My Journey Until You
16 This is Who I am
Notas iniciais
Muito Obrigado pelos reviews! Todos foram maravilhosos e me deixaram muito feliz e motivada!
Desculpem a demora, é que não aguentei, precisava deixar o suspense sobre a reação da Elena.
Deu de enrolar...
Boa Leitura!
POV Elena
Lentamente, como se eu estivesse submergindo após um imenso tempo em apnéia, meus pulmões voltaram a funcionar. Eu ouvia vozes no fundo da minha cabeça; elas foram se aproximando, até que minha audição se tornou útil novamente. Havia uma dor localizada em meu pescoço, como uma ardência. Era uma sensação estranha. Aos poucos meu cérebro foi identificando as vozes, eram duas, a mais aguda, era minha conhecida a mais tempo, era a voz de Caroline; ela discutia algo com um homem, o nome dele surgiu, era Stefan. Mas, o que eles faziam aqui?
Como se uma luz se acendesse em meu interior, eu lembrei de tudo. Eu e Damon chegando em casa; Caroline e Stefan nos atacando; algo sobre eu estar gerada ao Damon; e uma dor, uma enorme dor no meu pescoço, causada pelas mãos de Car, ela quebrou o meu pescoço? Ela me matou? Um desespero tomou conta do meu corpo, onde estaria Damon. O que fizeram com ele? Por um momento penso no pior, mas me lembro que posso saber exatamente onde ele está. Me concentro, escaneando a casa, ouço-o respirando no andar de cima. Sinto um alívio gigantesco, graças à Deus ele está vivo.
Respiro profundamente, me preparando para abrir os olhos e tentar correr o mais rápido possível para perto de Damon. Usando todos os meus instintos, levanto rapidamente do sofá em que estava deitada, porém, já subindo as escadas algo me segura. São mãos mais fortes que eu, Stefan.
– Me solta! — digo à ele.
– Não! Nós precisamos conversar. Você precisa nos ouvir.
– Eu não quero Stefan. — repliquei.
– Solta ela! — ah, essa voz, era Damon, muito irritado. Ele estava no topo da escada com um olhar mortal.
– Eu mandei soltar Stefan! Ela pode conversar com vocês sem ser tratada como uma prisioneira. — ele segurava o braço de Stefan, havia chegado ali em um piscar de olhos.
Stefan me soltou, e eu me agarrei a Damon, tentando me fundir à ele, tentando demonstrar que eu ainda estava aqui, com ele. Seguimos Stefan até a sala, onde Caroline estava de pé, parecendo nervosa. Eu nem a olhei, ela havia feito muitas coisas, mas nunca havia me decepcionada desse jeito.
– Tudo bem Stefan. Qual é a explicação sensata para tudo isso? — falei séria, me soltando de Damon e indo em direção ao centro da sala, onde parei, encarando Stefan.
– Bom, Caroline e eu chegamos a conclusão de que você estava gerada ao Damon, por isso agia daquela forma, e parecia outra pessoa. — ele disse sincero.
– Stefan, eu não parecia outra pessoa. Eu sou outra pessoa! — disse começando a sentir algo queimar no fundo de minha garganta.
– Mas e esses sentimentos que você disse que tinha pelo Damon. Isso é impossível. Você ama o Stefan, e vocês precisam ficar juntos. Ele só está te confundindo. — Car se pronunciou pela primeira vez depois que acordei, me voltei para ela, o ódio ardia no fundo de minha alma.
– Eu não acredito Caroline que eu estou te ouvindo falar isso. Eu por algum acaso não tomo mais decisões? Só porque eu amo o Damon, por que eu o amo, isso significa que nós temos um laço de criação?
– Não. Mas é que você deixou de ser a nossa Elena. — ela indicou o "nós" como sendo ela e Stefan.
– Claro. Tomei decisões diferentes. Escolhi um homem diferente de quem você julga ser o certo. E aí você simplesmente aparece aqui, nos ataca e quebra o meu pescoço? — disse guspindo as palavras.
– Você precisava de ajuda. Tyler disse que poderíamos quebrar esse vínculo esquisito. Então foi o que eu fiz. Vim te ajudar a se livrar dele. Aliás, como você se sente?
– Como eu me sinto Caroline? Eu me sinto traída.
– Mas em relação ao Damon, Elena? — Stefan se manisfestou.
– Nada mudou. Porque quando eu olho pra ele, o meu corpo ainda se incendeia de desejo. Porque quando eu olho nesses lindos olhos azuis, eu ainda quero ser consumida por eles. Porque a minha vontade, quando estamos longe assim um do outro, ainda é me jogar nos seus braços e implorar para que ele nunca me deixe ir. Porque eu ainda quero beijá-lo de novo, e ter que me controlar para não atacá-lo e o levar para cama, para fazermos amor. Porque esse meu coração morto ainda o ama, como se fosse o meu último suspiro. Porque ele entrou em baixo da minha pele, e eu não quero afastá-lo, quero que ele seja a minha pele, a minha mente, o meu coração. Quero que ele seja meu e eu dele, por toda a eternidade. — desabafei. Joguei tudo em cima deles, e meu olhar estava perdido no olhar de Damon.
– Então não adiantou nada! — Caroline disse frustrada, enquanto Stefan estava paralisado.
– Caroline, não há nenhum laço de criação. — disse sincera.
– Mas e a história do sangue. Você só vomitava porque Damon disse que você só poderia beber da veia. — Stefan disse esperançoso.
– Entendam, isso é o meu corpo de doppleganger. Bonnie me levou até o professor Shane. E ele disse que isso acontecia porque depois de quebrado o feitiço, meu sangue se tornou algo natural, por isso todo o meu sistema rejeitava a minha nova forma, não-natural.
– Mas, então, você não me ama mais? — Stefan perguntou cabisbaixo.
– Eu amo você. De verdade. Mas não posso mais fingir que eu não quero o Damon, que eu não o amo. Por favor, me de um tempo. Uma chance de viver com ele.
– Ok! — ele sussurrou.
– Agora, se puderem me fazer o favor. Saiam! — disse indo até a porta e abrindo-a.
– Elena! — Car me chamou.
– Vamos Caroline! Eu não quero mais olhar na sua cara. E me agradeça por pensar em perdoar você. — ela saiu de cabeça baixa.
– Você também Stefan.
– Mas eu moro aqui.
– Não hoje. Quando você me acertou com uma estaca, atacou o seu irmão e planejou a minha morte.
– Tudo bem! — ele disse e saiu.
Bati a porta com força. Eu ainda não acreditava no que havia acontecido. Mas de repente, senti braços fortes em minha cintura, e eu deixei que as lágrimas de tristeza e decepção começassem a rolar. Damon me abraçou, e eu agradeci muito por isso. Eu precisava dele. Levantei o rosto de seu peito, olhando fundo em seus olhos.
– Eu te amo Elena Gilbert! Muito obrigado por me escolher! — ele disse profundamente.
– Eu que te amo! Você ouviu o meu discurso? — sorri.
– Claro! E ele jamais será esquecido. — ele sorriu.
– Agora vamos Princesa! Você precisa descansar. — ele me guiou até as escadas.
– Damon. Você podia pegar uma garrafa de Whiskey? — pedi e ele me olhou confuso.
– O quê? O dia foi difícil. — ele riu. Mas rapidamente ja estava com a garrafa em mãos e dois copos.
Subimos calmamente em direção ao quarto. Bebemos quase todo o líquido da garrafa. E rapidamente adormeci em seus braços, tendo a certeza de que, finalmente, eu pertencia à ele.
Notas finais
O que acharam?
Deixem reviews!
Estou precisando de dicas, o que vocês querem?
Mais obstáculos ou românce?
Xoxo.
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