para ele. – Minha carona chegou, obrigado mesmo... Qual o seu nome?
–Luna. — disse enquanto o garoto se afastava andando de costas.
–Ok, o meu é Seunghyun. Agente se vê Luna. — ele entrou no carro e a garota sentiu suas pernas ficaram moles. Luna teve que ser ajudada, pois não se movia, Mari não parava de rir. As duas foram pra casa conversando e Mari comentou sobre a entrevista, perguntando quando seria.
–É mesmo — Disse enquanto entravam em casa. — Vou ligar agora mesmo. – disse pegando o celular e discando o número do cartão, estava nervosa. A professora atendeu.
–Alô, é a Luna, você disse pra ligar mais tarde...
–Oooooi Luna, eu queria mesmo falar com você, eu falei com os produtores e eles perguntaram se você poderia vir fazer a entrevista amanhã. Aqui mesmo na YG Entertainment — Luna fitava o nada, após alguns segundos de assimilação, ela respondeu com entusiasmo.
–Claro, com certeza. Estarei aí... – as duas combinaram o horário e Luma desligou o telefone
Luna estava nervosa e entusiasmada, aquela poderia ser a sua grande chance. Nada poderia dar errado(mas como é de Luna que eu estou falando...).
Continua
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